Construtora Tenda S.A. (BVMF:TEND3)
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May 5, 2026, 5:07 PM GMT-3
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Earnings Call: Q1 2025

May 8, 2025

Bom dia a todos. Estamos iniciando mais uma apresentação de divulgação de resultados da Construtora Tenda. Eu sou o Leonardo Dias, coordenador de Relações com Investidores. Temos aqui conosco hoje Rodrigo Osmo, nosso CEO, e o Luiz Maurício Garcia, nosso CFO e DRI. A dinâmica será parecida com as anteriores. O Luiz vai falar sobre os destaques operacionais e financeiros, e quem tiver alguma dúvida e quiser fazer uma pergunta, é só levantar a mão, que faremos a moderação conforme a ordem das perguntas no momento do Q&A. Passo a palavra para o Luiz. Luiz, por favor, pode seguir com a apresentação. Bom dia a todos. Bom, acho que para começar aqui com os destaques, né, primeiro acho que é legal falarmos aqui de alguns recordes, né, que tivemos nesse primeiro tri. Então a gente ficou bastante feliz aqui com o resultado do primeiro tri, com a evolução que a companhia tem tido. Cabe destacar aqui que nós tivemos recordes de histórico de venda para um primeiro trimestre nesse primeiro tri de 2025. Também tivemos aqui um recorde de margem bruta no segmento Tenda, margem bruta ajustada de 36.7% e consequentemente um recorde de lucro líquido nesse tri também de BRL 85.5 million, sendo BRL 104 million no segmento Tenda e quase BRL 105 million, e BRL 20 million de resultado negativo Alea, que ainda está numa fase de estabilização, falaremos à frente. Acho que começando com alguns destaques aqui, primeiro sobre o programa. Tiveram várias notícias importantes sobre o programa Minha Casa, Minha Vida ao longo de abril. Primeiro, logo no início de abril, o governo anunciou a criação da Faixa 4, que beneficia famílias de até, com renda de até BRL 12,000, valor máximo do imóvel de até BRL 500,000, prazo de financiamento também de 35 anos. Mais importante ainda do que isso para nós, foi a atualização das faixas de todas as outras três faixas já existentes no programa Minha Casa, Minha Vida. A Faixa 1, 2 e 3, todas elas tiveram ajustes. Também, como consta aqui nesse slide, alguns outros ajustes importantes, como a equiparação no teto de preço dos imóveis, em municípios menores, né, de até 100,000 habitantes, isso aqui é muito relevante pra Alea. a equiparação de faixas também pra beneficiários das faixas 1 e 2, que também agora pode comprar, acessar um imóvel de até BRL 350 mil, que já era o preço teto da Faixa 3. Acho que são medidas importantes e nenhuma delas ainda beneficiou o primeiro trimestre, né. Lembrando, foram anunciadas em abril e muitas delas entraram agora ao longo do mês de maio. Acho que aqui o foco da companhia diante desse cenário é positivo em todas as três esferas, né, acho que o setor tem visto notícias positivas, né, tanto na esfera federal, através do programa Minha Casa, Minha Vida, mas também estaduais e municipais. Programas de cheques muito relevantes em vários estados. Municípios também com programas importantes, como foi o caso aqui do Pode Entrar em São Paulo. A consequência disso é que o cenário pra crescimento segue favorável e o foco da companhia tem sido crescer nas suas duas marcas, né, tanto Tenda quanto Alea, que já vinha num ritmo de crescimento muito forte, mas a Tenda também, o conforto, né, da companhia, da gestão pra crescer nesse cenário, ele ampliou bastante. Quando olha aqui nesse slide 6, numa métrica de crescimento acumulado 12 meses, a tendência tem sido de crescimento, então já superamos BRL 5.6 billion lançamentos e assim como BRL 4.6 billion de vendas, e a tendência segue de crescimento. Eu acho que esse crescimento ele também tem vindo de forma saudável, como mostra o slide 7. Por um lado, nós fomos bem-sucedidos em conseguir reduzir o pro-soluto pós-chaves, ou seja, fazendo uma venda mais saudável, com uma, com ganho de preço e um consequente aumento do que nós chamamos aqui da margem bruta rasa, né, ou seja, que é todo o preço que a companhia recebe da venda até a entrega das chaves, né. Com isso, o pro-soluto pós-chaves, ele veio abaixo de 8% no primeiro tri. Acho que já é um patamar muito saudável. Nós não necessariamente esperamos, e nem buscamos queda aqui. O importante pra companhia é ter uma venda saudável, que, né, seja adequada pra renda dos nossos clientes, né. Acho que quando olhamos aqui no lado direito desse slide, o mais importante aqui do aumento foi o aumento da margem bruta rasa, como eu mencionei anteriormente, porque isso aqui é justamente o que a empresa recebe até a entrega das chaves. Isso mostra quão saudável tá a venda e a nossa capacidade de seguir melhorando essa venda nesse cenário favorável do setor. Acho que a margem aqui é uma consequência, então a companhia tem conseguido crescer trazer uma melhor eficiência operacional e a margem então voltou pra patamares muito saudáveis. Superamos aqui a margem o patamar de 36% já há dois trimestres seguidos no segmento Tenda, e esse último tri agora em 36.7%, que já mostra um patamar muito adequado de margem pro segmento Tenda. Olhando, acho que no último trimestre, né, nós conversamos bastante sobre aquela, a decisão da companhia, né, em ter uma provisão mais confortável. Eu acho que o nosso modelo de negócios também, ele tem uma vantagem estrutural, independente de volatilidade de curto e médio prazo. Acho que lá atrás, há muitos anos atrás, né, quando a companhia optou por ter um modelo com abordagem industrial que tivesse uma menor dependência de produtividade de mão de obra, acho que foi uma decisão acertada, independente da volatilidade que teve durante a pandemia. Acho que essa tendência, ela tende a ser uma tendência estrutural, na nossa visão. Eu acho que o resultado aqui, que apesar do INCC ter superado o patamar de 7.5 em abril, quando a gente olha os últimos 12 meses acumulados, tem uma diferença importante entre mão de obra de materiais e entre o INCC de materiais e de mão de obra. Acho que a gente tem sido bem-sucedido aqui em manter os custos sob controle, em continuar tendo ganho de eficiência operacional, principalmente no segmento Tenda, na Alea eu vou abordar um pouquinho daqui a pouco. Acho que isso, apesar desse patamar de INCC, traz um conforto grande pra companhia que os orçamentos estão adequados e que os ganhos de produtividades obtidos fazem frente a esse cenário de inflação, né, de construção um pouco mais alta. Entrando um pouquinho a Alea, eu acho que a Alea, ela tem três desafios importantes que nós já vínhamos falando já há bastante tempo e que fazem parte do modelo de negócio que tá num estágio inicial. Eu acho que o primeiro, sem dúvida, é trazer volume, né? Acho que a Alea, ela tem um modelo de negócio que ela depende assim como a Tenda, né, depende de uma