Metalurgica Gerdau S.A. (BVMF:GOAU4)
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May 12, 2026, 3:00 PM GMT-3
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Earnings Call: Q3 2024
Nov 6, 2024
Bom dia a todos e bem-vindos à divulgação de resultados do terceiro trimestre de 2024 da Gerdau. Sou a Mariana Dutra, Head de Relações com Investidores, e participam dessa videoconferência nosso CEO, Gustavo Werneck, e o CFO, Rafael Japur. Lembramos que essa transmissão está sendo feita com tradução simultânea para inglês, e você pode escolher o idioma de preferência, clicando no ícone do globo na parte inferior da tela. Durante a apresentação, todos os participantes estarão apenas como ouvintes, e, em seguida, daremos início à sessão de perguntas e respostas. Analistas e investidores poderão entrar na fila através do botão "Raise Hand". Vale ressaltar que as perspectivas e projeções apresentadas constituem-se em crenças e premissas da companhia, com base em informações atualmente disponíveis. Considerações futuras não garantem desempenho e dependem de circunstâncias que podem ou não vir a ocorrer.
Passo a palavra agora ao Gustavo para dar início à nossa apresentação. Por favor, Gustavo, pode prosseguir.
Obrigado, Mari. Bom dia a todas e todos. Espero que vocês estejam bem, e obrigado pela oportunidade de nos encontrarmos em mais uma divulgação de resultados. Comentaremos brevemente sobre os destaques do trimestre e sobre as perspectivas para as nossas operações, dedicando mais tempo dessa vez para a sessão de perguntas e respostas. Inicialmente, eu destaco que concluímos o terceiro trimestre de 2024 atingindo a menor taxa de frequência de acidentes na nossa história de 123 anos. Reforço nosso compromisso com a saúde e segurança das pessoas, que, como vocês sabem, é e sempre será a nossa prioridade. Encerramos o terceiro trimestre com EBITDA ajustado de R$ 3 bilhões, refletindo principalmente o avanço das nossas iniciativas de redução de custos e de otimização dos nossos ativos no Brasil.
Mesmo em meio a cenário de sobreoferta de aço no mercado mundial e de incertezas no ambiente macroeconômico global, os volumes de venda da Gerdau cresceram na comparação trimestral e anual, o que reforça a execução acertada da nossa estratégia comercial e operacional. Falando sobre o Brasil em particular, registramos aumento da demanda de aço no mercado doméstico no terceiro trimestre. Apesar da melhor demanda interna, nossos volumes permanecem impactados pela excessiva importação de aço no país, mesmo com o mecanismo de defesa comercial misto chamado de cota tarifa. Esse mecanismo não tem trazido os resultados esperados e precisa ser urgentemente aprimorado pelo Governo Federal. A média mensal de importações de aço nos nove primeiros meses de 2024 foi quase 80% superior à média histórica.
Temos visto, com espanto, grande volume de aço importado entrando por cidades como Manaus, exemplo de como o aço está sendo reencaminhado para outras regiões do Brasil sem incorrer nos impostos de importação necessários. Eu passo a palavra agora para o Japur, que detalhará os destaques financeiros.
Obrigado, Gustavo. Boa tarde para todos e para todas. É sempre o maior prazer estar aqui com vocês na nossa divulgação de resultados. Neste trimestre, registramos lucro líquido de R$ 1,432 bilhão, ou R$ 0,64 por ação, representando expressivo crescimento de mais de 50% em relação àquilo que nós tivemos na comparação com o segundo trimestre de 2024. No mesmo período, geramos fluxo de caixa livre de R$ 3 bilhões, dos quais R$ 1,8 bilhão se referem ao levantamento do depósito judicial do processo sobre a exclusão do ICMS da base do PIS e COFINS. Desconsiderando este evento, a geração de caixa foi aproximadamente de R$ 1,2 bilhão, influenciada pelo maior nível de EBITDA, como o Gustavo já destacou, e por uma liberação importante de capital de giro dentro do trimestre.
Essa significativa geração de caixa possibilitou que encerrássemos o trimestre com uma alavancagem de 0,32 vezes a dívida líquida por EBITDA, o menor nível dos últimos 12 meses. Nosso forte desempenho financeiro foi reconhecido pelas agências de risco, que elevaram o rating da companhia, refletindo a solidez do nosso balanço. Em termos de retorno aos nossos acionistas, incluindo aí os dividendos que nós pagamos e as recompras que nós executamos no acumulado de 2024, temos payout sobre o lucro líquido de 55%, significativamente acima do estabelecido na nossa política. Até o final de outubro, executamos 57% do atual programa de recompra de ações, investindo R$ 729 milhões, ou aproximadamente 2% do market cap da companhia. Além disso, anunciamos o cancelamento de aproximadamente 77% das ações que foram recompradas pela Gerdau S.A.
Avançando para o próximo slide, gostaria de falar um pouco sobre a evolução das nossas iniciativas de redução de custos. Como mencionamos no início do call, elas foram muito importantes para alavancar os nossos resultados dentro desse trimestre. A partir da esquerda do slide, a gente pode ver que no Brasil capturamos neste trimestre R$ 210 milhões em economias. Ainda assim, entendemos que existem mais oportunidades a serem buscadas até o final deste ano em 2024. Nas demais operações de negócio, realizamos boa parte das iniciativas que estavam previstas e os benefícios a gente entende que já estão começando a ser capturados e beneficiar os nossos resultados.
Os ganhos de eficiência que temos conseguido gerar ao longo de 2024 nos deixam confiantes de que vamos atingir o nosso guidance de iniciar o ano de 2025 com R$ 1,5 bilhão de redução de custos com relação à base que tínhamos em 2023. Agora passo a bola de volta para o Gustavo e me junto a vocês durante a sessão de perguntas e respostas. Obrigado.
Beleza, peguei a tua bola aqui, tá? Obrigado, Japur. E reforço que a Gerdau está bem posicionada para entregar resultados sólidos nos próximos trimestres e que permanecemos focados na disciplina de custos e na alocação de capital. Em todos os mercados em que atuamos, haverá impacto natural da sazonalidade de final de ano. Aqui no Brasil, seguimos atentos aos desdobramentos das medidas de defesa comercial sobre a importação de aço e temos uma visão positiva para a demanda, especialmente na indústria da construção, cujo PIB de 2024 deve crescer 4,8%, puxado pela melhoria contínua do segmento imobiliário. Para a América do Norte, sabemos que os nossos volumes e preços de aço serão temporariamente impactados pela desaceleração da atividade econômica, influenciada pelas eleições presidenciais e pela importação de aço nos Estados Unidos, cenário este que deve ser revertido ao longo do primeiro semestre de 2025.
Bem, eu agradeço a atenção de todas e todos e ficamos à disposição a partir de agora para respondermos às perguntas de vocês.
Obrigada, Gustavo e Japur. Daremos início agora à sessão de perguntas e respostas. Lembrando que, ao ser anunciado para fazer a pergunta, você deve aceitar a solicitação que aparecerá na tela para ativar o seu microfone e vídeo. Vamos então à nossa primeira pergunta, que é do Daniel Sasson, do Itaú BBA. Daniel, por favor, pode prosseguir.
Oi, bom dia pela oportunidade. Parabéns pelos super resultados no Brasil, especificamente. Os esforços aí de otimização de ativos renderam frutos em poucos trimestres, trouxe a margem aí para níveis pouco mais razoáveis, para níveis bem melhores do que a gente vinha vindo. Parabéns por essa entrega. A minha pergunta, minha primeira pergunta vem mais no momento de Estados Unidos. Vocês comentaram rapidamente agora, Gustavo, sobre potencial impacto em volumes e preços nos Estados Unidos no curto prazo pouco menores. Concorrente de vocês anunciou uma queda de preço aí no comecinho desse quarto trimestre. Se vocês puderem dar pouquinho mais de cor, o quanto disso vocês acham que é impacto de demanda de fato mais fraca, que obrigou vocês até a mudar pouquinho o mix, aumentar pouquinho o volume de vergalhão no mix de venda de vocês, o quanto que é impacto dessa competição com produtos importados nos Estados Unidos.
