Construtora Tenda S.A. (BVMF:TEND3)
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May 5, 2026, 5:07 PM GMT-3
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Earnings Call: Q2 2024
Aug 8, 2024
Bom dia a todos. Estamos iniciando mais uma apresentação de divulgação de resultados da Construtora Tenda. Eu sou o Leonardo Dias, coordenador de Relações com Investidores. Temos aqui conosco hoje Rodrigo Osmo, nosso CEO, e o Luiz Maurício Garcia, nosso CFO e DRI. A dinâmica será parecida com as anteriores. O Luiz vai falar sobre os destaques operacionais e financeiros, e quem tiver alguma dúvida e quiser fazer pergunta, é só levantar a mão que faremos a moderação conforme a ordem das perguntas no momento do Q&A. Passo a palavra para o Luiz. Luiz, por favor, pode seguir com a apresentação.
Obrigado, Léo. Vamos lá. Indo pro slide 4, por favor. Pode passar aqui rapidamente sobre alguns destaques. Acho que lançamento, acho que a mensagem, né, que veio abaixo do que esperávamos, né, dado o cenário atual, mas a notícia positiva é que nesses primeiros 37 dias do terceiro tri, já lançamos BRL 620 million, o que equivale a dois terços do total lançado no segundo trimestre. Sobre o preço médio de venda bruta, acho que também é uma notícia positiva, excluindo o efeito do projeto Cury, teve um aumento de 1.7% nesse tri. Vendas líquidas foi recorde pra companhia, superando a marca de BRL 1 billion, também já com uma contribuição se tornando relevante vinda do segmento Alea, e a VSO segue muito forte.
Acho que aqui cabe destacar que teve também uma ajuda do denominador, dado que o lançamento veio um pouco abaixo, a gente vendeu mais do que lançou, a VSO ficou um pouco mais forte do que ela ficaria se o número de lançamentos tivesse sido mais forte também. Eu acho que o outro aspecto positivo foi o banco de terrenos, que já superou a marca de BRL 21 bilhões, e só no segmento Alea, ele aumentou em BRL 1 bilhão nesse trimestre, com mais de 5,000 unidades adquiridas apenas num único trimestre. Do lado financeiro, acho que a margem bruta continuou a evoluir, uma melhora no consolidado de 2.6 pontos percentuais, assim como a margem REF também teve um aumento de 1.1 pontos percentuais na comparação com o primeiro tri 2024.
O nosso lucro líquido, que teria sido já de quase BRL 22 milhões nesse tri, não fosse o efeito meramente contábil do swap de ações. Na parte de dívida líquida também, mais notícias positivas. Fechamos com dívida líquida corporativa zero sobre o. Então acho que isso já configurou 2 trimestres seguidos o nosso indicador de dívida líquida corporativa sobre o patrimônio abaixo de 15, e com isso nós deixamos de ter aquelas restrições e garantias impostas desde a renegociação do covenant em 2022, que incluíam garantias de recebíveis, uma escrow account com caixa bloqueado. Então é uma série de restrições que agora deixam de acontecer. Isso melhora a liquidez da companhia e também melhora a disponibilidade de recebíveis pra uma venda futura de pra uma emissão de CRI futura.
Acho que alguns destaques recentes ao longo do segundo tri, mais o mês de julho, nós pré-pagamos 3 das dívidas mais caras da companhia, totalizaram BRL 171 million, sendo que a maior delas foi a debenture TEND17, no valor de BRL 142 million, praticamente. Ela só venceria em fevereiro de 2026, mas tinha uma taxa de CDI + 4%. Concomitante, nós emitimos uma nova emissão, uma cédula de crédito bancário, junto com o Bradesco, num valor de BRL 200 million e uma taxa de CDI + 1.7%. Acho que aqui o que é legal perceber essa redução, né. Essas três dívidas que nós pré-pagamos, no consolidado, elas tinham um custo acima de CDI + 4%, até.
As outras duas tinham um custo all-in corrente acima da TEND17. Acho que como eu já antecipei aqui, nos primeiros dias, nesses primeiros 37 dias aí do terceiro tri, já lançamos BRL 620 million e com isso vemos como factível superar a marca de BRL 1 billion de lançamentos no terceiro tri 2024. Acho que aqui a tabelinha que nós sempre trazemos no início do release, falando um pouquinho sobre o resultado recorrente. Como eu já mencionei, tirando o efeito do swap, foi basicamente o único resultado não recorrente do tri.
O resultado da Alea, desculpa, da Tenda, do segmento Tenda, já seria um lucro acima de BRL 40 milhões e a Alea ainda trouxe um prejuízo nesse tri, mas acho que o grande destaque da Alea tem sido a melhora de margem bruta, o que nos deixa confiantes pra que esse resultado reverta no futuro. Aqui eu já passei um pouquinho sobre o preço, segue evoluindo, assim como margem bruta de novas vendas que superou 35%, é um patamar que nós vemos, né, como bastante saudável já.
A Alea, como eu comentei, a margem bruta também teve uma evolução bem importante, foi de 6.5 pra 9.7, margem bruta ajustada no 3T. Esse 9.7 já tá no meio do guidance, que ia de 9%-11%, o que mostra que a evolução tem sido até melhor do que o esperado na margem bruta da Alea. Sobre covenant, como eu também antecipei anteriormente, ele veio em 0 já, dívida líquida corporativa e seu patrimônio. Com isso, daqui pra frente, nosso novo limite estipulado pra essas dívidas ainda as dívidas mais antigas que foram renegociadas em 2022 que a debênture TEND19 e o CRI pulverizado, eles agora passam a ter um covenant de 15%.
De novo, isso tem uma vantagem pra companhia, que também deixa de ter as garantias e passa a ter mais liquidez ainda no caixa livre. Acho que é um ponto importante que a gente vem falando pro mercado, né, que apesar do cenário de taxa de juros, a expectativa agora é que a taxa se mantenha mais alta por mais tempo e tem até a discussão se a Selic volta a subir ou não.
Independente disso, eu acho que o que trouxemos aqui no lado direito desse gráfico, na tabela embaixo, é que independente disso, como a companhia tem sido bem-sucedida na redução do spread da dívida, mesmo essa Selic, né, se mantendo nesse patamar atual, a gente espera que continuasse sendo bem-sucedido na redução do nosso resultado financeiro, seja por essa combinação de menor spread e pela redução do endividamento em si também. Acho que esses dois efeitos combinados devem fazer com que o peso do resultado financeiro, que chegou a BRL 194 million em 2023, ele siga reduzindo pra frente e isso permite com que a companhia tenha uma conversão do resultado do resultado de caixa, né, operacional, ainda melhor pro resultado de caixa total.