produtividade contínua nas manchas construtivas, né. Então você precisa ter volume adequado de lançamento e venda em determinadas manchas pra que você tenha continuidade de execução operacional, né. Essa continuidade na execução operacional é fundamental até pra estabelecer cadeia de fornecedores, suprimentos, estabelecer parceiros que vão atuar no fornecimento dessas obras, empreiteiros e etc, né. Ó, mesmo na mão de obra própria, né, os montadores e etc das casas, mas mesmo assim você precisa ter uma continuidade pra que tenha uma mão de obra treinada e qualificada de forma adequada. Eu acho que dentro desse desafio, a gente trouxe um resultado muito positivo aqui sobre vendas, né? Acho que de fato a venda no quarto trimestre da companhia foi muito ruim, foi decepcionante e nós, naquela época, falamos que esse era o grande desafio do início do ano e acho que é um desafio que foi bem-sucedido, né? Março e abril foi o recorde histórico de vendas mensais da Alea. A Alea, apenas em abril, vendeu 315 unidades, venda bruta, né, 234 líquido, o que mostra já num patamar, isso comparado ao patamar de 140 no quarto tri, né? Mais do que dobrou quando a gente olha a média mensal. Acho que essa parte de vendas tá bem encaminhado e aí a gente volta pro desafio de lançar dentro dessas manchas construtivas pra ter a continuidade operacional, consequentemente, na execução da obra. O gráfico de baixo, obras em andamento, ele mostra esse desafio no lado da execução. Enquanto a gente estabelece essas manchas construtivas e monta as equipes, estabelece cadeia de fornecedores e parceiros, tem um desafio inicial, que é natural. Nós saímos de 10 obras em andamento no primeiro tri 2024 pra 22 obras agora, um crescimento de 120% e é natural que isso traga alguma volatilidade em margens, como nós vemos aqui no próximo slide. Essa queda de margem bruta da Alea no primeiro trimestre, vemos como algo assim, natural que aconteça. No passado, nós já tivemos trimestres também de volatilidade, como aconteceu no quarto trimestre de 2023, mas é natural que ela ocorra nesse período. Acho que o mais importante aqui é a tendência, né? A tendência de margem bruta da Alea, independente dessa volatilidade trimestral, ela é claramente uma tendência ascendente. De novo, estabelecer a execução e produtividade contínua, né, ganho de produtividade contínuo nas manchas construtivas é algo fundamental. Pra isso a gente precisa lançar, precisa vender bem. A venda veio, como nós mostramos, e a execução vem atrás. A volatilidade é esperada, mas, de novo, a gente tá muito confortável com a tendência de crescimento da margem bruta da Alea ao longo do tempo. Bom, falando um pouquinho sobre eficiência, né, acho que a Tenda, no consolidado, já tá com indicadores operacionais muito eficientes. Acho que esse crescimento de volume tem ajudado muito. Voltamos a um patamar, acho que benchmark no mercado, de despesas de venda, né, sobre venda líquida. Isso aqui, não esperamos quedas adicionais aqui. Acho que navegar entre 6%-7% é um patamar muito saudável. Também a companhia já navega num patamar muito saudável na diluição de G&A sobre a receita líquida entre 7.5%-8%, que é um patamar que nós também esperamos que se mantenha pelo menos aí no médio prazo. Acho que a mensagem aqui é que a eficiência operacional da companhia e o crescimento de volume têm ajudado na diluição dos indicadores e no ganho de eficiência, principalmente no lado de vendas. Aqui, a gente vai ver isso principalmente na Alea daqui pra frente. A consequência disso tudo, mais volume, ganho de eficiência operacional, crescimento, eu acho que ela se reflete em uma margem bruta também melhorando, ela se reflete no lucro. O lucro vem crescendo de forma contínua trimestre a trimestre. Aqui nesse slide 13, nós trouxemos uma ótica do lucro líquido nos últimos 12 meses. Lucro líquido no 2024, que foi de BRL 106 million, agora nos últimos 12 meses, ele já supera BRL 187 million. Um crescimento muito expressivo de um tri pro outro e conversa com o nosso guidance de BRL 360 million-BRL 400 million de lucro em 2025. Bom, falando um pouquinho de geração de caixa, eu acho que nós já vínhamos sinalizando pro mercado três efeitos não recorrentes já esperados, acho que e divulgados por várias empresas do setor também. O primeiro, o setor vem nessa dinâmica que de perda de capital de giro em função da mudança de regra de transferência dos recursos da Caixa, que mudou do repasse pro registro no cartório de imóveis. Via de regra, o setor perdeu um mês de capital de giro, no nosso caso, algo como BRL 250 million. Esse efeito aqui, ele tende a perdurar até o final desse ano e totalizar alguma coisa próxima desse valor. Ainda tem algum efeito aí nos próximos tris pra acontecer, esse impacto, que foi de BRL 33 million, no primeiro tri 2025. Um efeito especificamente do primeiro tri e não recorrente, foi o atraso no repasse dos novos estados que passaram a contar com o programa de cheques. Isso aqui tem uma necessidade de reparametrização do sistema da Caixa Econômica Federal, que é o operador financeiro, do Minha Casa, Minha Vida, naturalmente, desses programas estaduais de cheques. Isso trouxe um atraso, enquanto esse processo ocorre, mas isso já começou a se normalizar ao longo do mês de maio, mas ainda assim, deve ser normalizado ao longo do segundo e do terceiro tri, mas no primeiro tri de 2025, isso trouxe um impacto de BRL 55 million. Não fosse isso, tirando esses dois efeitos não recorrentes, a Tenda teve uma geração de caixa operacional acima de BRL 90 million e o nosso consumo de caixa total, medido por variação de dívida líquida, incluindo a cessão, a variação da cessão de recebíveis, que foi um consumo de BRL 37 million, teria sido uma geração de BRL 50 million, muito condizente com o resultado que a companhia vem entregando. Isso, acho que com isso, os indicadores de alavancagem seguem muito confortáveis. Nossa expectativa é continuar reduzindo o custo médio de dívida, os spreads, né, apesar da Selic ainda tá subindo, mas consenso é que já chegou talvez no teto, mas o spread de dívida da Tenda ainda vem reduzindo, né. Isso ajuda a mitigar um pouco esse impacto de juros mais altos, além da própria desalavancagem esperada da companhia pra frente. Acho que aqui na parte de dívida, a gente deve continuar tendo notícia positiva pra frente também. Bom, caminhando já pro final aqui, acho que sobre o guidance, o que cabe destacar aqui, a Tenda vem rodando acima da margem bruta, né, acima do guidance do ano. A nossa expectativa é de falando de volumes, né, uma concentração maior de lançamentos e vendas no segundo semestre desse ano. Mesmo assim, o primeiro tri, ele já foi quase que 25% do limite superior de vendas. Então, o que mostra que a gente já vem acima desse guidance implícito. Acho que ainda não é o