Cia de Ferro Ligas da Bahia S.A. - FERBASA (BVMF:FESA4)
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Apr 29, 2026, 5:07 PM GMT-3
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Earnings Call: Q4 2025

Mar 10, 2026

Boa tarde a todos. Sejam bem-vindos à conferência de resultados do quarto trimestre de 2025 da Ferbasa. Estarão participando conosco hoje, Heron Albergaria, CFO e diretor de relações com investidores, Carlos Henrique Temporal, gerente de relações com investidores, além das equipes de RI e contabilidade. Informamos que a apresentação está sendo gravada. Os slides apresentados estão disponíveis para download no nosso site de RI. Eventuais declarações que serão feitas durante essa conferência, em relação às perspectivas de negócios da Ferbasa, constituem convicções e premissas dos administradores da companhia, baseadas nas informações disponíveis até este momento. Considerações futuras não são garantias de desempenho. Elas envolvem riscos, incertezas e premissas relacionadas a eventos futuros e dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer. Condições econômicas gerais, dos setores de negócio em que a Ferbasa atua, e outros fatores operacionais, podem afetar o desempenho futuro da companhia. Orientamos que as perguntas sejam enviadas durante a apresentação, via ícone de Q&A, no botão inferior de sua tela. Após o encerramento da apresentação, daremos início à sessão de perguntas e respostas. Agora, gostaria de convidar Heron Albergaria de Melo para iniciar a apresentação. Boa tarde aos presentes nesta conferência de resultados da Ferbasa, relativa ao quarto trimestre de 2025. Como de costume, pessoal, a gente faz a conferência de resultado deste trimestre, de modo um pouco mais enxuto, já que a companhia realizará a reunião pública anual, no dia 7 de abril, por via remota e em parceria com a APIMEC. As inscrições podem ser realizadas através dos links presentes no site da Ferbasa ou nos mailings de alerta que serão enviados nos próximos dias. Eu conto aqui com a presença do gerente de relação com investidores, senhor Carlos Temporal, e da contabilidade, senhor Arnaldo Anastácio, a quem direciono meus agradecimentos pelo empenho de suas equipes de trabalho. Agradecendo também aos analistas, agentes de mercado e investidores pela credibilidade conferida à companhia. Neste sentido, reiteramos nosso compromisso com a qualidade e tempestividade na divulgação de informações, com a preservação de princípios tais como integridade, transparência, equidade e independência, e com o uso das melhores práticas de relacionamento com as diferentes partes interessadas. Por fim, faço uma menção ao Dia Internacional das Mulheres, ocorrido no último domingo, e em nome da companhia, agradeço em especial às ferbaseiras e ferbaseiros, por sua dedicação na superação diária de desafios em suas atividades. Passemos, por favor, para o slide quatro, onde consta a agenda da conferência. Iniciaremos indicando os destaques desse quarto trimestre de 2025. Depois comentaremos sobre o desempenho operacional e financeiro do grupo Ferbasa. Na sequência, apresentaremos o painel sobre o mercado de capitais, indicando a evolução da liquidez da FESA 4 e o histórico de distribuição de proventos da companhia. Prosseguiremos com o panorama geral de mercado de ferroligas e siderúrgico. Em seguida, faremos uma breve atualização sobre o status das medidas protecionistas dos Estados Unidos, após a decisão recente da Suprema Corte Americana acerca do tarifaço. Encerraremos a conferência com a sessão de perguntas e respostas. Sigamos para o slide de número 5. Os destaques do resultado do quarto trimestre de 2025, quando comparado ao terceiro trimestre do ano passado, são os seguintes: no último trimestre de 2025, o EBITDA ajustado atingiu BRL 4.3 million, diminuindo 91.5% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. O lucro líquido consolidado foi de quase BRL 100 million, avançando 117% sobre o trimestre anterior. O consumo de caixa anual consolidado atingiu BRL 48.3 million em 2025. Na comercialização de