Acho que outro ponto que corrobora um pouco isso é que o que tá no gráfico do lado esquerdo dessa página é que já desde 2023 você já vê novamente a linha de resultado aderente à linha de free cash flow total. Acho que isso aqui é importante porque agora que o nosso resultado tem melhorado nós esperamos que a geração de caixa siga a mesma tendência, né. Eu acho que esse é um aspecto importante. A gente vê que tiveram várias iniciativas pra redução do capital de giro da companhia, como nós já destacamos. Acho que as mais importantes delas é uma disciplina muito grande na aquisição de terrenos, não empregar capital em terreno antes do lançamento.
Metade da nossa aquisição, via de regra, permuta e a outra metade parcelado após o lançamento, sendo que na Alea é 100% permuta. O pró-soluto pós-chaves também a companhia vem sendo bem-sucedida na redução, já chegou a 10.7% do valor da unidade nesse trimestre e o objetivo é seguir, continuar reduzindo. A velocidade de venda, que também segue elevada. Isso significa dizer que a companhia não constrói projetos com muito estoque. Ou seja, os projetos bem vendidos, isso também reduz a necessidade de capital de giro. São três frentes importantes que a companhia atuou e vem atuando, principalmente na questão do pró-soluto, e isso ajuda você ter uma aderência entre lucro e fluxo de caixa. Nós esperamos que agora, com a melhora do resultado, isso siga essa tendência.
Naturalmente, a gente ainda não consegue ter essa aderência ainda na Alea, porque a Alea vem num ritmo de crescimento muito forte, mas a expectativa é que a Alea também, no futuro, tenha esse mesmo comportamento. Bom, PDD, que acho que foi um tema importante no primeiro trimestre, quando nós tivemos aquele problema de uma instabilidade na interface do nosso sistema de cobrança com o SAP, dada a migração do SAP que nós fizemos pra versão mais atual. Como previsto, ele foi totalmente superado e nós começamos a recuperar um pouco dessa PDD mais forte do primeiro tri, né.
No início do ano falamos que nossa expectativa era ter uma PDD no ano entre 3%-4%, e eu acho que a gente caminha pra tá confortável nesse patamar de ter a PDD se manter estruturalmente dentro desse range e mesmo no ano. Acho que a nossa expectativa é que os próximos tris também se mantenham num patamar mais baixo para compensar esse efeito maior do primeiro tri, de forma que a companhia seja bem-sucedida em fechar o ano dentro desse range. A gente busca sempre tá na base desse range, não no meio e nem no teto. Sobre guidance, muita gente tem perguntado sobre uma possível revisão de guidance. A nossa expectativa é fazer isso no terceiro tri, quando você já tem três quartos do ano concluído.
Alguns indicadores já mostram que, mantida essa tendência, sim, nós iremos precisar de uma revisão pra cima do guidance, principalmente no segmento Tenda. Por exemplo, se mantido o ritmo de venda que entregamos no primeiro semestre, a expectativa é que até aumente, dado que a gente espera lançar mais, a gente já tá falando de um patamar de venda no ano de 3.6, ou seja, já acima do limite superior. A mesma coisa pro EBITDA da, também no segmento Tenda, né? Analisando aqui, já tá em BRL 429, também já acima do limite superior. Acho que a expectativa, sim, no segmento Tenda, é de revisão pra cima, dado que não esperamos que o segundo semestre venha mais fraco do que o primeiro. Pelo contrário, né, deveria vir mais forte.
No segmento Alea, eu acho que o principal destaque tem sido em margem bruta, mas as outras, os outros indicadores, os outros guidances divulgados, eles ainda se mostram aderentes tanto em venda líquida quanto EBITDA. O EBITDA anualizado, ele estaria pior do que o limite inferior da Alea, mas cabe lembrar que como a margem bruta tem melhorado, isso deveria ajudar também no EBITDA do segundo semestre essa nossa expectativa. Por enquanto, se mostra aderente essa banda atual. Eu acho que aqui pra fechar um slide que a gente sempre traz pra mostrar o segmento Tenda, que ainda é a principal fonte de resultado da companhia e deve se manter assim por um tempo, tem tido uma evolução constante ao longo dos trimestres. O preço vem subindo consistentemente.
Acho que, naturalmente, a gente sempre fala que o aumento agora ele tende a ser muito mais próximo da inflação do INCC do que um aumento real expressivo, até porque isso tem contrapartida, acho que também na perda de participação no RET1, e não é nosso objetivo, né, seguir perdendo. Ou seja, tem um trade-off aqui que a companhia calcula e vem trabalhando em cima dele. A margem bruta ajustada também vem subindo de forma consistente, assim como o resultado. A companhia já há 7 trimestres seguidos gerando caixa operacional e de novo, isso aqui tende a continuar uma tendência pra frente com a melhora dos resultados. É isso. Vamos pra sessão de perguntas e respostas então. Obrigado. Agradeço. Leonardo, cê não deu pra te ouvir.
Vamos começar com o nosso PNEI. Nossa primeira pergunta vem o Igor. Igor, seu microfone está liberado.
Oi, pessoal. Bom dia. Duas aqui do meu lado, né? A primeira é mais entender um pouco desse cenário. Dado esse momento que cês tão, né, nessa dinâmica de venda bem positiva, entender um pouquinho qual o patamar de lançamento, né, que a gente deve ver pra 2024, né? Talvez revisitar um pouco o patamar que você estava esperando pra lançamento de 2024 e também pra 2025, né? Pra ter um pouco de granularidade, assim, de qual o tamanho de companhia que a gente deve enxergar pra frente. O segundo mais, ponto mais com relação ao eventual ajuste ali nas faixas de renda, talvez entender se nesse primeiro momento vocês acham que pode beneficiar apenas as faixas mais baixas do programa, e qual que seria, né, esse impacto pra Tenda, né?
Com esse ajuste nas faixas de renda mais baixa, né? Se talvez você poderia ter algum tipo de redução de preço absoluto, aumentar um pouco aí o addressable market. Seriam essas do meu lado. Obrigado. Você pega a primeira, eu pego a segunda, Luiz?