momento de revisar isso aqui, mas no meio do ano, se for o caso, nós iremos revisar. A margem também já vem acima. Eu acho que primeiro, como eu disse anteriormente, né, acho que quanto à execução da companhia, a gente tá muito confortável. O ganho de eficiência operacional tem sido contínuo, trimestre a trimestre e, consequentemente, a gente não tem utilizado a nossa provisão de eventuais. Então por isso que a margem bruta tem rodado até acima da margem de novas vendas e da margem REF esperada, né, quando desconta os ajustes entre margem REF e margem bruta ajustada no balanço. Assim como o lucro líquido, o lucro líquido do primeiro tri, ele também já foi equivalente a 29% do limite inferior do nosso guidance, o que mostra que tem potencial também pra superar. Sobre a Alea, eu acho que a Alea ainda tem muitas alavancas pro ano, incluindo o projeto, a possibilidade do projeto de Canoas, dentre outras, e isso deve trazer mais volume. Consequentemente, a estabilização das operações também ajuda na margem e isso traz mais resultado. Eu acho que a Alea, a gente tem a nossa expectativa é que tem muitas alavancas ainda pro ano e com isso a gente ainda trabalha na obtenção, no atingimento, pra buscar atingir esses guidances que foram divulgados aí no ano passado. Bom, por último, acho que esse slide aqui ele mostra a evolução contínua que tem acontecido no segmento Tenda, né. Evolução de margens, a gente tá num patamar recorde de margem no segmento Tenda, margem bruta novas vendas também, e a companhia já mantendo uma dinâmica de geração de caixa operacional. De novo, esse trimestre, dois efeitos não recorrentes, mas mesmo assim, a geração de caixa operacional da Tenda foi positiva. É isso. Obrigado, Léo. Vamos pra perguntas e respostas aqui. Bom, pessoal, vamos começar com as nossas perguntas. Nossa primeira pergunta vem da Mariângela, do Itaú. Mariângela, seu microfone está liberado. Bom dia, pessoal. Obrigada pela apresentação e parabéns pelos resultados. Queria fazer duas perguntas aqui do meu lado. A primeira é sobre inflação. Sei que vocês já comentaram um pouco, mas queria saber quais são as expectativas pra inflação em 2025 e como vocês esperam que os custos se comportem esse ano. É, além disso, vocês estão conseguindo repassar mais preço nos projetos? A gente pode esperar algum ganho de margem por conta de uma inflação um pouco menor do que a viabilidade ou por um repasse de custos mais agressivo? Como é que vocês pensam nisso? E a segunda pergunta é sobre o programa mesmo. A gente teve aqui a criação do novo Faixa 4. Entendo que não é óbvio pra Tenda entrar nessa faixa, mas queria saber se vocês consideram isso em algum momento, se pode ser uma novidade que a gente enxergue pra empresa ou se não, se a Tenda vai continuar operando nas faixas mais baixas do programa. É isso do meu lado. Obrigada. Vamos lá. Sobre inflação, acho que o cenário é esse, né? O INCC atingiu 7.5%. Eu acho que no curto prazo, ainda tem sim uma pressão, principalmente no grupo mão de obra, né, que é o que tem vindo mais alto, né? Lembrando que tem dissídio agora esse mês, principalmente aqui em São Paulo, que é relevante pro setor. Então a expectativa é que a mão de obra continue puxando o INCC e mantendo ele ainda num patamar elevado. Trazendo isso aqui pro nosso caso, bom, a Tenda, ela tem uma abordagem industrial, né, no processo construtivo. Acho que a gente tem mão de obra própria, e consequentemente, a gente tem uma execução, né, que ela tá dispersa entre as 10 principais regiões metropolitanas do país. Ou seja, a gente não tem uma concentração específica em São Paulo ou Rio, que eventualmente são regiões que podem ter uma disputa maior e isso eventualmente resulta num turnover maior de mão de obra, o que tem necessariamente um impacto em produtividade. Dito isso, a gente tá num cenário, acho que um ponto de atenção, mas acho que o modelo construtivo da companhia ele foi pensado lá atrás, como eu disse, justamente pra mitigar essa questão, que acho que na nossa visão um efeito estrutural, né, a longo prazo, independente de volatilidade de curto prazo. Dito isso, acho que a gente tá confortável com nossos orçamentos. Como falamos aqui, acho que a Tenda tem uma provisão de orçamento de inflação mais eventuais. Essa provisão de eventuais não tem sido utilizada, por isso que você vê a margem reportada rodando até em cima, rodando até acima da margem bruta das novas vendas, né? O que seria uma proxy do que estaria transitando na DRE, né, pouco tempo depois. Acho que isso, a gente tá confortável com o cenário de inflação e a nossa expectativa, de novo, o INCC se mantenha alto no curto/médio prazo, principalmente por mão de obra, mas a gente não espera também que ele venha acima do patamar que já está. Com relação à pergunta da Mariângela, de a gente tá conseguindo repassar preço, tá mais, né? Na verdade, a gente tem ganhado preço trimestre a trimestre, a margem bruta CASA das novas vendas tem aumentado substancialmente. Acho que por enquanto a tendência tá muito positiva, né, pra nossa direção. A gente tá operando na margem com as maiores margens da história da companhia, a tendência é muito positiva. Com relação à sua pergunta sobre Faixa 4, não, Mariângela, a gente não tem intenção de entrar no Faixa 4 em curtíssimo espaço de tempo. O que a gente tem feito é aumentado a participação no Faixa 3. A gente tem lançado alguns projetos Brasil afora de uma performance bastante positiva. Faixa 3, sim, deve ganhar alguma representatividade dentro do portfólio da companhia, mas a nossa vocação não vai deixar de ser o produto mais acessível do mercado. Isso não deve ser a maior parte do que a gente tá lançando, não. Obrigada, pessoal, ficou claro. Vocês poderiam estimar quanto o Faixa 3 deve representar do pipeline da companhia esse ano? Se olhar, tem um slide, um gráfico interessante no release, cê viu que ele já chegou a 17%, né, agora no primeiro tri e há pouco tempo atrás ele tava em 10%, né, a participação da Faixa 3. Ele vem crescendo, né? A Tenda vem trazendo uma qualificação. A Tenda vem atuando num espectro um pouco mais amplo, né, dentro das Faixas 1, 2 e 3. Então, no programa, trazendo atributos, né, nós, quando cê olha o nosso site, cê vê já projetos lançados, né, no Nordeste, com piscina, com varanda. Lançamos aqui em São Paulo o Melodia Jaçanã há 2 meses atrás, com o primeiro projeto da Tenda com varanda aqui em São Paulo. Sucesso de vendas, né? Tá vendendo muito forte. Acho que consequentemente o aumento da exposição da companhia na Faixa 3 ele é inevitável. No Nordeste, como o Osmo trouxe, né, você até acaba tendo uma ou outra unidade de projetos que têm essa qualificação maior, acaba que sendo até indo até mesmo dentro da Faixa 4. Mas esse 17% atualmente ele tende a ter um crescimento como ele vem acontecendo, gradativo, sem