Construtora Tenda S.A. (BVMF:TEND3)
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May 5, 2026, 5:07 PM GMT-3
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Earnings Call: Q1 2024

May 28, 2024

Bom dia a todos. Estamos iniciando mais uma apresentação de divulgação de resultados da Construtora Tenda. Sou Leonardo Dias, coordenador de Relações com Investidores. Temos aqui conosco hoje Rodrigo Osmo, nosso CEO, e o Luiz Maurício, nosso CFO e DRI. A dinâmica será parecida com as anteriores. O Luiz vai falar sobre os destaques operacionais e financeiros. Quem tiver alguma dúvida e quiser fazer pergunta, é só levantar a mão que faremos a moderação conforme a ordem das perguntas no momento do Q&A. Passo a palavra para o Luiz. Luiz, por favor, pode seguir com a apresentação. Bom dia. Vamos iniciar pelo slide 5, então. Eu acho que o primeiro trimestre de 2024. O primeiro trimestre de 2024, ele começou com muitas novidades, muitas notícias positivas, não só para o segmento, mas também para a habitação, para a companhia, né. Não só para o segmento de habitação popular, mas para a companhia. Algumas delas foram o RET 1 finalmente começou a vigorar em março e já teve impacto no nosso resultado do primeiro tri e, consequentemente, também deve ter um impacto positivo a partir da geração de caixa do segundo tri, né, uma vez que nós recolhemos o imposto no mês subsequente. O FGTS Futuro foi aprovado e já começou a vigorar em abril, ainda de forma incipiente, mas acho que também é uma boa notícia. Eu acho que outro grande destaque do trimestre foi que a companhia voltou a reportar lucro. Foi o primeiro lucro trimestral, né, desde o terceiro trimestre de 2021. Agora indo pro slide 6. Aqui eu acho que é importante, né. Nós vimos que alguns analistas comentaram, né, de efeitos não recorrentes que teriam prejudicado o resultado, mas também tiveram outros que teriam melhorado o lucro, né. Então essa tabelinha, que ela está na página 7 do release, e ela mostra que o nosso lucro recorrente evoluiu do BRL 16 milhões que reconhecemos no quarto trimestre de 2023 para quase BRL 28 milhões agora no primeiro trimestre de 2024. Então nós tivemos alguns efeitos. Teve o RET 1, ele trouxe uma reversão do diferido. Tuvemos um benefício, né, de uma contingência também, mas por outro lado, a PDD e o swap também tiveram alguns efeitos não recorrentes nesse primeiro tri, então o efeito deles todos descontados aqui levariam o nosso lucro já pra próximo de BRL 28 milhões. Indo pro slide 7, acho que a recomposição de margens no segmento Tenda, ela segue acontecendo. O aumento de preço que nós conseguimos implementar no primeiro trimestre de 2024, de 2.9% na comparação com o anterior, comprova a nossa capacidade de continuar essa tendência de recuperação de margens. Com isso, no gráfico do lado direito aqui, nós vemos que a nossa margem bruta de novas vendas se manteve no patamar de 33%, mesmo diante da maior PDD, uma vez que, cabe lembrar, desde o início desse ano, nós aumentamos aquele gap, né, aquele desconto entre a margem bruta de projeto e a margem bruta ajustada em 1 ponto percentual, em função da maior PDD esperada pro ano. Maior PDD recorrente, né, obviamente sem considerar esse efeito não recorrente do primeiro tri. Mas mesmo assim, cabe descontar que se não fosse esse 1 ponto percentual a mais aqui de desconto, né, que nós implementamos a partir da virada do ano, a nossa margem teria evoluído aqui em 60 bps, né, em relação ao quarto tri. Cabe reforçar que isso aqui é meramente efeito do maior desconto que nós estamos adotando desde o início desse ano, que tá refletido no nosso guidance também. Indo agora pro slide oito sobre a Alea, também avançamos bastante e principalmente no desafio da montagem das manchas construtivas. Desde o início do ano, nós já conseguimos obter uma redução de custo de 15% do total de 27% que nós havíamos nos comprometido na apresentação do Tenda Day, que ocorreu em dezembro do ano passado. Eu acho que com isso a Alea já entregou uma margem bruta positiva, 3.5 pontos, vindo de uma margem bruta negativa no quarto tri. Eu acho que