ferroligas, tivemos um acréscimo de 14.8% no volume de vendas, com alta de 34.5% em exportações e de 1.2% no mercado nacional. Houve também a desvalorização de 2% no dólar médio praticado e certa instabilidade no preço médio em dólar das ferroligas. Na ótica operacional, a produção total de ferroligas manteve-se estável entre os trimestres. Indicamos também a elevação de 13.7% no CPV das ferroligas, impulsionada basicamente pelo crescimento de 14.8% no volume de vendas. No âmbito do resultado financeiro, também comparando o quarto trimestre do ano passado com o terceiro, houve um avanço de 65.1% no período, devido ao aumento de 29.7% na receita financeira, como também pela diminuição de 43.1% na despesa financeira. Sobre os investimentos, realizamos BRL 111.8 million no trimestre, um aumento de 51.7% quando comparado ao terceiro trimestre de 2025. Finalmente, mantendo-se como pagadora regular de proventos, a companhia deliberou pela distribuição de BRL 240 million na forma de juros sobre capital próprio, com pagamento de aproximadamente BRL 100 million em 2025 e de BRL 140 million, que estão agendados para junho de 2026. Estes fatores serão um pouco mais detalhados nos próximos slides. Sigamos para o slide de número 6. Aqui nós apresentamos o desempenho operacional da companhia, destacando as variações entre o terceiro trimestre de 2025 e o quarto. O gráfico de barras à esquerda mostra a evolução da produção de ferroligas desde o primeiro trimestre de 2023. Como já indicado, no quarto trimestre de 2025, houve uma estabilidade na produção de ferroligas em relação ao trimestre anterior, mas com alteração no mix produtivo. Sofreu um aumento de 3% na liga de cromo e uma redução de quase 12% na de silício. Vale sempre destacar que uma parcela da produção das ferroligas fabricadas é consumida internamente na geração de outras ferroligas. Assim, parte da produção de ferrocromo alto carbono é consumida na produção de ferro silício cromo, e parte desse ferro silício cromo é consumida na produção de ferro cromo baixo carbono. À direita do slide, o gráfico de barras apresenta a evolução da venda de ferroligas. O aumento de 14.8% no volume total de venda de Ferroligas no quarto trimestre de 2025 em relação ao terceiro teve a seguinte configuração, um incremento de 34.5% nas exportações, que demonstra aí a flexibilidade da companhia em redirecionar o volume não exportado no terceiro trimestre, em razão do acirramento de desafios comerciais trazidos pelas medidas protecionistas dos Estados Unidos, como o antidumping e o tarifaço. No tocante ao mercado nacional, observamos a manutenção na comercialização das Ferroligas, que foi suportada pela estabilidade da produção siderúrgica brasileira. Conforme comentado nas últimas conferências de resultado, todos os produtos exportados pela Ferbasa aos Estados Unidos foram impactados pelas ações protecionistas daquele país. Teremos um slide específico sobre este tema um pouco mais à frente. Vamos agora para o slide 7. Neste slide, apresentamos a evolução trimestral da produção do parque eólico BW Guirapá e os fatores que afetaram sua geração de energia no acumulado do ano. O primeiro gráfico mostra a evolução da produção de energia do complexo eólico entre o primeiro trimestre de 2023 e o final do ano passado, apontando também o volume de energia com compromisso de entrega a cada trimestre, para cumprimento do contrato firmado junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, a CCEE. No quarto trimestre de 2025, a geração líquida de energia da BW Guirapá atingiu 53.8 MW médios, patamar 3.9% inferior ao mesmo trimestre do ano anterior. No caso do parque eólico, essa comparação entre trimestres em diferentes anos calendários se justifica pelo caráter similar da sazonalidade no clima. Como observado no gráfico abaixo, este desempenho foi fortemente influenciado pelo volume de restrições impostas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico, ONS, que suprimiu 14.9 MW médio da geração de energia neste período. A intensificação dessas restrições determinadas pelo