Construtora Tenda S.A. (BVMF:TEND3)
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May 5, 2026, 5:07 PM GMT-3
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Earnings Call: Q3 2024
Nov 7, 2024
Bom dia a todos. Estamos iniciando mais uma apresentação de divulgação de resultados da Construtora Tenda. Eu sou o Leonardo Dias, Coordenador de Relações com Investidores. Temos aqui conosco hoje Rodrigo Osmo, nosso CEO, e o Luiz Maurício Garcia, nosso CFO e DRI. A dinâmica será parecida com as anteriores. O Luiz vai falar sobre os destaques operacionais e financeiros e quem tiver alguma dúvida e quiser fazer perguntas, é só levantar a mão que faremos a moderação conforme a ordem das perguntas no momento do Q&A. Passo a palavra para o Luiz. Luiz, por favor, pode seguir com a apresentação.
Bom dia, bom dia a todos, pessoal. Vamos lá. Acho que vamos começar pelo próximo slide, Léo, sobre os destaques. Eu não vou passar por todos aqui, acho que mas eu gostaria de reforçar aqui alguns pontos, né. Eu acho que primeiro, tivemos alguns recordes aqui que nos orgulham bastante, nesse trimestre. Acho que a companhia teve recorde histórico de lançamentos em um, para um único trimestre, mesmo quando exclui o Pode Entrar. Recorde histórico de vendas também, mesmo excluindo o Pode Entrar, teria sido recorde de qualquer forma. Recorde de receita líquida, aqui nem teve ainda impacto do Pode Entrar, né, nós vamos começar a reconhecê-lo só no quarto trimestre, no quanto ao resultado.
Tivemos também recorde de lucro líquido no segmento Tenda. Nesse tri, foi o maior lucro também da história pra esse segmento, mesmo quando olha de forma recorrente. Por último, aqui, nós anunciamos recentemente já um evento subsequente, a emissão da décima primeira debêntures da companhia a uma taxa de CDI mais 1.5, o que mostra uma queda muito forte do patamar que nós vínhamos emitindo até pouco tempo atrás. Acho que outra excelente notícia recente foi a aprovação pelo Conselho Curador do FGTS do orçamento do programa pra 2025. Eu acho que apesar do saldo total não ter crescido tanto, tiveram várias mensagens aqui interessantes.
Acho que quando a gente olha dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, sim, tem um aumento, teve uma redução dentro do orçamento total de imóveis usados e algumas outras, alguns outros segmentos. Acho que mais importante do que isso, foi o foco, mais uma vez, do governo nas faixas mais baixas, faixa 1 e 2 do programa, que como nós podemos ver aqui no lado direito, dessa apresentação, tem um aumento aqui na representatividade dessas duas faixas no orçamento. São exatamente essas duas onde a Tenda concentra sua participação. Hoje, nosso volume tá um pouco acima de 50% faixa 1 e um pouco abaixo de 50% na faixa 2. Acho que esse é, entrando um pouquinho agora no tema de INCC, esse tem sido um tema muito recorrente.
Nós temos acompanhado aqui não só a evolução do INCC, mas acho que a preocupação de mercado, de alguns analistas e investidores. Nós colocamos, demos um zoom aqui, no como tem se comportado o custo da Tenda nesses últimos 18 meses, né, do final de 2022 até o fechamento desse terceiro tri. É interessante notar que o custo Tenda nesse período ficou flat nominal, né, pra um INCC de 8.5%. O que justifica isso, acho que, bom, todos aqui acompanharam, né, o que aconteceu com a companhia durante a pandemia e também o que foi todo o plano de ação que nós implementamos, né.
Eu acho que conversamos bastante com o mercado e a gente pode depois elaborar um pouco mais nas perguntas e respostas sobre iniciativas de eficiência operacional, ganho de produtividade. Nós falamos muito da verticalização do ex-torre, por exemplo, ou seja, tudo aquilo que não é a construção da torre em si, que é a infraimplantação dos projetos, que nós começamos a verticalizar. Ou seja, a companhia tem trazido uma série de, e tem sido bem-sucedida em trazer uma série de ganhos de produtividade e obtenção de eficiência, né, operacional, que têm nos ajudado. Acho que isso somado a um conservadorismo orçamentário, tem nos ajudado a manter o custo da companhia e já vimos um primeiro efeito positivo disso aqui em resultado, com uma economia de custo reconhecida nesse trimestre acima de BRL 4 million.
A gente vai entrar nesse ponto aqui mais à frente, mas seguimos atentos, mas a princípio, não vemos esse aumento do INCC como um problema. Sobre o resultado recorrente, acho que também teve bastante questionamento. Mesmo economia de custo sendo algo que nós enxergamos como possível ainda pra frente, acho que pra ser transparente, colocamos aqui, né, como um evento não recorrente, e outros efeitos também, que de combinar, de forma combinada tiveram impacto em resultado. Os grandes efeitos aqui foram principalmente o swap, desses outros efeitos, né, de BRL 12 milhões, o swap representa 11.
Nós tivemos um efeito combinado de impostos, alguns a mais, outros a menos, que nós podemos detalhar à frente, que juntos tiveram um efeito pequeno. Eles tiveram um efeito maior em margem, mas menor no lucro, porque o lucro também foi impactado pelo swap. Ou seja, desse efeito não recorrente aqui no lucro líquido, que é a penúltima coluna aqui da direita, de BRL 12.6 million, BRL 11 million é o swap. É grande parte do lucro não recorrente do tri. Acho que cabe destacar o ROIC também, da Tenda já superando 26% do segmento Tenda, o que já coloca o segmento Tenda novamente entre as empresas mais rentáveis do setor.
Sobre a evolução de preço do terceiro tri, ela foi impactada pelo mix. Nós abrimos nessa tabela abaixo, nesse slide, a queda, né, da participação de São Paulo do segundo pro terceiro tri, né. Então São Paulo saiu de 37% para 30% e ganhamos, né, e outros, né, estados, principalmente os do Nordeste, do Centro-Oeste, ganharam representatividade. Então isso também tem impacto no mix, uma vez que o preço médio de São Paulo, via de regra, ele é superior aos demais. Sobre a Alea, acho que a Alea segue a sua rota de evolução contínua. A gente tá bem satisfeito com essa operação e acho que ela tem demonstrado evoluções, de margens tri a tri, dentro do esperado.
A margem já dos nove meses acumulados já está dentro do range do guidance. A margem REF do segmento Alea também já alcançou 21%. Acho que a Alea segue dentro do esperado, com evolução contínua de margem trimestre a trimestre e a gente segue com uma expectativa boa pra Alea, principalmente pra 2025. Como o mercado já sabe, a Alea tá disputando também o projeto parte, né, do chamamento lá do Rio Grande do Sul, da Portaria 704, que é de novas construções. Nós ainda não temos o resultado desse edital, mas, né, estamos confiantes que a Alea pode vir a ser contemplada. Tão logo a gente tenha alguma notícia sobre isso, nós avisaremos ao mercado. Sobre dívida líquida corporativa, acho que nós seguimos aqui bem confortáveis.
Eu vou mostrar mais adiante, a expectativa pro quarto tri de geração de caixa, ela é bem forte, por alguns efeitos já anunciados ao mercado. Acho que é um ponto aqui que a gente segue bem confortável. O trabalho aqui tem sido muito mais em alongar as dívidas e reduzir o custo. Isso, apesar do aumento da Selic, como a companhia vem reduzindo o spread de dívida, isso tem feito com que o nosso custo de dívida não suba no agregado.