o time da Alea tá bastante animado com relação à obtenção dessa redução de custo adicional e pra atingirmos essa meta de 27% de redução de custo por unidade até o fim do ano. Indo agora pro slide 9, a nossa estrutura de capital, ela continua a evoluir. A Tenda, a marca Tenda já vem gerando caixa operacional pelo sexto trimestre consecutivo. Com isso, a gente fechamos esse primeiro tri de 2024 com uma dívida líquida corporativa de apenas BRL 21 milhões. Isso representou 2.4%, do nosso patrimônio líquido, né. Então acho que aqui a companhia vem tendo uma evolução bem expressiva, né? Eu acho que outro destaque aqui desse slide é que a gente, quando a gente olha o nosso custo de dívida, e assumindo aqui ainda a Selic de março, a Selic atual, pois principalmente agora teve a redução de ontem, mas assumindo ainda a Selic de março, o nosso custo tava em 12%, que é pouco acima da Selic lá de março. E isso também ajudado pelo custo, não só pela nossa exposição de um quarto da dívida IPCA e 30% à TR também. Então acho que a gente tem conseguido um custo de dívida competitivo, mesmo diante dos spreads mais elevados que nós incorremos aí em períodos anteriores. Indo agora pro slide 10, a companhia segue comprometida na geração de valor a todos os stakeholders e acho que aqui temos bons indicadores sobre isso, né. A velocidade de venda acima de 30%, ela corrobora não só a forte demanda pelos nossos projetos, mas como a assertividade da estratégia, né, de produtos da companhia. E cabe sempre lembrar, né, que essa combinação de um VSO adequado entre 25 e 30, somado à nossa estratégia de redução também do pró-soluto e à disciplina da baixa alocação de capital em terrenos antes do início da obra, ela nos permite retomar crescimento e ao mesmo tempo gerar caixa, né. Acho que isso aqui é importante, porque a gente tá acelerando, né, acho que os volumes mostram isso e, ao mesmo tempo, com geração de caixa positiva, né. Acho que isso aqui é um ponto importante. Indo agora pro slide 11, sobre a PDD, nós tivemos uma questão operacional e não recorrente nesse primeiro tri. Nós migramos a versão do nosso SAP na virada do ano pra versões S/4HANA, que é mais moderna, baseada em cloud, etc. No entanto, essa migração, a migração do SAP em si, ela ocorreu tudo bem, mas ela trouxe uma instabilidade na integração do nosso sistema de cobrança com o SAP, e isso consequentemente gerou uma perda de arrecadação e no próprio volume de cobrança do primeiro trimestre de 2024. Essa instabilidade ela foi resolvida só em março. Diante disso, a nossa PDD do primeiro tri saiu de 3.6 points da receita do Q4 pra 5.9 agora nesse Q1 2024. Acho que o mais importante aqui, como nós colocamos aqui, né, nesse gráfico, desde abril, o nosso volume de renegociação e de cobrança já voltou pro patamar normal e com isso a nossa PDD de abril também já veio num patamar normalizado. Ou seja, é um efeito meramente não recorrente, decorrente dessa instabilidade desse sistema, que ele depende da leitura de, né, da captura de dados do SAP, e essa captura de dados ficou prejudicada ao longo do primeiro tri, em função dessa questão. A boa notícia é que isso já está resolvido, tá? Indo agora pro slide 12. Quanto aos desafios pro ano, acho que sem dúvida nenhuma, um dos maiores, a gente, né, segue focado na retomada da rentabilidade da companhia. Acho que a gente, a companhia tem entregue, né, vários sinais positivos sobre isso, mas um dos principais pontos de atenção do ano, sem dúvida, é a disponibilidade do FGTS como fonte de financiamento para o setor. Acho que é um dos principais pontos de atenção aqui, né, nosso, né, com relação a dados fora da companhia. Mas acho que nesse sentido, a sinalização recente do governo tem sido positiva, não só na restrição do uso de recursos pra imóveis usados, mas também na sinalização de um possível aumento no orçamento pro ano. Mas acho que aqui é um ponto de atenção que de ação, né, que a companhia tá bastante focada. Acho que por último, indo pro slide 13. Aqui nós temos alguns dos principais indicadores do segmento Tenda. A gente vê uma evolução clara e contínua