ONS permanece uma realidade desafiadora para o segmento eólico nacional, afetando sobretudo as usinas instaladas no Norte e Nordeste do país. Visando mitigar esses efeitos, a companhia participou como associada de uma ação judicial coletiva da ABEEólica contra as diretrizes da ANEEL, que regulam os cortes de geração. Além disso, a BW Guirapá moveu um processo individual contra a autarquia para preservar a companhia ante os efeitos financeiros dessas restrições. A tese está fundamentada no contrato firmado junto à CCEE, que classifica a produção do complexo eólico de maneira exclusiva como energia de reserva. Sobre esse tema, ademais, o segmento eólico aguarda uma reunião específica a ser agendada pelo Ministério de Minas e Energia para tratar do termo de compromisso que foi proposto pelo próprio ministério, pretendendo encerrar o passivo pretérito chamado Curtailment, que tá relativo ao período de setembro de 2023 até novembro do ano passado. Tratando agora dos fatores gerenciáveis, eles tiveram menor participação no resultado no período e foram influenciados basicamente pela calibragem dos equipamentos que orientam os aerogeradores e por danos nas turbinas eólicas, em especial em seus gearbox. Passemos para o slide 8. Neste slide consta a evolução da receita líquida e da taxa de câmbio média praticada entre o primeiro trimestre de 2023 e o quarto trimestre de 2025. As barras verdes identificam a receita líquida do grupo Ferbasa, exceto aquela do complexo eólico BW Guirapá, que encontra-se apresentado nas barras azuis. A receita líquida consolidada no quarto trimestre do ano passado foi de BRL 602.6 milhões, avançando 11.1% frente ao terceiro trimestre e acompanhando a elevação de 14.2% na receita com ferroligas. Este desempenho foi a combinação entre a alta de 14.8% no volume de vendas e de 1.5% no preço médio em dólar das ferroligas, mas com a desvalorização de 2% no dólar médio praticado. Vale ainda indicar que no quarto trimestre de 2025, a receita líquida consolidada foi em 54% oriunda da comercialização no mercado nacional e em 46% das exportações. Passemos agora para o slide 9. Veremos agora a evolução e a composição dos custos de produção, das ferroligas. Observem a trajetória da produção das ferroligas de cromo e silício nos gráficos de barra e dos seus respectivos custos de produção nos gráficos de linha. Os gráficos de linha foram normalizados no primeiro trimestre de 2024 e no acumulado de 2024, para possibilitar a avaliação de oscilação trimestral e anual. Na parte inferior do slide, apresentamos a composição de custos de produção do ferrocromo alto carbono e do ferro silício 75 em 2025, produtos que representam os maiores volumes de produção de ferroligas. Sobre a variação de custo de produção de ferroligas entre o ano de 2025 e o ano de 2024, é possível indicar, a elevação de 13.1% no CPV das ferroligas decorre do aumento de 6.8% no volume de venda e de maiores custos de produção, especialmente com energia elétrica e com minério de cromo. O crescimento de 13.8% no custo da energia elétrica consumida pela metalurgia combinou o retorno aos patamares habituais da tarifa do contrato CESP, que obteve uma redução expressiva em 2024, com o início do contrato de energia com benefício de autoprodução por equiparação e também com a estabilidade dos encargos setoriais em 2025. No Ferro-cromo Alto Carbono, a elevação no custo de produção ocorreu em função de gastos incorridos com energia e minério de cromo, sendo este último impactado pelo ritmo de recuperação das reservas operacionais da mineração e por problemas com a disponibilidade de equipamentos no ano. Neste mesmo sentido, o custo do Ferro-cromo Baixo Carbono cresceu em virtude de aumentos de custos com minério de cromo, energia elétrica e cal. Vale indicar que em relação à operação de calcinação em Euclides da Cunha, os ajustes sobre a nova planta foram concluídos ao final de 2025. O Ferro Silício 75 também acusou efeitos sobre o custo de produção em virtude dos gastos com energia elétrica, como também devido ao menor volume de sua