Por exemplo, as últimas emissões que nós fizemos ficaram entre CDI +1 e mais 1.5 e CDI +1.7, e as dívidas que nós estamos prepagando estavam entre CDI +3.6 e CDI +4, que eram as debêntures 2019, que nós já prepagamos, e a próxima é a 2017, que nós pretendemos prepagar. A ordem é o contrário aqui, né, da 2017 à 2019. Ou seja, estamos saindo de dívidas com custo médio de CDI 3.6 a 4 e emitindo dívidas novas com custo médio CDI +1.5 a 1.7. Sobre geração de caixa, que acho que eu vou entrar nesse tópico, né?
Nós destacamos aqui, acho que muitos já vinham nos questionando, né, sobre o efeito da mudança de critério da Caixa Econômica Federal, de mudar a regra, né, do repasse financeiro, do que saiu do momento do repasse e foi pro registro. E com isso aqui, a Tenda, como um todo, perde basicamente 1 mês de capital de giro. Então é uma conta fácil, né? Pega 1 mês de receita da companhia. E isso já veio impactando o início do ano em outras regionais e a partir do terceiro tri, começou a impactar também Rio e São Paulo. Então nossa expectativa é que esse aqui seja um efeito que vá atingir algo como BRL 180 million, grande parte dele já nesse ano e um pouco no ano que vem.
De novo, é um efeito one off de perda de capital de giro. Nós destacamos aqui, não fosse isso, a geração operacional da Tenda teria sido de BRL 82 milhões no tri, bem forte, e a gente teria também gerado caixa mesmo no total. Continuando nesse tema de geração de caixa, como eu antecipei, temos já só pra mencionar dois efeitos aqui, além da geração de caixa recorrente, né, da companhia que tem sido crescente pelo aumento das margens e crescimento de volumes, tem dois efeitos importantes que cabe destacar já previstos pro quarto tri. O primeiro deles é a primeira entrada de recursos do Pode Entrar. Sobre os dois últimos projetos que nós assinamos, esses projetos tiveram VGV total de BRL 532 milhões.
Ou seja, 15% disso são algo próximo a BRL 80 million, e a expectativa é que entre até o final desse mês. O segundo, esse aqui já aconteceu, foram as rolagens dos dois contratos de swap, um contrato de 4.5 million de ações e outro de três milhões. Tinha um preço médio inicial de BRL 8 por ação e foram rolados, ainda não pegaram o nosso preço corrente, né. Essa rolagem já aconteceu, mas foram rolados na casa de BRL 13 em média e isso trouxe um ganho caixa pra companhia que nós já recebemos em torno de BRL 30 million. Esses dois efeitos aqui, além da geração recorrente do nosso negócio, já sinalizam uma geração de caixa muito forte no quarto trimestre.
Acho que outro grande destaque do tri, consequência dos bons resultados, foi a revisão de todas as 3 métricas de guidance do segmento Tenda. Então nós revisamos o ponto médio da margem 1.5%, o das vendas líquidas, que agora também passou a incluir o Pode Entrar em 27%, mas vejam que o aumento do guidance, ele foi superior ao efeito do Pode Entrar. Mostra que a operação sem Pode Entrar também tá vindo mais forte e no EBITDA também um aumento de 31%. Cabe lembrar aqui que um dos nossos projetos do Pode Entrar, o resultado vem via equivalência patrimonial, que é o projeto onde nós temos sociedade com a Direcional. Não necessariamente todos os projetos do Pode Entrar vão impactar o EBITDA, porque ele entra na linha de equivalência, tá?
Só pra ter esse destaque aqui. No segmento Tenda, nós optamos por manter todos os Guidances. A gente vê que a companhia tá apta a atingi-los. A margem bruta já se encontra dentro da faixa do Guidance, né, dentro da faixa esperada. Existe, sim, um desafio aqui no quarto tri, mas o quarto tri normalmente é um trimestre mais forte, então nossa expectativa é que a Tenda consiga atingir essas outras duas métricas, né, de margem já tá dentro. Com isso, nós não revisamos o Guidance aqui do segmento Alea. Por fim, acho que essa uma tabela tradicional que mostra como é que a evolução, né, no segmento Tenda tem sido consistente tri a tri. A companhia tem evoluído de forma muito consistente em margem bruta.
A margem bruta de novas vendas já se encontra em 35% e a margem bruta das novas vendas, ela é sempre uma boa proxy, assim como a REF, da margem futura, né. Num horizonte, normalmente, cê vem que em um tempo de 1 ano a 1 ano e meio, a margem reportada, que agora foi de recorrente, né, de 32, ela 32.8, ela deveria convergir pra algo próximo dessa margem novas vendas, né, de 35. Essa tendência tem ocorrido, né, então, por exemplo, as margens de novas vendas tavam nesse patamar de 32 a 33 há 1 ano, 1 ano e 5 trimestres atrás, né? De 4 a 5 trimestres atrás, e é exatamente onde a margem agora se encontra reportada.
Então essa dinâmica deve continuar à frente, o que mostra que acho que ainda tem melhora de resultados pra acontecer nos próximos trimestres e essa tabelinha mostra que tem sido consistente essa melhora tri a tri. É isso. Agora a gente pode ir pra sessão de perguntas e respostas. Obrigado e ficamos aqui à dispo-
Bem, pessoal, vamos seguir com o nosso Q&A. Nossa primeira pergunta vem do Tainá, do UBS. Tainá, seu microfone está liberado.
Bom dia, Léo. Bom dia, Luiz. Obrigado pelo espaço. Eu queria abordar aqui um pouco o tema de geração de caixa. Acho que em termos de DRE foi um tri, assim, bem contundente, provavelmente acabando com dúvidas de que o turnaround foi bem executado, né, receita recorde, um lucro muito forte, margem aumentando. Mas quando a gente tenta olhar ali pra geração de caixa, parece que ainda tem um desencaixe, né, entre essa métrica e o lucro, né. Eu digo aqui caixa, a variação de dívida líquida ajustada por recebíveis, né, que vocês bem colocam ali uma queima de quase BRL 28 milhões. Nesse contexto, então, eu queria ouvir de vocês quando a gente pode esperar que esse desencaixe acabe, né? Em outras palavras, assim, quando que a gente pode ver o caixa caminhando mais próximo do lucro, né?
O que que eventualmente ainda falta pra essas duas métricas andarem juntas, né? E aí pra Alea, especificamente, como que tão as expectativas de break-even, quando que a gente pode esperar eventualmente uma geração de caixa pra essa marca? Se a expectativa segue pra 2025, eventualmente mais pro segundo semestre. Um pouquinho de cor nesse tema seria legal, pessoal. Obrigado.
Oi, Tainá. Acho que aqui, Tainá, no seu primeiro ponto, eu acho que existem aqui dois ofensores aqui principais, né? Eu acho que o primeiro é a mudança, o impacto da mudança de critério, né, de regra de repasse da Caixa Econômica Federal, como colocamos aqui, né, na apresentação. Só isso representou um impacto de BRL 43 million nesse trimestre. Tem um segundo ponto que também é um ofensor de consumo de capital de giro nesse segmento é o pró-soluto pós-chaves. Aqui existem duas frentes simultâneas, né.
Primeiro, a companhia vem sendo bem-sucedida na redução do pró-soluto pós-chaves, né. Você já viu que nesse tri ele já está abaixo de 10%. Como representatividade do preço e consequentemente subindo o que nós chamamos aqui de preço raso, que é o tudo que nós recebemos até a entrega das chaves. O segundo ponto é que, como consequência, a venda de carteira passa a ser algo recorrente nesse negócio, né. Então, é natural de se esperar que uma vez que, né, você deveria, de certa forma, um pouco desse efeito ao longo dos trimestres, né. Então acho que isso também ajudaria. Mas eu diria o seguinte: é, principalmente aqui, o impacto de curto prazo tem sido relacionado ao efeito aqui caixa. Por exemplo, outro exemplo aqui, nós já antecipamos aqui a entrada de recursos do Pode Entrar, né.