tri a tri de margem bruta, de preço praticado. Todos os indicadores aqui, né, saem de um EBITDA negativo já pra positivo e crescente. A margem bruta de novas vendas é o que eu disse, né, ela só caiu no primeiro tri por um efeito meramente de maior desconto que nós estamos adotando, mas a margem de projeto segue evoluindo e o caixa operacional também vem bem forte. Acho que essa evolução tri a tri tá muito clara, ela segue acontecendo e a gente tem visto uma demanda muito grande, muito forte, né, no programa Minha Casa, Minha Vida. Acho que isso corrobora essa tendência pra frente. Acho que um último comentário aqui sobre a grave crise climática que afeta o estado do Rio Grande do Sul. Nós ainda não temos a dimensão de todo o possível impacto, uma vez que nossas operações seguem suspensas por lá. O estado do Rio Grande do Sul como um todo, nós estamos na região metropolitana de Porto Alegre, o que inclui Canoas e outras, ele representa 8%, em torno de 8% do nosso volume. Mas nesse momento, o nosso foco tem sido principalmente em apoiar não só os nossos colaboradores e clientes, mas também todos impactados por esse triste evento, o qual a companhia tem se solidarizado desde o início, inclusive com já apoios, diretos, campanhas de doação de recursos e uma série de outras iniciativas que o nosso time, não só daqui da matriz, como local lá, está muito comprometido em trazer esse apoio. Então é isso. Acho que a gente pode ir pro Q&A. Agradeço a todos. Bem, pessoal, vamos seguir com o Q&A. Primeiro da fila é o Mazini, do Citi. Mazini, pode prosseguir. Oi, Luiz, Osmo, Léo, obrigado pelo call. Então, duas perguntas. A primeira sobre esse share do Faixa 1, né, que cês abriram ali o share por venda, né, ele até caiu no primeiro tri, mas parece que momentaneamente por vocês terem vendido mais São Paulo, né, que deve ter menos Faixa 1 do que nas outras geografias. Mas com todas as benesses do Faixa 1 que já passaram, né, RET 1 e FGTS Futuro, onde é que cês acham que deve estabilizar esse share de Faixa 1? Parece que intuitivamente pra mim deveria até ser mais alto do que a média, que tava ali nos seus 60%, né, versus 54% do primeiro tri, então se é isso mesmo, vai pra algo acima da média, dado que ele tá bem melhor. Aqui vocês colocaram o share de vendas, né, mas se tiverem o share de lançamento também no Faixa 1, não lembro se vocês abriram isso, não lembro de ter visto pelo menos, quanto é que ele tá. Essa é a primeira. A segunda é nesse ponto do Sul, né, tem algumas notícias hoje sobre Minha Casa, Minha Vida Calamidades, que eu acho que é um algo que pouca gente, eu pelo menos não conheço todos os detalhes, mas tem uma notícia no Valor hoje, né, o governo querendo aumentar esse programa. Se estiverem mais detalhes sobre esse programa, mecânica, né, do Minha Casa, Minha Vida Calamidades, se ele inclui habitação nova também ou somente reconstrução de habitação existente, se faria sentido pra vocês atuar nesse Minha Casa, Minha Vida Calamidades, talvez separando entre um racional econômico e um racional de ESG? Obrigado. Vamos lá, Mazini. Eu respondo aqui, depois o Osmo complementa isso aqui. Vamos lá. Primeiro sobre o share da Faixa 1, cê tá correto, né, nós incluímos até a informação no release, não só do aumento do volume em São Paulo, uma das justificativas. A outra justificativa é o nosso projeto em parceria com a Cury, porque ele obviamente também é São Paulo, mas além disso, a Cury pratica um preço médio mais alto, então é menor a quantidade de Faixa 1 num projeto Cury em São Paulo, vis-à-vis outro projeto Tenda em São Paulo, né? Então isso também ajuda a justificar, né, então essa parceria aqui com a Cury. Sobre a sua segunda pergunta ainda nesse tema, onde é que deve se estabilizar pra frente, eu acho que esse patamar de 60% ele é razoável, porque por um lado você tem mais incentivos, né, ao Faixa 1, mas por outro lado a companhia vem nesse trabalho de retomada, né, de margem, de recuperação da rentabilidade, o que necessariamente implica aumento de preço, né. Então isso, então uma coisa contrapõe a outra. Eu acho que aqui, no futuro, e