Acho que isso pode ajudar a gente. De repente, se vocês preveem algum tipo de medida protecionista agora com as novas, com a eleição do Trump nos Estados Unidos, o que isso muda no cenário. A minha segunda pergunta, talvez para você, Japur, se você puder falar pouquinho sobre a alocação de capital nesse momento, vocês tiveram uma geração de caixa super forte, mesmo excluindo o recebimento pelos tributos, pela reversão de impostos. Se você puder comentar pouquinho sobre qual a cabeça de vocês em relação a uma estrutura ótima de capital. Vocês executaram bastante, quase 60% do programa de recompras aí nos últimos três meses, desde que ele foi aberto.
Se de repente as eleições do Trump mudam a cabeça de vocês para o investimento no México, se vocês talvez estejam pensando em voltar a crescer especificamente nos Estados Unidos ou no Brasil, mudar pouquinho o foco, acho que seria interessante entender como essa forte posição de caixa que vocês têm conversa com investimentos ou retornos para os acionistas. Obrigado, pessoal.
Daniel, obrigado. Japur, vamos nos dividir aqui nessas respostas. Eu vou pegar os dois primeiros temas aqui e aí tu me ajuda a dar um pouco mais de detalhe, tá? Primeiramente, Daniel, foi uma pergunta, mas tu introduziu o tema das reduções de custos. Só queria dizer que essa redução de custos e maior busca de eficiência que impactou positivamente os resultados agora nesse trimestre, elas vieram de plano que a gente comentou com vocês faz alguns trimestres. Então, quando a gente coloca essas iniciativas, elas são sempre muito embasadas com planos muito detalhados. A gente não gosta de falar assim de desejos que não sejam sustentados por planos muito detalhados. Então, o que aconteceu é que nós tivemos uma boa capacidade de executar aquilo que a gente tinha planejado.
Então, essa captura que nós tivemos, que contribuiu de forma muito importante para os resultados aqui do Brasil, veio de uma execução bastante eficiente do plano que a gente havia traçado e comentado com vocês há alguns trimestres. Estados Unidos, de uma forma geral, os resultados da eleição foram muito positivos para nós, em qualquer ângulo que a gente olhe, nos principais ângulos. Não há menor dúvida que ele vai se refletir em resultados mais positivos para nós na América do Norte. O que aconteceu agora no pré-eleição? Houve uma expectativa muito grande do que aconteceria. Todas as pesquisas diziam que haveria uma competição ali mais cabeça a cabeça do que foi. Então, houve ali sentimento geral dos negócios, dos clientes, de compasso de espera. Isso impactou a demanda nos últimos meses.
E aí nós tomamos a decisão, tu comentou bem, da gente não reduzir a utilização dos nossos ativos, dos nossos laminadores, especialmente. Para manter isso, a gente coloca um pouco mais de vergalhão no nosso mix de produção. É uma flexibilidade que a gente tem nas usinas remanescentes pós-venda dos nossos principais ativos de vergalhão para a CMC. Então, nós temos essa flexibilidade que a gente tem utilizado muito bem. A gente entende que mesmo reduzindo a rentabilidade média do mix pela diluição de custos, mantendo uma utilização alta, é ainda positivo para os nossos negócios. Então, agora nós vamos analisar com um pouco mais de detalhe qual a velocidade que essa retomada na economia americana, e mais especialmente no setor de aço, nos nossos clientes, ela acontecerá. Existia uma expectativa, eu acredito, que essa recuperação seria um pouco mais lenta a partir do ano que vem. Talvez isso mude um pouco agora.
A gente não teve tempo de analisar isso. Os resultados da eleição saíram há poucos. A gente segue bastante positivo que os fundamentos do segmento de aço, com todos os pacotes de incentivos federais, eles estão presentes, vão se traduzir em resultados importantes. A grande questão agora não é se vai se recuperar ou não. A gente precisa, Daniel, pouco mais agora de tempo, a gente entender com qual velocidade vai se recuperar. Então, o Japur também acompanhou de perto aí as eleições. Ele certamente tem algo a acrescentar sobre o ponto de vista dele nos nossos negócios no pós-resultado da eleição. Eu deixo para você complementar o que eu falei, Japur, e responder também à pergunta do Daniel no que tange à alocação de capital.
Bom, olá, Daniel. Tudo bem? Acho que pensando um pouco, talvez dando um pouco mais de cor dos detalhes para os pontos que o Gustavo trouxe agora, quando a gente pensa nos resultados desse trimestre e confronta com os dados da economia americana, a gente percebe que desde junho desse ano, de julho em diante, o PMI, por exemplo, está em território negativo abaixo de 50. Então, isso já nos dá um bom indicativo que a demanda, principalmente do setor industrial, que é o mercado primordial para a nossa produção de merchants dos Estados Unidos, já vinha num ritmo mais fraco antes mesmo desse processo eleitoral que agora a gente chegou com a conclusão no dia de hoje.
Então, a gente entende que isso também corroborou para, por exemplo, esses movimentos de preço que a gente viu em merchants que houveram aí no início de outubro, que vão provavelmente diminuir aquilo que a gente vai ver nos próximos trimestres com relação a preço realizado na ponta para os produtos de merchants, que representam uma parcela muito importante do nosso portfólio de produtos, quase metade daquilo que a gente vende na América do Norte. Então, levando em consideração esses efeitos, a gente tem uma pressão de receitas menores nos próximos meses. Mas quando a gente pensa também no aspecto de importações, a gente tem visto maior volume também de importações de merchants entrando nos Estados Unidos, o que também corroborou aí para essa redução de preço que a gente viu.
No longo prazo, agora no médio prazo, passando esse período eleitoral, a gente entende que tem muitas condições para, principalmente depois de nomeados quem vão ser os principais cargos da nova administração, a gente ter mais clareza dos planos de ação para o novo governo, que na segunda metade do ano que vem a gente tem uma perspectiva eventualmente mais positiva e de mercado de aço mais aquecido e mais dinâmico. Essa, pelo menos, é a nossa leitura inicial com relação ao resultado das eleições americanas.
Alocação de capital?
Quando a gente pensa... Eu ia trocar a marcha aqui. Quando a gente pensa agora em termos de alocação de capital, a gente está avançando com o nosso programa de recompras de forma célere. A gente tinha o trâmite enxugado do processo de levantamento de depósito e exclusão do ICMS da base do PIS e COFINS. Então, basicamente, a gente teve execuções de recompra. Você que acompanha o seu relatório aí mensalmente, a gente começou a executar de fato as recompras no mês de setembro. Então, a gente, em dois meses de recompra, entre setembro e outubro, a gente distribuiu e investiu em retorno para os nossos acionistas, basicamente metade do que a gente colocou em CAPEX no trimestre.
É valor expressivo que a gente chegou com isso já no acumulado desse ano, com o que a gente já declarou de dividendos e com recompras com mais de 55% de pO do nosso lucro líquido. E entendemos que, enquanto nossas ações estiverem substancialmente descontadas em relação aos seus pares e ao valor intrínseco delas, que uma vez que a gente tem uma posição de caixa robusta, a gente pode seguir tanto no nosso programa de recompra quanto nas iniciativas de investimento em CAPEX para gerar valor não só agora no curto prazo com as recompras, mas no longo prazo com os projetos que a gente está sedimentando aí o nosso futuro.
A nossa política, o nosso alvo de dívida líquida no longo prazo não tem uma grande mudança com relação àquilo que a gente tinha, mas sim tem movimentos aí pontuais em função de obrigações que a gente tem de curto prazo e os movimentos que a gente teve aí, tanto de juros quanto de câmbio, que eventualmente fazem a gente pensar do ponto de vista de alocação de capital qual a melhor forma da gente manter o nosso balanço dentro de ambiente de maior volatilidade, como a gente está tendo agora nesse final de ano.