Cabe lembrar, a companhia vem pagando todo mês, e eram terrenos bem representativos, né, o terreno do Cittá, por exemplo, do Pode Entrar, né. Nós não recebemos nada por esse projeto e já estamos pagando. Quarto tri deve acontecer o contrário, como nós já mostramos, né. Você recebe o recurso do Pode Entrar e ele traz uma contribuição. Quando você olha a foto do ano, acho que esse equilíbrio entre caixa e lucro, né, ele tem que ser olhado numa média de um, né, pelo menos um ano, uma média móvel de um ano. Eu acho que você verá essa correlação, né, até pelos eventos que nós já anunciamos aí que vão impactar o resultado do quarto trimestre.
Lembrando sempre os outros, quando nós olhamos os ofensores de capital de giro desse segmento, é terreno, você pagar o terreno antes de lançar. No passado existiam casos importantes na Tenda que não existem mais. Acho que esses terrenos do Pode Entrar são os últimos grandes terrenos que são representativos, que não acontecem mais. O segundo. Velocidade de venda. A velocidade, ou seja, significa que se você vende bem, começa a construir bem vendido. Esse também pode ser um grande ofensor de consumo de capital de giro, mas no nosso caso não é. A Tenda tem, via de regra, a segunda melhor velocidade de venda do segmento. Terceiro é o próprio lucro pós-chave que a companhia vem diminuindo. Ou seja, nós atuamos em todos os três principais ofensores de consumo de capital de giro nesse segmento, tá?
Acho que quando você olhar na foto do ano, incluindo o quarto tri, eu acho que você vai ver uma boa correlação entre lucro e geração de caixa na última linha, tá? Que foi o seu ponto. Sobre a Alea.
Deixa eu só reforçar. Oi? Oi, Luiz. Tá me ouvindo aí? Deixa eu só reforçar um ponto que cê falou que eu acho que é importante. Tainá, eu concordo com o Luiz, a gente precisa ver essa. A gente gosta muito dessa métrica, da correlação entre lucro e geração de caixa, só que ela precisa ser vista num horizonte um pouco mais longo. O que aconteceu de atípico foi que a gente tá alguns trimestres sem vender recebíveis, né. Então, isso criou pra nós uma carteira de recebíveis passíveis de serem vendidas, que eventualmente vão ser vendidas. Então sempre que isso, que a gente, essas vendas acontecem, a gente tende a normalizar esse desencaixe entre lucro e caixa, tá?
Vai lá, Luiz, cê ia falar de Alea, desculpa.
Nada, que isso. Obrigado pela... Sobre a Alea, Tainá, a expectativa da Alea já divulgada, desde o Tenda Day, ela segue a mesma. A expectativa é que a Alea comece a dar lucro em algum momento ao longo de 2025 e a geração de caixa vem em 2026. Como ela tá crescendo muito, ela ainda tem outflows, de principalmente ligados à estrutura. A Alea tem uma estrutura de G&A e de custos de fábrica, que uma parte desses custos são fixos, e de investimento que tem sido feito nessa operação, que ainda geram um gap maior entre a última linha e o consumo de caixa. Na Alea, a gente ainda deve ver um desfasamento em 2025-26, que a empresa tá crescendo muito.
A partir de 2026, cê deve também ver essa correlação se aproximando.
Muito claro. Osmar, Luiz, Léo, obrigado. Bom dia. Obrigado pela pergunta, Tainá. Nossa próxima pergunta vem do Pedro Lobato, do Bradesco. Pedro, seu microfone está liberado.
Bom dia, pessoal. Obrigado pelo espaço. Pergunta que é sobre land bank. Eu lembro que no início do ano, acho que cês podem me corrigir se eu tiver errado, mas acho que um dos principais desafios aí da companhia, né, pra crescimento de lançamentos tinha sido a tava sendo a evolução desse land bank, né? Aí olhando pro tri, a gente viu uma boa evolução, aí cresceu perto de 15% tri contra tri. Eu queria entender, né, como é que cês têm visto aí o ambiente pra compra de terreno, qual tem sido o valor pago aí na média com o percentual do VGV e se, enfim, qual que é a dispersão desse valor entre as praças, né?
Enfim, São Paulo varia muito das outras, enfim, ou se isso tem sido mais aderente com a média geral da compra aí. Obrigado.
É pro Carlos ou cê quer que eu fale?
Você que sabe, você escolhe.
Tá bom. Tudo bom, Pedro? A gente tem o ambiente de São Paulo é um ambiente bem mais competitivo do que a gente tem visto no resto do Brasil. Então, a nossa, o nosso sucesso em compra de terrenos em São Paulo, ele é aquém, tem sido aquém daquilo que a gente gostaria, dado o tamanho potencial do mercado. A história é bem diferente no resto do Brasil, onde a gente tem conseguido comprar, de forma geral, numa velocidade muito maior do que a nossa velocidade de lançamento. A companhia, ela se impôs, a gente falou bastante disso no último Tenda Day, alguns guard rails, né, de condições necessárias, pra gente garantir a qualidade do nosso, a sustentabilidade do nosso modelo de negócio.
Um desses guard rails é tá relacionado à margem mínima e outro à forma como a gente adquire terrenos. Isso dificulta um pouco a compra de terrenos, mas o net disso tudo é que a gente tem tido sucesso fora de São Paulo e em São Paulo, a gente gostaria de tá conseguindo comprar com mais intensidade do que a gente tá comprando hoje.
Tá bom. O valor, enfim, se você puder compartilhar mais ou menos, tem sido quanto, Osmar? Com o percentual do VGV?
Vou te falar aproximadamente, tá, Pedro? Eu não sei exatamente, mas não tem mudado muito em termos históricos, 10%-12%. Não sei se o Luiz tem esse número exato aí.
Isso, 10%. Continua nesse patamar.
Tá. Obrigado, Osmo. Luiz, bom dia.
Obrigado pela pergunta, Pedro. Nossa próxima pergunta vem do Luiz Capistrano, do Itaú. Luiz, seu microfone está liberado.
Pessoal, cês me ouvem bem?
Sim, sim. Pode seguir, Luiz.
Legal, obrigado. Pessoal, em primeiro lugar, gostaria de parabenizá-los aí, resultado excelente. Queria entender melhor dois pontos que vocês tocam no release. O primeiro deles é com relação ao guidance revisado pro segmento Tenda. Eu queria entender as premissas utilizadas e principalmente o que fica implícito ali pro quarto trimestre. Quando a gente pega, por exemplo, o topo do range de EBITDA ajustado em consideração com o que vocês já entregaram naquele segmento nos nove meses, dá a entender um EBITDA ajustado no quarto trimestre que fica pouco diferente do que foi o terceiro trimestre, ele fica quase flat no melhor cenário. Queria entender um pouco as premissas que embasam isso, se faz sentido, se eventualmente eu tô errando alguma conta aqui ou tô deixando de considerar algo, tá? Essa é a primeira dúvida.
A segunda é com relação à discussão que o Luiz trouxe ali no início da apresentação dele, com relação ao descasamento do INCC com a evolução de custo da companhia. Certamente, tem muito mérito de vocês aí em fazer isso. Eu queria entender como que vocês imaginam que isso pode se comportar daqui pra frente, dado que nesse momento, quando a gente olha pra dinâmica de INCC, mão de obra, aliás, continua de fato muito alto, mas o que tem puxado na margem o índice pra cima, a gente entende que tem sido mais materiais. Novamente, eu queria olhar talvez um insight um pouco mais olhando pra frente do que o passado.