nenhum salto, deixando a companhia com uma distribuição melhor entre as Faixas 1, 2 e 3, né? Mas sem dúvida nenhuma a Tenda ainda assim deve continuar a ser concentrada principalmente nas Faixas 1 e 2, mas a Faixa 3 vem crescendo. Perfeito. Obrigada, pessoal. Obrigado pela pergunta, Mariangela. Nossa próxima pergunta vem do Pedro Lobato, do Bradesco. Pedro, seu microfone está liberado. Bom dia, pessoal. Obrigado pelo espaço. A primeira aqui, ainda nesse ponto das faixas, né, queria que cês pudessem, né, se cês pudessem dar um update aí no Faixa 1 FAR. Como é que tão, enfim, evoluindo as conversas, se a ideia ainda é operar só via Alea, né, caso seja possível, ou se também cês entendem que tem espaço pro segmento Tenda também. E a segunda, eu queria entender como é que tá a dinâmica de terrenos, né? Cês colocaram aqui no release que o percentual de permuta tem evoluído bem, né? Subiu aí 9 pontos nesse tri. Como que cês entendem que seja o desenho aí ao longo dos trimestres, em relação à forma de pagamento e também qual que tem sido o preço médio aí pago nos terrenos com o percentual do VGV. Obrigado. Bom, Pedro, bom, com relação à Faixa 1 FAR, a gente ainda não foi publicado, a nova portaria, mas, da forma como as conversas tão andando, eu acho que Tenda não vai ter interesse e nem condições de entrar, porque as especificações de tipologia não da Tenda não atenderiam a especificação FAR. Pro lado Alea, sim, poderia participar e a gente vai ter que entender se faz sentido ou não pra Alea participar. Então acho que ainda é esse é um assunto que tá em evolução. Mas mesmo que participe, não acho que vai ser um volume, por exemplo, que nem as 1,500 unidades em Canoas, vai ser um volume menor, tá? A gente não teria disposição de mudar projetos que seriam lançados pra uma incorporação normal, pra uma incorporação via FAR numa dimensão tão relevante. Com relação a terrenos, a gente tem guardrails que a gente estabeleceu em 2023 que a gente não abre mão. A gente continua pagando os terrenos somente após a escritura, que é a véspera do lançamento, pra que os terrenos sejam uma opção de lançamento e não uma obrigação de lançamento. Isso não mudou, e a gente tem conseguido comprar numa velocidade maior do que a gente tem lançado. Foi assim em 2024 e o nosso plano pra 2025 também é assim, que a gente compre mais do que a gente vai lançar pra que a gente vá criando opcionalidades pra poder aproveitar bons momentos de mercado, como por exemplo, o momento atual da companhia. O preço médio eu não tenho exatamente, mas não deve ter variado dos 10%-11% que historicamente a gente tem pago com o percentual do VGV. Tá ótimo. Obrigado, Osmo. Bom dia, pessoal. Obrigado pela pergunta, Pedro. Nossa próxima pergunta vem do Tainá Costa, do UBS. Tainá, seu microfone está liberado. Opa, bom dia, pessoal. Queria voltar um pouquinho no tema de margem, né, entender melhor o que que vocês atribuem essa melhora significativa no segmento Tenda, né? Tanto reportada, novas vendas, REF, todas com forte crescimento, né, significativo. É, o que que seria esse aumento, né? Uma melhoria nos preços, uma melhor eficiência de custos, né? Queria entender também se essas novas features que vocês têm implementado, né, a presença de sacada, no caso da Alea, né, o próprio segmento premium, se já impactou nesse tri, se isso já tá tendo algum impacto em margens ou se olhando pra frente, eles poderiam ser alguma alavanca de melhora e expansão de margem pra companhia. Obrigado. Tudo bem, Tainá? Eu acho que é uma combinação de vários fatores, né? Como você já até trouxe alguns, né? Eu acho que começando principalmente por eficiência na execução, acho que todas as melhorias, né, que foram implementadas pelo time de operações desde a pandemia, né, toda mudança que foi feita, acho que vocês acompanharam bem, elas trazem, o setor é um setor de ciclo longo, né? Então, às vezes a gente vê que traz uma ansiedade, né, as melhorias demorarem, mas também quando elas chegam, traz um aspecto muito positivo, né? Então, acho que primeiro, assim, quando a gente olha os nossos números do time de operações, assim, os números são muito positivos, né? Índice de concretagem, eficiência, etc. Eu acho que primeiro, isso vem da nossa capacidade de execução. Acho que o segundo ponto, como você bem colocou, a gente tem conseguido crescer e esse crescimento ele também traz produtos que têm potencial interessante, que traz mais capacidade de diluição de custos, melhor negociação com fornecedores. Todo esse ganho de escala que tá por trás do crescimento beneficia também a companhia. Acho que o terceiro ponto, como você também trouxe, foi a questão dos atributos. A gente tem ido pra um caminho de trazer atributos que são demandados pelo mercado, acho que e que consequentemente têm uma precificação adequada e isso traz um resultado pra companhia. Melhora o retorno dos projetos. É, dado que, de novo, cê tem uma demanda pelo mercado sobre isso e a correção de preços, né, de faixas do programa, ele permite que essas famílias comprem essas unidades com esses atributos, coisa que, se você pegar lá em 2018, na época do Faixa Um e Meio, 2017, era mais difícil, né? É, acho que por último, a questão do preço. A gente tem – cê vê que o nosso preço tem ido mais, o crescimento tem sido mais pra cobrir a inflação, do que qualquer outra coisa, né? Acho que a companhia tá focada em trazer volume, dentro duma rentabilidade adequada. Acho que o foco, né, quando a gente vê do programa, etcétera, é sim volume. Acho que a gente tá confortável. Acho que o índice de provisão da companhia tá bem adequado. Teve muito questionamento, né, do por que que a companhia foi conservadora sobre a provisão de orçamentos no ano passado, mas agora a gente colhe o fruto desse conservadorismo, né? A gente teve uma provisão que na época foi, acho que acima da média das empresas, provisão de inflação e também provisão de eventuais. Fato é que a provisão de eventuais não vem sendo utilizada, felizmente, né, ela pode vir a ser, mas não vem sendo. Isso consequentemente reflete nessas margens que cê tem visto, Tainá. Perfeito, Luiz. Se me permite um segundo ponto aqui, relativo à geração de caixa. Como vocês esperam a performance das duas principais linhas ali que pesaram negativamente? Eu digo a mudança de critério da Caixa e o atraso no repasse dos programas regionais. Olhando para frente, acho que você comentou já as regras da Caixa deve perdurar até o final do ano, mas se conseguir dimensionar em termos quantitativos, se deveria permanecer nesse mesmo patamar que veio nesse primeiro tri ao longo do ano e se com relação ao atraso nos repasses dos programas regionais, se esse nível de BRL 55 million que vocês divulgaram já normalizou nesse segundo tri e olhando para frente não deveria vir eventualmente