Perfeito. Obrigado, Gustavo. Obrigado, Japur.
Obrigado, Daniel. Valeu.
Obrigada, Daniel. A nossa próxima pergunta é do Léo Correia, do BTG Pactual. Léo, pode prosseguir aí.
Tudo bem, pessoal?
Tudo bem, Léo? Já estamos te vendo aqui, cara. Pode seguir.
Legal. Boa tarde a todos. Eu acho que eu vou voltar nessa pergunta da alavancagem e do dividendo e buyback, Japur. A gente tem recebido alguns questionamentos disso hoje de manhã. Acho que a qualidade do resultado não se discute, a melhora Brasil não se discute. Acho que pouca dúvida no operacional. Acho que alguma dúvida no ritmo ainda de buyback. Assim, a desalavancagem foi muito rápida no trimestre. Os números já indo para 0,3, né, débito e EBITDA. Teve obviamente não recorrente nesse ganho, nessa liberação de caixa de vocês. E você comentou que você começou o buyback mais forte só em setembro. Daria para esperar, Japur, que esse ritmo ele acelera nesses próximos meses, especialmente né diante de cenário operacional já né bem mais equilibrado e uma posição de caixa elevada.
Enfim, eu queria te ouvir nesse ponto aí de aceleração do buyback, porque acho que para muita gente que a gente conversou hoje pela manhã, a turma estava pouco incomodada com talvez nível pouco abaixo do que o esperado nessa progressão. Então, o primeiro ponto é esse. Segundo ponto, ainda no Brasil, pessoal, realmente notável essa melhora. Vocês foram para nível de margem EBITDA a nível Dilma para nível 8%, 7%, naqueles lows alguns trimestres atrás para níveis muito fortes de margem, já indo para 17% no Brasil, margem EBITDA. Então, acho que é uma função, obviamente, de todo o trabalho feito in-house. Queria confirmar quanto do R$ 1 bilhão no Brasil já está entregue. Se vocês podem abrir o percentual para a gente ver pouco da evolução. E para quanto que a gente pode imaginar que essa margem possa sair nos próximos trimestres?
Assim, não sei se vocês têm algum número para compartilhar, para ajudar a gente a entender qual que é esse novo nível, dado essa base de custo mais normalizada de vocês. Obrigado, pessoal. São essas duas.
Valeu, Leo. Vou deixar aqui para o Japur responder as duas aí. Vai lá.
Tudo bem, Leo? Acho que com relação aos buybacks e distribuição de valor para os acionistas, acho que é importante lembrar que a gente tem uma distribuição já importante, relevante. Se a gente somar entre dividendos e recompras aí de mais de R$ 2 bilhões no acumulado do ano até os 9 meses, então a gente ainda tem mais coisa para fazer até o fechamento do ano.
E a gente tem outras obrigações que eventualmente vão competir taticamente aí no operacional do dia a dia com relação aos recursos e à velocidade de execução de recompras, como, por exemplo, algumas pequenas aquisições e investimentos de capital que a gente tem feito, como a aquisição que a gente fez do sucateiro Dales Recycling na América do Norte, que a gente teve o closing nessa semana que passou e que é investimento aí de R$ 600 milhões, em torno de R$ 600 milhões, US$ 60 milhões, então em torno de R$ 350 milhões, R$ 340 milhões, que também já vai consumir caixa nesse trimestre. Então, são coisas que a gente vai taticamente, com outras obrigações, vai levar em consideração dentro da nossa execução, mas sim, a gente tem o objetivo de seguir e concluir o nosso programa de recompra aberto.
E, uma vez concluído, o nosso objetivo também é cancelar as ações que a gente venha a recomprar. A gente não cancelou integralmente elas, porque parte das ações a gente vai usar para o nosso programa de incentivo de longo prazo, mas, uma vez concluído esse programa, não tem por que, se os níveis de preço se mantiverem substancialmente descontados, com o múltiplo de Enterprise Value abaixo de 4 vezes, como a gente tem visto a Gerdau negociar nos últimos meses, não tem por que a gente não reavaliar e seguir com outros programas de recompra na sequência. Pensando aí especificamente no Brasil, eu peço ajuda do time para eventualmente colocar o slide da redução de custos aí na tela para o nosso time. A gente tentou manter a mesma identidade visual para facilitar o acompanhamento das iniciativas.
No trimestre passado, a gente comentava que R$ 150 milhões já tinham sido capturados de redução de custos. Nesse terceiro trimestre, a gente avançou e capturou mais R$ 210 milhões que a gente entende que já se incorporam como redução de custos e despesas no nosso resultado. A gente estimava que teria em torno de R$ 400 milhões no segundo semestre do ano, então mais de 50% do que a gente imaginava capturar na segunda metade a gente já capturou nesse terceiro trimestre, porque entendemos que a gente está num bom ritmo para capturar a integralidade desses R$ 450, R$ 550 milhões dentro do ano de 2024.
E, claro, como a gente começou a fazer essas capturas, elas começam no início do ano, mas elas vão se acumulando ao longo do ano. A sua base de custos, ela efetivamente só vai ser integralmente capturada à medida que você analisa essas economias ou esses ganhos que você está capturando hoje. Os ganhos que eu estou capturando hoje no terceiro trimestre ou no quarto trimestre, eu vou capturar e vou realizar no meu resultado ou 50% ou 25%, porque eu só tenho trimestre de ganho. Agora, quando eu rodar o ano inteiro de 2025 com essa base de custos mais baixa, aí sim a gente vai ter a captura integral dessa redução de ter uma base de custos e despesas R$ 1 bilhão em 2025, mais baixa do que a base que a gente teve no final de 2023.
Então, basicamente, esse é o status dessa captura de benefícios. Agora, não entendemos aí nesse momento que isso significa que a gente vai ter expressivas expansões de margem ao longo dos próximos trimestres na operação Brasil, porque também, tradicionalmente, é período que temos maior sazonalidade, períodos de festas, que eventualmente impactam de alguma forma os nossos resultados, assim como paradas de manutenção anuais que a gente tem tanto no Brasil quanto na América do Norte.
Ok, Leo, só para finalizar aqui a explicação detalhada do Japur, tá? Embora a gente vai seguir trabalhando na busca da eficiência e da redução de custos, né? Ainda continua o mercado muito brigado, ainda tem toda essa temática de importação que ela não está resolvida, mecanismo de defesa comercial, ele não foi efetivo como a gente imaginava, ao mesmo tempo que podem se materializar outras oportunidades ano que vem, né? A gente está nessa jornada de reduzir a nossa capacidade de ouro branco, que é direcionada para a exportação, né, nessa jornada, mas isso vai demorar tempo, né? Quem sabe surjam oportunidades ano que vem da gente conseguir crescer pouquinho de volume, pouquinho de rentabilidade da nossa exportação. Nós temos a nova fase da bobina a quente entrando a partir de janeiro, né? 250 mil toneladas.
Então, tem alguns fatores ainda que podem, né, eventualmente, no ano que vem, eles contribuírem para margens mais positivas, né? Mas não deixando de colocar assim que do ponto de vista da rentabilidade, vindo de receita, ainda existem desafios a serem superados no que tange à importação, tá, Leo?
Está ótimo, obrigado, senhores.
Valeu, Leo, obrigado.
Obrigada, Leo. A nossa próxima pergunta é do Márcio Faridi, do Goldman Sachs. Márcio, você pode perguntar.
Obrigado, Mari. Desculpa. É Gustavo Japur, obrigado pelo tempo também. Eu tenho duas dúvidas aqui nos principais mercados de vocês. Primeiro, desculpa, acho que eu estou com pouquinho de lag. Primeiro, nos EUA, eu acho que uma dúvida bem específica, na verdade, que eu acho que a gente tem debatido bastante com investidores, que é relacionado ao spread dos estruturais, principalmente Beams, mas Merchant Bars também, sobre rebar, que historicamente foi muito baixo, né? No máximo $50, e hoje a gente está com talvez $200 a $300 de prêmio aí, na ponta convergindo pouco, né? O que a gente tem se questionado é se esses spreads voltarem dos estruturais para rebar, para o que foi no passado, isso aí teria implícito uma pressão de margem significativa, né?