produção. Sigamos para o slide número 10. Vamos abordar agora o desempenho financeiro da companhia. Apresentamos no gráfico a evolução da reserva financeira e do endividamento consolidado entre o primeiro trimestre de 2023 e o quarto trimestre de 2025. Considerando caixa equivalente de caixa e aplicações financeiras, a companhia consumiu um total de BRL 48.3 million de caixa em 2025, cujos fatores determinantes foram o resultado operacional de BRL 403 million, incluindo aí variações na necessidade de capital de giro, pagamento de juros e impostos. A otimização da estrutura de capital com a captação de recursos financeiros via Plano Brasil Soberano do Governo Federal, no montante de BRL 200 million. A amortização dos ACCs no valor de BRL 237 million. O desembolso de BRL 30 million em CAPEX. Adicionalmente, houve também o desembolso de BRL 16.3 million para a empresa coligada Bahia Minas Bioenergia e de BRL 9 million para a BW Guirapá, ambos no primeiro trimestre do ano passado. Temos também o pagamento de aproximadamente BRL 100 milhões de juros sobre capital próprio, dentre o total de BRL 240 milhões deliberados em 2025 para distribuição de proventos. Por fim, encerramos o ano com uma reserva financeira consolidada de BRL 1,085 milhões, ante uma dívida consolidada de BRL 367 milhões, portanto, com a posição líquida de caixa de BRL 718 milhões. Passemos agora para o slide de número 11. Na tabela à direita, observem o resultado financeiro consolidado da Ferbasa. À esquerda, constam os aspectos mais relevantes na avaliação trimestral e uma síntese do resultado acumulado. A receita financeira foi de BRL 48 milhões no 4T25, crescendo 29.7% em relação ao terceiro trimestre de 2025, refletindo na atualização monetária de recuperação de créditos tributários. A despesa financeira totalizou BRL 11.5 million no quarto trimestre do ano passado, recuando 43.1% frente ao trimestre anterior, em função da liquidação total das operações de ACC no terceiro trimestre de 2025. A variação cambial foi de BRL 2.8 million no 4T25, significou uma redução de BRL 4.2 million frente ao terceiro trimestre do ano passado. Em resumo, o resultado financeiro do 4T25 cresceu 65% em relação ao realizado no trimestre anterior. No comparativo entre 2024 e 2025, houve recuo de 15% no resultado financeiro, refletindo a diminuição da receita financeira por consumo de caixa e menor receita com a atualização monetária da recuperação de créditos tributários. Vamos para o slide de número 12. Observem agora a trajetória do lucro líquido, do EBITDA e da margem EBITDA entre o primeiro trimestre de 2023 e o quarto trimestre de 2025. No quarto trimestre do ano passado, o EBITDA ajustado foi de BRL 4.3 million e a margem EBITDA de aproximadamente 1%, um declínio de 91.5% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. O lucro líquido consolidado alcançou em torno de BRL 100 million, com margem líquida de 16.7%. A variação entre os resultados do terceiro trimestre de 2025 e o quarto trimestre de 2025 se deve a uma conjunção de fatores mercadológicos, operacionais, financeiros, que foram comentados no transcorrer desta apresentação. Que a gente pode resumir da seguinte forma. Elevação de 14.8% no volume total de venda de ferroliga. Estabilidade no preço médio das ligas em dólar. Recuo de 2% no dólar médio praticado. Aumento de 13.7% no CPV das ferroligas. Efeito positivo de BRL 50 milhões no quarto trimestre, referente ao cálculo do valor justo do ativo biológico. E receita de BRL 37.6 milhões referente à recuperação de créditos tributários. Sigamos para o slide 13. Trataremos agora de mercado de capitais. Apresentamos no gráfico da esquerda a evolução do número de acionistas desde o ano de 2020, assim como a liquidez do papel medida pelo ADTV. No gráfico à direita, é possível constatar a distribuição regular de proventos desde 2018, uma marca relevante da cultura empresarial da Ferbasa. Sobre o comportamento do ADTV da FESA 4 no quarto trimestre de 2025, o indicador de liquidez da ação saltou 31% em relação ao terceiro trimestre do ano e atingiu BRL 4.7 