Tá bom. Igor, tudo bem? Vamo lá. Sobre lançamento, nós mostramos agora, né, a venda ela já aponta pro, pra até pra cima do limite superior do guidance da Tenda, né? Se você, como colocamos ali, meramente anualizar o primeiro semestre já dá BRL 3.6 e a Alea ela segue crescendo. Que Alea entregasse também o limite superior, em vendas, isso daria BRL 4.1 bilhões, né? A nossa expectativa é que o lançamento fique nesse patamar. A companhia não tem. É um desafio, sem dúvida, né? Porque o primeiro semestre anualizado daria BRL 3.4, mas ele conversa com a nossa expectativa de lançamento, né, do lançamento acelerar nesse segundo semestre em relação ao primeiro. Eu diria que no primeiro semestre nós vendemos mais do que lançamos.
No segundo semestre, a expectativa é que, no mínimo, o lançamento acelere para fazer esse equilíbrio quando você olha o ano fechado, né? Então, esse patamar de 4, né, eu acho que é um patamar que ele hoje tá, ele conversa com a nossa expectativa, tá? Consolidado, né, isso que eu tô falando Tenda mais Alea. Falando de faixa de renda, o que tá em discussão hoje, a proposta do governo é subir o Faixa 1 de BRL 2,640, se eu não me engano, para BRL 2,850, e o Faixa 2 de BRL 4,400 para BRL 4,700. A gente fez uma conta interna, Igor, e a gente tem mais ou menos 5% dos nossos clientes que estariam nesses limbos, entre BRL 2,640, BRL 2,850 e BRL 4,400, BRL 4,700. Esses seriam os clientes que seriam beneficiados.
Não sei ainda o impacto que isso teria em subsídio e taxa de juros, mas ele nunca é desprezível, né, ele é alguma coisa como BRL 5,000-BRL 7,000 por cliente. Se pegar BRL 5,000 × 5%, a gente tá falando que não é tanta coisa assim, a gente tá falando BRL 300-BRL 400 a mais de grande preço. É óbvio que é melhor do que nada, mas não é algo que vai mudar materialmente o resultado da companhia. De qualquer forma, nossa expectativa é que isso só entre em vigor em outubro. Tem um impacto sim, é positivo, não é transformacional.
Tá ótimo. Obrigado, Luiz. Obrigado, Osmo.
Obrigado pela pergunta, Igor. Nossa próxima pergunta vem do André Mazzini, do Citi. André, seu microfone está liberado.
Oi, Osmo, Luiz e Léo, obrigado pela oportunidade aqui. Então se vocês pudessem falar sobre as dificuldades de aprovação na marca Tenda no trimestre, né, vocês escreveram sobre isso, que fizeram lançamentos, caírem uns 18% ali. Quais foram essas dificuldades? E sobre a Alea, se pudessem discorrer sobre a evolução do conhecimento de vocês de licenciamento e aprovação na Alea, que é algo bem diferente, imagino, de Tenda, né? Os terrenos são mais, enfim, longínquos do centro urbano, etcétera. Se é verdade que a aprovação é mais rápida na Alea pra projetos menores, se eu não me engano, de até 200 unidades, eu acho que essa foi uma percepção que eu peguei fazendo um site visit recente com vocês.
Se for isso, se a cabeça é pra então mais projetos menores na Alea, ao invés de um menor número de projetos maiores, né? Dado que os projetos menores então tramitam mais rápido aí nas prefeituras, isso se é verdade pra todas as prefeituras do estado de São Paulo ou só pra algumas. Pra segunda pergunta, um ponto que eu também tinha comentado no call passado, que é sobre Rio Grande do Sul, acho que do último call pra cá, a gente teve mais detalhes sobre a ajuda do governo federal e estadual lá pro Rio Grande do Sul em termos de habitação. Eu vi algum headline de algo chamado Minha Casa, Minha Vida Reconstrução.
Imagino que a Alea, né, que em off-site consegue botar uma casa de pé super-rápido, teria algum fit com o que tá se planejando pra lá, né? Cês tão em conversa, se tem algo concreto, o que dá pra dizer sobre isso? Obrigado.
Cê quer falar de Tenda e eu falo do resto aqui, Luiz? Como é que cê quer organizar?
Tá bom, vamos assim. Ô Mazini, tudo bem? Mazini, de fato, eu acho que a gente tiveram alguns fatores aqui que impactaram, né, esse volume de lançamentos da Tenda. Primeiro, acho que a gente pode colocar aqui essa demora na definição do Pode Entrar, né? Porque os projetos do Pode Entrar, ou eles entram no Pode Entrar, ou eles viram um projeto tradicional, né, lançado então, como o Pode Entrar ele acabou ficando indefinido por muito tempo, isso também acabou impactando, né? Então, a gente, tanto que agora existe uma nova expectativa Pode Entrar, que é até novembro, mas acho que é de fato um deadline, né, pra gente, porque pra não isso já comprometeu aqui o volume de 2024, mas pra que não comprometa o de 2025.
Acho que primeiro a indefinição, né, do Pode Entrar ela é um ponto aqui, né? Porque de novo, mesmo não entrando no Pode Entrar, teria entrado no lançamento, mas agora já ficou mais complexa essa equação. Segundo ponto, como é um ano de eleição municipal, é normal que você tenha algum tipo de movimentação nas prefeituras, né? De mobilização, alguma equipe que tem a questão da, né, se você vai como é que cê compõe, né, esse quadro político. Acaba tendo movimentação, isso traz algum tipo de atraso em algumas regiões, tá? Não necessariamente todas. Então também isso aconteceu, né, em algumas praças, tá?
Eu acho que terceiro, a companhia tinha aquela recapitulando, né, a companhia já iniciou o ano sabendo que lançamento seria um desafio, né, dado a nossa estratégia de land bank do período pós-pandemia, que ela se tornou muito mais restritiva, como eu coloquei, portanto, prazos mais longos de aprovação, uma vez que evitamos aqueles terrenos em cash, né, em caixa, né, que normalmente têm um prazo de aprovação mais curto. Então a gente iniciamos o ano com esse desafio de trazer projetos pra serem lançados ainda esse ano. Sim, acho que alguma coisa acontece, mas no segundo semestre, né?
De novo, acho que é algo que também ajuda o segundo semestre, esse esforço da companhia em reverter ou em antecipar lançamentos, porque por mais que seja um esforço que tá dando resultado, ele não acontece no curtíssimo prazo, né? O fruto desse esforço ele vem no segundo semestre também. Quando cê soma isso tudo, sim, teve um impacto, mas acho que a gente consegue buscar parte dessa perda no segundo semestre, tá?
