Construtora Tenda S.A. (BVMF:TEND3)
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May 5, 2026, 5:07 PM GMT-3
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Earnings Call: Q2 2025
Aug 8, 2025
Bom dia a todos. Estamos iniciando mais uma apresentação de divulgação de resultados da Construtora Tenda. Sou o Leonardo Dias, Coordenador de Relações com Investidores. Temos aqui conosco hoje o Rodrigo Osmo, nosso CEO, e o Luiz Maurício, nosso CFO e DRI. A dinâmica será parecida com as anteriores. O Luiz vai falar sobre os destaques operacionais e financeiros e quem tiver alguma dúvida e quiser fazer perguntas, é só levantar a mão que faremos a moderação conforme a ordem das perguntas no Q&A. Passo a palavra para o Luiz. Luiz, por favor, pode seguir com a apresentação.
Obrigado, Léo. Bom dia. Falando um pouquinho, começando pelos destaques do tri, acho que foi mais um tri que reforça nossa confiança no programa e no segmento de habitação popular no país. Tivemos alguns outros recordes importantes, né, então a companhia reportou um lucro líquido recorde histórico pra qualquer trimestre, né, da história da companhia. Nos últimos 12 meses, o nosso resultado medido pelo lucro líquido, já que equivale a um retorno sobre patrimônio na ordem de 38% e a nossa dívida líquida corporativa segue num patamar supercontrolado, tá negativo em -4.1.
Acho que, de forma geral, a nossa performance de vendas e a performance do tri corrobora a decisão estratégica da companhia de acelerar o volume, principalmente no segmento Tenda, o que nós vamos falar adiante, no slide sobre o guidance. Bom, alguns destaques nesse tri. Um deles foi o lado de dívida corporativa, né. Fizemos duas emissões. Em maio foi liquidada a 12ª emissão de debêntures simples da companhia. Aqui é um custo importante destacar que esse custo é all-in, né, então ele não necessariamente é comparável com outras operações a mercado, onde as taxas de fee e custos de distribuição estão segregados. Esse custo all-in já é de 2.1 CDI mais 2.1.
Tivemos também uma operação de recebíveis, essa aqui é uma operação continuada de 6 meses, então foi feita a liquidação de uma primeira tranche e nós esperamos mais 2 tranches ainda agora no segundo semestre. Também o custo aqui da operação é um custo all-in, já incluindo os fees e etc. Tivemos outra notícia muito importante pra todos os nossos credores e stakeholders, né, que foi a elevação do rating de crédito da companhia. A S&P fez uma elevação de 2 notches, de A- para A+, e acho que a perspectiva aqui foi dada como neutra, mas a sinalização que nós temos é que a companhia, continuando essa sequência de resultados, tem tudo pra que a companhia continue tendo aumentos, ou seja, melhoras na escala de rating, tanto global quanto da emissão.
Também acho que fruto da melhora do nosso resultado e é uma estratégia de passar a ter uma distribuição, voltar a ter, no caso, né, já foi o caso no passado, mas estratégia da companhia de voltar a ter uma distribuição mais frequente de dividendos. Anunciamos uma distribuição aprovada pelo Conselho de Administração da companhia de BRL 50 milhões. A ação ficou ex ontem e esse provento está previsto ser pago no último dia útil desse ano, dia 30 de dezembro. Acho que aqui esse gráfico ele corrobora um pouco do que nós vínhamos falando sobre a estratégia da companhia de acelerar o volume de lançamentos e consequentemente de venda. Essa estratégia segue, tanto que ela resultou na revisão pra cima, né, do guidance de venda do segmento Tenda.
Aqui eu acho que esse ponto é muito interessante, né? Porque a gente, nós vimos alguns comentários, né, sobre margem. De fato, a nossa margem total teve uma pequena queda nesse tri, mas quando a gente coloca na conta a redução, o tamanho da redução do pró-soluto pós-chaves, né, que é o TCD, Termo de Confissão de Dívida. Então a redução do pró-soluto pós-chaves ela foi muito expressiva. Num primeiro momento, a companhia, como nosso foco, ele segue na margem bruta rasa, que é exatamente a margem bruta descontando o pró-soluto pós-chaves, cês veem que ela seguiu subindo. Então a gente subiu mais 40 bps ali, foi de 32.7% pra 33.1%.
A gente entende, né, que o mercado também olha muito para a margem bruta total, apesar do recebível, né, o valor presente ele ter pouco impacto, né, no curto prazo. A nossa estratégia aqui é não mais continuar caindo, né, o TCD, né, o pró-soluto pós-chaves. A gente pode argumentar que essa queda aqui da margem no trimestre, ela tem três razões principais, né. Primeiro, a redução do volume de cheques em estados como Rio Grande do Sul e Ceará. Segundo, a queda do pró-soluto pós-chaves, como eu disse aqui, que é a forma mais fácil de compensar essa queda de margem e num primeiro momento isso não foi feito, mas é a nossa estratégia para o segundo semestre. Terceiro, o dissídio. O dissídio ele entra nos orçamentos de obra de uma vez.
Ele não foi totalmente compensado num primeiro momento pela reversão de inflação, que ela acontece de forma um pouco mais gradativa. Mas é um efeito one-off também, que acontece normalmente no trimestre quando tem o dissídio. Acho que são essas três razões principais, mas todas elas, vamos dizer, não recorrente para frente. Vamos lá. Sobre margem, eu comentei. Acho que a gente continuou, quando a gente olha a margem bruta, recorrente, né, no segmento Tenda, ela foi praticamente em linha com o último tri, de 36.5%. Lembrando que a Tenda, diferente de outras empresas do setor, ela reconhece ITBI e emolumentos na margem, isso onera a margem bruta, diferente de outras empresas onde isso transita pela despesa comercial.
A nossa margem comparável, né, vamos dizer se essa despesa de ITBI e emolumentos não transitasse, não impactasse a margem bruta, a nossa margem comparável com outras empresas, ela seria algo como 2.2-2.5 pontos percentuais maior, né? Essa margem aqui, ela praticamente é uma margem de 39%, né, comparável a outras empresas que têm essa contabilização diferente. Mas a margem segue estável, e de novo, a gente entende que esse é o patamar que também tá refletido no guidance do segmento Tenda, né? Entre 36% e 37%. Aqui a gente continua tendo um forte, a gente teve um falando um pouquinho de Alea, né, acho que a gente, no dia 26 de julho, agora, divulgamos uma nova apresentação, é, sobre Alea, com uma mudança um pouco da nossa estratégia.
Alea, de fato, passou por um crescimento de obras muito expressivo, né? No último tri, a gente, nós estávamos com 28 obras em andamento, agora são 26, mas isso veio num espaço de curto tempo. A gente saiu, nós saímos de 10, 11 obras, né, como cês veem, pra 26, 28. Então um crescimento muito expressivo. O problema é que essas obras, como o foco inicial era o crescimento da Alea, essas obras acabaram ficando muito espalhadas e parte da revisão estratégica que nós anunciamos agora é justamente reduzir as manchas construtivas na Alea de 7 para 3 no estado de São Paulo. Então essa redução ela propicia uma execução contínua num raio muito mais curto, né?