nesse mesmo patamar. Bom, sobre a mudança de regra da Caixa, como ela de forma resumida, né? É basicamente um mês de perda de capital de giro. Parte desse efeito já tinha vindo, né, que era algumas outras regiões, mas a maior parte, que principalmente as regionais São Paulo e Rio, a mudança foi no meio do ano passado. Você ainda tem até o, vamos dizer, grosso modo, até o fim desse ano, algum impacto, né? Acho que ele é declinante. Esse impacto ele tende a ser declinante a partir da metade do ano, tá? Segundo tri ainda tem algum efeito parecido com o primeiro tri, mas a partir da metade do ano ele tende a ser declinante. Enfim, a partir do ano que vem, esse efeito já se torna irrelevante. Sobre o segundo, começou a ter que foi o atraso no repasse no Rio Grande do Sul e Ceará. A normalização começou a acontecer já neste tri, mas a nossa expectativa não é que vá ser normalizado tudo até o final de junho, ou seja, ainda dentro desse tri. A normalização total, até porque você criou uma esteira grande, né, de unidades, não foi só no nosso caso, né, foi o setor inteiro. Então você criou uma esteira grande de unidades a serem repassadas e consequentemente isso aqui consome, vai consumir um tempo. Então acho que a normalização total ela ocorre só no terceiro tri. Mas a notícia é que já começou a normalizar nesse trimestre. Então, ou seja, esse impacto ele tende a ser menor no, né, ele já traz uma normalização ao longo do segundo tri e termina de normalizar no terceiro. Perfeito, Luiz. Muito obrigado. Bom dia, pessoal. Obrigado pela pergunta, Tainá. Nossa próxima pergunta veio do Antônio Castrusci, do Santander. Antônio, seu microfone está liberado. Bom dia, pessoal, tudo bem? Bom dia, Luiz, Osmo. Obrigado por pegar minha pergunta. A empresa tá reportando aí uma margem bem robusta na divisão Tenda, né? Margem REF, margem de novas vendas, margem reportada. Eu imagino que as novas mudanças do programa aí devem abrir mais uma pernada pro aumento de preço, né? Dito isso, queria entender como deve ser a dinâmica de balanceamento, entre margem, VSO e Pro Soluto daqui pra frente. Mais especificamente, né, quais dessas métricas devem ser mais beneficiadas no ambiente atual? Vou começar, o Osmo complementa aqui, mas eu diria que é volume, né? Então, eu acho que preço, de novo, né, o patamar de margem, nesse trade off assim, trazer mais volume ou ganhar mais margem no patamar de margem atual da Tenda, a nossa leitura é que é melhor trazer mais volume. Então eu acho que a resposta é: foco da companhia vai ser em volume, a partir desse patamar, e não continuar ganhando margem, né? Mas trazer mais volume mantendo esse patamar de VSO entre 25 e 30, que é o que a gente tá. Esse tri foi 27, então tá muito adequado dentro da expectativa. Pro Soluto também, como mencionado anteriormente, acho que também o patamar já é muito confortável também. Então a gente não precisa, a leitura nossa é que não precisa ter redução adicional. Já foi uma redução muito expressiva que aconteceu. Dito isso, acho que o nosso foco é volume. Perfeito. Nada a acrescentar. Pode ser, Osmo, desculpa. Nada a acrescentar, foi perfeito. Perfeito. Não, só aí nesse ponto de volume, queria entender com vocês, o guidance que cês têm de venda pra esse ano, né? Imagino que, obviamente, ele tá atrelado a uma perspectiva de lançamento. Se após essas mudanças, com esse nível de margem atual, cês já veem um upside aí pra esses números. Eu acho que de maneira geral, o guidance de Tenda tem um upside risk grande, né? Porque se você olha qualquer parâmetro e assume que a gente tá numa tendência que a gente tem uma concentração maior de lançamentos no segundo semestre. Não tô dizendo que a gente vai crescer o lucro mês a mês, mas trimestre a trimestre, a gente atingiu 29% do limite superior do guidance no primeiro trimestre, né, pra Tenda. A gente tem assim, eu acho que o primeiro trimestre deixa a gente numa posição muito confortável pra entregar o guidance do ano. Eu acho que é cedo pra rever guidance no primeiro trimestre, mas o ano começou de uma forma muito positiva pra Tenda. Perfeito. Obrigado. Mais uma vez, parabéns pelo resultado aí. Obrigado pela pergunta, Antônio. Nossa próxima pergunta vem do Gustavo Cambauva, do BTG. Camba, seu microfone está liberado. Oi, pessoal, bom dia. Eu queria entender um pouquinho mais ali da dinâmica de Alea, né, que o Mizuta falou bastante dessa questão das manchas e tudo. Mais entender como é que cês veem a recuperação, assim, de rentabilidade da Alea ao longo dos próximos trimestres, né? Porque eu acho que muito do que a gente imaginava era que ao ganhar escala, né, automaticamente já viria esse ganho de margem bruta, né? Mas com essa questão toda, vamos dizer, das regiões, das manchas onde cês operam, acaba que cê perde escala na região, né? Onde, quando cê cresce muito em diferentes praças. Aí eu queria entender um pouco como é que cês tão vendo isso ao longo do ano, se de fato vai ter uma concentração maior de lançamento em grandes praças e aí esse crescimento, vamos dizer, de VGV, de receita, ele já vem acompanhado de um crescimento de margem bruta grande. Se isso fica mais pro ano que vem, aí essa recuperação de margem. Aí até pegando o gancho até nessa resposta do guidance, né? Quando a gente olha, vamos dizer assim, na linha do que o Osmo respondeu, né? A Tenda tá rodando bem acima do guidance, mas a Alea aparentemente tá rodando, vamos dizer, abaixo, né? Como cês falaram, não é momento ainda, tá cedo, né, pra rever guidance, mas queria entender se cês acham que a Alea recupera, vamos dizer, ao longo do ano essa margem pra fechar dentro do guidance, e qual o desafio, vamos dizer, maior pra isso, né? Obrigado. Bom dia. Tudo bom, Camba? Bom, a Tenda começou muito engatilhada pra entregar o guidance com tranquilidade. A Alea não começou bem, né? Acho que não tem nenhum motivo pra desespero ainda. A gente ainda tem três trimestres. A Alea tá numa velocidade de crescimento muito grande, então tem muita coisa pra acontecer. Tem projeto no Rio Grande do Sul. A gente tá, por enquanto, o que tá passando pelo resultado hoje são umas tipologias antigas, são obras bem mais caras que tavam passando por um processo de aprendizagem maior. Então, assim, tem muita coisa que vai mudar no balanço da companhia, no DRE da companhia, daqui pra frente. Não foi o primeiro trimestre dos sonhos, longe disso, mas também não foi o primeiro trimestre que tirou a gente totalmente do jogo. A gente tem que correr atrás do prejuízo e tentar buscar esse guidance. Cê perguntou um pouco, bastante como é que a dinâmica, né? Por que ao contrário ao que era a tendência e a expectativa, a gente teve uma margem bruta bem ruim de Alea nesse trimestre. Foi a primeira vez que ela caiu trimestralmente. O que aconteceu aqui? A gente precisa ter uma operação de 