Então, a dúvida aqui é se volta ou se não volta e por que não voltaria, o que mudou estruturalmente que poderia deixar esses spreads mais altos por mais tempo, né? Do Brasil também, eu acho que vocês falaram pouquinho, o Werneck comentou bastante aí sobre os níveis de importação ainda super altos no Brasil, né? A China atingindo novos recordes de exportação também no mês passado, né? A gente viu tentativas nos últimos 12 meses aí de tentar barrar pouco dessas exportações, né? Mas eu gostaria de entender em que momento a gente está, principalmente você, Werneck, foi muito vocal aí nos, talvez mais no começo do ano, né?
Sobre a necessidade de barrar um pouco essas importações, a gente viu algumas tarifas vindo ao mercado que, sinceramente, a gente não entende muito bem ainda como elas têm ajudado ou não o mercado e é temporária, né? Parece que tem antidumping, discussões de antidumping ainda também acontecendo. Então, se puder atualizar a gente onde está, qual é o push que a indústria tem feito, o que que dá para ser feito e nesse cenário de câmbio aí, se dá para a gente pensar num cenário um pouco mais controlado do ponto de vista de rentabilidade e preço também seria ótimo. Obrigado, pessoal.
Tá bom, Márcio, obrigado. Japur, eu vou começar aqui com a China, tá? Guardo aí contigo essa questão do câmbio, tá? Que o Márcio comentou no final, aí tu me ajuda a detalhar isso aí e a questão dos spreads também eu deixo contigo, tá? Márcio, China, tá? Vamos começar dizendo que qualquer debate sobre estímulo do governo central chinês na economia, etc., etc., tá? Isso não vai reduzir o patamar de exportação, tá? Então, é ilusão a gente achar que esses estímulos, por exemplo, de construção civil, vão aumentar a demanda interna de aço na China, isso não vai acontecer, tá? Que era para ser construído de infraestrutura, já foi, de construção civil residencial também, esses estímulos vão provavelmente ser direcionados para dar acesso à população chinesa às construções já existentes, tá?
Então, nós aqui internamente não temos nenhuma ilusão de que esse patamar de exportação da China ao longo dos próximos 10, 15 anos ele vai reduzir. Então, a gente não se engana e a gente não traça cenário em que isso vai acontecer. Então, a realidade é que a China vai continuar exportando. O excedente de capacidade é brutal. Os 4 milhões de toneladas que o Brasil consome de vergalhão na China tem uma capacidade de 400 milhões de toneladas, 100 vezes mais. Então, esses volumes vão continuar de forma desleal penetrando os mercados, então essa é a realidade que a gente vai ter que encarar. E a questão bate exatamente assim na efetividade dos mecanismos de defesa comercial que foram colocados até então.
A gente demorou aí talvez 12, 18 meses para que o governo colocasse essa primeira medida, o primeiro mecanismo de defesa comercial, né? Esse mecanismo misto de cota tarifa. Houve discurso público, né? De ambas as partes, tanto do governo federal quanto do setor de aço, que depois de 4 meses seria feito check, seria feita uma análise da efetividade desses mecanismos, né? O que se mostrou nesses últimos 4 meses que o mecanismo não foi efetivo até agora, tá? Esse mecanismo precisa ser urgentemente ajustado de uma forma, eu diria até pouco mais profunda, para que ele possa ser efetivo na redução da entrada de aço desleal no Brasil. Então, tu perguntou do momento, né? O momento agora é esse de debate com o governo federal. No nosso ponto de vista, esse mecanismo deveria suprimir aqueles 30% a mais de volume que foi colocado, tá?
Deveria acabar, deveria somente considerar a média de importação que sempre teve no Brasil, né? Mais especificamente essa janela de tempo que foi considerada, né? De 2020 a 2022, suprimir esses 30%. A gente acredita que esses 25% não é suficiente, que tem que subir essa alíquota, tá? Acreditamos também que essas 11, agora com as 4 a mais que foram colocadas, essas 15 NCMs ou 15 produtos, é pouco. Ele deveria abranger toda a gama de produtos de aço que tem competição desleal com esses produtos, tá? Temos sido também, eu diria, um pouco mais incisivos com o governo federal para que ele entenda com mais profundidade e nos mostre esse crescimento da importação de aço via Manaus, né? Manaus, como a ZPE, ela tem esse benefício fiscal, né?
De se importar aço para processamento local e a gente se assustou muito com esse crescente, com essa crescente exportação de aço que entrou via Manaus durante os 4 meses do mecanismo. Isso é, a gente se assustou bastante. Então, a gente pediu para o governo federal compreender, entender isso melhor, ver se isso está dentro da legislação ou não. Então, esse é o momento, Márcio, de debater com mais intensidade, entendendo que os processos de antidumping que estão correndo, eles não têm uma celeridade para trazer essa defesa que a gente precisa. Então, isso vai ser num período aí de 18, 24 meses, então a gente precisa de coisas mais urgentes.
Talvez o mais difícil que foi colocar mecanismo, ele foi feito, mas agora ele precisa de ajustes mais profundos para que de fato a gente tenha uma redução mais significativa desse volume de exportação e a gente possa continuar colocando a nossa capacidade produtiva do Brasil disponível para atender o mercado doméstico. Acho que ia complementar também, Japur, se não, por gentileza, vai essa questão do dólar e a questão dos spreads.
Acho que pontos, tudo bom, Márcio? Acho que pontos aí específicos do câmbio, né? De uma forma geral, em torno de 20% a 25% dos custos da Gerdau aqui no Brasil são em dólares e cerca de 10% a 15% da nossa receita é em dólares. Mas uma parte importante do nosso preço local ele depende do câmbio, pelas taxas de paridade. Então, a gente entende que a gente tem mais uma exposição ativa aí em dólar, então para nós dólar mais fortalecido. Então a gente pensar no dólar médio, trimestre passado, a gente teve dólar que hoje está em torno de 5% a 6% acima do que o dólar médio do terceiro trimestre. Então, isso é 5% a 6% a menos ou a mais de competitividade do produto nacional em relação aos importados.
Então, acho que isso é uma alavanca importante para volumes não só de exportações, mas também de vendas e nossa competitividade aqui doméstica. Voltando à sua primeira pergunta sobre as diferenças dos spreads, dando uma resposta objetiva, vários fatores podem entrar nessa discussão, mas é importante lembrar talvez a dinâmica entre a oferta e demanda dos diferentes produtos. Se a gente traçar uma linha de tempo dos principais investimentos de expansão de capacidade de aço nos Estados Unidos, parte substancial em aços planos e uma minoria em aços longos. Agora, daquilo que está sendo feito de expansões em aços longos, basicamente o que a gente tem são toneladas e capacidades de vergalhão, de rebar, que estão sendo produzidas nos Estados Unidos.
A gente tem poucos ou quase nenhum investimento, é com certeza investimentos Greenfield, a gente não tem nenhum investimento em emergence ou em structural sendo feito nesse momento nos Estados Unidos. Então, esse é dos primeiros fatores que explica do ponto de vista de oferta e demanda, porque a gente tem uma diferença aí, é tendo rebar setor mais competitivo e o setor de emergence e de structural setor de maior diferenciação nesse momento, que se traduz aí num poder de preço maior por parte dos produtores de emergence e de structural. E segundo ponto, acho que é importante, é tema talvez de mais de longo prazo, é que a gente teve uma pressão importante de inflação de mão de obra nos Estados Unidos entre 2020 para cá, depois da pandemia.