Tudo bom, Mazzini. Falando de Alea, realmente projetos menores para a marca Alea, não tô falando de Casapatio, eles têm uma velocidade de aprovação muito mais rápida, porque é o que a gente chama de incorporação direta. Até mais ou menos 200 unidades, a gente consegue destacar uma área de 20,000-40,000 metros quadrados, para Alea que a gente não precisa passar pela etapa de loteamento. O que é demorado em Alea é você fazer um loteamento e depois fazer uma incorporação. No loteamento você faz os lotes das glebas dos condomínios, e daí na incorporação você incorpora em cada um dos condomínios.
Para fazer um produto Alea, do jeito que a gente gostaria de fazer, a gente precisa fazer esses projetos maiores, porque daí você tem o urbanismo que provê uma qualidade de convívio de pós-ocupação, que é um grande diferencial da Alea que a gente quer ter pra marca. Só que pra acelerar o processo, a gente pode pegar uma gleba muito grande, destacar uma área, fazer uma incorporação direta, fazer um primeiro projeto enquanto a gente tá tocando a aprovação do loteamento do todo. A nossa estratégia sempre foi ter o mix de Alea concentrado primordialmente nesses projetos grandes da marca Alea, não de Casapatio.
Como o time to market desses projetos são muito maiores, os times to market são muito maiores, a gente está preenchendo a necessidade de lançamentos de curto prazo com a marca Casapatio e com as incorporações diretas. Com o passar do tempo, a gente deveria ir ganhando representatividade do produto Alea de empreendimentos maiores. Com relação ao Rio Grande do Sul, a gente está analisando esse Minha Casa, Minha Vida Reconstrução tanto pela marca Alea quanto pela marca Tenda. Tenda já tem uma operação grande estabelecida e estabilizada em Porto Alegre e na região metropolitana de Porto Alegre. O grosso da demanda definida pelo Ministério das Cidades é pra região metropolitana de Porto Alegre, então que é exatamente dentro do raio de atuação de Tenda.
A gente tem um land bank muito grande, na verdade, proporcionalmente nosso maior land bank no Brasil é na regional Rio Grande do Sul. Então a gente tá analisando se faria sentido pra gente ou não entrar com algumas unidades dentro desse programa. Isso pra marca Tenda. Pra marca Alea, a gente tem discutido uma associação com uma loteadora que tem um loteamento em fase de aprovação, loteamento muito grande, também pra gente oferecer unidades através da marca Alea. Seria uma novidade. A gente não tem operação Rio Grande do Sul hoje rodando dentro da marca Alea, a gente não tem nenhum terreno lá. Então pra isso acontecer, a gente precisaria ter uma massa crítica mínima relativamente grande pra justificar a gente mobilizar uma estrutura especificamente pra pro Rio Grande do Sul.
Dependendo das condições, isso pode fazer sentido. Tudo tá em análise, a gente deve ter um entendimento muito melhor sobre isso tudo nos próximos dois meses, tá?
Claríssimo. Obrigado. Ótimo, Luiz.
Obrigado pela pergunta, André. Nossa próxima pergunta vem do Gustavo Cambauva, do BTG. Gustavo, seu microfone está liberado.
Oi, pessoal, bom dia. Eu queria fazer duas perguntas aqui. A primeira, se vocês podiam comentar um pouco em relação a essa redução, né, que vocês mostraram de disposição ao Faixa 1, né? Com Faixa 2 e Faixa 3 ganhando um pouco mais de espaço, né? Eu queria entender um pouco, né, se foi alguma questão específica aí de mix do que vocês de fato tinham aprovado para lançar e tudo. Porque por mais que, né, essa subida de preço que vocês façam automaticamente faz com que alguns projetos desenquadrem, mas também parece ser um pouco contraintuitivo, né, dado, vamos dizer, tanto o DNA, né, da empresa de ter sempre trabalhado nas faixas mais baixas, quanto todos os incentivos, né, que foram criados aí ao longo dos últimos meses aí, incluindo RET 1, né?
Eu queria entender um pouco primeiro a motivação disso e até se, vamos dizer, cês acham que talvez a rentabilidade do Faixa 1 não tá tão adequada hoje, né? Aí cês tão subindo um pouco nas outras Faixas. Entender um pouco essa dinâmica. A minha segunda pergunta aqui é em relação à margem bruta, né, que cês têm mostrado essa evolução tanto da margem REF quanto da margem de novas vendas. É mais entender um pouco como que cês tão vendo a dinâmica de custos aí da companhia contra INCC, né? Se tem algum tipo aí de preocupação, né, seja de mão de obra ou, enfim, o câmbio também tem sofrido um pouco mais, se tem algum impacto aí que cês tão prevendo em materiais.
Como é que tá o, vamos dizer, o andamento de orçamento, né, que foi um problema no passado, como é que cês tão vendo a evolução disso nessas obras aí na, vamos dizer, contra o que tem mostrado o indicador de INCC? Obrigado, bom dia.
A gente quer pegar as duas aí, Luiz? Como é que cê quer dividir?
Você que sabe, pode ser. Acho melhor.
Vai lá.
Tá bom. Ô Gustavo Cambauva, tudo bem? Não, acho que a primeira, sobre redução de Faixa 1, não tem uma ligação com rentabilidade. Acho que aqui a gente tá sendo muito cuidadoso nessa questão do incentivo pra não criar um incentivo perverso nesse sentido. Então, num primeiro momento, o objetivo da companhia é seguir com aumento de preço, sem criar nenhum tipo de diferenciação. Mas, como você colocou, é óbvio que cabe aqui algum tipo de diferenciação pra que você tenha não siga perdendo de posição à Faixa 1, conforme vai subindo o preço e naturalmente vai se tornando mais difícil pra uma família dessa renda de BRL 2,640 adquirir.
Eu acho que até por isso a importância da revisão, né, desse range que tá previsto aí pra ocorrer no fim do ano, até o fim do ano, né. Então respondendo sua pergunta, não tem uma questão de rentabilidade diretamente, mas sim, é um cliente que normalmente ele tem uma inadimplência um pouco maior, ele naturalmente vai ter dificuldade em comprar essa unidade. Então como a companhia vem melhorando a inadimplência, reduzindo o comprometimento de renda máximo permitido e etc. Por um lado, né, você dificulta, porque a gente tem esse objetivo de você precisa melhorar a rentabilidade da companhia. Por outro, você cria incentivos pra que essa redução não seja muito grande, tá? Olhando pra frente, a nossa expectativa é que se mantenha em meio a meio, tá?