Entendo que cês tiveram muitos ganhos de eficiência, mas como que a gente pode pensar nesse índice de construção de vocês em relação ao INCC, num cenário em que matéria-prima se torna o principal detrator? Essas duas perguntas, por gentileza. Muito obrigado pelo espaço. Tenha um bom dia.
Legal, Luiz. Sobre o guidance do EBITDA dos segmentos Tenda, Luiz, cê tem razão. Acho que teve sim um conservadorismo nosso aqui. Uma das razões eu já até coloquei aqui, né? Tem um dos projetos do Pode Entrar que ele não vai impactar. Mas sim, eu acho que ele teve sim um conservadorismo pra esse fim de ano, mas existe sim o cenário onde a companhia pode vir a superar esse limite superior, tá? Então acho que sua conta tá boa e foi um mero conservadorismo. Nós também deduzimos um pouco os efeitos não recorrentes, né? Então, ou seja, se você olhar trimestre a trimestre, tem sim uma melhora, né? Se você deduz esses efeitos não recorrentes que aconteceram no terceiro. Mas foi isso.
Foi uma combinação de tirar os efeitos não recorrentes desse tri quando for comparar com o quarto e sim, tem um conservadorismo no número. Sobre INCC de materiais, eu acho que aqui, cê deve lembrar, né, Luiz, nós conversamos bastante com o mercado depois dos eventos lá de desvios de custos que ocorreram, a partir lá de 2021. Então, tem uma série de iniciativas que a companhia implementou, mas essas iniciativas, elas ainda trazem muito desdobramento. Como o ciclo do nosso negócio é muito longo. Então, por exemplo, eu vou dar um exemplo, né? Cê deve lembrar um tema bastante discutido, foi o fato da companhia, naquele momento, ela terceirizava praticamente toda a execução daquilo que nós chamamos de ex-torre, né?
Infra-implantação dos projetos, etc., era terceirizada e até o mesmo controle desse processo, né, para empreiteiros que eram parceiros da companhia. A companhia vem num movimento de verticalização dessa execução. Praças, por exemplo, como representativa em São Paulo, Rio Grande do Sul e outras, esse movimento acontece, mas ele ainda não aconteceu no Brasil inteiro. É um exemplo, por exemplo, de ganhos futuros que a gente ainda pode ter quando olha o nosso custo, tá? Quando entra no tema de materiais que você trouxe, eu acho que sim, é um ponto de atenção, mas eu acho que o contexto hoje de protecionismo, né, nos Estados Unidos, ele também leva a uma sobra no resto do mundo, né?
O nosso cenário hoje é que esse é um cenário ainda a ser acompanhado, né, mas não nos parece que existe um contexto pra que esse custo de materiais continue subindo dessa forma. Eu acho que o terceiro ponto, que acho que como o Osmo já trouxe, são esses guard rails, né? A companhia hoje tá muito preparada, pra agir em velocidade de venda, né, se for necessário, em aumento de preço e eu acho que no provisionamento da inflação e de eventuais. Eu acho que cabe lembrar aqui também que nos eventos lá de 2021 e 2022, nós não tínhamos provisão de inflação nos orçamentos, né? A provisão de eventuais era menor. Hoje nós temos uma inflação, que diga-se de passagem, ela é muito representativa e nós aumentamos ela pro nosso orçamento de 2025.
Ela tá acima, né, desse patamar de INCC que nós temos visto. Além disso, nós temos uma provisão de eventuais que ela, em média, equivale a 3% do custo. Eu acho que a combinação desses fatores nos traz um conforto, porque lembrando, acho que por mais que na margem materiais esteja subindo mais, mão de obra segue lá no patamar de 7%-8%. O nosso modelo construtivo, ele é um modelo construtivo menos intensivo em mão de obra quando você olha o todo. Acho que é um cenário pra que materiais vá a 10%-15%, ele parece ser um cenário bem forte no contexto atual, mas se ocorrer, eu acho que o ponto é que nós estamos preparados para agir, tá, Luiz?
Assim, em função disso tudo, nós seguimos atentos e obviamente mais confortáveis em relação ao cenário atual, tá?
Tá claro, Luiz. Muito obrigado, viu? Bom dia.
Obrigado pela pergunta, Luiz. Nossa próxima pergunta vem do Antônio, do Santander. Antônio, seu microfone está liberado.
Obrigado, Alea. Bom dia a todos. Parabéns pelos resultados. Queria entender também um pouco sobre esse momento aí de maior pressão de custos de construção, considerando os projetos de faixa 1 da Tenda, quanto vocês ainda enxergam espaço pra subir preço nesse mix, sem perder exposição à faixa e consequentemente ao RET 1 também, né?
Eu começo aqui, depois o Osmar complementa se quiser, mas acho que tem um ponto bem interessante aqui, Antônio, que é um movimento que só tá crescendo, que são esses cheques estaduais e municipais, né? Então eu acho que os governos, né, perceberam que esses cheques eles trazem um benefício muito grande com investimento muito baixo. Por quê? Porque eles se somam ao programa Minha Casa, Minha Vida, né? Então os cheques, muitas vezes em valores menores, BRL 10,000 por unidade, BRL 15,000 por unidade, eles viabilizam a compra, né, do imóvel por famílias de menor renda e trazem um benefício muito grande, né, pra esses estados e municípios, que eventualmente vão reduzir imóveis na construção de autoconstrução, né?
Mitigam o problema de investimento em saneamento e infraestrutura em regiões que não o possuem, né? Acho que pega a quantidade de projetos nossos, né, que têm contrapartida de saneamento, seja ligação de água, né, mas utilities como um todo, muito grande. Eu acho que pros governos é uma conta que faz muito sentido, né? O que é investido vis-à-vis o que gera de retorno, só, né, que o setor recolhe aqui de impostos, etc. Eu acho que essa questão dos cheques, ele segue crescendo e eu acho que a tendência é crescer. Por exemplo, o programa no Rio de Janeiro de cheques já tá anunciado, mas ainda nem começou. Rio Grande do Sul começou agora no quarto tri e tá indo muito bem. Eu acho que a tendência tem sido de crescimento.
E via de regra, os cheques, eles também, assim como o programa Minha Casa, Minha Vida, priorizam as famílias de menor renda. Acho que isso tende a ser um bom contraponto pro aumento de preço que nós faremos conforme a necessidade do custo, Antônio, mas acho que esse é um bom ponto pra deixar nessa equação, tá?
Perfeito. Obrigado, Luiz. Só um follow-up aqui, quanto hoje das vendas de Tenda tão com exposição a esses cheques regionais, cê sabe esse número?
Sim, 18% das vendas tiveram algum auxílio de cheques no terceiro trimestre.
Perfeito. Obrigado, Luiz. Novamente parabéns aí pelos resultados, pessoal.
Obrigado pela pergunta, Antônio. Nossa próxima pergunta vem do Gustavo Cambauva, do BTG. Cambauva, seu microfone está liberado.
Oi, pessoal. Bom dia a todos. Eu queria primeiro nessa questão ainda de margem bruta, né? Se vocês podiam falar um pouco, o Luiz comentou um pouco desses, vamos dizer, desse conforto do lado de custo, né, que vocês têm. Ao mesmo tempo o INCC deu essa acelerada recente e aí o Luiz comentou que vocês já tão, vamos dizer assim, considerando, pelo que eu entendi, uma inflação maior no orçamento de 2025, né? Se eu não me engano, vocês tinham 5%, né, anteriormente de inflação, mais 3, de gordura, né? Eu não sei, Luiz, se cê puder compartilhar um pouco como é que tão esses números hoje, assim, se de fato era isso e se mudou alguma coisa.