4,000 unidades pra conseguir diluir os custos da fábrica, pra que a gente opere de forma rentável, mas a gente também precisa ter continuidade na ponta. A gente precisa, na ponta, não só ter continuidade, mas ir formando tanto mão de obra própria quanto fornecedores pra conseguir executar com o nível de qualidade e de produtividade que a gente precisa. A gente teve o atraso, o impacto que a gente teve de vendas no quarto trimestre, ele acabou ocasionando alguma descontinuidade de PCP de construção na companhia, e essa descontinuidade gera custo. Além disso, a gente teve mais dificuldade pra estabilizar fornecedores do que a gente imaginava. Então a gente reconheceu um desvio de custo em função desses, dessa maior dificuldade. Se você olhando, toda vez que a gente fala com vocês, a gente fala assim: "Olha, Alea, a gente tá acertando todas as alavancas do modelo operacional. O grande desafio que a gente teve no quarto trimestre do ano passado e que eu acho que a gente resolveu, nesse primeiro trimestre, foi vendas. A gente teve uma performance de vendas muito ruim no quarto trimestre e a gente foi recuperando mês a mês até que em abril a gente teve uma performance de venda mais do que o dobro da média do quarto trimestre e a gente continua vendo isso acontecendo em maio, tá? A gente tá relativamente confortável de que a gente superou o problema de vendas. Hoje, o grande desafio de Alea é a gente conseguir estabilizar as lanchas do ponto de vista de produção na ponta. É ter um sequenciamento produtivo, continuidade e ter uma redução de turnover da mão de obra própria e dos fornecedores. Em equacionando isso, a gente vai ver a margem subindo e convergindo pra margens bem mais saudáveis. Não, ficou claro. Obrigado, bom dia. Obrigado pela pergunta, Cambau. Nossa próxima pergunta vem da Carla, do Bank of America. Carla, seu microfone está liberado. Olá, pessoal, bom dia. Obrigada pela oportunidade de fazer pergunta. Eu tenho duas do meu lado, então só aproveitando também esse ponto da Alea, eu queria entender também um pouco da evolução no sentido de lançamento da Alea 100% Premium. Como a gente pode ver esse aumento de preço médio esse ano e se essa nova linha também vai ajudar nessa recuperação de margem. A minha segunda pergunta também é pra comentar um pouquinho mais dessa trajetória de provisão que cês tavam falando. A gente tinha tido uma subida no último trimestre, se não me engano, pelo aumento da provisão com a inflação, que cês tavam comentando, e esse trimestre a gente acabou tendo um aumento também. Eu queria entender se ele também é nessa linha da provisão com a inflação. Essas duas do meu lado. Obrigada, pessoal. Alea, a gente fez 2 lançamentos de Alea Premium, né, 1 em Três Lagoas e 1 em Taubaté. É, a gente tá numa fase piloto, tá. A gente ainda entende que o produto não tá 100% redondo. É, a gente vai fazer ajustes de produto e vamo fazer novos lançamentos de Alea Premium até achar o produto ideal, é, pra aceitação no mercado. Então, hoje, no nosso plano, a gente não considera, é, o Alea Premium como sendo uma grande alavanca de ganho de rentabilidade. Mas, é, a gente acredita demais que esse é um produto que tem uma demanda reprimida gigantesca. Então, né, a gente é bastante otimista com o potencial dela, mas não tá no plano, né, a recuperação de margem não vai partir disso, não. Eu não sei, se eu não responder adequadamente, cê me complementa, tá, Carla, por favor. Se eu entendi a pergunta, sobre provisão de inflação, a nossa expectativa é que a nossa provisão tá superadequada, assim, mas como eu disse anteriormente, ela não vem sendo utilizada trimestre a trimestre. Pode ser que um trimestre ou outro seja, porque você teve algum efeito específico, etc., mas via de regra, não vem sendo utilizado, até por isso a gente vem conseguindo ter margens nesses patamares, né? De novo, assim, não, a gente não tem nenhuma expectativa de ter que fazer novas provisões, nada disso. Nossa leitura é que o nosso cenário de provisão de inflação e de eventuais, ele tá superadequado e até acho que conservador, né, o que é bom em um cenário de inflação um pouco mais alta, né? Então acho que é isso. Obrigada, pessoal. Ficou super claro. Obrigado pela pergunta, Carla. Nossa próxima pergunta vem do André Mazini, do Citi. Mazini, seu microfone está liberado. Olá, bom dia, Osmo e Luiz. Só um follow-up em Alea ainda. Cês comentam que uma das razões da queda ali da margem bruta, né, que descolou da tendência foi colaboradores sem experiência no modelo Alea, né, que é o modelo off-site. Então se cês puderem falar um pouquinho mais disso pra gente, tentar entender se isso pode eventualmente ser um gargalo, quanto tempo demora pra treinar um colaborador no modelo off-site, quantos mais colaboradores cês vão ter que ter na Alea à medida que ela vá rampando ou se tem um ganho de escala aí, não precisa ter tanto mais colaborador, dado que acho que o ponto todo aqui é ter cada vez mais capital e menos trabalho, vou dizer assim, né? Mais automação, por assim dizer, versus o modelo construtivo mais tradicional, né? Obrigado. Boa pergunta, Mazini. Deixa eu tentar dar um pouco mais de cor. A Alea precisa duma quantidade de colaboradores muito menor no canteiro do que as outras tecnologias. As atividades que esses colaboradores precisam executar, via de regra, são atividades mais simples de serem executadas. Vou comparar uma equipe, um bloqueiro de alvenaria estrutural. Esse cara é um cara ultraespecializado que bloqueiros podem ter produtividades muito diferentes. Um bom bloqueiro produz quatro vezes mais do que um bloqueiro que não é tão bom. Quando a gente vai pra nossa montagem, ela é uma montagem, assim como entenda, você tem um Lego, você tem um quebra-cabeça, e o sequenciamento de tarefas, ele é um sequenciamento dado e o ritmo de cada uma dos painéis que é colocado em cima de um radier, ele é um ritmo meio que pré-definido. Então, você precisa sim treinar o colaborador, mas é um treinamento mais simples. Uma vez que você treinou a velocidade e a qualidade daquilo que ele tá executando, ela é meio que travada pela tecnologia, então a quantidade de pessoas e o grau de especialização necessário pra uma obra de Alea é muito menor do que das tecnologias tradicionais. Mas mesmo assim, a gente precisa formar gente. A gente precisa que essas pessoas que estão formadas, elas continuem atuando dentro do meio, do mesmo raio de 100 km de uma cidade grande, aquilo que a gente chama de mancha construtiva. O desafio que a gente tem hoje é conseguir ter um sequenciamento de obras, assim como a gente tem Tenda, dentro de uma mesma mancha construtiva, pra que a gente tenha condições de formar e estabilizar essas equipes, porque de nada adianta a gente formar uma equipe e dois meses depois a gente ter que dispensar a equipe porque não