Antes, as obras tinham uma dispersão muito grande, não tinham continuidade dentro de uma mesma mancha. Uma vez que nós reduzimos pra 3 manchas, mantendo o guidance de vendas, isso significa dizer que nós lançaremos muito mais concentrados. Ao lançar mais concentrado, você passa a ter uma continuidade na execução. Essa continuidade, ela permite que você forme equipe, qualifique. Essa equipe passa a ter uma produtividade superior, você executa as obras num tempo mais curto e consequentemente consegue ter o ganho de produtividade, que também reduz custo fixo nos canteiros e por aí vai. Eu acho que é uma mudança importante, sem dúvida nenhuma, no curto prazo. No curto prazo, isso traz um impacto em margem.
A gente, nós temos obras, né, em várias cidades que vão ser descontinuadas, então isso traz um impacto. Essas como essas obras serão descontinuadas, essas obras tão tendo um tempo de execução mais longo, e isso consequentemente traz um impacto em custo. Mas nós entendemos isso aqui como transitório, e acho que é algo, uma mudança estratégica necessária pra que a companhia tenha, né, uma eficiência construtiva na ponta e, de fato, consiga chegar no seu foco, que é estabilizar tanto lucro quanto queima de caixa já a partir de 2026. De forma geral, as grandes conquistas aqui da Alea nesse período foram a performance de vendas. A companhia segue batendo recorde trimestral de venda, o que mostra que a aceitação do produto é muito forte.
Contratamos o projeto Canoas, foi assinado pela Caixa na quarta-feira dessa semana. Era mais uma etapa importante que faltava, já tinha sido contratado num evento lá em Canoas e agora teve assinatura da própria Caixa. O projeto segue agora para o rito final e até o final do ano, início das obras. Todo o roadmap de industrialização, isso também explica um pouco o maior consumo de caixa da Alea no tri, ele foi feito, para quem esteve na fábrica recentemente, viu que fizemos investimentos importantes em estufas de secagem, várias diversas etapas do processo construtivo foram levadas do canteiro para a fábrica. Instalação de portas, janelas, pintura, calafetação e por aí vai. Já tem várias etapas que antes eram feitas no canteiro, que estão sendo feitas na fábrica.
Como eu coloquei antes, o ponto de atenção é a estabilização da execução on-site, que é o que ocorre nas manchas construtivas, e pra isso nós precisamos fazer essa redução. São três manchas no estado de São Paulo, que pegam em torno desses municípios, né, de Tupã, Bauru e Ribeirão Preto. Com isso a companhia pretende chegar numa eficiência construtiva similar ao que conseguimos na Tenda, e isso aqui ser o gancho pra que a companhia atinja, né, o resultado satisfatório já a partir do ano que vem. Sobre despesa de venda, acho que a companhia segue nesse patamar entre 6.5%-7%. Acho que é um intervalo que nós entendemos como saudável pra frente.
Naturalmente, a Alea puxa aqui um pouquinho, porque da mesma forma, tem muita venda em cidades que não são, não fazem parte daqueles três focos de atuação, então naturalmente elas têm uma despesa de venda um pouco mais alta, mas a gente mesmo assim, o ganho de eficiência que é trazido pela Tenda, deve nos levar a ficar nesse range. Sobre G&A, de fato, esse tri teve eventos não recorrentes, e a gente teve um pouco de efeito de maiores encargos, e despesas relacionadas a pagamentos de bônus, mas são efeitos não recorrentes que nosso G&A deve voltar a ficar no patamar aí abaixo de 8% nos próximos tris. Como eu disse, o nosso lucro, os últimos dois meses atingiu BRL 387.
Isso equivale a um ROE em torno de 37%. Naturalmente, aqui ajudado pelo resultado do swap, mas é importante colocar que parte desse ganho de swap, uma parte importante, ela já foi exercido, né? Dado que a companhia exerceu praticamente um terço do tamanho de swap já detido na recompra que aconteceu em junho. Bom, sobre consumo de caixa, como nós já vínhamos falando, a companhia tem quatro efeitos não recorrentes impactando a geração de caixa esse tri. São eles, a mudança do critério da Caixa Econômica Federal, que mudou a transferência do financiamento imobiliário do repasse pro registro. Isso aqui equivale a um mês de perda de capital de giro, então algo como BRL 270 milhões, por aí. No total, a gente já tá chegando próximo desse número.
O próprio consumo de caixa da Alea também, a nossa expectativa é que estabilize ano que vem. Lembrando que a gente ainda tem mais uma tranche de entrada de capital da venda de participação que foi realizada pro fundo GK. A expectativa é que isso aconteça agora no terceiro tri, são BRL 40 million. Isso também ajuda a mitigar o consumo de caixa da Alea no curto prazo. O terceiro efeito é o Pode Entrar. Isso aqui ajuda a explicar por que o fluxo de caixa operacional da Tenda foi baixo esse tri. As obras do Pode Entrar esse ano, elas têm um desfasamento de caixa também importante, nessa ordem de BRL 80 million-BRL 100 million. O quarto efeito não recorrente foi a própria recompra, que consta ali, né?
Acho que esses quatro efeitos, todos eles têm essa ordem de grandeza entre BRL 80 million-BRL 100 million, mas são efeitos, de novo, não recorrentes. O Pode Entrar ano que vem, ele passa a ter um efeito até positivo. Entendemos que essa piora no consumo de caixa, ela é transitória e ela é explicada por esses quatro efeitos que eu mencionei. Entendemos que todos eles não recorrentes e um deles, né, que é o Pode Entrar, pelo contrário, ele até reverte positivamente ano que vem. Acho que aqui já falamos, né? Nosso custo de captação tem reduzido. Acho que notícia positiva, não esperamos nenhuma grande oscilação no covenant de dívida líquida. Por fim chegando já no final da aqui, acho que como colocamos, né?
Tivemos uma revisão em torno de 8% no guidance de venda da Tenda. A margem bruta da Tenda também um aumento expressivo de 1.5 ponto percentual e agora pra um espaço de 36%-37%, que é o patamar que nós já vínhamos navegando. O lucro do ano consolidamos as duas operações, dado que a melhora da Tenda tem compensado o pior resultado da Alea, mas o guidance consolidado ele segue exatamente no mesmo patamar de BRL 360-400 milhões. Lembrando que esse guidance ele não inclui resultado de swap, por isso que tem essa discrepância, né? Os nove meses já atingimos BRL 290 milhões, mas é porque nos seis meses inclui o resultado de swap, naturalmente, porque ele foi incorrido, né?
O guidance, ele não inclui, porque o swap, ele é volátil, né? Sobre a Alea, como mencionamos anteriormente, então não teve mudança no guidance de vendas e o guidance de margem bruta, ele agora passa o patamar entre 6%-10%, que já implica uma melhora, uma leve melhora em relação ao primeiro semestre, mas ainda assim, acho que a melhora mais forte agora fica pra ano que vem, em função de toda essa mudança, esse reposicionamento estratégico que está sendo feito esse ano. Acho que é isso. Obrigado. Vamos pra sessão de perguntas e respostas.
Nossa primeira pergunta vem do Cambauva. Cambauva, o seu microfone está liberado.