Olhando a margem bruta, né, a gente vê que tanto a margem bruta de novas vendas quanto a margem REF, ela já meio que se estabilizou nesse patamar aí, já faz aí 2, 3 trimestres, mais ou menos, que ela tá mais ou menos estabilizada. Se vocês, de fato, vamos dizer assim, acham que deve ficar por aí e aí, eventualmente, né, o custo que vocês tão sendo muito conservadores ou se vocês acham que talvez tenha algum espaço aí pra ganhar margem com essa questão do REF do cheque e tudo mais, ou se esse é o patamar, vamos dizer assim, o estabilizado da empresa deveria ser essa margem dos 35 e pouco%, mais ou menos, que cês tão rodando.
Eu queria fazer uma outra pergunta também bem pontual ali no Rio Grande do Sul, né: qual é a se vocês têm aí alguma expectativa de sair alguma coisa lá no curto prazo do projeto da Alea que vocês tão em vias de assinar no Rio Grande do Sul. Obrigado, bom dia.
Obrigado, Gustavo Cambauva. Eu vou responder aqui a primeira e a segunda. A terceira, eu deixo que o Rodrigo Osmo, se ele quiser também depois completar sobre a margem. Vamo lá então. Eu acho que esse você perguntou sobre esse conforto no custo versus a inflação. Então, sim, a gente acho que assim como fizemos no orçamento desse ano, de 2024, cabe lembrar tem um outro efeito aqui que nós assumimos, que se mostrou acertado, que nós assumimos uma inflação pra São Paulo até acima dessa inflação que você mencionou de 5%, que nossa expectativa era que o Pode Entrar naquele momento a expectativa era que fossem contratadas todas as unidades que eram 40,000 unidades, e esse geraria uma pressão de custos e de mão de obra aqui em São Paulo.
Nos levou, naquele momento, a fazer uma provisão maior pra São Paulo, que se mostrou acertada, por mais que o Pode Entrar não tenha contratado todas as unidades previstas naquele momento. De novo, assim como tivemos esse conservadorismo nos custos aqui de São Paulo pro orçamento 2024 em função do Pode Entrar, nós estamos adotando uma projeção de inflação até maior pra 2025 em função do salário, né. Acho que esse é o primeiro ponto. Sobre você mencionou, né, aí sobre a estabilidade de margem bruta, novas vendas e REF, né, já está estável nesse 35% há mais de um trimestre. Eu acho que aqui tem dois pontos que cabe colocar.
Primeiro, o esforço que a companhia tem feito em trazer parte disso, né, na melhora o que a gente chama aqui na melhora do preço raso, né, ou seja, que é a margem bruta rasa, né. Ou seja, aquela margem bruta considerando tudo que cê recebe até a entrega de chaves, né. Então essa sim tem tido um aumento muito forte tri a tri, e a forma de visualizar isso é a queda lá do pró-soluto pós-chaves naquele gráfico, né, que nós colocamos sempre no release, que pelo primeiro tri agora em muito tempo veio pra baixo de 10%, né. Foi 9.6%-9.7%. Então acho que quando você olha assim o valor presente, Gustavo Cambauva, a gente tem trazido muito preço pro curto prazo, né.
Foi uma mudança grande, né, entre o pró-soluto pós-chaves vir de 14.5% pra abaixo de 10%. Esse preço raso, que, e consequentemente a margem bruta rasa, né, ela tem crescido trimestre a trimestre. Acho que essa é uma consideração importante a fazer aqui sobre margem. Acho que tem um ponto também na margem, que quando você olha no ano, a nossa PDD sobre a receita bruta, ela tá em 3% da receita, né? A gente não espera uma queda dessa PDD no curtíssimo prazo, porque a PDD que transita hoje em resultado é a consequência do que nós emprestamos, né, de pró-soluto pós-chaves, 2-3 anos atrás, né, quando, justamente quando o pró-soluto pós-chaves cresceu.
Mas olhando a partir de 2026, a expectativa, com toda a melhora de crédito que nós temos feito, é redução de pró-soluto, melhora, e essa redução de pró-soluto, ela não tá sendo feita só visando redução em si, ela tá sendo feita visando a eficiência, né. Uma série de ferramentas aqui de análise de crédito, de rating, de comprometimento de renda, dados estatísticos, né. Nós estamos aqui dentro uma squad de crédito com reuniões semanais, onde toda semana a gente traz uma análise nova e discute possíveis mudanças na política. A nossa política aqui de crédito, ela mudou muito em relação ao passado. Acho que isso aqui trará consequências positivas pra PDD, não no curtíssimo prazo, mas no médio prazo também.
Esse também é um ponto a ser considerado, Camba, que, né, você olha lá a margem de 35%, né, ela tem uma expectativa, mas lá na frente a PDD vindo menor, isso também não tá na conta, né? Acho que, eu acho que é um pouco esses pontos, Camba, que acho que podem ser levados em consideração aí nessa equação, tá, da margem bruta. Sim, os orçamentos também, né, quando você olha a REF, eles embutem uma inflação que de custos que podem não se confirmar, tá? Vou deixar o último ponto aqui pro Osmar.
Tudo bom, Cambauva? Com relação ao Rio Grande do Sul, a gente tá em conversas avançadas com as várias instâncias de governo. Municipal, o projeto seria em Canoas, estadual e federal, Caixa Econômica e Ministério das Cidades. É um projeto grande que a gente tá falando, que são 1,500 unidades, e é um projeto que numa esteira normal de aprovação demoraria 3 anos pra ser aprovado, mas claramente, as várias instâncias de governo criaram um quarto de guerra pra fazer esse projeto andar muito mais rápido do que isso. As informações que a gente tem hoje é que o projeto provavelmente vai seguir em frente.
O timing disso é incerto, porque, de fato, a gente tá tentando comprimir 3 anos de aprovação num espaço muito menor. Eu adoraria que a gente tivesse já um sinal verde ao longo, dentro desse ano, mas eu diria que a chance de isso acontecer é 50%, tá?
Tá ótimo, gente. Muito obrigado aí, bom dia.
Bom dia.
Obrigado pela pergunta, Gustavo Cambauva. Nossa próxima pergunta vem do Rafael do Safra. Rafael, seu microfone está liberado. Rafael, seu microfone está liberado.
Alô? Estão me ouvindo?
Tamo sim, Rafael.
Tá. Não, perdão. Eu queria fazer um follow-up na questão do RET 1. É mais entender que agora com esse aumento mais forte que vocês estão fazendo em São Paulo, né, e talvez acabe ficando um pouco mais difícil de enquadrar na faixa 1 aqui, se fica um pouco mais a estratégia da companhia lançar em outras praças, assim como vocês fizeram esse trimestre em Nordeste, que fica mais fácil de enquadrar os empreendimentos dentro da faixa 1, né? E se puder também passar um pouco mais de detalhe, queria entender dentro das vendas de São Paulo, né, aqui na praça principal, quanto que vocês estão conseguindo enquadrar dentro do RET 1. Obrigado.
Eu falo aqui, Luiz. REF 1 em São Paulo é alguma coisa como 20%. REF 1 a nível Brasil, o número exato tá no release, mas acho que é uma coisa como 55%, né? Eu não lembro exatamente qual que é o número.
54.