million, maior patamar trimestral desde o terceiro trimestre de 2024, em consequência das altas de 21% no volume médio negociado e de 8.3% no preço médio da ação. A melhora na liquidez do papel no quarto trimestre esteve aparentemente relacionada com a busca de investidores em participar da distribuição dos BRL 213 million de JCP, anunciado em outubro. No ano de 2025, o ADTV alcançou BRL 3.8 million, ecoando 31% frente 2024. Reforçando a prática de distribuição regular de proventos, em 2025, a Ferbasa deliberou pela distribuição de BRL 240 milhões sob a forma de JCP, alcançando um payout de 127%. Deste montante, BRL 100 milhões foram pagos em 2025 e os BRL 140 milhões remanescentes serão distribuídos agora em 2026. Vamos ao slide de número 14. Veremos agora um panorama sobre os mercados de ferroligas e siderúrgico. Comecemos abordando o mercado de aço bruto e o das ligas de ferro silício. No gráfico, de barras à esquerda, e de acordo com dados da World Steel Association, a WSA, a produção mundial de aço bruto recuou 12.2% entre o terceiro trimestre de 2025 e o quarto trimestre do ano passado. Os destaques desta redução foram desacelerações de 7.3% na China e 3% nos Estados Unidos. Não obstante, vale indicar que os melhores desempenhos entre os maiores produtores mundiais foram Europa e Índia, cujas produções avançaram 6.5% e 2.4%, respectivamente. No Brasil, segundo o Instituto Aço Brasil, o IABr, a produção de aço bruto ficou estável no quarto trimestre de 2025 em relação ao terceiro. Na comparação entre 2025 e 2024, a produção siderúrgica brasileira apresentou comportamento análogo, com discreta redução de 1.6%, em consequência da elevada entrada de aço importado no país, principalmente oriundo da China. Vale pontuar, né, que embora esteja ocorrendo uma expansão do consumo de aço no Brasil, em torno de 3% ocorrido em 2025, que a participação das importações vem aumentando progressivamente no atendimento dessa demanda. Analisando o gráfico de linhas à direita, o qual apresenta a evolução dos preços spot do Ferro Silício em três de seus principais mercados, percebemos que o preço médio em dólar desta ferroliga decresceu nos Estados Unidos e na Europa entre o terceiro e o quarto trimestre do ano passado. Essas reduções evidenciam a resiliência dos Estados Unidos aos efeitos das barreiras comerciais em vigor desde o segundo trimestre de 2025, e o subsequente redirecionamento da oferta de Ferro Silício para a Europa. Na China, mesmo sob pressão de custos com redutores, observamos a manutenção do preço do Ferro Silício 75%. Por favor, vamos ao slide 15. Vejamos agora o comportamento dos mercados de aço inoxidável e de ferro-cromo. De acordo com o gráfico de barras à esquerda, no quarto trimestre de 2025, estima-se ter ocorrido a alta de 1.7% na produção mundial de aço inoxidável em relação ao terceiro trimestre do ano passado, puxada aí pelo crescimento de 3.5% na produção da China. No mesmo período, a Europa registrou avanço de 13% na produção de aço inox, enquanto nos Estados Unidos houve uma diminuição de 17%. No Brasil, as estimativas apontam para a manutenção na produção de aços inoxidáveis no quarto trimestre de 2025. Já em relação ao acumulado de 2024, a produção de inox no Brasil avançou 13% no ano passado. No gráfico da direita, percebemos a evolução do preço spot do ferro-cromo alto carbono nos Estados Unidos, na Europa e na China. O preço médio do ferro-cromo alto carbono recuou discretamente na China entre o terceiro trimestre e o quarto trimestre do ano passado, impactado pelo crescente nível de produção local. Em 2025, as estimativas apontaram uma retração do estoque global de ferro-cromo, por conta do crescimento da produção dos aços inoxidáveis na China e da diminuição na produção de ferro-cromo alto carbono, basicamente associada à África do Sul, algo que não era percebido desde o ano de 2020. Neste mesmo período, o preço médio do ferro-cromo se elevou na Europa e se manteve estável nos Estados Unidos. Passemos ao slide 16. Tratando agora sobre as ações protecionistas na atualidade e