o governo corrige os dois salários mínimos, né, pro salário mínimo corrente, né, porque lembra, o Faixa 1 ele está travado no salário mínimo do ano passado, né. Então se o governo corrigir, quando for corrigido, né, pro salário mínimo corrente, aí naturalmente, sim, a gente pode ver esse volume voltar a aumentar. Ao longo do tempo, a dinâmica é sempre assim, né, Mazini. Você tem um movimento, esse movimento você captura todo inicialmente. Depois ao longo do tempo ele vai sendo dissipado pela inflação, né, pelos outros efeitos, até que você tem um novo ajuste. Como, né, se o programa, por exemplo, a Faixa 2 fosse indexado, aí era mais fácil você manter um patamar alto sempre, né. Como não é natural essa tendência de você gradativamente cair. Então acho que por isso que não é razoável esperar, como você colocou, que só aumentasse, tá. Porque você tem essas forças aí prum lado e pro outro. Sobre o Minha Casa, Minha Vida Calamidades, ontem quando saiu a notícia eu até conversei com a Dani Ferrari. Dani Ferrari, acho que vocês sabem, ela assumiu aqui um papel institucional, então entre outras atribuições ela olha todos esses programas, cheques e etcétera. Acho que ainda é um pouco cedo. A gente acha que tem algumas alternativas pro estado e também pro município, mas dentre elas, por exemplo, eventualmente o governo pode acelerar a questão de cheques, como acontece aqui em São Paulo. Então acho que tem uma série de iniciativas, acho que ainda é um pouco cedo pra quantificar. Depois acho que o Rodrigo Osmo, se quiser, pode complementar, mas a gente tá olhando e vamos entender o edital, entender as possibilidades, mas de novo, eu acho que ainda é cedo pra quantificar qualquer impacto. Perfeito. Obrigado, pessoal. Bom dia. Obrigado pela pergunta, Mazini. Nossa próxima pergunta vem do Pedro Lobato, do Bradesco. Pedro, seu microfone está liberado. Bom dia. Bom dia, Rodrigo Osmo, Luiz Maurício e Léo. Obrigado pelo espaço. A primeira pergunta é em relação aos terrenos, né, mais pra entender como é que cês tão vendo aí, enfim, a dinâmica dos terrenos do Faixa 1, tanto na reposição dos lançamentos, quanto do adicional aí que deve vir pra, enfim, manter esse share aí que cê comentou, Luiz Maurício, 60% no Faixa 1, se ficou mais desafiador agora com o RET ou se não se alterou a dinâmica. A segunda, pode responder essa e depois eu faço a segunda, por favor. Não, Pedro, sobre quando a gente olha a dinâmica regional, a gente não tem visto uma maior competição assim, por exemplo, um bom exemplo aqui é a própria Alea, né? Então a gente não tá vendo uma mudança de ambiente competitivo, né, por disputa de terrenos de Faixa 1. Eu acho que é um segmento sempre muito desafiador na equação de preço e rentabilidade, né? Acho que tem que ter um custo muito competitivo pra ser eficiente nesse segmento. E por outro lado, quando a gente olha o segmento Tenda, a nossa exposição a Nordeste ela ajuda muito nesse aspecto, né? Porque você olha a oferta, por exemplo, de Faixa 1 na região metropolitana de Recife, inexistente praticamente, né? Muito baixa. É uma praça onde a gente tem crescido sem encontrar concorrentes, né, no Faixa 1, acho que justamente por essa equação de preço. É uma praça difícil de operar, o custo de fundação dos terrenos lá, na maioria dos casos ela é um pouco mais custosa. Acho que no segmento Tenda a gente não se depara com essa situação, né, de um aumento de competitividade Faixa 1. São Paulo e Rio, naturalmente, já são praças mais competitivas. Quando você olha o segmento Alea, aí é um mar azul mesmo, né? Porque a Alea, nós até colocamos isso no release. Toda cidade que ela tem lançado, e a Alea já tá com operação ativa em 20 cidades, não tem concorrente, né? Quando toda cidade que nós entramos, o time de inteligência de mercado traz o histórico dos últimos anos de contratação, né, de unidades dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, separado por faixa 1, 2 e 3. Frequentemente, nós vemos que não teve nenhuma contratação de unidades na faixa 1 nessas cidades nos últimos 2, 3 anos. Não é raro isso acontecer. Eu acho que, e dado que