E os produtos mais industrializados de maior valor agregado, como emergência e estrutural, que poupam tempo na obra, que aumentam a produtividade e a velocidade de execução de projetos de construção não residencial, eles terminam recebendo prêmio, valor ainda maior em relação ao vergalhão, que demanda mais trabalho manual, que demanda mais pessoas trabalhando no canteiro de obras. Então, acho que esses dois fatores ajudam a explicar por que ao longo do tempo a gente tem tido uma diferenciação do preço de vergalhão e de emergência estruturais maior do que a gente teve no passado, e o que reforça o quão acertada foi a estratégia da Gerdau em focar nesses produtos dentro do seu roadmap e do seu portfólio de ativos na região da América do Norte.
Super claro, Japur, Werneck, muito obrigado.
Obrigado, Márcio, abraço.
Obrigada, Márcio. A próxima pergunta é do Rafael Barcellos, do Bradesco BBI. Rafa, pode perguntar.
Oi, Mari, obrigado. Oi, Werneck, Japur, tudo bem? Vocês me escutam certo?
Tudo bem.
Tudo bem?
Beleza.
Dois desdobramentos aqui da parte de perguntas e respostas. Então, acho que sobre o primeiro aqui sobre o mercado americano, né? Puxando aqui um pouco mais para a visão de curto prazo de vocês, acho que seria interessante entender, né, como vocês estão vendo essa trajetória de resultado aqui agora da divisão, sobretudo aqui no quarto trimestre, né? E se faz sentido a gente acreditar que o quarto trimestre pode ser o pior em termos de margem e que depois ao longo de 2025 ela vai gradualmente estabilizando ou até mesmo melhorando. Para contextualizar essa pergunta, né, nas últimas semanas a gente viu alguns anúncios, né, de aumento de $30 de rebar nos Estados Unidos.
Então, se vocês pudessem também adicionar aqui comentário sobre evento, sobre esse evento e obviamente quais são aí talvez os possíveis desdobramentos aí para merchant, bins, enfim, acho que pode ser legal. E sobre o mercado brasileiro, é follow-up aqui, assim, a gente tem visto alguns participantes de mercado reclamando de uma entrada maior de vergalhão egípcio. Então, se vocês pudessem também comentar um pouco mais essa dinâmica de mercado doméstico, sei que Werneck, você já falou um pouco, mas talvez entender se a percepção é que a dinâmica tem piorado um pouco ou se é mais uma questão sazonal mesmo do quarto trimestre, então entender esse sentimento aqui de mercado, se está piorando, se é pior o suficiente para ter algum impacto em preço ou não.
E nesse contexto ainda de Brasil, Werneck, fazendo aqui, aproveitando follow-up em uma das suas falas, né, do ponto de vista de rentabilidade, né, é notório o trabalho que vocês têm feito, né, de custo de otimização, enfim. É só que eu queria entender melhor quando você comenta que para o ano que vem vocês entendem que existem outras oportunidades de melhoria de rentabilidade, só entender se existem algumas outras iniciativas já mapeadas, né, somando-se a essas que vocês já anunciaram ou seria realmente algo mais mercadológico. Obrigado.
Bom, Rafael, vamos trocar dessa vez, Japur, começa dos Estados Unidos aí, depois eu falo do Brasil.
Tudo bem, Rafa? Acho que sendo de curto prazo, né, tipicamente no quarto trimestre a gente vê uma sazonalidade pelas questões de clima nos Estados Unidos, além da questão das festas, né, como Thanksgiving, Natal, Ano Novo. Então, tipicamente a gente vê volume mais fraco de 5% a 10% no quarto trimestre do que em relação aos outros trimestres do ano. Então, naturalmente a gente tem uma menor alavancagem operacional e esse ano a gente tem também uma parada importante nas usinas de Biddeford como parte de receber não só a parada de manutenção anual, mas também pelos investimentos que a gente está fazendo no nosso programa de competitividade de crescimento de longo prazo para a nossa usina do Texas. Então, isso deve afetar a nossa rentabilidade na América do Norte agora no quarto trimestre.
Além disso, a gente vê essas dinâmicas de redução de preços de merchants no início desse trimestre, no início de outubro, que a gente entende que vai ter impacto no consolidado da Gerdau, perdão, no consolidado da América do Norte, porque merchants é o produto com maior volume, maior representatividade dentro da nossa carteira. A gente não entende que o impacto vai ser integral dos US$ 120 por tonelada que foram anunciados de redução de preço. A gente entende que uma parte importante desses US$ 120 corresponde a descontos que já vinham sendo praticados e que com essa redução de preços não vão ser mais praticados. Então, o efeito líquido da redução de preço no quarto trimestre deve ser menor do que isso.
A gente estima que no consolidado deu $125 e $30, $35 talvez, dependendo do mix, mas naturalmente a gente espera aí uma pressão de competitividade na América do Norte no curto prazo em função desses fatores, mas a gente está otimista com relação ao ano de 2025, levando em consideração os potenciais desdobramentos da eleição do governo Trump e da gradual retomada da indústria e da economia americana dentro desse contexto. A gente falava agora há pouco que o PMI desde o mês de junho, desde julho, está em território negativo, por exemplo, a gente entende que gradualmente isso deva se reverter depois dos períodos de sazonalidade de final de ano.
Quando com relação a esses movimentos pontuais de preço, entendemos que esses movimentos de preço que foram feitos em vergalhão especificamente da América do Norte dizem respeito muito à movimentação de curto prazo que a gente viu no preço da sucata. Então, ele é basicamente acompanhamento dos spreads, manutenção dos spreads metálicos em função de um melhor nível de preço de sucata que a gente tem visto nas últimas semanas em relação àquilo que a gente teve no fechamento de outubro. Então, basicamente é ajuste tático com relação a spread para vergalhão na América do Norte.
Bom, e Rafael, vou indo agora para o Brasil, tá? Tu pegou ponto aí que tu está correto, tá? Que é essa questão do vergalhão egípcio, tá? Eu não fui tão vocal nesse tema quanto quando eu fui lá de Manaus, porque isso aí faz parte do jogo, tá? O Brasil tem acordo bilateral com o Egito, né? Então, é de se esperar que eventualmente entre pouco mais de vergalhão no Brasil, vindo do Egito, né? Aí é o jogo de empurrar, né? A China exportando, né? Buscando outros mercados, é natural que países aí como o Egito, Vietnã, né? Que têm exportado pouco mais para México, Estados Unidos, procurem outros mercados, tá? Assim como já eventualmente a gente via a entrada de vergalhão via Santa Catarina devido a esse abatimento do ICMS, tá? Então, é de se esperar que entre, tá?
A gente não acha que vai ser fluxo contínuo de entrada de vergalhão, tá? Mas ele vai continuar entrando, né? Diferente de Manaus, que não era esperado que isso acontecesse, a gente já está considerando que vai ter essa entrada, tá? Mas a gente acredita que ela não vai ser uma entrada a ponto de complicar de uma forma definitiva o mercado de concreto armado no Brasil. O mercado esse que está muito sólido, tá? Então, a gente está muito positivo para o próximo ano no que diz respeito ao mercado consumidor de vergalhão e de produtos relacionados ao concreto armado. Para o próximo ano, a gente entende que no geral, tá? A gente vai ter ano aqui para os nossos negócios no Brasil melhor no geral, né? Nos 12 meses do que foi o que está sendo esse ano de 2024.
E não é só por conta de mercado ou os fatores mercadológicos que tu comentou, tá, Rafael. A gente ainda tem iniciativas, a gente está buscando iniciativas de otimização, de redução de custos, tá? A gente não vai fechar mais capacidade, né? A gente acredita que com essa hibernação de Barão de Cocais e a da nossa usina de Cearense lá no Ceará, a gente está com uma capacidade produtiva adequada à realidade de mercado que a gente vai ter. Então, a gente não vai ver grandes iniciativas como essa, mas, tu comentou do plano, já está no nosso plano para o ano que vem, a gente seguir buscando competitividade em matérias-primas como minério, energia elétrica, gás natural. Então, a gente vai seguir com iniciativas também para buscar um pouco mais de rentabilidade que não virão só dessas questões mercadológicas, tá?