Deveria até recuperar em relação ao que você viu no segundo tri e ficar mais próximo do patamar do primeiro tri, tá? A gente não espera que essa tendência continue declinante, tá bom? Também tem um quarto ponto aqui que tem a ver com o mix de venda. Por exemplo, tem um projeto nosso grande na Bahia, que ele teve uma dificuldade de continuidade agora justamente por aprovação, né, que era o tema da pergunta anterior, e ele acabou tendo uma janela de venda. Então, por exemplo, a Bahia é uma região metropolitana, nossos projetos da região metropolitana de Salvador são projetos que normalmente têm uma participação muito grande em RET1, e se olhar agora recentemente no segundo tri, eles caíram, tá?
Sobre a segunda pergunta, preocupação de custos, acho que a preocupação principal do mercado hoje tem sido em mão de obra, né? Esse é um cenário favorável pra Tenda, né. A Tenda, né, ela é um modelo que ele navega melhor com inflação de mão de obras e pior quando a inflação ela é mais forte em materiais, que foi exatamente o que aconteceu ali na pandemia, né. Esse é um cenário que o modelo construtivo Tenda ele navega melhor. A dificuldade de mão de obra do chamado bloqueiro, né, pra quem constrói com alvenaria estrutural, ela sem dúvida nenhuma é mais complexa do que a essa mão de obra quando você usa o processo com abordagem industrial, com forma de alumínio, por exemplo, no caso da Tenda.
Alea, ela sim, tem uma dificuldade de mão de obra, mas aí é muito mais nesse processo de montagem das peças construtivas, tá? A gente tem que qualificar, o time tá crescendo, enquanto isso, nesse início desse processo é normal que você tenha um turnover um pouco mais alto. Alea, sim, ela se depara com uma dificuldade maior, mas também tem muito a ver com o momento da companhia. Acho que, de forma geral, essa é uma situação agora de pressão de custos que ela tende a ser menos impactante pra o modelo construtivo Tenda do que pra um modelo construtivo de bloco, por exemplo.
Só dando um pouco mais de corpo pro que o Luiz falou. O mercado, de forma geral, tem mais ou menos 50-60% de material e 40-50% de mão de obra. Na Tenda, a gente tem alguma coisa com 25-30% só de mão de obra. Tem uma característica importante dentro da mão de obra, que é 80% da nossa mão de obra é própria. Quando o mercado sente "Olha, eu tô sentindo uma pressão de mão de obra", a pressão de mão de obra, na verdade, é a pressão do empreiteiro de mão de obra. O empreiteiro de mão de obra ele representa muito pouco da nossa composição de custo, 5%.
Pra nós, o cenário de pressão de mão de obra, ele é um cenário particularmente, relativamente benéfico, porque ele melhora a nossa competitividade. A gente não tem sentido essa pressão que o mercado tem reclamado por enquanto.
Tá ótimo, gente. Obrigado, bom dia.
Bom dia.
Obrigado pela pergunta, Cambauva. Nossa próxima pergunta vem do Bruno Mendonça, do Bradesco. Bruno, seu microfone está liberado.
Oi, pessoal, bom dia. Obrigado pelo espaço. Duas perguntas aqui. A primeira, pra eu entender uma coisa na lógica do guidance, que acho que o Luiz comentou que vocês entendem que tem uma folga aí no segmento Tenda, que pode ser que tenha uma revisão desse guidance um pouco mais pra frente. Vocês entendem que esse espaço, essa folga no segmento Tenda, isso abre algum tipo de espaço pra talvez acelerar um pouco o plano de Alea, já que é o mesmo balanço, né? Ou se vocês tratam isso de forma totalmente independente, né? Aproveitando, acho que dá pra falar um pouco aí das evoluções de Alea, de quais têm sido os principais desafios e os desafios mais iminentes, pelo menos. Essa é a primeira pergunta. A segunda, talvez pro Luiz aqui, sobre o mercado de venda de carteira de Pró-soluto, né.
Você mostrou custos de captação recente aí bem interessantes que me faz pensar que talvez essas vendas de carteira estejam fazendo menos sentido, né, daqui pra frente. Então você acha que ainda vai precisar de alguma nova cessão de carteira daqui pra frente, né? E caso não aconteça, quando é que você espera terminar de amortizar o passivo de cessão atual pra que a gente tenha aí volte pra lógica anterior de resultado financeiro, despesa financeira daqui pra frente? Obrigado.
Foi legal do Bruno que ele já alocou as perguntas, né, ele falou que a primeira é minha, a segunda é tua, Luiz. Então vamos respeitar o participante aqui. Tudo bom, Bruno? Com relação à Alea, eu acho que o espaço pra crescimento de Alea não tá vinculado ao guidance de Tenda. Acho que a gente tá muito confortável de que a Alea tenha o recurso necessário pra crescer e o gargalo dela pra crescimento não é guidance, é capacidade operacional. A gente definiu que pra esse ano a prioridade operacional de Alea era estabilizar custo de obra, a gente enxergar a margem aparecendo no DRE e nas novas vendas pra iniciar um processo de crescimento acelerado. Quando a gente fala a partir de 2025, na verdade, ele já tá acontecendo, né.
É isso que a gente tem feito em Alea. A Alea tem entregue exatamente aquilo que a gente imaginava pro plano. A gente tinha um pressuposto de reduzir em 27% o custo da obra entregue de Alea ao longo de 2024. A gente já enxergou no primeiro trimestre 15% de redução, tô falando do custo estabilizado, né. A gente já venceu uma parte muito importante dessa jornada já no primeiro trimestre. A gente tem enxergado a execução acontecendo na ponta, com ganho importante de margem. No segundo trimestre, a gente já tá dentro do range de margem bruta do guidance. A gente não tinha a expectativa de chegar com essa velocidade, então foi uma boa notícia.
O negócio tá crescendo, a gente tá numa anualização da receita do tri próximo de BRL 300 milhões, num crescimento de 35%-40% por trimestre. Eu acho que a Alea tá já numa velocidade de crescimento acelerada, mas com os controles, com a gente tomando muito cuidado pra prestar atenção nos controles e principalmente estabilizar os unit economics da empresa. Então, eu acho que o track dela é um track que independe da entrega de Tenda e tá on track. Tô bastante feliz com o desempenho de Alea até agora. Acho que é isso. Você fala de carteira, Luiz?