Oi pessoal, bom dia a todos. Eu queria fazer duas perguntas aqui, basicamente. A primeira, vocês podiam falar um pouco o cash flow. O Luiz Maurício até comentou agora dessas questões não recorrentes e tudo mais, mas, na prática, o que eu queria um pouco era: na Alea, o que de fato foi como sendo não recorrente, na geração de caixa? Você falou de alguns itens na fábrica, mas a queima de caixa da Alea foi bem alta. Eu queria então um pouco, vamos dizer, quão rápido, já no terceiro tri, ela volta pra um patamar mais baixo ou se ele deve continuar nesse nível por mais tempo. E inclusive na Tenda também. Mesmo olhando, ajustando todos esses efeitos, vamos dizer assim, alguns positivos, outros negativos, a geração de caixa recorrente da Tenda ajustada, na Tenda, ela também piorou um pouco ao longo dos últimos trimestres.
Eu tendi a achar que ela ia melhorando ao longo do tempo aqui. Você podia também falar um pouco da dinâmica que vocês estão vendo pra segundo semestre, tanto Tenda quanto Alea, na geração de caixa. Por fim, na margem bruta, você podia explicar um pouco essa questão de mão de obra que vocês colocaram no release, que acabou impactando um pouco o dissídio e tudo mais, porque eu tinha muito na cabeça que vocês já tinham a projeção de inflação, e de alguma maneira, acho que o dissídio também não foi uma, vamos dizer, uma surpresa tão negativa, e também tinha aquele colchão de provisões extras, de eventuais. Entender um pouquinho até que ponto, vamos dizer, elas estão sendo usadas de alguma maneira, estão sendo revertidas ou não, ou de fato, você está consumindo essas provisões. São essas duas perguntas. Obrigado. Bom dia.
Vamos lá. Obrigado, Cambauva. Bom, sobre a Alea, a expectativa é que sim, o consumo de caixa reduza bastante a partir já do próximo tri. Nós vemos esse consumo do segundo tri como um one-off, de fato. Ele tem algumas explicações. Quando você entra projeto a projeto, então alguns projetos, por diferentes razões, a obra andou, mas a medição foi aquém do previsto, enfim, depois a gente pode entrar caso a caso, cada um tem uma determinada explicação, mas são casos isolados, que acho que a gente entende que já foram resolvidos, endereçados. Teve também, isso é um menor impacto, é um impacto bem pequeno na Alea, porque o efeito do bônus lá é pequeno, mas consequentemente, teve algum pagamento também, que ocorreu no segundo tri, mas obviamente, aqui o grosso é a Tenda, não é a Alea.
No caso das obras, eu acho que tem esse efeito. Como as obras, principalmente em manchas que serão descontinuadas, elas estão tendo um prazo de execução mais longo, então naturalmente, a gente também incorre num custo mais alto. Mas, de novo, a nossa leitura aqui é que sim, esse patamar de consumo de caixa volta bastante pro patamar que nós víamos antes, já a partir do terceiro tri, e de novo, a nossa expectativa é que no ano que vem, isso se neutralize em algum momento do ano que vem. Como eu mencionei no call, tem um quarto efeito aqui que foi esse Capex. Então o segundo tri foi a maior concentração. Você esteve na fábrica em junho, você viu as estufas, são novas, diversas melhorias que foram feitas na fábrica, todo esse Capex foi incorrido também, o grosso dele, agora no segundo tri.
Só como ordem de grandeza, acho que a gente teve um aumento de mobilizado de BRL 12 milhões nesse trimestre em Alea, então realmente o Capex foi bem atípico.
Exato. No caso da Tenda, eu acho que além desse, eu mencionei todos daqueles quatro efeitos que eu mencionei, três, com exceção do consumo de caixa da Alea, três estão na Tenda. Falando dos dois principais, teve o próprio pagamento de bônus no 3T, que eu mencionei já. Então o bônus é provisionado ao longo de todo o ano, mas ele é pago em abril, então isso é um efeito que ele gera um descasamento temporário de caixa. A Tenda teve um pagamento de bônus integral dentro do previsto, em função da performance que a companhia vem tendo. O segundo efeito, como eu mencionei, é o Pode Entrar. O Pode Entrar, nós recebemos, você sabe, nós recebemos BRL 90 million, a primeira medição dele em dezembro de 2024. Então, consequentemente, quando você olha numa janela de 12-13 meses, ele não teria descasamento quando você olha do início.
Como isso mudou o calendário, o primeiro recebimento foi em dezembro 2024, acaba que em 2025, ele vai ter um consumo de caixa nessa ordem de grandeza. Então quando você olha desde o início, ele não tem um consumo de caixa expressivo, mas esse ano ele está tendo. Nós aceleramos muito essa obra, justamente porque ela tem um prazo de entrega curto. É uma obra que tem duas concretiros atuando, ela concreta num ritmo muito acelerado. Então ele está tendo um impacto importante de consumo de caixa esse ano, que nós falamos. E ano que vem, isso reverte. Ano que vem, todo o resultado caixa do Pode Entrar volta e ele deve ser uma ordem de grandeza de BRL 140 million-BRL 150 million, porque os terrenos, né, do Pode Entrar já foram praticamente quitados, tem parcelas muito pequenas ainda a serem corridas.
O efeito caixa ele é maior do que o lucro apurado nesses projetos, uma vez que o terreno já foi praticamente quitado. Por último, a mudança de regra da Caixa, né? Esses são os efeitos na Tenda, Camba. Mas eu diria que aqui são todos efeitos importantes, né? Mas de novo, são todos efeitos não recorrentes, né? O bônus naturalmente acontece, pode vir a acontecer todo ano, né? Depende do resultado, mas o bônus sempre tem esse impacto no segundo tri, porque ele é provisionado ao longo do tempo e o pagamento ocorre no segundo tri. Normalmente o bônus, os últimos anos o pagamento de bônus foi muito menor, né? Em função dos problemas que ocorreram na companhia. Mas tirando o bônus, os outros efeitos são não recorrentes, né?
O Pode Entrar e a mudança de regra da Caixa. Isso deve fazer com que a geração de caixa volte bastante ano que vem. Teve o cheque, é um efeito menor também, né? Foi um quinto efeito, né, vamos dizer assim.
Deixa eu ir pra toda a margem bruta também.
Entrando na margem bruta, como eu disse, né, o principal impacto da margem bruta no tri está relacionado às chaves, né? Então a gente teve o volume de chaves, ele reduziu de forma muito expressiva no Rio Grande do Sul e no Ceará, dado à não continuidade, né, das chaves, no primeiro momento nesses estados. Também, né, falando, você viu que a nossa estratégia foi é continuar caindo com o TCD, né? O preço bruto pós-chaves. A forma mais fácil, né, de você compensar a perda de chaves é via preço bruto pós-chaves, né? Se aumenta o preço bruto pós-chaves, isso compensa. Mas como a companhia vinha nessa estratégia, nessa disciplina de redução e sendo muito criteriosa, né, em score de clientes, etc.