seus impactos sobre a Ferbasa, apresentamos este breve slide. Em 20 de fevereiro de 2026, a Suprema Corte Americana declarou o tarifaço adotado pelo governo americano como inconstitucional, extinguindo a tarifa recíproca de 10%, que impactava o Ferro Silício, e a tarifa exclusiva para o Brasil, de 40%, que incidiu sobre o Ferro Silício e Ferro-cromo. Em resposta à imediata essa decisão do Judiciário, o presidente americano anunciou uma nova tarifa global de 10%, através da Section 122, com impacto apenas sobre o Ferro Silício. Como resultado dessas mudanças, as ligas de silício da Ferbasa, que acumulavam 69% de tarifação, passaram a acumular 29%, somatório do antidumping e da Section 122, enquanto as ligas de cromo, que estão contempladas nas listas de produtos isentos, reduziram sua tarifação de 40% para zero. As ligas de cromo não estão mais tarifadas. Em síntese, as mudanças promovidas pelo Judiciário americano impactaram positivamente os produtos da companhia. Com relação ao aço brasileiro, a tarifação norte-americana se mantém em 50% desde junho de 2025. Bom, pessoal, antes de finalizar aqui a apresentação, retomo o convite para a reunião pública anual que realizaremos no dia 7 de abril, em parceria com a APIMEC e por via remota. Como já citado, as inscrições podem ser realizadas através dos links presentes no site da Ferbasa ou nos e-mails de alerta que serão enviados nos próximos dias. Vai ser aí um enorme prazer poder contar com a presença de vocês nesta oportunidade de interação com o mercado. Nos colocamos agora à disposição pra sessão de perguntas e respostas. Obrigado. Reforçamos que as perguntas sejam enviadas via ícone de Q&A. Aquelas já recebidas durante a apresentação estão sendo solucionadas para iniciarmos agora a sessão de perguntas e respostas. Vou convidar Temporal, participação Temporal. Se tiver alguma questão pra gente responder, Temporal, por favor, assuma aí. Heron, boa tarde a todos. De fato, aqui a gente já tem um questionamento aqui do mercado. A pergunta é sobre as tarifas e sobre as ações protecionistas. A pergunta: com a revogação das tarifas pela Suprema Corte Americana no último dia 20, gostaria de saber se a Ferbasa seria uma das empresas beneficiadas. No caso das ações protecionistas na Europa, se tem alguma atualização. Eu acho que a pergunta chegou, talvez, no tempo de aguardo desse último slide, que a gente já comenta sobre. Em síntese, é um assunto importante e sobre a mudança do Judiciário americano, conforme comentado com o Heron, as mudanças elas foram positivas, né, para os produtos da companhia e matematicamente, o resultado da revogação das tarifas, as ligas de silício da Ferbasa, elas acumulavam 69% sobre a tarifação e elas passam a acumular 29%, é 40 pontos percentualmente, né. E as ligas de cromo, elas eram sobretarifadas em 40% e passam a ser incluídas, né, na lista de produtos isentos, portanto, uma tarifa zero. O mercado americano, que até então esteve praticamente fechado, né, para os produtos da Ferbasa, essa nova mudança, né, ela configura, sem dúvida, uma condição mais favorável, né, para os produtos da companhia. Com relação à Europa, são basicamente dois pontos, né, que nós também já vimos. Já estamos comunicando já desde o do trimestre passado, e vale a pena revisitar. Nós temos um bom texto no nosso relatório de administração, que fala sobre ambos. Nós estamos falando sobre as salvaguardas que impactaram as ligas, né, continuam impactando, né, as ligas de silício. A Europa, ela impôs cotas de importação por países, em média, se utilizaram 25%, da média que foi importada pela Europa entre os anos de 2022 e 2024. Fizeram esse estudo e estabeleceram a cota para os países exportadores. No caso do Brasil, é uma cota de aproximadamente 25,000 toneladas de Ferro Silício por ano. Isso significa dizer que, além dessa, desse volume que seja exportado para a Europa, a primeira tonelada que extrapola essa cota, ela passa a ter um preço mínimo para entrar. É um preço de EUR 2,400, aproximadamente, por tonelada, que deverá ser pago na alfândega europeia. É