Dessa equação de importação, tá? Dessa questão da demanda que a gente acha que vai seguir sólida. Então, a nossa visão geral no Brasil, mesmo com essa entrada de vergalhão egípcio, né? E com todos os pontos que a gente já colocou aqui até então, que a gente vai conseguir buscar pouco mais de rentabilidade no geral no Brasil no ano de 2025 em comparação ao que a gente teve na média em 2024. Perfeito. Obrigado, Werneck, Japur.
Obrigado, Rafael.
Obrigada, Rafael. A próxima pergunta é do Caio Ribeiro, do Bank of America.
Perfeito. Boa tarde, pessoal. Obrigado pela oportunidade. Queria puxar a discussão aqui mais para os segmentos de aços especiais e América do Sul. Acho que fica muito claro que no segmento da América do Norte tem benefício grande do resultado das eleições via protecionismo, investimento em infraestrutura, reshoring. Porém, queria ver se vocês poderiam comentar sobre a dinâmica em aços especiais, onde a gente tem visto aí uma demanda saudável no Brasil em função, especialmente, da produção de veículos pesados. Mas queria ver se vocês podiam passar uma cor sobre o que vocês esperam em termos de mudanças de dinâmica para o lado dos Estados Unidos com base no resultado das eleições. E em segundo lugar, na América do Sul.
A margem nos últimos trimestres tem estabilizado por volta de 16%. Então tem ficado nesse patamar, mas vindo de patamares bem superiores, né? Que chegaram a ultrapassar até 30%. Então, queria ver se vocês podiam passar um pouco de cor sobre qual nível que vocês acreditam ser sustentável para esse segmento e se tem algumas iniciativas também de custo que vocês poderiam adotar para essa divisão que poderiam gerar mudanças materiais em relação a essa margem sustentável. Obrigado, pessoal. Tudo bem, Caio? Acho que vou pegar as duas perguntas aqui. Começando por aços especiais, especificamente na América do Norte. Acho que nos Estados Unidos, diferente aqui do Brasil, onde uma parte importante da nossa produção vai para veículos pesados, na América do Norte a nossa produção é muito vocacionada para veículos leves, veículos de passeio e automóveis.
E esse setor, ele depende muito do que a gente chama, os Estados Unidos chamam aí de affordability, que é, poxa, as pessoas conseguem pagar pelos carros e isso está intimamente relacionado com a redução de taxas de juros, que é processo que a gente recém está começando a ver nos Estados Unidos. Então, a gente entende que o ano de 2025, dentro de governo Trump que vai incentivar ainda mais a produção automotiva e a industrialização local, né? O processo de nearshoring e onshoring, a gente entende que tem boas perspectivas de aumento de demanda no curto prazo, à medida que os juros de fato começam a cair na ponta para os usuários de crédito aí que vão comprar veículos, mas também pelos incentivos à maior produção local de veículos automotores. Então, isso na América do Norte. Quando a gente pensa na América do Sul.
Japão, antes de passar para o Brasil, só complementar dos Estados Unidos, uma tese também que eu tenho, tá, Caio, assim, que o endurecimento do acordo comercial de México, Estados Unidos e Canadá e o USMCA, ele vai segurar bastante também a entrada de autopeças, tá? Que hoje existe uma entrada de autopeças, né? De especialmente de reposição nos Estados Unidos, transitando via México, vindo da Ásia, tá? Então, eu tenho a tese também que com o endurecimento, né? Desse acordo comercial e tem uma revisão prevista para 2026, eu tenho a crença também que com esse endurecimento, essa entrada de autopeças, ela vai reduzir. Então, também tem uma possibilidade importante de crescer a demanda nossa na América do Norte para a produção via aços especiais de autopeças, tá, Japão? Só porque eu tenho essa tese também assim que eu acho que vai beneficiar nossos negócios pós-resultado da eleição.
Volta para o Brasil aí.
Obrigado, Gustavo. Então, passando agora na América do Sul, acho que é importante lembrar que a gente, nesse primeiro trimestre de 2023, fez o desinvestimento das nossas joint ventures que tínhamos na Colômbia e República Dominicana, que entravam como equivalência patrimonial no EBITDA, mas não entravam como receita proporcional. Então, tínhamos EBITDA que era mais forte no segmento da América do Sul, porque tinha uma parcela importante do EBITDA que vinha de equivalência patrimonial. Temos rodado ao longo desse ano sem esse comparativo, sem ter essa receita de equivalência patrimonial tanto para o nosso resultado, sendo efetivamente o resultado unicamente sem equivalências patrimoniais, o resultado do Peru, Argentina e do Uruguai.
E dentro dessas operações, a gente entende que as margens devam oscilar entre em torno de 15% a 25% no longo prazo, mas nesse momento, especificamente na nossa operação, na nossa unidade na Argentina, a gente tem passado por processo do mercado mais difícil, em função de tudo que a gente está vendo na economia argentina com relação à redução de gastos e ajuste da economia ao novo patamar, ao novo nível de inflação e aos grandes programas de cortes fiscais necessários, que a administração local está fazendo para colocar, ajustar a economia, mas isso no curto prazo está significando uma redução do nosso volume de entregas na operação da Argentina, entre 40% e 45% naquilo que a gente entregou em volumes, em toneladas, em relação àquilo que a gente entregou no ano passado.
É difícil você manter nível de excelência, de competitividade de custos, operando em patamares de utilização de capacidade tão inferiores ao que a gente estava acostumado, mas a gente entende que esse processo deve se normalizar no médio prazo e a gente segue com programas locais para buscar compensar essas medidas através de ganhos de eficiência.
Perfeito.
Perfeito, obrigado, Japur e Werneck.
Muito obrigado, Caio.
Obrigada, Caio. A próxima pergunta é do Ricardo Monegaglia, do Safra. Ricardo, pode prosseguir.
Bom dia, pessoal, tudo bom? Obrigado pela oportunidade aqui, parabéns pelos resultados. Bom dia. Tenho duas perguntas aqui, bem objetivas. A primeira aqui é em fluxo de caixa, que foi uma surpresa positiva aqui, mesmo excluindo a retirada do depósito. Então, eu queria explorar duas linhas dessa conta. A primeira linha de capital de giro, como que a gente pode pensar na evolução dessa linha nos próximos, ou no próximo trimestre, ou nos próximos trimestres? Pensando talvez que teve uma redução no ciclo financeiro já nesse tri. E aí a segunda linha seria nível de imposto. O nível de imposto foi pouco mais baixo, ou bem mais baixo do que a gente esperava nesse trimestre. Então, só para entender é exatamente o que aconteceu nesse trimestre, teve uma sazonalidade de pagamento diferente, é tem algum fator específico?
E como que a gente pode pensar numa reversão desse fator específico, se é que vai acontecer, né? É para ajudar aqui a gente ter uma ideia de como que pode evoluir, né? Até a linha de fluxo de caixa livre nos próximos trimestres, né? A segunda pergunta aqui seria sobre os Estados Unidos, né? Voltando para os Estados Unidos, né? Eu tenho a impressão que a mensagem do call do segundo trimestre foi que julho ainda teria sido mês bom, né? Em termos de rentabilidade nessa operação, né? De América do Norte. Então, eu queria ver se vocês poderiam dar alguma cor, né? Sobre a magnitude da queda, né? Da deterioração de margem ao longo do trimestre, assim a gente pode entender melhor se realmente vamos começar o quarto trimestre num ponto melhor do que a gente estava esperando, né?
Para a gente ter uma ideia um pouco melhor de evolução de margem mesmo. Obrigado pela oportunidade, viu, pessoal.
Obrigado, Ricardo. Segue, Japur.