Em um primeiro momento, se viu que o nosso preço bruto caiu bastante, até abaixo daquele patamar que nós vínhamos sinalizando entre 8 e 10. A gente tá voltando a aumentar de forma estratégica. De novo, muito foco em rating de cliente, muito foco em ter isso de forma eficiente. A tendência é que ele sim se mantenha de 8 a 10, e isso mais do que compensaria a perda dos cheques, tá? O efeito principal de margem no tri foi esse. Sobre dissídio, o efeito é muito pequeno, cê tá certo. É porque a gente não necessariamente reverte toda a provisão de inflação exclusivamente nesse mês em que ocorre.
Você tem um pequeno desfasamento entre quando ocorre o dissídio, porque ele é imediatamente revisado em todos os projetos, e ao longo do ano isso se neutraliza, né? A reversão ela não foi integral, mas você tá correto. A nossa provisão de inflação, ela é mais do que o suficiente pra fazer frente a isso. Por exemplo, só no Città, que é o projeto do Pode Entrar que transita na nossa margem, né, que ele foi segregado, nós temos ainda 7% de provisão de eventuais, isso porque o projeto 7% olhando o momento, a foto de hoje. Isso são BRL 15 milhões.
Além da gente já ter feito todas as provisões, né, e os orçamentos estarem todos revisados, ainda tem BRL 15 million de provisão de eventuais que nós esperamos que não vão ser utilizados. Num primeiro momento, a gente incorre no impacto e depois vem revertendo a provisão de inflação e de eventuais. A nossa leitura é que essas reversões mais do que compensam esse pequeno impacto nesse tri, tá?
Não, tá ótimo, gente. Ficou bem claro aqui. Só um follow up rápido no cash flow da Alea, né Luiz? Cê falou que teve o não recorrente grande ali do Capex também, e tem a entrada de uma segunda parcela ali do aporte dos sócios, né? A dúvida é se cês acham que de fato, vamos dizer assim, do ponto de vista de balanço, vamos dizer, com essa queda do cash burn pra frente, mais essa entrada de caixa, se a Alea tá de fato equalizado ou cê acha que precisa talvez fazer mais algum aporte na Alea aí, de repente, até o final do ano?
Fazer mais algum aporte até o final do ano, Camba. A gente não deve ter esse tri foi cerca de BRL 65 milhões de consumo de caixa. Lembrando, a gente tem uma tranche de BRL 40 e tantos milhões pra entrada do sócio agora no terceiro tri, muito provavelmente o terceiro tri com esses BRL 40 milhões, ele tá equilibrado, mais do que equilibrado. Independente desses BRL 40 milhões, a tendência é duma queda no consumo de caixa de Alea trimestre a trimestre. Eu não acredito que no último trimestre, por exemplo, a gente já vai tá em break-even, né?
A gente provavelmente atinge break-even no consolidado de 2026, mas isso a gente vai subindo até ficar no cashflow positivo, em talvez no segundo trimestre, terceiro trimestre do ano que vem, mas a gente ainda vai precisar de um pouquinho mais de aportes.
Tá ótimo. Obrigado, gente. Bom, bom dia.
Obrigado pela pergunta, Cambauva. Nossa próxima pergunta vem do Bruno Mendonça, do Bradesco BBI. Bruno, seu microfone está liberado.
Oi, pessoal, bom dia. Obrigado aí pelo espaço. Deixa eu seguir mais ou menos na linha do que foram as perguntas anteriores, pra tentar quantificar aqui um pouco e pegar um pouco do timing, né? Luiz explicou muito bem aí sobre as fontes de caixa represado. A minha pergunta é quanto desse desrepresamento que deve acontecer aí ao longo do ano que vem pode virar dividendo?
Qual que é o timing, né? Aí aqui tem que colocar na conta, né, a estrutura de capital que vocês entendem ser ótima, pagamento de dívidas que ainda tenham por vir e esses aportes adicionais na Alea que o Osmo acabou de comentar, né? Então, a gente tem, pelo menos nas projeções de consenso e nas nossas aqui, uma aceleração de lucro importante ainda pro ano que vem, né? Uma coisa além de 50% de crescimento de lucro pro ano que vem na Tenda. Então, se além do crescimento de lucro, a gente deveria esperar uma aceleração importante de payout, se vocês conseguirem dar alguma ideia da cabeça aí pra essa decisão de dividendo, é legal. Aí também um follow-up na Alea, Osmo, você falou sobre investimentos adicionais.
Eu queria que você falasse de forma um pouco mais qualitativa sobre a decisão de negócio, né? Assim, é um plano em evolução, é um plano que tem sido, né, revisado com recorrência, mas não sei se você consegue dar pra gente uma estimativa sobre consumo de capital total até essa estabilização, mas também um pouco sobre a decisão, como que se dão as discussões agora que vocês têm um investidor externo, né? A Tenda na Alea, como que se dá essa decisão de investimento adicional, se porventura vier e o que que pode ser magnitude disso? Obrigado.
Legal, Bruno. Vamo lá. Eu começo, depois o Osmo vai pra segunda. A nossa estratégia, o nosso foco, Bruno, continua sendo aquela, dívida líquida total, né? Não só corporativa, mas total, entre -10 e +10, né? Hoje ela tá em 26%. Então vamos ver, pra ela chegar a zero, são algo como 300 milhões, né, que levaria essa dívida líquida pra zero, né? Sobre a cessão de carteira, a ideia é que o saldo da cessão, ele até pela redução do nosso pró-soluto pós-chaves, né? Nem tem como subir. Então, o nosso cessão de carteira, ela cresce um pouquinho quando ocorre uma emissão, depois ela reduz, cresce, reduz, mas ela se mantém nesse patamar, né, média que tem vindo, né?
Com essas oscilações naturais no trimestre que em que ocorrem as emissões, né? Ou seja, sobre cessão, a estratégia é que ela se mantenha. Apesar do crescimento da companhia, o pró-soluto reduziu, então uma coisa compensa a outra. A cessão ela tende a se manter. Dito isso, uma vez dívida líquida total zero e a cessão se mantendo, a companhia deve sim começar a ter distribuições de dividendos extraordinários, né? O caminho pra essa dívida líquida total zerar, eu acho que ele tá a princípio, né, ele estaria sinalizado pro ano que vem, imaginando que no ano que vem não teremos, né, esses efeitos não recorrentes, e que nós falamos aqui, e que um desses efeitos, que é o Pode Entrar, pelo contrário, ele vira positivo, né?
Ou seja, a companhia, um dos grandes ofensores, né, de consumo de caixa esse ano, em torno de BRL 100 million, que é o Pode Entrar. Ano que vem ele deveria trazer uma contribuição positiva de BRL 140-150 million, que é o que eu disse, o retorno desse capital empregado mais a parcela do terreno que já foi quitada, né? Dito isso, em esse cenário se materializando e não havendo outros efeitos não recorrentes, né, é importante colocar de forma clara aqui, aí sim a companhia, né, deveria ter uma geração de caixa mais expressiva ano que vem. Aí, nesse momento, a gente sem dúvida nenhuma começa a falar de dividendos extraordinários, né? Mas lembrando que só o mínimo obrigatório desse ano, como tem resultado positivo de swap, ele de certa forma também já tende a ser importante, né?
25% do lucro desse ano. A gente já vem antecipando, né? Tanto é que já anunciamos BRL 50 milhões. A leitura pra dividendo é um pouco essa, Bruno.