A gente 54%, tá? O Rafael, a gente não tem, assim, a gente não prioriza projetos por serem ou não faixa 1. A gente lança projetos que dão uma rentabilidade. Dado o modelo de negócio da Tenda, de ser low-cost provider, de a gente historicamente atender o segmento de menor renda, a gente tende a ter uma concentração muito grande no faixa 1, 54%, e quase que absoluta entre faixa 1 e 2. Então eu entendo que esse mix 50% faixa 1, 50% faixa 2, é mais ou menos onde a gente deve continuar operando daí pra frente, tá? Não deve ter muita mudança nisso, não.
Não, perfeito. Super claro, Osmo. Obrigado, viu? Bom dia, pessoal.
Obrigado pela pergunta, Rafa. Nossa próxima pergunta vem do Marcelo Motta, do JP Morgan. Mota, seu microfone está liberado.
Opa, bom dia, pessoal. Obrigado. Primeiro, uma questão sobre as securitizações aí, né? Entender um pouco, cês falaram que obviamente geração de caixa depende de como tá o run rate dessas operações, né? Entender um pouco o que que vocês veem como nível normal, e aí o fato talvez de cê ter represado, né, algumas securitizações, se isso poderia levar aí a um aumento, né, no curto prazo aí pra até chegar nesse ritmo. A segunda pergunta é olhando 25, né? Como é que cês enxergam aí potencial de crescimento de lançamento pra vocês, né?
A gente viu o guidance de vendas sendo revisado pra cima, então tentar entender um pouco, cês têm o estoque baixo, o que que poderia ser pro ano que vem, o FGTS, enfim, também cês comentaram, o budget maior favorecendo unidade nova, se isso muda um pouco o ânimo de vocês também pra crescimento ano que vem. Obrigado. Obrigado, Mota. Eu começo aqui, depois o Osmar complementa. Sobre securitizações, acho que sim, a ideia, Mota, como cê bem colocou, né, a ideia é fazer, ter uma certa, vamos dizer, uma certa recorrência disso, contanto que o custo não seja nada proibitivo, né? Então, eu acho que a operação de venda de carteira, como não é uma operação tão tradicional quanto um CRI dívida ou uma debenture, né? O CRI, chamado no mercado CRI pro soluto, né?
Ele tem uma dinâmica de precificação, às vezes diferente, às vezes a reprecificação disso ocorre num ritmo mais lento. Dado o nosso conforto em posição de caixa e alavancagem, por mais que a companhia entenda que é sim saudável e faz parte do negócio, né, fazer essa securitização de pró soluto de forma recorrente. Nós só faremos quando, né, e só quando o custo for algo que seja razoável, né? Acho que a gente tá caminhando pra esse cenário, né. A gente tá vendo que o custo dessa operação, assim como nosso custo médio de dívida, ele também vem caindo.
Sim, a expectativa é que ocorram essas operações de tempos em tempos, mas, de novo, a gente não tem uma meta aqui específica pra isso, o objetivo é fazer de forma recorrente no custo certo. Sobre crescimento pra 2025, Mota, acho que o nosso principal objetivo aqui é ter a opção, a opcionalidade pra esse crescimento, né. Lembrando, quando lá no final de 2023, depois que foram aprovadas as novas regras do programa e etc, nós falamos bastante sobre isso, né. A companhia tava sem opcionalidade de land bank pra acelerar muito o lançamento em 2024, uma vez que 2024 se configurava como um dos melhores anos do programa, senão o melhor, o que se confirmou, né.
Como vínhamos daquele período lá da pandemia, onde nosso foco foi renegociar fluxo, mudamos a regra de compra de terreno, como o Osmo já trouxe aqui. A consequência disso tudo foi que a companhia não tinha terrenos aprovados e aptos a serem lançados além do que nós temos feito. Então o nosso principal objetivo quando olha pra 2025, não é comprometer com X ou Y de crescimento, mas é sim ter essa opcionalidade pra crescer. Então a resposta é um pouco vaga nesse sentido, mas ela, eu acho que ela é o que vai no melhor interesse do acionista, que é o mercado se mantendo como está, a gente tem possibilidade de crescer sim, assim como estamos fazendo aqui em 2024, né.
O mercado, se por algum motivo ficou pior ou o INCC subiu muito mais do que todo mundo espera, ou qualquer outro fator não previsto, a gente não precisa crescer tanto e segue melhorando a rentabilidade dos projetos existentes, né. A cabeça é um pouco essa, Mota. Nossa cabeça é ter a opção de, mas não ter o compromisso desse crescimento, né.
Perfeito, super claro. Obrigado.
Obrigado pela pergunta, Mota. Nossa próxima pergunta vem do André Mazini, do FIT. Mazini, seu microfone está liberado.
Oi, time. Obrigado pelo call aqui. Então a pergunta é sobre o clawback. Parabéns pela introdução, né, do mecanismo, importante passo na governança. A gente queria saber então qual é o gatilho, quer dizer, o gatilho vocês comentaram que é a reapresentação contábil, né, isso tá claro. Mas se a gente fosse fazer um exercício e olhar pra pros gestores de custos lá de 4T21, aquilo teria gerado uma representação contábil e ativado o clawback, né? Se ele existisse naquela época, teria tido clawback? Essa é a primeira parte da pergunta do clawback. E também o perímetro do clawback, né, se ele é tudo acima da remuneração fixa tá incluído nele, e aí seria tanto stock option e eventualmente parte em caixa de remuneração variável.
A segunda, sobre a Alea lá em Canoas, perdão se isso já foi perguntado, que eu dei uma caída no meio do call. A Alea em Canoas e no Rio Grande do Sul em geral, né, qual o tamanho do que pode ser demandado pelo município em termos de VGV? Se os economics fecham de mandar, enfim, casa pré-fabricada pra lá, né? Porque eu lembro que, a princípio, a fábrica ela é superefetiva num raio de 1,000 km, e lá tá fora desse raio, né, mais distante. Também talvez um pedido de Tenda no Rio Grande do Sul. Eu lembro no último call o Osmar comentando que é uma praça importante também pra Tenda on site, né, então, como é que tão essas demandas dos municípios lá do Sul depois das tragédias por habitação popular? Obrigado.
Vou responder aqui, Mazzini. Vamos começando pelo clawback. A história do clawback aqui foi o seguinte: a gente foi provocado pela B3, todas as empresas de capital aberto do Novo Mercado, a B3 fez uma consulta sobre se as empresas aceitariam que a adesão ao clawback fosse mandatória pras empresas da, do Novo Mercado. E a gente percebeu que existia uma tendência a essa consulta da B3 não dar em nada. E eu até acho que foi exatamente o resultado, acho que a B3 ela desistiu de ter o clawback como uma obrigatoriedade. E a gente foi tentar entender um pouco como é que isso tava no contexto brasileiro. E no contexto brasileiro, só as empresas listadas nos Estados Unidos tavam instituindo cláusulas de clawback, porque virou uma obrigação da SEC.
Nenhuma empresa brasileira não listada nos Estados Unidos tinha clawback, não no sentido como uma política interna. A gente entendeu que isso não fazia muito sentido. O clawback ele é um resguardo importante pro acionista, ele tem valor e a gente quis se dissociar de uma obrigatoriedade por entender que era algo importante pro nosso acionista. Em termos mecânicos, o trigger é como você falou, um restatement de balanços.