Claro, tudo bem, Ricardo. Acho que com relação ao fluxo de caixa livre, a gente espera ainda ter uma liberação de capital de giro do quarto trimestre, até pela sazonalidade típica do ano. Menores volumes geram aí uma redução de capital de giro. Então, a gente entende que, do ponto de vista de geração de fluxo de caixa operacional, vai ser contribuidor aí no quarto trimestre para a nossa geração de caixa. É bem verdade que, por outro lado, no quarto trimestre, tipicamente é o período que, em função das paradas de manutenção, é o período onde a gente tem maior desembolso de CAPEX também. Lembrando que a gente tem ainda guidance de em torno de R$ 6 bilhões de desembolso de CAPEX nesse ano e desembolsamos até aqui em torno de R$ 3,8 bilhões a R$ 3,9 bilhões de reais de desembolso em CAPEX.
Então, aí temos crescimento talvez importante do desembolso em CAPEX previsto para o quarto trimestre desse ano. Quando a gente pensa especificamente com relação à linha de imposto pago, aí tem detalhe específico que a gente, por operar em países distintos, do ponto de vista de resultado, a gente vai apurando o resultado trimestre a trimestre, mas os pagamentos efetivos de imposto de renda, principalmente, eles ocorrem em cada país com calendários distintos, não só os seus calendários, como as restituições, eventualmente, que as empresas recebem ao longo do período, de acordo com as suas declarações. Então, assim como a nossa despesa de juros, que ela obedece mais ao calendário dos pagamentos dos cupons dos nossos bonds, para a linha de imposto de renda, sempre tem essa dificuldade de avaliar exatamente quando vai ser feito os pagamentos ou as restituições, porque cada país tem prazos e momentos distintos.
Geralmente, no primeiro e no segundo trimestre, em abril, a gente tem pagamento maior de imposto na América do Norte, tem pagamento maior no final do ano e no resto do ano a gente não tem esforços tão grandes assim na América do Norte com relação ao desembolso com tributos.
Obrigada, Ricardo. A próxima pergunta é do Lucas Laghi, da XP.
Oi, boa tarde, boa tarde, pessoal. Obrigado pelo espaço aqui.
Beleza, certo. Tudo certo.
Boa. Vamos lá, acho que são alguns follow-ups aqui, de América do Norte, do Brasil, mas Japur, se puder relatar a América do Norte aqui, passar uma noção melhor do impacto ali que a gente viu desse ajuste de avaliação do valor dos estoques e pensando também ainda nessa estrutura de custo aqui de América do Norte para o quarto tri. Acho que ficou muito claro todos os efeitos ali esperados entre volume e preço para o quarto trimestre, mas se tem alguma coisa que a gente tem que ficar atento aqui em relação a custo?
Acho que teve esse custo adicional que a gente viu no terceiro trimestre em relação à parada, esse ponto da avaliação do valor dos estoques, tentar entender melhor, mas se tem alguma coisa para o quarto trimestre que a gente não está mapeando aqui, deveria estar mais em mente aqui em relação a essa estrutura de custo para o quarto trimestre. Olhando para o Brasil, acho que realmente o panorama parece mais positivo, quando a gente olha para a demanda de longos, até menos impactado por volume importado, apesar dessa aceleração que a gente tem visto de vergalhões do Egito e Peru, mas eu queria entender como vocês enxergam a capacidade e o uso de capacidade na indústria.
A gente tem ouvido sobre alguns aumentos, algumas entradas aí para aços longos, entender se isso é algo que vocês enxergam como risco aí para 2025 ou se é algo mais gradual, acaba impactando menos, mas acho que essa questão de aumento de capacidade na indústria também ajuda a gente a entender melhor aqui o panorama para 2025. Obrigado.
Lucas, antes do Japur responder de estoque, só para ver se eu entendi, tu estavas preocupado da gente não ter capacidade para atender a demanda da indústria, é isso?
Não, não, é mais entender o impacto de custo em relação à reavaliação do valor dos estoques que foi passado aqui no terceiro trimestre e o impacto disso em margem, para entender o que a gente projeta para frente.
Mas isso na sua segunda pergunta é sobre o Brasil também, né?
Não, impacto de aumento de capacidade dos outros concorrentes, aqui dos competidores, não da Gerdau.
Entendi. Então, Japur, começa aí.
Deixa eu começar, tudo bem, Lucas? Não, não foi valor material que a gente teve. Tipicamente a gente tem quando em alguns produtos específicos, quando os preços caem mais rápido que os custos, a gente tem que fazer o teste trimestralmente de valor líquido de realização, de comparar o preço do que eu tenho no meu estoque com o preço daquilo que eu tenho no meu produto. Não foi impacto representativo que explique de forma importante a margem do trimestre mais baixo. A gente entende que isso é mais uma tratativa de como a gente representa a nossa contabilidade nos nossos estoques, os valores dos nossos produtos e não deve afetar de forma material o resultado no próximo trimestre.
O que sim tem chance de afetar os nossos custos, a nossa estrutura de alavancagem operacional no próximo trimestre, é a sazonalidade típica que a gente tem no período. Como a gente já mencionou antes, em torno de 5% a 10% a menos de volumes, tipicamente foi o que a gente tem no quarto trimestre, quando a gente pega a nossa série histórica e compara os volumes de entrega. Tipicamente esse é o nível de oscilação que a gente tem. Além disso, a gente tem algumas paradas de manutenção, em particular a parada importante que a gente vai fazer em Middlehaven, que uma parte desses custos, dessas despesas comparadas, eventualmente transitam pelo nosso resultado e vão pressionar um pouco a nossa competitividade.
Mas ao mesmo tempo, a gente percebe que do ponto de vista de matérias-primas dos últimos meses, a gente tem tido custos de sucata mais baixos do que a gente teve na primeira metade desse ano e a gente entende que ao longo do quarto trimestre, eventualmente parte desse benefício dessa sucata mais barata que hoje já está dentro do nosso estoque, também deva se reverter em custo variável do emprego metálico mais baixo no quarto trimestre em relação àquilo que a gente teve no terceiro e segundo trimestre.
E sobre o Brasil, tá, Lucas? A gente, essa preocupação de oferta e demanda, tá, para 2025, ela não está no nosso radar, tá? Do ponto de vista de entrada de capacidade para nós, né, tem as 250 mil toneladas adicionais de bobinas a quente entrando na nossa usina de Ouro Branco a partir de janeiro, tá? A gente tem muita segurança que esse volume adicional ele vai ser entregue para os nossos clientes cativos, para os nossos clientes diretos, tá, via a entrega direta de usina ou via comercial Gerdau, então a gente não tem preocupação quanto a isso, tá? A gente acredita que a capacidade também de longos, de certa forma, ela vai ficar equilibrada, né?
Ao mesmo tempo que tem algumas capacidades marginais entrando, a gente tem escutado a projetos sendo adiados ou postergados, então eu acho que a grande questão segue para o próximo ano, a questão dos importados, que isso pode sim, se continuar crescendo, impactar pouco essa equação, ou seja, em outras palavras, a demanda crescente por longos, se ela for de fato a ser atendida por produtos importados, se essa importação continuar, aí a gente pode continuar nessa dificuldade que a gente tem visto nos últimos meses. Mas no geral não é ponto de preocupação maior para nós.
Boa, obrigado, pessoal.
Obrigado, Lucas.
Obrigada, Lucas. A nossa próxima pergunta é da Eugênia Cavalheiro, do Morgan Stanley.
Bom dia, Gustavo, bom dia, Rafael, obrigada, Mari. Eu tenho duas perguntas, na verdade, para vocês. A primeira é em relação ao nível de caixa mínimo que vocês gostariam de manter no balanço. Então, o caixa deu uma aumentada esse trimestre, acho que teve inflow importante também, então só para entender qual que é o nível que vocês gostariam de ter para frente e mais ou menos na mesma linha também que nível de alavancagem vocês se sentem confortáveis. A alavancagem da empresa está muito baixa, mas só para entender mais ou menos onde vocês pretendem ficar nos próximos trimestres.