Falando de visão, uma visão mais de negócio de Alea, eu acho todos analistas, todo mundo que visita a Alea fala: "pô, esse negócio ele tem um potencial gigantesco", só que hoje ele consome caixa, né? Ao consumir caixa, ele tem um certo mixed feeling, que pô, a gente adoraria acreditar na opcionalidade, mas o quanto que ela vai dragar de caixa do resultado da companhia daqui pra frente. A nossa visão, e muito também da decisão de uma desse freio de arrumação que a gente fez em Alea, foi pra que a gente consiga enxergar um horizonte de curto prazo onde Alea pare de consumir caixa. Daí só sobra em Alea a opcionalidade. A gente é extremamente otimista com relação à perspectiva da companhia.
O addressable market de Alea é gigante. É um modelo de negócio muito inovador. Tem uma barreira de entrada enorme, tanto que a gente tá sofrendo agora o preço dessa barreira de entrada. Só que a gente entende que Alea precisa rapidamente parar de consumir caixa pra que a gente tenha o acho que o conforto e a calma pra conseguir construir o valor nela sem que ela vire um peso pros resultados da companhia. Não sei se eu respondi. Tá. Não, acho que tá claro. Talvez um follow-up sobre o FAR, né? Que teve um
É uma venda importante em Canoas e que deveria ser o mercado da Alea também, né? Assim, se você tem confiança de que nessa estrutura de custo da Alea que vocês tão mirando, que ela deveria ser o veículo pra operar o FAR, que o dinheiro tá lá parado ainda, né? Então fundo grande, o governo ansioso pra usar e pouca gente aparece. Como é que cê acha que é esse o caminho?
O FAR ele tem um problema de preço, né? Os preços, o preço pago em Canoas é um preço condizente com a situação emergencial, que foi BRL 200 mil por unidade. Mas o preço normalmente pago pelo FAR pra casas de cidades pequenas é um preço muito menor do que esse. Então o que a gente tem notado é o seguinte: sempre que algum governo tem uma demanda específica e emergencial, a Alea tem se mostrado o player mais competitivo de longe. Só que no programa de prateleira do governo federal, tem muito pouca gente que consegue viabilizar projetos, e nenhuma das grandes. Então eu não vejo o FAR como sendo uma fonte recorrente pra Alea, mas eu vejo vários programas específicos onde a Alea é o player natural.
Eu vou te dar um exemplo: tem um chamamento no estado de São Paulo hoje, pra tecnologias off-site. Não existe nenhum player próximo de Alea com relação à dimensão do projeto off-site que a Alea tem. A Alea é o dono natural desse projeto. Vai levar? Não sei, tem muitas complicações, mas são esses tipos de coisas, fora do dia a dia, onde a Alea aparece como o player melhor posicionado.
Tá ótimo. Muito obrigado.
Obrigado pela pergunta, Bruno. Nossa próxima pergunta vem do Tainan, do UBS. Tainan, seu microfone está liberado.
Bom dia, pessoal. Eu queria explorar dois pontos também. Acho que o primeiro relativo à margem do Pode Entrar que vocês divulgaram, né? Tem uma tabela ali na página 6 com um pouco mais de detalhes, né, em que, se minha interpretação tiver correta, que a receita na casa dos BRL 43 milhões, o custo na casa dos BRL 40, a gente taria falando de uma margem bruta no segmento, né, do Pode Entrar na casa ali de 6%-7%, né? Eu queria entender primeiro se a minha leitura tá correta, né? E o que que drivou essa queda, né? Um pouco abaixo do que alguns players têm divulgado de margens dentro do Pode Entrar. E o que que a gente consegue esperar pra frente? Essa é a primeira parte da pergunta.
A segunda é relativa à rubrica de Risco Sacado, né, que vocês divulgam ali na nota de fornecedores do balanço, né? É uma linha que, assim, tem variado bastante. Tri a tri, né, em especial nesse tri, ela cresceu marginalmente. Eu queria tentar pegar com vocês um pouco do que a gente consegue interpretar dessa linha, né? Se os fornecedores eles têm dado menos prazo e vocês têm tido, né, que recorrer a alguma modalidade de financiamento pra ajudar a segurar esse caixa. Olhando pra frente, o que que a gente deveria esperar, eventualmente crescendo, né? Acho que essas são as principais perguntas. Obrigado, pessoal.
Tá ótimo. Sobre o Pode Entrar, na verdade, esse não inclui total, né? Porque teria o Guarapiranga, que ele vem na linha de equivalência, né? Então, mas o Città, acho que ali tiveram dois efeitos, né? Primeiro, como eu disse, né, essa é uma obra que tem um prazo curto, então eu até mencionei, né, nós temos duas concreteiras trabalhando, essa é uma obra que vai até tarde, então naturalmente ela acaba tendo um impacto um pouco maior, de mão de obra nesse estágio de estrutura. Mas como eu mencionei anteriormente, e teve, né, a provisão do dissídio também, que ela não foi integralmente revertida, a reversão acontece ao longo do tempo, mas a gente tá muito confortável com aquela, com aquele guidance de margem, né, nesse projeto, ainda ficando acima de 15%.
Como eu mencionei anteriormente, só de provisão de eventuais, no Città, nós ainda temos BRL 15 million de provisão de eventuais, não utilizados, fora a provisão de inflação, que deve ter uma ordem de magnitude parecida. Quando você pega essas duas provisões, elas são muito relevantes em relação ao COGS, né, vamos dizer, a incorrer desse projeto. Além disso, esse projeto, é importante colocar que o Città, ele teve também um custo de terreno muito elevado, porque cês vão até lembrar, né? Esse terreno, era um terreno legado nosso, que a companhia, não via muita saída pra ele, né? Ele ter entrado no Città foi, na verdade, ótimo.
O terreno, quando você colocou os encargos financeiros, ele ficou muito acima do que seria o ideal, mas lembrando que o terreno já tá praticamente quitado, faltam muito poucas parcelas, né? Quando você olha o retorno marginal desse projeto, considerando que o terreno já era quase que um write-off, né, ele teria uma margem acima de 20%. Acho que são esses efeitos, assim, ele tem o impacto do custo de terreno, mas isso não mostra o retorno marginal do projeto, porque isso era um write-off praticamente incorrido.
Ele tem esse efeito. Ele tem alguns efeitos sazonais desse tri, como eu mencionei, mas de novo, eu acho que com o passar do tempo, a reversão da provisão de inflação, dado que os custos tão dentro do previsto, e a revisão da provisão de eventuais, dado que não esperamos que ela seja utilizada, pode ser que venha a ser utilizada uma parte, mas longe de ser utilizada toda, tendem a fazer com que esse projeto volte a ter o patamar de margem esperado, tá, Tainã. Então acho que são questões sazonais aqui. Sobre Risco Sacado, acho que ele faz parte, né, da estratégia da companhia também, né, de atenuar um pouquinho esses quatro ofensores de capital de giro do curto prazo.
como você bem mencionou, ele tá estabilizado, não esperamos que ele cresça muito, ele tende a crescer agora com o crescimento da operação, mas a gente não espera aumento dessa linha pra frente, muito diferente do crescimento da companhia, tá?
Combinado, pessoal. Obrigado. Bom final de semana.
Obrigado pela pergunta, Tainã. Nossa próxima pergunta vem do Marcelo Motta, J.P. Morgan. Está liberado.