Vamos lá, Bruno. Sobre a sua segunda pergunta, eu acho que, assim, a primeira consideração é que a venda de carteira ela deveria ser parte desse modelo de negócio, né. Você vende gera 10% do valor da unidade, você precisa financiar o cliente a longo prazo, que ele não tem, né, como pagar isso até a entrega das chaves, até porque o ciclo é curto. Você deveria, né, como parte do modelo de negócio, tá sempre securitizando isso, porque, né, você não precisa carregar, você precisa gerir essa carteira, mas não necessariamente carregar esse crédito. Mas você tem razão que isso não é a qualquer preço, né. Acho que sua pergunta é muito pertinente, né.
Até, assim, nossa expectativa era fazer uma venda de carteira, nesse terceiro tri, e a gente até aqui segue segurando, a princípio, não tem por que fazer. Porque a nossa leitura é que quando você olha um CRI Dívida tradicional, que muitas empresas têm emitido, ele tem menos garantia do que um CRI Pró-soluto. Porque, via de regra, o CRI Pró-soluto, você já inclui lá, quando você traz o valor presente, você já inclui no mínimo duas vezes a PDD histórica.
Normalmente, essas estruturas ainda têm um fundo de reserva, ou seja, é tudo mais constante, ele deveria ter uma taxa de captação melhor do que um CRI Dívida, né, que, de novo, a gente tem visto muita emissão de CRI Dívida aí a mercado, tá nos jornais hoje, né, que o Tenda dobrou a participação, depois da mudança do CMN. Então eu acho que tem uma a nossa visão é que tem uma distorção no entendimento do mercado, né, o mercado tem um certo preconceito, é, nessa, no CRI Pró-soluto, mas a rigor, ele é mais seguro, principalmente se ele é NM de tudo e ainda tiver um aval da companhia.
Dado que ele tem fundo de reserva, ele tem duas vezes inadimplência, ou seja, ele tem uma quantidade de garantia que torna essa operação muito mais segura do que um CRI Dívida, portanto, deveria ter uma taxa menor que o CRI Dívida, né. Tem sim, acho que acredito que tenha, sim, uma distorção no entendimento do mercado sobre esse risco do CRI Pró-soluto. Obviamente, isso depende de como é estruturada essa operação, mas se tiver tudo isso que eu mencionei, mais o aval da companhia, ele deveria, sim, ter uma taxa de captação menor. É isso que a gente tá buscando. Você tá correto, né, enquanto a gente não enxergar uma taxa que faça sentido. A gente segura por um pouco esse tipo de operação, apesar que o nosso desejo é que ela seja recorrente, tá?
É o que falamos no início, né, não a qualquer preço, né? Aí você pergunta: "Bom, se você não emitisse mais nada, quanto tempo pra amortizar?" A amortização ela tem um fluxo declinante ao longo do tempo por duas razões, né. Primeiro, porque alguns clientes vão chegando numa fase final de fluxo, ali você tem diferentes prazos e consequentemente o duration dos clientes são muito diferentes. Cada operação dessa, cê tem normalmente 10,000, 15,000 clientes, né. E segundo, porque normalmente a inadimplência ela tem uma tendência crescente também ao longo do tempo, tá? Então por essa razão deveria ser declinante, mas se você pegar esse trimestre, por exemplo, a nossa amortização lá, isso tá no balanço, cê consegue visualizar, a nossa amortização foi de quase BRL 30 million, né.
Foi bem expressiva. Daí dá pra você fazer uma estimativa, isso seria declinante ao longo do tempo, mas não muito, né? Ele é levemente declinante. Dá pra você fazer uma estimativa de quanto tempo duraria, mas ela, ou seja, são operações que têm um duration curto. Essas operações na largada, normalmente, são prazo de 3 anos, com duration de 1 ano e meio até um pouco menos.
Tá ótimo, perfeito. Obrigado, pessoal.
Obrigado pela pergunta, Bruno. Nossa próxima pergunta vem do Tainan Costa, do UBS. Tainá, seu microfone está liberado.
Bom dia, pessoal. Bom dia, Luiz. Bom dia, Osmo. Minha pergunta é um follow up na pergunta do Cambauva, ainda sobre o tema de Faixa 1. Eu queria entender o que que exatamente triggou esse aumento no imposto sobre receita bruta, né? A gente tava vendo no último tri, pelo menos, algo mais perto de 1%, ao passo que nesse tri veio mais perto ali de 1.8%, né, um aumento de quase 70 basis points. Foi um ponto que chamou nossa atenção. Eu queria entender se é uma questão, assim, de mudança de mix de vendas, né, com menor volume de vendas no Faixa 1 e consequentemente menor benefício, né, do RET1, ou se tem algo eventualmente pontual em Alea. Aí, olhando pra frente, o que a gente pode esperar, né?
Considerando que a Alea tem se tornado re-rentável, né, mas ainda tá no lucro presumido e também com menor volume de projetos sendo beneficiados pelo RET1. Um pouco de Q&A seria ótimo, pessoal. Obrigado.
Legal, Tainá. Boa pergunta, até porque isso também ajuda a explicar a nossa evolução de margem bruta, né, no segmento. Teria sido ainda melhor do que foi. A razão, né, porque veio esse 1.8 que você colocou e não 1.2, né, que seria um patamar esperado num mix histórico, né, de faixa 1, ela é simples, Tainá, de entender, porque o que acontece? A Alea, nós ainda temos praticamente 100% dos projetos em Lucro Real. Por que isso? Porque como ela tem prejuízo acumulado, você se credita, né, você tem crédito de imposto que você utiliza. Então consta lá uma alíquota, vamos dizer, na Alea, mais alta, né? Uma alíquota praticamente cheia, como se você não tivesse RET1, mas você paga isso com crédito de imposto, né?
Apesar de aparecer lá um valor de imposto alto, o efeito caixa disso tá sendo zero, tá? A gente tá otimizando bastante. E na Tenda, mesmo na Tenda, a gente acaba não tendo 100% dos projetos no RET. A gente consegue, você não precisa aderir, né? Todos eles naturalmente têm o Patrimônio de Afetação, segregados, etcétera, mas você pode não necessariamente aderir ao RET. E a gente tem essa situação pela mesma razão. Tem créditos que a gente sempre tenta otimizar e você vai utilizando esses créditos e isso gera esse efeito. É por isso, tá? Tudo mais constante. Vamos dizer, a alíquota teria sido 1.2, né, entre margem, entre receita bruta e receita líquida. Ela foi 0.8 por esse efeito. Mas, de novo, o efeito caixa não é 0.8, tá?