a Alea tem crescido e ela tem essa expertise, né, de operar em cidades médias e pequenas de forma eficiente, eu acho que a gente consegue mitigar bastante desse risco, por esses fatores que eu coloquei aqui, né. Acho que isso não tem sido uma questão, não. Tá certo. Tá bem claro, Luiz. Se puder só fazer mais uma pergunta aqui em relação ao pró-soluto. A gente viu que aí, né, tem um gráfico aqui no release que mostra que ele caiu bem ali entre o segundo e o terceiro tri do ano passado e vem caindo, né, nesse espaço aí de 0.02 pontos por tri. Queria entender agora com, enfim, FGTS Futuro ou se isso pode acelerar ou essa deve ser meio a tendência aí olhando pra frente. Obrigado. Cê tá correto, Pedro. A grande queda no meados do ano passado foi quando entraram os novos parâmetros, né, do Minha Casa, Minha Vida, que permitiram que a companhia reduzisse, né, a concessão de pró-soluto. Como nós anunciamos naquela época, né, até no follow-on em setembro, o objetivo era fazer novas reduções quando da entrada do FGTS Futuro. Então o FGTS Futuro em abril ele ainda foi muito incipiente. Acho que foi só algumas unidades, né, vendidas com o FGTS Futuro, mas eu acho que ainda estão sendo testadas, né, e parametrizadas pela Caixa, então foi praticamente imaterial o impacto. Mas a nossa leitura é que com o crescimento do FGTS Futuro pra frente, sim, tem espaço pra nós continuarmos reduzindo a concessão de pró-soluto, Pedro. Então, cê tá correto. O nosso objetivo é exatamente esse. Perfeito, Luiz. Obrigado. Bom dia, pessoal. Obrigado pela pergunta, Pedro. Nossa próxima pergunta vem do Victor Tapia, do Itaú BBA. Victor, seu microfone está liberado. Bom dia, pessoal. Queria abordar 2 pontos aqui com vocês também. Primeiro deles é em relação a essa PDD extra aí que enfim, foi um problema de um problema mais de sistema que eu entendo. Então aqui 2 pontos, qual, como é que vocês tão enxergando, dado que foi um problema de sistema e não um problema efetivamente de da galera não pagar, como é que vocês tão vendo a probabilidade aqui, uma chance de reversão de recuperação disso? Esse é o primeiro ponto aqui. O segundo ponto é, olhando tudo mais constante, assim, a tua margem bruta ajustada de Tenda, só olhando a operação Tenda, ela já tá nesses 30%. Esse deveria ser um patamar então que a gente deveria ver segundo tri pra frente. Essa é a primeira pergunta. A segunda pergunta é mais em relação à geração de caixa, né? A gente tá tentando olhar aqui uma ótica de geração de caixa total, né? Não a operacional, a total, excluindo o que você teve de venda de carteira, excluindo o que você tem de amortização, né? Por alguma aproximação aqui que a gente faz, a gente chega de novo aqui, né, numa queima de caixa, quando que no tri passado a gente tava vendo já uma geração de caixa. Então tá certa essa nossa conclusão ou tem algum ajuste aqui pra fazer ou aconteceu mesmo essa queima de caixa sobre essa ótica e por quê? Do meu lado é isso. Legal, vamo lá, Tápia. Sobre PDD, cê tá correto. O objetivo é a meta aqui do time, e nós acreditamos que isso seja totalmente factível, que sim, ao longo do ano, a companhia consiga reverter essa maior PDD do primeiro tri, de forma que no ano como um todo você tenha um patamar mais normalizado aí de PDD, que nós havíamos falado sempre navegando ali entre 3%-4% da receita bruta. Obviamente, tem sempre uma sazonalidade e não esse patamar acima de 5% do primeiro tri. Em abril nós já vimos que ela já navegou dentro desse patamar. De novo, a gente vê espaço até pra eventualmente um ou outro trimestre, você pode ter ela até um pouquinho abaixo pra que no ano como um todo você compense esse maior em peso, né, da PDD do primeiro tri. Então, sim, esse é o objetivo, Victor, a gente tá trabalhando pra isso, tá? Aí você falou da margem bruta ajustada no segmento Tenda. Bom, ela continua evoluindo, né? A margem bruta ajustada segmento Tenda foi 28.5%, né, no primeiro tri. A recorrente, né, teria sido acima disso, né? Descontando esse efeito de PDD e etc. Que eu acho que é o que você mencionou, já taria num patamar melhor, mas a margem bruta de novas