Opa, bom dia. Obrigado. Dois pontos aqui. Um, se vocês pudessem comentar um pouco sobre como é que tá o andamento aí do terceiro tri, enfim, entender um pouco como é que foi julho, o que cês viram nas métricas, né, operacionais, tanto de Alea como Tenda, né? Aqui a segunda pergunta, vocês comentaram um pouco, né, dos impactos dos cheques aí na, enfim, na questão de margem, entender se tem alguma outra cidade que vocês se preocupam, se pra 2026, enfim, pode ter algum tipo de descontinuidade de programa que poderia também ofender aí a margem de vocês. São esses dois pontos. Obrigado.
Quer que eu pegue o cheque, cê fala do operacionais?
Claro.
Mota, o terceiro tri iniciou muito bem. Acho que quanto performance de vendas, a gente segue vendo performance de venda muito boa. PDD também continua muito boa, né? Acho que a PDD reflete toda a melhoria que nós fizemos, né? Ela tá vindo abaixo do que nós havíamos sinalizado no início do ano, mas também no início do ano nós falamos muito de todas as mudanças estratégicas que nós fizemos, né? Tanto na parte de crédito quanto na parte de cobrança. Isso tem trazido muito resultado. Então nosso PDD tudo indica que a PDD continua andando abaixo daquele patamar, né, anteriormente indicado, que era mais próximo de 3% da receita, ela tá vindo bem abaixo disso.
Eu acho que o terceiro tri começou da mesma forma como, né, do ponto de vista operacional e de expectativa, da mesma forma como já veio o primeiro semestre, né? Ou seja, tá muito bem. Com relação a cheques, Motta, a gente, as duas cidades que a gente tava com mais dificuldade eram Porto Alegre, né, região metropolitana, e Fortaleza. Essas cidades realmente deram uma embarrigadinha agora. Porto Alegre a perspectiva é de volta do cheque agora pro terceiro trimestre. Fortaleza, não. Fortaleza o cheque parece ter, de fato, estacionado. Mas em termos de perspectiva pra 2026, nas praças onde a gente atua, existe uma tendência grande de continuidade de governos, né. Por exemplo, São Paulo é a nossa praça principal em termos de cheques.
A probabilidade do governador Tarcísio ou se reeleger ou eleger o seu sucessor é muito grande. E assim vai. Curitiba é uma praça que também a gente tá tem o governador Ratinho, tem uma grande chance de continuidade. Goiânia a mesma coisa. Então, pra 2026 especificamente é um ano eleitoral, então dificilmente um programa que tem um impacto político tão significativo deve ter grandes dores de barriga e pensando no mais longo prazo, a tendência é mais de continuidade do que descontinuidade.
Perfeito. Obrigado.
Obrigado pela pergunta, Mota. Nossa próxima pergunta vem da Fani, do Santander. Fani, seu microfone está liberado.
Obrigada, Léo. Bom dia, Luiz. Bom dia, Osni. Eu tenho uma pergunta só na linha aí da pergunta do Mota com relação aos cheques. Cês podem falar um pouquinho quantas unidades cês têm lá no Ceará e como cês tão vendo o risco de distrato? Assim, porque o que a gente tem ouvido é que o Governo tá sem dinheiro e que muito provavelmente isso aí não seja repassado, né? Então se cês pudessem dar um update pra gente nisso, seria ótimo. Obrigada.
Vai lá. Milhões de VGV. Em Ceará e Rio Grande do Sul. A gente pode te mandar depois com mais cuidado isso, Fani, porque-
A gente manda números exatos.
A gente tem uma ordem de grandeza aqui.
Tá. Sem problema, Osmo, mas cê acha que tem risco de deteriorar?
Alguma coisa no Ceará aconteceu, mas pouco.
É improvável, porque seria uma tragédia. Eu acho que vai ser muito mais uma questão de atraso no repasse, o que dificulta a obtenção do caixa, do que um distrato, porque para nós, obviamente, a gente não tem interesse em distratar um cliente que já tem um cheque de BRL 20,000 caucionado para ele, que tá aprovado na Caixa, e para o Governo Estadual seria uma tragédia política. Eu acho que esse é um cenário improvável.
Tá ótimo.
700 unidades.
Quantas, Luiz? Desculpa.
Setecentas.
700? Tá. Uma pergunta: cês pararam de vender aceitando cheque?
Sim, sim.
Tá. Tá ótimo. Obrigada.
Foi a pergunta, né? Acho que esse talvez tenha essa preocupação, né? Quanto à margem.
De novo, né? Acho que existe uma forma de compensar isso relativamente fácil, que é com o pró-soluto pós-chaves, né? Dado que o nosso tá num patamar muito baixo. Então a gente conseguiria compensar isso ainda assim mantendo o pró-soluto pós-chaves nesse patamar abaixo de 10%, né, então.
Ao invés de desatar, né?
É.
Tá bom, perfeito. Super obrigada.
Obrigado pela pergunta, Fani. Nossa próxima pergunta vem do André Mazzini, do Citi. André, seu microfone está liberado.
Bom dia, Luiz, Osmo, Léo, obrigado aqui. As perguntas são as seguintes: a primeira é sobre Canoas, né? Vocês comentam que é o maior projeto de habitação popular usando o FAR em muito tempo, BRL 300 milhões de VGV. Qual é a chance do ano virar e o recurso não ser alocado ou os recursos já tão resguardados num tipo de escrow account meio à la pode entrar aqui, né? Como é que funciona a mecânica ali de recurso para um projeto tão grande, o maior em muito tempo do FAR? Essa é a primeira. A segunda é sobre as três manchas, né? Bauru, Ribeirão Preto e Tupã. Quando é que vocês acham que elas vão estar de fato estabilizadas?
Qual é o patamar que já estabiliza as três manchas e maximiza assim a margem bruta, né, de cada uma delas e a sinergia entre elas, né? E talvez por último, o Luiz já falou um pouquinho de terceiro tri, mas se pudessem comentar rapidamente em VSO e lançamento no terceiro tri, qualquer coisa em VSO e lançamento pro terceiro tri. Obrigado.
Mazzini, a chance de do recurso não tá disponível é zero, porque o recurso, como é que funciona o recurso emergencial? Esse recurso ele é carimbado, ele já foi transferido pro FAR e ele tá alocado e segregado especificamente pro projeto de reconstrução do Rio Grande do Sul. Então ele não se comunica com nenhuma outra rubrica, tá? Então ele não tá num pote comum, ele tá carimbado pro projeto. Então o risco, falar risco zero no Brasil, você nunca sabe, mas é dos menores riscos que a gente tem na companhia, é esse risco de disponibilidade do recurso do FAR, tá?
As 3 manchas, a gente gradualmente vai, as manchas tão sendo concentradas nessas 3, e a nossa perspectiva é que na metade do ano que vem, a gente vai ter as 3 manchas já produzindo 4 casas/dia de forma ininterrupta. Isso é superimportante pra margem, tanto pra continuidade, pra redução de turnover de fornecedores e mão de obra própria, quanto pra verticalização de atividades. É um passo superimportante e na metade do ano que vem a gente já deveria ter as 3 manchas estabilizadas.