A gente tá pagando isso com crédito, mas gera essa distorção contábil, tá? Consequentemente, né, o que eu disse, né, a nossa margem líquida recorrente teria sido ainda melhor, porque a gente acaba tendo esse impacto, mas é um impacto não caixa, mas ele afeta a margem líquida. A margem líquida e bruta, né? Quero mencionar aqui principalmente a bruta. Ele é um impacto não caixa, mas ele acaba afetando a margem bruta e mais ainda a margem líquida também, né, por esse efeito. É por essa razão, Tainá, a gente sempre busca otimizar o efeito caixa do imposto e ele acaba, como a gente tem crédito, acaba gerando essa distorção, né? Você tem uma alíquota mais alta, mas o efeito caixa, ele é muito menor.
Perfeito. Só um follow up aqui. Olhando pra frente, a gente pode esperar ainda esse 1.8%, por mais que não tenha esse efeito caixa, ou deve retomar em algum momento aí pro patamar de 1.2%, 1.1%?
A tendência é que não retorne rápido, porque como a gente tem muito crédito gerado, né, a Alea tem crédito de prejuízos acumulados e a Tenda também, então a gente sempre tenta otimizar. Então a tendência é que a gente não vá pra 1.2, tá? De novo, isso aqui é meramente um efeito contábil, porque na prática a gente tá utilizando esses créditos.
Perfeito, Luiz. Obrigado. Bom dia.
Obrigado pela pergunta, Tainá. Nossa próxima pergunta vem do Rafael, do Grupo Safra. Rafael, seu microfone está liberado.
Duas perguntas. A primeira, eu queria entrar no ponto de margem, mas eu queria ver como que ela tá nas diferentes praças. Esse primeiro semestre, cês vêm vendendo muito forte, né, as vendas lá no Nordeste. Eu queria entender se talvez o impacto dessa melhora de margem relevante nesse tri pode contar que foi das vendas do Nordeste, que talvez tivesse com uma margem um pouquinho acima de São Paulo, entender essa dispersão entre as diferentes praças. A segunda, eu queria pegar um follow-up em Alea, só ver como tão os indicadores atuais, quantas casas cês tão produzindo por dia, quantas vocês esperam chegar no fim do ano e entender também qual que seria o patamar de produção que faria vocês mudarem pra dois turnos na fábrica. Obrigado.
Legal.
Tu pega o primeiro, eu pego o segundo aqui.
Tá bom, vamos assim. Rafael, não, isso não é verdade. A gente não tem na companhia grandes distorções assim de margem bruta por praça, tá? É fato que a praça de São Paulo foi uma das praças que mais sofreu com o nosso processo de verticalização no passado, né, que gerou toda aquela pressão de custos. Lembra os projetos que tinha um consumo específico de aço e concreto pior pra aquele início do processo de verticalização. Então, São Paulo, sim, é uma praça que ela tem uma maior dificuldade em função daquela tipologia, né, que ainda tem um pouco dessa tipologia transitando em resultado. Tirando esse efeito, a gente não vê uma grande distorção, principalmente quando você olha as principais praças, tá?
De fato, a gente tem uma operação muito forte no Nordeste, né? Uma operação que destaca. De novo, Rio de Janeiro, né, também tem tido resultados muito bons de engenharia. São Paulo tem corrigido, né, tem entregue essas obras, né, que tiveram esse impacto maior. Assim, quando você olha na margem, né, cê não vê grandes variações de margem bruta por praça, não, tá?
Tudo bom, Rafael? Com relação à produtividade de Ale, a gente começou o ano fazendo 3 casas e meia por dia. Hoje a gente tá num patamar de 7 casas por dia. A gente deve terminar o ano com 10 casas por dia. Pra gente abrir um segundo turno, a gente teria que tá falando de alguma coisa como 13, 14 casas por dia. Ainda provavelmente o segundo turno fica pro ano que vem, só.
Perfeito, ficou muito claro. Obrigado, Luiz, Osmo. Bom dia.
Obrigado pela pergunta, Rafael. Nossa próxima pergunta vem do Antônio Castrucci, do Santander. Antônio, seu microfone está liberado.
Bom dia, pessoal. Obrigado por pegar a pergunta. Eu queria entender um pouco mais sobre o orçamento pra subsídios de Faixa um e dois, né? Como que cês tão vendo o ritmo de consumo aí ao longo do ano e se de alguma forma esse ritmo atual de consumo preocupa a companhia? Também se vocês tão vendo algum tipo de discussão pra uma potencial suplementação desse orçamento aí até o fim do ano.
Tudo bom, Antônio? Bom, o orçamento vai precisar de uma suplementação, acho que ele é insuficiente. O governo tá falando de suplementar alguma coisa como BRL 25 bilhões, BRL 27 bilhões e também fazer uma realocação de outras rubricas que historicamente não conseguem consumir o orçamento, mobilidade urbana, saneamento. A gente tem uma reunião do Conselho Curador hoje, dia 8. Eu não sei se já está na pauta, o que eu sei é que essa é uma discussão que já tá em andamento no governo e possivelmente já seja aprovada a suplementação de orçamento ainda hoje, tá? Além disso, talvez até mais importante, o governo tá sinalizando quais são as prioridades de alocação deles, né.
Tanto que, essa semana, o governo, ele fez uma restrição muito relevante de de empréstimo pra imóveis usados, reduzindo o valor do imóvel, o valor máximo do imóvel de BRL 350,000 pra BRL 270,000 e, o mais importante, reduzindo o LTV, que acho que tá nos 70% pra um máximo de 50%. Então, isso deve trazer uma redução relevante do consumo de usados, que vinha representando algo como 30% do consumo dos recursos do FGTS. Vai existir a suplementação, acreditamos que vá e pro outro lado também deve ter uma queda um pouco da do consumo, do nervosismo desse consumo do imóvel usado.
Obrigado, Osmo. Só um follow-up aqui. O ponto do não oneroso, né. Acho que o orçamento é de BRL 9.95 billion pra esse ano e já foram consumidos aí aproximadamente 65%. Queria entender se isso preocupa vocês, e se também deveria haver uma suplementação nessa frente.
Por enquanto, esse tá meio on track, né? A gente andou até agora mais ou menos 65% do ano, foi consumido 65% do orçamento. Aqui não parece ter nenhum grande ajuste. Talvez tenha um ajustezinho fino, mas aqui não parece ter um grande motivo de preocupação por enquanto.
Perfeito, Osmo. Obrigado, viu?
Nada.
Obrigado pela pergunta, Antônio. Nossa próxima pergunta vem do Marcelo Motta, do J.P. Morgan. Marcelo, o seu microfone está liberado.