tem um sequenciamento. Pra cê ter uma ideia, a gente tem obras, a nossa obra média são de 150 unidades. A velocidade de montagem de casas no canteiro são 4 casas/dia. Então em um mês e meio, a equipe monta todas as casas, né? Se o treinamento dessa equipe talvez demore mais 2, 3 meses. Na verdade, o treinamento todo pra estabilização, pra gente chegar em 4 casas/dia, demora alguma coisa como 6, 7 meses. Se a obra dura 1 mês e meio, 2 meses, e a estabilização da equipe dura 6, 7 meses, eu preciso ter sequenciamento. Se eu não tiver sequenciamento, a gente vai tá operando de uma forma muito ineficiente. Esse é o desafio de Alea de agora, da gente conseguir ter uma quantidade de lançamentos nos lugares corretos, pra gente ter um sequenciamento de atividades, pra gente estabilizar as equipes, as equipes próprias e as equipes de fornecedores. Uma vez que isso esteja acontecendo, a minha impressão, pela minha experiência, pelo que eu já vi de Tenda, é que a estabilização é uma estabilização relativamente simples. Assim como eu achava que a gente ia resolver o problema de vendas, porque eu olhava o tamanho do desafio e falava: "Bom, esse desafio é um desafio absolutamente gerenciável". Eu acho que o desafio aqui não é estabilizar a equipe. O desafio aqui é a gente ter um sequenciamento de obras dentro de uma mesma mancha que permita a estabilização. Somado a isso, Mazini, só complementando aqui o que o Osmo disse, a gente, além disso tudo, e dessa baixa mão de obra, né, necessária na ponta, a gente também vem levando etapas desse processo, cada vez mais etapas pra dentro da fábrica, né? Então, por exemplo, se for na fábrica, a gente tava na fábrica agora quarta-feira, né? Cê vai na fábrica hoje, tem toda uma linha, uma continuidade da linha de produção sendo montada, estufas de pintura e etc, né? Então, cada vez mais, a gente tá levando etapas do processo pra dentro da fábrica. Então a ponta, como o Osmo disse, que já é muito enxuta, ela tende a ficar ainda mais. O grosso do trabalho na ponta vai ser essa montagem, né, que de novo, né, uma vez esse time treinado e qualificado, e tendo continuidade, que é o que o Osmo trouxe, acho que esse impacto aí ele tende a se dissipar, né? Muito claro. Obrigado, Osmo e Luiz. Obrigado pela pergunta, Mazini. Nossa próxima pergunta vem do Ygor Altero, da XP. Ygor, seu microfone está liberado. Oi, pessoal. Bom dia. Queria tocar no ponto da Alea, que mais na questão do programa, né, a gente tá vendo ali municípios de até 100,000 habitantes, né, que teve mudança de teto significativa, né? Então entender como que isso aí poderia impactar a Alea, né? O segundo ponto que eu queria tocar, né, que a gente tá vendo aí alguns players em São Paulo que vêm se beneficiando bastante das novas diretrizes, né, do plano diretor em termos de processo construtivo, e isso muito por conta da dinâmica da alvenaria, né? Então eu queria entender como que vocês poderiam fechar esses gaps aí usando a forma, né? Obrigado. Duas boas perguntas, Ygor. Com relação à mudança de teto, a mudança de teto ela aconteceu só pra cidades menores de 100,000 habitantes, que é o grosso do mercado de atuação de Alea, né? A Alea não tava, até esse momento, sendo barrada na maioria dos lugares de atuação dela pelo teto das cidades, mas ela tá atuando de forma muito próxima. Então, pra nós, né, no curtíssimo prazo, isso não vai garantir um ganho de margem, mas ele tirou uma preocupação que a gente tinha prum prazo, sei lá, prum horizonte de 6 meses a 1 ano. Então eu acho que uma barreira possível pra aumento de preço deixou de existir em Alea com esses aumentos do teto. Com relação a São Paulo, aumento de coeficiente de aproveitamento, hoje a Tenda tem gastado muita energia pra gente conseguir desenvolver alternativas que se alavanquem no principal diferencial competitivo nosso, que é a abordagem industrial, pra conseguir implantar de uma forma flexível, como a alvenaria estrutural tem conseguido fazer em São Paulo e também conseguir ganhar altura, né, que é o que se chama de gabarito. Se a gente tem muitos pilotos em andamento hoje, muitos projetos sendo testados, o que a gente não tem nenhum conforto em não ser líderes em São Paulo como a gente era três anos atrás. Essa é uma posição competitiva que a gente vai buscar. Isso, obviamente, não é do dia pra noite, a gente tem que construir isso e construir de uma forma duradoura e rentável. Tá claro. Obrigado, Osmo. Obrigado, Luiz. Obrigado. Obrigado pela pergunta, Igor. Nossa próxima pergunta vem do Rafael, do Safra. Rafa, seu microfone está liberado. Eu tenho uma só. Eu queria mais tocar um pouco na carteira de vocês. Entender agora que com esse macro mais desafiador, né, a economia já tá mostrando sinais de desaceleração, como que vocês tão vendo a inadimplência da carteira de Pro Soluto, principalmente no pós-chaves. Entender também, agora que cês já tão com essa alavancagem mais saudável, o cenário também pra geração de caixa no ano já é também muito melhor. Queria entender o apetite de vocês pra vendas futuras de carteira. Obrigado. Tá bom, Rafael. Sobre cenário de inadimplência, né, acho que até teve divulgação do resultado do Bradesco aí essa semana, dos bancos Itaú também, né? Eu tenho acompanhado. Acho que assim, a gente tá vendo a inadimplência comportada, né? No nosso caso, especificamente, a gente tem um fator que ele ainda não é tão visível, mas ele tende a ser a longo prazo, é o fato da companhia ter reduzido, né, o Pro Soluto pós-chaves de 14% do preço pra abaixo de 8 agora, né? Então, por exemplo, quando você pega tudo mais constante, né, se você pegar uma inadimplência histórica de 20% nessa carteira, 14% do preço, né, então vai dar 2.8, né, da receita, né? Que é onde a nossa inadimplência está rodando no momento, né? Tá rodando aí na casa de 2.7, quando cê traz um acumulado de 12 meses, né? Mas quando você usa 20% de 8%, né, de pró-soluto pós-chaves, isso cai pra 1.6. Então só aí teria um ganho de um ponto percentual, mais de um ponto percentual, né, de margem bruta a se acontecer no médio a longo prazo, né? Então acho que tudo mais constante, a gente tem um benefício grande a ser capturado com a redução do tamanho, né, do pró-soluto pós-chaves. Somado a isso, essa redução que nós fizemos, né, de 14 pra 8, ela não foi feita simplesmente cortando o volume de crédito a ser concedido pros clientes. Ela foi feita de uma forma ao nosso ver aqui, né, mais inteligente, que é agregando valor, que foi segregando, né? Trazendo uma melhor leitura de rating de crédito, de testes estatísticos, etc., de forma que a gente continue concedendo créditos eventualmente até iguais ou eventualmente pra clientes de melhor perfil de rating, a gente corte mais os clientes de menor, de pior perfil de rating, né? Ou seja. Esses dois efeitos combinados, a redução do