Tá bom.
Ô, Mazzini, sobre lançamento, ele vai ter um aumento bem expressivo no terceiro tri, tá? Terceiro e quarto. A gente acelera bastante no terceiro e no quarto tri, são aumentos relevantes. Nós não esperamos que isso traga impacto em VSO, né? Algum impacto, né, pelo denominador, sempre tem, mas de novo, a gente espera que o VSO continue alto nesse patamar de entre 25%-30%, né, que é o nosso alvo. É isso, acho que assim, julho, né, veio, né, tá por aí, a gente não vê nenhuma grande mudança e a expectativa é que a gente continue acelerando bastante o lançamento sem ter grandes oscilações de VSO.
Deveria ser um mês entre melhor de lançamento do que.
Exato, como eu disse.
Foi até agora.
Ele acelera bastante.
Muito claro. Obrigado, time. Bom dia.
Obrigado pela pergunta, Mazzini. Nossa próxima pergunta vem do Ygor Altero, da XP. Ygor, seu microfone está liberado.
Oi, pessoal, bom dia. Dois pontos aqui que eu queria tocar, né. Primeiro, com relação à geração de caixa, nessa expectativa então aí, né, que o lucro a partir do ano que vem, a gente já possa ver o lucro conversando mais com a geração de caixa de vocês, né? Mesmo com esse cenário que vocês estão falando de maior crescimento na venda e a Alea ficando um pouco aquém do esperado, e do guidance, né, de margem bruta, entender um pouco a motivação assim, né, que cês tão vendo aqui, né, se é um cenário de continuidade, de espaço pra vocês conseguirem continuar aumentando o preço e o custo tá mais controlado, né?
Entender um pouco também como cês tão vendo de dinâmica aí de custo de material, ou se tem algum efeito de mix aqui também, né, com produtos que vocês têm mais atributos com margem mais elevada, né? Entender um pouco aí o que que levou aí a revisão pra cima da margem.
Ygor, acho que voltando ao ponto, né, então esse ano temos aqueles quatro efeitos não recorrentes, né? De consumo de caixa, né? Que totalizam cada um deles, como eu mencionei anteriormente, BRL 80 million-BRL 100 million, né? Então eles são relevantes. Como eu coloquei, eu acho que ano que vem, a expectativa é que obviamente, sempre pode surgir alguma coisa, mas com base no cenário atual, a expectativa é que não tenha nenhum desses quatro, sendo que um dos quatro, que é o Pode Entrar, ele deixa de ser um ofensor e pelo contrário, ele gera muito mais caixa do que resultado. Né? Porque, como eu mencionei, pela dinâmica do projeto.
A expectativa entre conversão de lucro e caixa pro ano que vem, ela é muito boa, por essas razões, pelo cenário que nós enxergamos hoje, tá? Sobre o guidance, ele já vem, acho que a nossa revisão do guidance, você vê que nos dois segmentos, né, tanto Tenda quanto Alea, ele foi muito próximo do que vem acontecendo, né. A Tenda já vem navegando nesse patamar entre 36%-37% de margem bruta ajustada no Pode Entrar, e a Alea também, né, o guidance do ano implica uma melhora até no segundo semestre, mas ele tá muito próximo, né, o 6%-10% tá muito próximo dos 5.5%, que foi o incorrido no primeiro semestre, né.
Quando você olha no segmento Tenda, e como eu disse, até como a Tenda tem uma questão contábil de reconhecimento do ITBI e emolumentos, que a nossa margem comparável a players onde o ITBI e emolumentos transita na despesa comercial e não no lucro bruto, a nossa margem seria algo como até 2.5 pontos acima, né. Então já seria uma margem comparável a outras empresas de 39%. O nosso foco, uma vez que estamos navegando com essa margem, não é de ganho de margem, né, porque entendemos que essa margem já é muito saudável. O nosso foco é ganho de volume. Por isso que a gente tá priorizando acelerar volume, mantendo esse patamar atual de margem, porque entendemos que essa é a forma que mais vai gerar valor pro acionista, né.
É, de novo, até porque a margem tem essa questão contábil quando você compara com o patamar de margem visto por outras empresas do setor. É isso, o cenário.
Tá claro. Obrigado, Luiz.
Pela pergunta, Igor. Nossa próxima pergunta vem da Mariângela, do Itaú BBA. Mariângela, seu microfone está liberado.
Bom dia, pessoal. Obrigada pela apresentação. Do meu lado também são duas perguntas. Primeiro, eu queria que vocês comentassem um pouco mais sobre a entrada em João Pessoa, como foi veiculado numa matéria hoje de manhã. O que que cês tão esperando pra essa operação, quais os gastos que isso pode trazer e um pouco do cronograma temporal que a gente deve ver essa entrada acontecendo. A segunda é pedir pra vocês explicarem um pouco o que que gerou esse aumento de G&A no trimestre. A gente conseguiu ver no TR que foi um aumento praticamente em todas as linhas que compõem o G&A, se esse deve ser o novo, o novo nível recorrente da companhia daqui pra frente. Obrigada.
Tudo bom, Mariângela? Acho que a Tenda sempre teve na sua visão estratégica um crescimento pra demografias como parte do crescimento natural da companhia. A gente obviamente depois de 2021 fez freou isso né porque a empresa se voltou toda pra pro seu operacional e pra voltar a ter parâmetros operacionais rentáveis. Agora que a operação tá superestabilizada a gente volta a olhar novos mercados. É um processo superdemorado o nosso ciclo é longo. A gente passa nessa entrada em João Pessoa onde a gente prevê lançamentos agora nos próximos 12 meses a gente já vem estudando o mercado há dois anos né.
Tem alguns outros mercados que a gente tá estudando e no momento certo, se a gente entender que ele é um mercado que tem economics atraentes e a gente consiga operar na nossa escala mínima, que são mais de 1,000 unidades por ano, a gente talvez faça movimentações adicionais. O movimento natural da companhia.
Bom, sobre G&A, eu acho que uma pequena parte disso, ela tá relacionado ao aumento, né, de quadro. Nós até destacamos na mensagem da administração, como é que a companhia foi bem-sucedida em aumentar. Lembrando, né, a Tenda é uma empresa que tinha lançado o grupo Tenda, né, Tenda mais Alea, tinha lançado 17,000 unidades em 2023, lançou 25,000 unidades em 2024 e tá acelerando esse ano, né. Esse aumento de em torno de 45%, né, de 17 pra 25,000 unidades, ele de certa forma também reflete num aumento de quadro, né, mas isso é um efeito pequeno no G&A, porque a maior parte desse aumento, que nós divulgamos na mensagem de administração, ele acontece no time de obras, né, isso não transita no G&A, isso transita no custo da obra.
em G&A tem um pequeno impacto decorrente do aumento do tamanho da companhia, né. E além disso, esse tri, no segundo tri também ocorreram efeitos não recorrentes, como eu mencionei, né, que foi essa questão do ajuste, da provisão de bônus do segmento Tenda. Dito isso, a gente espera que o G&A volte pro patamar de 7.6%-8%, ele não fique acima de 8%, como foi o caso esse tri. Nós entendemos que o aumento desse tri, parte do aumento desse tri, foi não recorrente. Nossa expectativa é que o G&A volte a ficar nesse range de 7.6%-8% e mais à frente, com o crescimento das operações, até eventualmente abaixo disso, né.