muito provável que isso também pressione os preços, também de forma positiva aí para a companhia. E de forma geral para o mercado de Ferro Silício. O outro ponto importante da Europa, além das Salvaguardas, é o CBAM, que é um mecanismo de ajuste carbono, ainda muito, o Senado está ainda buscando melhores entendimentos, e que afetam apenas, vão impactar apenas as ligas de cromo. Basicamente, as empresas autorizadas, que é o caso da Ferbasa, a exportar para a Europa, elas pagarão uma tarifa com base nas emissões emitidas, né, nas emissões de carbono que foram emitidas. Então, todo o volume exportado agora em 2026, né, essa base será uma base inclusive auditada de emissão de carbono, em 2027 vai chegar uma cobrança com relação a essas tarifas. Ainda tá buscando entendimento, não só o Brasil, mas outros países também. Nossa área comercial tá trabalhando, né, nesse todo cenário recente. Com certeza nós da relações com investidores estaremos informando ao mercado gradativamente com informações mais concretas. Tá bom. É isso, Heron. Reforçamos que as perguntas sejam enviadas via ícone Q&A. Perfeito. Tem uma questão aqui de Fernando Oliveira: "Boa tarde. A companhia mostra há anos um slide de TR com valor adicionado por tipo de participante, onde o valor econômico gerado para os empregados e governo sobem continuamente. Contudo, para os acionistas, esse valor decresce continuamente. Na lógica empresarial, aquele que arrisca o capital, o sócio deveria ser melhor remunerado do que qualquer pessoa. Por que a companhia não olha para o minoritário com a devida atenção? Há anos existe um caixa aplicado em CDBs sem nenhuma destinação, pagando imposto sem sentido. Por que não devolver este capital para o minoritário via dividendos? Não seria melhor fechar o capital da empresa ao invés de ser listado? Obrigado." Várias questões aqui na sua pergunta, Fernando. Eu posso dizer o seguinte, que do mesmo jeito que a Ferbasa realmente mantém uma distribuição regular ao longo do tempo, ela também não tem feito chamadas de capital, porque a opção empresarial da companhia de fazer investimentos estratégicos com, em maior parte, com capital próprio, assim como foi o último movimento relevante da empresa, que foi em 2018, a aquisição do parque eólico. Nas últimas apresentações públicas, a gente já vem sinalizando que a companhia tá se debruçando sobre um novo movimento estratégico a fazer, né, tanto na metalurgia como na área florestal e também nas áreas de mineração. Por conta disso, esse caixa que foi acumulado, que cê se refere, ele foi acumulado basicamente nos anos de 2021 e 2022. Ele não é tão antigo assim, né? É quando começou a amadurecer a ideia de fazer um novo movimento de investimento estratégico na companhia, ela tá se preparando pra isso. Algo já foi feito em termos de floresta, né, aquisição de terra, que é construção de fornos de carbonização, e tá sendo pensado algo realmente relevante na área de metalurgia, que assim que tiver definido, a gente vai noticiar, ok? Em relação ao fechamento de capital, não tem esse assunto na mesa, né? Esse assunto não tá na mesa. A companhia tá satisfeita com o nível de governança que tem. Isso traz uma robustez aos nossos controles e à cobrança do mercado que você tá ajudando a fazer aqui, que nos ajuda bastante em termos de gestão. Muito obrigado mesmo por sua pergunta. Não havendo mais perguntas, retornamos à palavra palestrante para considerações finais. Bom, pessoal, em nome da Companhia de Ferro Ligas da Bahia, e aos que nos acompanharam durante esta teleconferência de resultado do quarto trimestre de 2025, nós agradecemos a todos. Aproveito a oportunidade e envio um obrigado especial às Ferbaseiras e aos Ferbaseiros, por todo o seu empenho dedicado na manutenção da competitividade e da cultura empresarial particular desta companhia. Responderemos por e-mail a todos os questionamentos que porventura não tenham sido aqui mencionados e também nos colocamos à disposição através dos nossos canais de IR. Muito obrigado e um abraço a todos. A conferência da Ferbasa está encerrada.