Ele abrange qualquer remuneração variável da companhia, tanto bônus quanto stock options. Bônus é muito mais fácil de calcular, stock options é mais difícil, mas a redação proposta pela SEC prevê que em caso de um restatement de balanço imediatamente isso não é uma deliberação de conselho, o conselho é obrigado a chamar o clawback, a pegar alguma assessoria independente pra calcular o que que seria a devolução que o management teria que dar em termos das remunerações dos três anos anteriores ao restatement, e o management é obrigado a dar. Falando especificamente do que aconteceu em 2021, aquilo não seria um trigger de clawback, porque não houve um restatement.
O que houve naquele momento foi o auditor nunca, ele nunca questionou a qualidade dos demonstrativos de resultado dos anos anteriores. Em 2021, a gente percebeu que os custos e o impairment seriam muito maiores do que aquilo que a gente imaginava originalmente, por uma questão episódica, muito relacionada ao COVID, e a gente fez uma revisão dos custos das obras que em andamento e que seriam iniciadas no futuro. Não houve um restatement de balanço. O que houve foi um prejuízo enorme na companhia. Mas nunca o auditor colocou em dúvida a qualidade dos balanços da empresa em anos anteriores. Na prática, o management foi bastante prejudicado, porque a gente ficou dois anos sem ganhar bônus, três anos consecutivos de stock option viraram pó.
O management teve consequências, sim, mas não em função de um clawback, tá? Com relação a Canoas, o projeto é um projeto de 1,500 unidades. Realmente, o frete pra Canoas, ele é um frete muito maior do que um frete razoável num raio de 400 quilômetros da fábrica. Pra você ter uma ideia, um frete médio nosso, da fábrica, ele fica abaixo de BRL 2,000. Pra Canoas, a gente tá estimando algo como BRL 8,000. Então realmente é uma ordem de grandeza maior do que, né, o que a gente espera em projetos do entorno da fábrica. Os economics são economics que param de pé. A gente tem muito interesse em participar disso, a gente adoraria ajudar.
A gente tem a convicção de que o projeto de Alea provavelmente vai ser o projeto mais bacana envolvido na reconstrução do Rio Grande do Sul e a gente tem muito orgulho de poder ajudar com isso. Mas a gente não vai perder dinheiro, não. A margem de contribuição desse projeto é uma margem de contribuição que é atrativa, sim, pra Ale. Ela é até maior do que de projetos tradicionais da companhia no estágio atual. Com relação à Tenda no Rio Grande do Sul, projetos de reconstrução, da gente vender um projeto inteiro pro governo, a gente não conseguiu operacionalizar nenhum, porque as condições da tipologia necessárias pra esses projetos eram tipologias faixa 1, que são tipologias maiores do que a gente faz agora, não aceita TR+4, tá restrita ao TR+3.
Ela tem um memorial descritivo, que é um memorial, muito maior do que a gente tem vendido no Rio Grande do Sul, ela tá restrita a projetos pequenos, de 300 unidades. Quando cê coloca todas essas restrições, né, a gente não conseguiu achar nenhum projeto que se enquadraria nisso de uma forma rentável. Por outro lado, o governo estadual do Rio Grande do Sul tá colocando uma quantidade muito significativa de cheques. O Luiz falou de cheques estaduais. O Rio Grande do Sul é um que iniciou os cheques agora, no quarto trimestre, e a gente tem tido uma adesão muito grande a esses cheques. Indiretamente, a gente tá participando, sim, porque esses cheques vão majoritariamente pra famílias de menor renda.
A gente tá ajudando na reconstrução do Rio Grande do Sul através da Tenda pelo modelo tradicional nosso.
Claríssimo, ótimo. Obrigado, bom dia.
Obrigado pela pergunta, Mazini. Nossa próxima pergunta vem do Ygor Altero, da XP. Ygor, seu microfone está liberado.
Oi, pessoal, bom dia. Vocês tão vendo uma dinâmica aí mais difícil, né, pra conseguir tomar o PJ? E desse cenário mais restritivo, qual que seria o impacto aí, né, que vocês veem pra, tanto pra Tenda quanto pra players menores, né? Pra entender se eles vão ter mais dificuldade agora pra ter acesso ao financiamento da produção, né, e talvez dentro desse ambiente vocês ganhem mais share. Cês acham que isso faz sentido? O segundo ponto mais sobre funding, né? Pegar um pouco de como é que tá a percepção de vocês sobre esse novo orçamento, né? De ir pra um patamar já bem mais elevado, já começando ali mais próximo de BRL 130 billion.
É, vocês acham, vocês entendem que esse número aí é sustentável, né, olhando prazo um pouco mais longo ou deveria em algum momento ter algum tipo de arrefecimento? Acho que é isso. Obrigado.
Quer que eu pegue aqui, Luiz? O PJ, Igor, ele, a gente não necessariamente tá tendo dificuldade de pegar o PJ. A gente tá, mas o PJ ficou caro. Ele ficou bem mais caro agora. E ele ficou mais caro do que o nosso custo de dívida corporativa. Então, pra nós, o PJ deixou de ser atrativo do ponto de vista de financiamento da companhia. É bom ter uma linha, ele é quase que um revolver lá disponível pra gente pegar, mas é bem possível que o volume de PJ diminua dentro do balanço da companhia nos próximos trimestres, porque simplesmente ele tá caro. A gente não fez nenhuma extrapolação de se isso nos daria uma grande vantagem competitiva contra players menores.
A bem da verdade é o seguinte: nas praças onde a gente atua, via de regra, os nossos maiores concorrentes são os players maiores. Os players menores já não têm uma grande competitividade nesses lugares. Então deve ajudar na margem em termos competitivos, mas eu não acho que vai ser revolucionário, tá? Funding do FGTS, o orçamento veio próximo de BRL 130 billion pra habitação, muito em linha com o orçamento revisado pra 2024. Eu, particularmente, acho esse patamar um patamar alto, eu não acho que ele seja sustentável, e ele é ainda mais perigoso se não se resolver a questão do Saque-Aniversário, desculpa. Que o governo tem articulado que tá imbuído de resolver.
Eu acho que se resolver o Saque-Aniversário, esse BRL 130 bi, eles são possíveis, não é um conforto, mas é possível. Sem resolver o Saque-Aniversário, eu acho que é perigoso. Mas o que também teve nesse orçamento, que eu acho que é bastante importante, que o Luiz falou, na abertura dele, é que o governo tá dando cada vez mais sinais claros de que a prioridade deles é faixa 1 e 2.
Né, ele já fez uma restrição de regra de contratação pra imóveis usados muito significativa, que deve trazer uma redução importante nos imóveis usados, e ele foi explícito de que o orçamento ele vai ser direcionado pra faixas 1 e 2, e ele estabeleceu que com alguma periodicidade, se eu não me engano trimestral, ele vai acompanhar como é que tá o desembolso desse orçamento. Exatamente porque ele não gostaria que o orçamento fosse consumido em rubricas que não são as prioritárias dele. O que que eu acho?
Eu não acho que BRL 130 billion com Saque-Aniversário é sustentável. Se terminar o Saque-Aniversário, eu acho que é possível, mas em qualquer contexto, se o governo tiver que ser forçado por contas a priorizar a alocação do recurso, ele já deu claros indícios de onde que ele alocaria o recurso. Então a gente não tá, a gente tá atento, mas eu acho que não, eu não considero isso como um grande fator de risco pra Tenda.
Tá claro. Obrigado, Osmo.
Obrigado pela pergunta, Igor. Nossa próxima pergunta vem da Aline Caldeira, do Bank of America. Aline, seu microfone está liberado.