E em relação à divisão de South America, eu queria entender se vocês têm algum outlook diferente do que foi passado no Investor Day nesses meses aí, ou mais ou menos mês que teve desde então, teve alguma mudança aí do que vocês estão vendo em cada um dos países. Obrigada.
Obrigado, Eugênia. Segue, Japur.
Tudo bem, Eugênia? Acho que com relação à nossa estrutura de capital, ótima, não tem uma mudança estrutural nesse momento. A gente eventualmente pode revisar ela em função dessa flutuação maior que a gente está vendo na taxa de câmbio nessa segunda metade do ano. Quando a gente estabeleceu lá atrás uma dívida bruta em torno de R$ 12 bilhões e caixa em torno de R$ 6 bilhões, a gente naquele momento estava com dólar em torno de R$ 3,90, R$ 4. Hoje em dia a gente está com uma outra realidade, é bem verdade que estamos com uma outra realidade de empresa também, mas nesse momento a gente não tem uma mudança importante com relação à nossa estrutura de caixa alvo objetivo.
Do ponto de vista de alavancagem, a gente tem limite de não ter mais que uma vez e meia de dívida líquida EBITDA, estamos muito saudavelmente abaixo desse patamar nesse momento. E lembrando que isso não é alvo de estrutura de alavancagem, e sim limite de quanto a gente está disposto a ter como forma de ter a nossa disciplina e rigor na aprovação de CAPEX e desembolsos com as nossas obrigações. Passando para a sua segunda pergunta sobre a América do Sul, acho que não houve uma mudança expressiva com relação àquilo que a gente viu no Investor Day para a América do Sul. Temos sim uma retomada mais lenta e mais gradual do nível de atividade da economia argentina.
É talvez em algum momento ao longo de setembro a gente já via sinais de uma retomada mais rápida da economia argentina para os patamares que a gente viu no ano anterior, mas a gente tem percebido ao longo do resto do terceiro trimestre que vai ser eventualmente aí processo de recuperação de setores de construção e outros setores consumidores de aço, talvez mais gradual do que a gente imaginava no primeiro momento.
Súper claro, gracias.
Obrigado, Eugênia. Mari?
Pessoal, nossa próxima pergunta aqui é do Igor Guedes, da Genial. Igor, pode prosseguir.
Boa tarde, pessoal. Obrigado aí por pegar minhas perguntas e parabéns aí pelos resultados. Vimos ali a estratégia de direcionar o volume para a exportação no Brasil, né, na ON Brasil, e no call do trimestre passado vocês já haviam nos avisado que isso aconteceria agora no 3T, principalmente por conta aí de dólar mais alto, né, uma taxa de câmbio com valor oportunístico aí para direcionar para as exportações. E aí, com a eleição do Trump agora, né, o dólar já voltou a subir hoje. Olhando internamente aí o fiscal do Brasil, também as perspectivas não são muito boas aqui do lado doméstico. Então, com isso, a expectativa seria de uma taxa de câmbio ainda num patamar bem alto, né, nos próximos meses.
Então, seria possível pensar num direcionamento de exportação e também num volume alto ali para o quarto trimestre ou para 2025 em sequência? E se sim, que tipo de mix ali vocês pensam em exportar do ponto de vista comercial? Há uma possibilidade de direcionar aí talvez esse volume com mix de maior valor agregado ou continuaria sendo semiacabados também? E a minha segunda pergunta aqui é, de novo, nessa questão do dólar, eu sei que o Japur já comentou isso ao responder ali à pergunta do Farid, mas eu queria aprofundar um pouco mais no detalhe ali o impacto do dólar nos custos. Esse patamar aí cada vez mais alto poderia, de alguma forma, oferecer downside risk para a redução de custo na ON Brasil?
Existe alguma dependência específica de insumos em dólar que vocês enxerguem dentro da estrutura de custo? Sabemos que tem algumas usinas que possuem uma dependência muito grande de compra de placa de terceiros e o dólar tem influenciado muito o custo das siderúrgicas em geral. Então, eu queria entender se isso seria o caso de vocês ou quais insumos vocês acham que teriam impacto maior em relação a essa alta do dólar. Muito obrigado.
Tudo bem, Igor? Acho que, sendo específico ainda na sua pergunta, e a parte de custo depois a gente pode passar rapidamente aqui, dar encaminhamento, mas depois você pode explorar com mais detalhes com o nosso time de RI, com a Mari, com a turma, para entender mais no detalhe em cima do que a gente tem no nosso guia de modelagem para entender mais no detalhe. Mas deixa eu pegar a primeira sua pergunta sobre exportações.
A gente teve volume expressivo de exportações nesse terceiro trimestre, como a gente tinha já direcionado aí e dado essa indicação já no call do trimestre passado, e entendemos que com esse nível de dólar que a gente está apresentando agora nesse trimestre, a gente já está começando o trimestre com dólar aí 5% a 6% acima do que a gente teve de dólar médio do trimestre passado. A gente entende que a gente segue com mais espaço e com mais condições de ser ainda mais competitivos na exportação, porque a gente está ao mesmo tempo reduzindo os nossos custos em relação àquilo que a gente tinha no terceiro trimestre, no segundo trimestre, e com dólar melhor para exportar.
Então, nesse sentido, a gente entende que sim, tem espaço para a gente ter crescimento ainda maior dos volumes exportados a partir do Brasil e, dentro dessa possibilidade, exportar pouco mais, talvez já seus planos, ou pouco mais de produtos de maior valor agregado, é uma possibilidade concreta dentro desse novo patamar de câmbio que a gente tem visto, que talvez em algum momento a gente pensou que seria transitório, mas hoje os indicativos que a gente está tendo é que vai ser uma taxa talvez pouco mais alta por mais tempo.
Com relação à estrutura de custos, é dentro do Brasil, na nossa operação Brasil, os principais insumos que a gente tem dolarizados são o minério de ferro que a gente compra de terceiros, que eventualmente ele não é pago em dólares, mas a precificação tem a ver com o dólar e com o preço internacional do minério de ferro. Então, é como se o dólar fosse esse custo, ainda que a gente não liquide em dólar essa obrigação, e as importações de carvão metalúrgico, que aí sim são dólares efetivos que a gente paga para fazer o clearance da importação. Então, esse mix, pensando entre quanto temos de produção a partir de plantas integradas e de plantas à base de sucata, em torno de 25% dos nossos custos são, entre aspas, denominados ou pagos em dólares.
É quando a gente pensa no nosso programa de redução de custos e despesas, a gente sempre refere, Igor, que são custos e despesas controláveis. Então, tudo aquilo que tem a ver com a nossa atuação, custos de manutenção, custos fixos, consumos de materiais específicos, tudo isso que a gente controla com a nossa eficiência e competitividade, a gente colocou nessa conta. Agora, variações de sucata, variações de minério de ferro, variações de carvão, não fazem parte daquela conta, daquela economia de redução da base de custos e despesas de em torno de R$ 1 bilhão que a gente projeta para a operação Brasil em 2025, em comparação ao ano de 2023. Então, a gente não entende que eventualmente uma taxa de câmbio mais elevada possa ser risco frontal aí para os nossos esforços de competitividade na operação Brasil nesse momento, Igor.
Mas se você tiver mais perguntas, a gente pode fazer o follow-up depois com o time de RI. Não, perfeito, super claro. Obrigado, obrigado, Japur.
Obrigado, Igor. Mari?
Obrigada, Igor. Obrigada, pessoal. Com isso, a gente encerra aqui a nossa sessão de Q&A e eu agradeço a todos e passo a palavra novamente ao Gustavo para as considerações finais.
Beleza, Mari, muito obrigado aí pela organização da call e mais uma vez, em meu nome, em nome do Japur, agradecer a participação de todas e todos, né, sempre enorme prazer falar com vocês. E aproveito para convidá-los para a nossa próxima videoconferência de resultados referente ao quarto trimestre de 2024, que está agendada para o dia 20 de fevereiro de 2025. Então, muito obrigado, forte abraço e se cuidem.