empréstimo e a melhora nessa concessão de crédito, ela deveria trazer uma melhoria futura expressiva, como nós falamos aqui. Por mais que esse cenário de crédito deteriore, e de fato existem, né, pontos de preocupação, como o que vai ser se o esse aumento do consignado traz ou não uma era de inadimplência futura, etc. Acho que a gente tá atento a isso e acho que sim, faz sentido, né, essa preocupação. O fato é que a gente teria contratado uma redução expressiva, né, no impacto da PDD no nosso resultado. De qualquer forma, por mais que essa carteira se deteriore, e não só da Tenda, mas eu digo do mercado como um todo, né? Acho que da Tenda a gente deveria ver a melhora. Ainda assim, a nossa expectativa é que isso não seja maior do que a queda contratada que a empresa já tem de PDD, né? Como eu mencionei aqui nesse exemplo. A gente tá muito confortável com a PDD futura, Rafael, acho que por esses efeitos combinados aqui que eu trouxe. E sobre venda de carteira, acho que, de novo, né, acho que a gente vem sempre falando sobre isso, né? Acho que idealmente a venda ela faz parte do negócio, né? Não há, não tem por que a companhia carregar esse ativo, desde que o custo dessa operação seja adequado, né? Então a gente sempre olha esse custo não só ponderado, né, o que que seria um custo de capital da companhia, mas também o que que seria o nosso custo comparável ao custo de dívida, etc. Então esse custo sendo adequado, que é o cenário hoje, pra gente faz sentido fazer venda de carteira, ao invés de eu captar uma debênture, por exemplo, né? Dado que o custo tá em linha. Então a gente deve sim continuar. Mas de novo, a tendência da companhia é uma tendência de desalavancagem e quando a gente olha a longo prazo, de geração de caixa, né? O horizonte da companhia em 2026 é voltar a ser um grande pagador de dividendos. Só o mínimo obrigatório já seria expressivo, né? Teria espaço pra mais. Essa venda de carteira, sim, ela tende a continuar. De novo, não que o saldo de carteira total ele vá crescer. Até porque como a gente reduziu muito a concessão de do pró-soluto pós-chaves, a gente tem menos carteira pra vender, né? Naturalmente, isso, esse movimento nem deixa com que a gente cresça, né? Esse, o volume de passivo de cessão, né, que é a carteira cedida, ele tende a manter no máximo um patamar em linha com esse patamar que a gente vem navegando nos últimos três e não tende a ter grande crescimento, né? Não, perfeito, Luiz, ficou super claro. Me permite só um follow up nessa questão das vendas? Se já tão vendo agora na ponta pra novas vendas, o desconto de cessão maior? Se já tão vendo taxas maiores ou dá pra manter o que cês vêm atingindo aí nas últimas vendas que vocês fizeram? Não, pelo contrário, a gente vê taxas melhores, né? Ou seja, taxas menores, né, no nosso caso, que é Que seria essa taxas melhores, né? Eu acho que isso tá muito ligado ao nosso perfil de crédito, né? Eu acho que hoje quando o credor olha para Tenda, dado todo esse cenário, a empresa, enfim, e isso eu digo mesmo antes da divulgação desse resultado do primeiro tri, né? Eu acho que agora a nossa leitura é que deveria melhorar ainda mais. Acho que a nossa conversa com credores até a divulgação do primeiro tri já vinha muito positiva e sinalizando redução do custo médio de dívida. Eu acho que o primeiro tri ele deveria melhorar ainda mais essa percepção do mercado credor, né? A nossa expectativa é sim continuar reduzindo o nosso custo de captação como um todo. Não, perfeito. É, parabéns pelo resultado, viu, pessoal? Bom dia. Obrigado pela pergunta, Rafa. Nossa próxima pergunta vem do Jonathan Koutras, do JP Morgan. Jonathan, seu microfone está liberado. Bom dia, Osmo, Luiz, parabéns pelo trimestre. Eu só uma coisa do meu lado, talvez pro Osmo, que é saber o potencial do fundo social continuar complementando o budget do Minha Casa, Minha Vida depois desse ano, né? Pra se ter um pouco de cor, tendo em conta imaginando que aqueles BRL 15 billion vieram pra ficar, digamos assim. Ainda no mesmo tema, né, na construção do conselho do fundo social, como você imagina o funcionamento desse conselho, né? Sendo nos moldes do FGTS mesmo, com anúncio de planos multianuais, teria alguém presente da habitação, né, enfim, qualquer coisa que puder compartilhar ajudaria. Obrigado. Tudo bom, Jonathan? Isso ainda tá em discussão. A gente defende junto ao governo, a gente, a ABRAINC, não a Tenda, de que esse fundo tenha também um orçamento plurianual, e se possível até uma previsão legal de que ele tenha que investir parte disso em habitação. Porque a gente entende que isso tem um impacto muito grande na produtividade das empresas. As empresas elas só têm a eficiência que elas têm hoje, porque a gente olhava pro FGTS e enxergava que ele teria uma perenidade e isso permitia as empresas programarem pra investir Capex e produtividade. A gente defende junto ao governo que isso é importantíssimo também pro fundo social, e Fundo de Desenvolvimento Social. Essa é uma discussão que tá ongoing, então ela não tá fechada ainda. Não, perfeito. Obrigado, Osmo. Obrigado pela pergunta, Jonathan. Não havendo mais perguntas, passo a palavra para o Osmo para as considerações finais. Bom, foi um primeiro trimestre muito bom. Eu acho que a gente começou o ano de uma forma muito positiva. Acho que a gente teve, obviamente Tenda teve notícias positivas across the board, e a Alea teve notícias também muito positivas e um foco claro do que a gente precisa endereçar dentro desse ano. O resultado de Tenda do primeiro tri dá um conforto muito grande pra entrega do guidance. Até acho que o Luiz usou essa expressão, eu também. Acho que a gente tem um upside risk aqui no guidance, mas a gente acha que é muito cedo pra qualquer conversa nesse sentido. A Alea, ela conseguiu em um trimestre tirar um fator de preocupação muito grande, que foi o fator das vendas do quarto tri do ano passado. A velocidade de reação da companhia foi impressionante, e foi superimportante para dar o conforto para gente de que este problema não é um problema. A gente já resolveu isso numa velocidade espetacular. Hoje, claramente, o foco da companhia é a gente conseguir estabilizar as manchas construtivas através da continuidade da produção. A gente entende que em endereçando isso, e obviamente isso tem um tempo de endereçamento um pouco maior do que as vendas, né? Porque as vendas têm uma velocidade de reação muito maior, a gente deveria enxergar as margens que a gente entende como sendo as margens adequadas pra Alea, dentro do plano. Então a Alea não foi um bom primeiro trimestre do ponto de vista de resultado, mas ainda tem muita água pra rolar. Não estamos nem de longe jogando a toalha, de forma alguma. A gente acha que dá pra recuperar, sim, o guidance dentro do ano e a companhia tá focada nisso. Acho que é isso.