Bom dia, pessoal. Muito obrigada pela oportunidade de fazer a pergunta. A minha pergunta era na linha do eu queria falar sobre pró-soluto. Então cês mencionam o pró-soluto pré-chaves pouco abaixo ali de 10%, isso vem numa toada de redução constante. Eu queria saber também o quanto que em cima desse pró-soluto pós-chaves tem de pró-soluto pré-chaves. E além disso, onde é que a gente pode ver, onde a gente pode pensar esse pró-soluto estabilizando? Quanto que cês acham que tem espaço pra reduzir pró-soluto daqui pra frente? Especialmente nesse contexto de inflação um pouco mais alta, que talvez demande um pouco mais de repasse de preço, ou talvez se vocês acham que esse é o nível ideal ou que vocês ainda gostariam de reduzir.
Aí a minha segunda pergunta, eu queria pegar também nesse mesmo contexto, eu queria pegar um acordo que a gente pode ver em termos de tendência de provisionamento. Ao longo do ano, a PDD teve um comportamento relativamente volátil, acho que também impactado pela mudança de sistema que cês comentaram no release. O que que a gente pode pensar de nível de PDD sem esses one-offs e a tendência daqui pra frente, dado o nível de pró-soluto que cês tão fazendo na ponta? Muito obrigada.
Oi, Aline. Tudo bem? Vamos lá. Sobre o que tem de pró-soluto pré-chaves no pós-chaves, é muito pouco. A gente levanta esse número aqui e te passa, mas basicamente, a inadimplência do pré-chaves é uma inadimplência pequena, né? Via de regra, o que a companhia faz é, se o cliente tem alguma dificuldade ou, né, ele tá inadimplente no pré-chaves, mas ele tem condição daquele pagamento, a gente repactua o fluxo pra que ele não fique sem receber as chaves do apartamento, né? Isso é muito pouco. Depois eu peço aqui pro time de RI te passar. Eu acho que onde estabiliza, nós já conversamos sobre isso, né? Eu acho que existe, assim, duas formas de ver isso, né?
Existe uma forma de ver: bom, pode vir a ser um problema e existe uma forma de ver: bom, pode vir a ser um benefício, né? Porque se a companhia receber 70, 80% desse pró-soluto pós-chaves, que é o que, diga-se de passagem, né, nós já temos uma previsão robusta sobre isso nas nossas viabilidades do projeto, acho que é um benefício pra todo mundo, né? Pro cliente, que ele não consegue dispor desse recurso até a entrega das chaves, pra nós, que financiamos esse cliente num prazo o qual ele consegue pagar, e acho que pro cliente, né, além disso, também consegue viabilizar a compra da unidade, né? De novo, acho que o mais importante aqui é tanto a PDD quanto o ajuste ao valor presente disso estar provisionado.
Você sabe que no nosso caso, né, ele tá bem provisionado, nosso índice de cobertura é robusto pra carteira. O ajuste AVP, ele transita no resultado, né. Só o ajuste AVP trouxe um impacto negativo aí no lucro bruto em BRL 10 million nesse tri, isso é feito de forma constante, né. Ele vem sendo provisionado e o nosso resultado já tem esse impacto, né. Acho que esse é o ponto. A companhia, acho que o mais importante aqui, Aline, nós não temos uma meta e se o pró-soluto pós-chaves tem que cair pra 9 ou pra 8. A nossa meta é que ele seja algo saudável e que o cliente consiga pagar.
A queda, como eu disse antes, ela tem sido muito mais consequência de uma política de crédito muito mais inteligente e eficiente do que a companhia ter definido uma meta de 9 ou o que quer que seja, né. Acho que essa continua sendo a nossa diretriz. Clientes que, porventura, não dispõe de muita poupança no curto prazo, mas tem uma renda alta e ele tá terminando de pagar um carro, uma moto, hipoteticamente aqui só pra dar exemplo, ele tem um rating muito alto, a gente pode conceder um empréstimo maior, porque esse cliente tem condição de pagar. Acho que, de novo, nosso foco tem sido muito mais na inteligência de crédito do que no número absoluto percentual, tá?
Eu acho que o terceiro ponto que você trouxe sobre inflação subindo, sim, isso é elevado, né, acho que por muito tempo, felizmente, aí nós conversamos bastante, né, ao longo desse ano sobre o evento negativo das bets. Eu acho que o governo, né, agiu sobre isso e tem agido, né. Acho que virou um problema financeiro e social importante no país, como já era em outros países também. De novo, acho que não só bets, como inflação, como qualquer efeito adverso, ele está sendo considerado nas nossas modelagens, tá? Acho que, de novo, o nosso foco aqui é inteligência de crédito e não é um número específico de pró-soluto pós-chaves, mas a consequência, sim, tem sido a redução e eu acho que ela, num contexto como um todo, é saudável, né.
Sobre a PDD, eu acho que é esse patamar, quando olha, cê tá certa, né, a gente teve um efeito não recorrente negativo no primeiro tri e quando aquele efeito ocorreu, nós até falamos: "Ó, nossa expectativa é que ao longo do ano a companhia recupere de forma a fechar o ano dentro dum patamar esperado". Isso de fato aconteceu. Quando você olha nos 9 meses, a PDD representa 3% da receita bruta e esse é o patamar que nós enxergamos como recorrente no momento. Eu acho que, até lembrando, né, toda essa melhora da PDD de hoje, ela é muito efeito, né, como eu falei aqui anteriormente, é muito efeito do que você concedeu de pro-soluto há 2, 3 anos atrás.
Nós não esperamos e nós começamos a fazer uma forte melhora na inteligência de crédito, na redução de pro-soluto, a partir de meados de 2023. Nós não esperamos uma redução desse patamar ainda em 2025. Acho que é razoável assumir que ele se mantenha em torno desse patamar de 3% da receita para 2025, mas a partir de 2026, sim, eu acho que é bem possível que esse patamar se reduza fruto de toda essa melhoria na concessão desse crédito e na redução também que nós temos feito. Acho que esse é um pouco o cenário de PDD, Aline. Acho que esses 3% do ano, ele agora tá adequado e eu acho que ele se mantém aí por um tempo e lá na frente a gente trabalha para que ele reduza.
Perfeito, ficou superclaro, Luiz. Muito obrigada.
Obrigado pela pergunta, Aline. Para mais perguntas, basta levantar a mão. Não havendo mais perguntas, passo a palavra para o Osmar para as considerações finais.
Obrigado, Léo. Sendo super transparente com todo mundo, acho que o mercado tá no compasso de espera pra ver se a gente entrega aquilo que a gente tá dizendo que vai entregar, né. Eu acho que o trimestre foi um trimestre que, na minha visão, ajuda muito a consolidar a história, dá credibilidade de que os nossos resultados pros anos subsequentes tão muito bem encaminhados. Quando a gente olha a Tenda, ela teve um recorde de lucro líquido trimestral, e pegando uma perspectiva da longa história da empresa, ela voltou a entregar ROIC muito que já são bastante atraentes, a gente acha que eles podem inclusive melhorar pro ano que vem.
A gente entregou um ROC analisado de 26%, que é um valor bastante bacana pra uma empresa em regime. A Alea continua no seu trend de ganhando volume, subindo a sua margem. Eu acho que aquilo que a gente vislumbrava como sendo os milestones pra gente e consolidando a tese de investimento em Tenda, tão se materializando. Esse trimestre nos dá muito conforto de que a gente vai entregar aquilo que a gente tava enxergando pra 2024. Fico bastante feliz com o resultado trimestral, né, e eu espero que o mercado também tenha uma percepção parecida com a minha a respeito disso. Acho que é isso, agradeço a todos e bora pro quarto tri agora.
Obrigado, pessoal.
Obrigado, Osmo. Obrigado, Luiz. Obrigado a todos pela participação do nosso call de resultados. Nós iremos agora encerrar a nossa transmissão.