Ficou claro, pessoal. Só um follow-up rapidinho. Sobre João Pessoa ainda, você já tem alguma visão de com qual volume essa praça deve contribuir pra companhia em termos de lançamento anual?
A gente nunca entra numa praça se ela não tiver o potencial de pelo menos 1200 unidades por ano. Como a gente não conhece essa praça, esse por enquanto é o cenário base de atuação lá. Não deveria ser menor, porque senão a praça não comportaria o nosso modelo de abordagem industrial. Pode ser maior, dependendo do que a gente entender ao operar o mercado.
Perfeito, ficou claro. Obrigada pelas respostas.
Obrigado pela pergunta, Mariângela. Nossa próxima pergunta vem da Carla, do BofA. Carla, seu microfone está liberado.
Bom dia, pessoal. Muito obrigada pela oportunidade de fazer uma pergunta. Eu tenho duas do meu lado. Primeiro, eu queria comentar um pouco sobre lançamento. Se vocês pudessem comentar um pouco da nova estratégia nos segmentos do Minha Casa, Minha Vida, que vocês comentaram no release, né, de deixar a participação um pouco mais similar entre as faixas nos próximos lançamentos. Eu queria entender um pouco como que funcionaria a questão dos atributos. Então, se a ideia é adicionar eles em projetos já pré-existentes, então você teria que reaprovar esses projetos ou se vai também haver alguma mudança no land bank daqui pra frente. E a minha segunda pergunta, vocês comentaram um pouco sobre o pró-soluto pós-chaves, né, que vem diminuindo e agora está em 6.5% do valor médio. Vocês podem comentar também como que tá o pré-chaves e onde vocês veem ele estabilizando? Obrigada.
Tudo bom, Carla? Com relação aos projetos para faixas, principalmente faixa 3, os atributos, a gente não vai, são poucos projetos que a gente vai retroceder no cronograma de aprovação, mas a gente já tem algum tempo que os projetos têm nascido já na nossa área de produto com um estudo de quais atributos seriam ideais para aquela localidade. Os atributos, então isso deve, né, não vai atrasar o cronograma de lançamentos, mas vai aumentar a nossa opcionalidade em termos de terrenos que antes a gente não operava, tavam fora do nosso radar, porque a conta não fechava para a gente. A partir de agora devem ser terrenos que a gente vai estudar com competitividade, tá?
Bom. É bom, vamos lá. Sobre o pró-soluto pré-chaves, né, ele tá em torno de 9% do preço da unidade.
Ok, perfeito. Obrigada.
Não tem nenhuma grande oscilação, dado que esse patamar entendemos ser um patamar adequado, né?
Obrigado pela pergunta, Carla. Nossa próxima pergunta vem do Rafael, do Safra. Rafa, seu microfone está liberado.
Pessoal, obrigado pelo espaço. Eu tenho duas aqui do meu lado também. A primeira eu queria só abordar um pouco mais como vocês tão vendo a dinâmica de preço. Agora com esse cenário de Selic, né, eu acho que a expectativa é de uma desaceleração econômica, então o desemprego deveria aumentar um pouco. Queria entender do lado de vocês se estão conseguindo ainda repassar o INCC na tabela de vendas, se já tão vendo um cenário um pouco mais difícil pra aumentar preço e como que seria a expectativa pra frente. A segunda, só pegando um follow-up também nessa questão do pró-soluto mais baixo, cê teve uma queda forte, né, nesse tri da linha de provisões.
Cês falam lá no release que ela deve ser um pouco mais volátil, mas se entende-se com esse patamar de pró-soluto pós-Selic mais baixo, a gente poderia ver ela girando nesse patamar que cês apresentaram no trimestre. Obrigado.
Tudo bom, Rafa? Com relação a preço, a gente não tem tido grandes pressões ainda, tá? A gente, o que teve de variação foi redução de TCD, mas essa é uma alavanca que a gente tem fácil pra recuperar, e às vezes cê tem uma questão de mix de produtos, mas quando a gente olha produto a produto, a gente não tem tido nenhuma dificuldade de continuar repassando pelo menos o INCC.
Sobre o pró-soluto versus provisão, imagino que cê esteja mencionando sobre a provisão de PDD, correto?
Isso, exatamente.
Não, foi, acho que foi como mencionado, né? Acho que a menor provisão de PDD, ela é reflexo de várias coisas, mas vamos falar de duas, né? Da própria redução do pró-soluto pós-chaves em si, ela tem uma contribuição, mas a PDD, ela é uma variável principalmente das safras um pouco mais antigas, né? Não da safra corrente. E nas safras antigas, ela reflete primeiro a mudança de crédito que nós fizemos ano passado, né, na concessão do crédito ao cliente. Foi quando a gente teve aquela primeira, né, ciclo de redução forte, que o nosso pró-soluto saiu de 14 pro patamar de 10. E segundo, as mudanças na própria cobrança, né?
A nossa equipe de cobrança teve uma mudança expressiva, a estratégia, abordagem, as réguas de cobrança, benchmarks contínuos que nós fazemos com o mercado, incluindo todos os principais bancos do país, nós já fizemos e seguimos fazendo. Acho que a nossa eficiência, tanto em crédito quanto cobrança, é a principal razão por trás dessa PDD menor. Como eu mencionei, Rafael, a gente não dá pra assegurar que ela vai ficar nesse patamar, né? A PDD sempre, ela sempre oscila, mas, assim, no terceiro tri a gente tá vendo uma PDD boa também, né? Acho que a leitura, até quando você olha resultado dos bancos e etc, as carteiras de crédito tão acomodadas, né? Olha o último CAGED.
A inflação não tá no patamar desejado, mas ela querendo ou não está acomodada, né? É estabilizada nesse nível. Então, eu acho que assim, as condições pro setor elas seguem bastante favoráveis, né? Acho que isso também reflete positivamente na PDD.
Não, tá ótimo, Luiz, Osmo. Obrigado, meu pessoal. Bom fim de semana.
Obrigado pela pergunta, Rafa. Não havendo mais perguntas, passo a palavra para o Osmo para as considerações finais.
Bom, obrigado a todos pela participação. Acho que é um trimestre que acho que ficou claro que Tenda tá num momento operacional e estratégico muito poderoso, sem nenhum grande, né, desvio e uma perspectiva muito positiva, tanto que a gente tá aumentando o guidance dela de margem e de volume, né, o que faz com que a perspectiva pro resultado do ano que vem a gente tenha um conforto ainda maior do que a gente já tinha no primeiro trimestre, pela consistência das entregas de resultado.
A gente continua extremamente otimista com relação à perspectiva do negócio realmente acreditando que ela pode ser uma empresa absolutamente transformacional nesse mercado, mas com a consciência de que a gente precisou fazer um freiozinho de arrumação pra estabilizar operacionalmente as margens e também fazer com que a empresa deixe de ser consumidora de caixa pra gente ter a calma de explorar todo o potencial dela. Esse é um trimestre importante pra esse reposicionamento da companhia. Acho que é esse o resumo do trimestre. Agradeço a todos e até o próximo.
Obrigado