Opa, obrigado, gente. Duas perguntas. A primeira mais macro, se vocês pudessem comentar um pouco sobre algum impacto de eleição. Obviamente, acho que ninguém sabe o resultado, principalmente as capitais. Pensar que São Paulo, enfim, que é uma praça talvez não tão relevante pra Tenda comparado com outros pares, mas acaba sendo uma praça importante. Entender se tem alguma outra cidade que vocês acham que essa questão de eleição pode atrapalhar. Foi um dos fatores aí que o Luiz citou pro lançamento um pouco mais tímido aí no segundo tri, saber se isso é um negócio que enfim, durante terceiro ou quarto tri, enfim, poderia ser um bottleneck, alguma mudança aí que impactaria também. A segunda pergunta, olhando as novas regras de repasse da Caixa.
Enfim, acho que no tri passado isso comentou bastante, começaria a valer de novo São Paulo e Rio, que são praças importantes, talvez pro setor como um todo, a partir de junho. No segundo trimestre, parece que não teve nenhum impacto muito relevante, mas entender se pra terceiro tri, isso poderia impactar essa geração de caixa operacional de vocês aí que vem nessa tendência de melhora. Obrigado, gente.
Fora de eleições, você fala de impacto caixa, Luiz?
Tá bom.
Tudo bom, Motta? Cara, eleições é sempre um momento onde nenhuma grande decisão é tomada. Primeiro porque não pode, você não pode, acho que os gestores, os prefeitos que estão nas cadeiras não podem tomar nenhuma decisão muito radical nesse momento e também em eventuais trocas de mandato, você tem um certo receio de qualquer técnico de tomar qualquer decisão que possa eventualmente ser criticada por um futuro prefeito diferente. Os nossos processos, eles são processos muito técnicos, que transitam em secretarias que têm funcionários de carreira. A gente sente, sim, um pouco de dor de barriga em alguns casos específicos, algumas decisões maiores, por exemplo, Pode Entrar, que era um funcionamento que a gente entrou no começo do ano passado.
Ele não andou na velocidade que a gente queria até agora e certamente a eleição é um fator complicador pra que ele tenha alguma decisão muito relevante daqui até o resultado das eleições. Tirando essas coisas que têm uma visibilidade política muito grande, os processos tendem a andar normalmente. Eu acho que eleição foi um fator, sim, de desconforto nos lançamentos, mas eu não diria que ele é tão material assim.
Motta, sobre o impacto da mudança da Caixa de repasse, no repasse no registro, o nosso impacto esperado é algo em torno de BRL 150-170 milhões, tendo que esse impacto deveria ser 30%-40% esse ano e o restante ano que vem. Por quê? Porque principalmente as duas praças relevantes, São Paulo e Rio, começou a vigorar agora no meio do ano pra novos módulos. Ou seja, essas duas praças, como entrou só no meio do ano, elas fazem com que a maior parte do impacto fique pra 2025. Mas sim, já está tendo impacto sobre isso e a ordem de grandeza total que a gente espera é nesse patamar.
Perfeito, obrigado.
Obrigado pela pergunta, Motta. Vamos dar mais alguns minutinhos para possíveis perguntas. Não havendo mais perguntas, passo a palavra para o Osmo para as considerações finais.
Eu acho que esse tri teve um aspecto simbólico, que a gente acabou falando pouco aqui no call, que é o fim das restrições da renegociação dos covenants que a gente fez no começo de 2022. A partir do segundo trimestre de 2022, a gente começou a operar com custo de dívida bem maior, porque a gente teve que renegociar covenants, e com restrições importantes. A gente tinha que manter uma conta garantida, a gente tinha que manter recebíveis e cotas de SPEs em garantia, a gente tinha um negative pledge, não poder pagar dividendos, fruto de uma renegociação de dívida importante que a gente fez naquele momento. Essa renegociação dizia que se a gente ficasse dois trimestres abaixo de uma dívida líquida corporativa de 15% do patrimônio, a gente se desobrigaria de todas as restrições que foram impostas naquele momento.
Isso aconteceu nesse trimestre, a gente ficou abaixo no primeiro tri, ficamos abaixo de novo no segundo tri. Não só a gente ficou abaixo, como a gente acabou de pagar uma das duas debêntures que sobraram ainda daquele momento. A gente tem mais uma debênture e um CRI, mas esse CRI é um CRI bastante barato, que a gente não tem de fato interesse em pré-pagar. Então, pra mim, eu acho que esse trimestre é simbólico, ele é um marco do fim do turnaround financeiro. A empresa agora ela superou essa fase da renegociação dos covenants, e ela tem entregue na minha visão de forma muito bacana o seu turnaround operacional.
Se a gente pegar a marca Tenda, a gente tem trimestre a trimestre ganho de margem bruta, a gente tem 7 trimestres consecutivos de geração de caixa operacional, a gente tem uma geração de EBITDA de BRL 100 million nesse trimestre, a gente tem um lucro da marca Tenda, tirando o swap, de BRL 40 million, e com a perspectiva de que esses indicadores continuem crescendo, inclusive, do tamanho da companhia, crescendo receita e crescendo rentabilidade. Eu acho que a gente tá num track muito positivo e que nos passa muita confiança de que a gente vai entregar o resultado do ano. O Luiz falou de um viés de revisão pra cima do guidance, né, no terceiro trimestre, e de que a gente deve tá muito bem encaminhado pra entregar um ano, aí sim, de resultados relevantes em 2025.
Pra marca Alea, a gente tinha um grande desafio, que era estabilizar custo de obra e conseguir enxergar isso através de ganhos de margem no DRE. Isso tem acontecido. A gente também aqui as notícias foram muito positivas e isso tá dando muito conforto pra gente escalar o negócio. A Alea tem crescido em termos de receita numa velocidade significativa, alguma coisa com 35%-40% por trimestre. A gente tá num trend de entregar o guidance esse ano e se tudo der certo, a empresa cresceria uma ordem de grandeza pro ano que vem.
Eu acho que esse foi mais um trimestre onde mais um passo importante foi dado e nos dando o conforto de que o nosso plano de recuperação, o turnaround financeiro e o operacional de Tenda estão engatilhados e que a Alea é uma startup que a partir do ano que vem já vai, se tudo der certo, operar já gerando lucro e deixar de ser uma startup e virar uma empresa focada num crescimento rentável. Eu fiquei muito feliz com o resultado do trimestre. Acho que é isso aí, Léo.
Obrigado, Osmo. Obrigado, Luiz. Obrigado a todos pela participação no nosso call de resultado. Nós iremos agora encerrar a nossa transmissão.
Obrigado.