vendas, ela tá em 33%, né, então. Ou seja, a gente ainda vê a margem bruta ajustada buscando esse patamar de margem bruta novas vendas, e a própria margem bruta de novas vendas ainda tem algum espaço pra aumentar também, tá? Então acho que, obviamente, a tendência aqui é a margem bruta de novas vendas subir de forma mais gradativa e a margem bruta ajustada seguir essa melhora um pouquinho mais rápida, buscando, né, a margem bruta novas vendas, tá? Então essa é a dinâmica que cê deveria esperar. Acho que no caso da Alea, nós temos o Guidance também de 9%-11%. Esse trimestre já foi esse patamar de 6.5%. Então a tendência na Alea ao longo do ano é melhora também, tá? Como explícito no Guidance, né? Sobre o free cash flow, Victor, assim, a gente tem que sempre lembrar que venda de carteira é um negócio normal nessa indústria, né. Então você vende unidade, gera recebível, securitiza esse recebível, né? Essa é uma dinâmica normal. Então acho que isso vai ser sempre, então tem que ter sempre muito cuidado, porque, se você exclui, também cê tá penalizando em função das vendas anteriores, né? Eu acho que a melhor forma de pensar a longo prazo é que a empresa tiver equacionada com relação à necessidade de capital de giro, que eu acho que as principais variáveis aqui são velocidade de venda, porque você não começa a construir um empreendimento mal vendido. Então a Tenda tem aí, né, a velocidade de venda tá no tier um do setor, né? Tem duas empresas, assim, que têm velocidade de venda muito forte no, entre as principais e sem dúvida nenhuma a Tenda tá lá nesse tier 1 de velocidade de venda. Segundo ponto é não empregar capital em terreno antes do lançamento, justamente pra que você consiga pagar o terreno com os recebíveis das unidades vendidas, né, que são transferidos pra cá. Isso aqui também é uma dinâmica que nós mudamos e acho que a companhia também, você olha a nossa conta de capital de terreno, ela também tá bastante favorável, né, e tem melhorado. Acho que o terceiro ponto é o pró-soluto, né? Como você falou, a gente, quanto mais curto prazo você conseguir trazer, menor vai ser a despesa financeira da securitização do CRI, da emissão do CRI, que você obviamente independente do prazo consegue antecipar isso, mas tem um custo financeiro. Por isso que a gente quer reduzir, ou seja, aquela meta de aumentar preço raso, ou seja, tudo que você recebe até a entrega das chaves. Se você tem isso tudo equacionado, a longo prazo essa geração de caixa sua deveria caminhar com lucro. Acho que é isso que a gente vê aqui. Obviamente, cê pode ter uma sazonalidade ou outra trimestre a trimestre, mas a companhia já voltou a ter resultado operacional positivo e consequentemente a geração de caixa tá positiva já há 6 trimestres consecutivos. Nós voltamos agora a lucro e a geração total tem acompanhado essa mesma dinâmica, né, ficando positiva também. A tendência é essa, né, pega o consenso de mercado, a expectativa é de um lucro crescente ao longo do ano e principalmente pra 2025, a geração de caixa deveria acompanhar essa dinâmica, tá? Eu acho que a gente tá bem confortável em relação a isso. Tá bom, obrigado. Obrigado pela pergunta, Tapia. Nossa próxima pergunta vem do Ruan, da XP. Ruan, seu microfone está liberado. Oi, pessoal. Bom dia. São dois temas que eu queria tocar aqui, tá? O primeiro é sobre um pouco da visão de vocês de impacto de reoneração, tá? A gente acho que tem algumas partes ainda para serem resolvidas no governo nesse sentido, mas acho que o meu ponto é mais entender se vocês já fizeram algum exercício interno pra entender um pouco de impacto, talvez impacto de margem e se isso de certa forma seria repassável pro preço, tá? O segundo é mais um pra entender um pouco do impacto de reversão do RET 1, de reversão tributária. Queria só entender se esse efeito é mais pontual do trimestre ou tem algum alongamento pro segundo tri também e qual assim o valor de alíquota que cês tão esperando pro ano, dado essa reversão do RET 1. Obrigado. Não entendi a primeira pergunta. É de reoneração da folha. da desoneração? Isso, exato, isso. Exato. Quer que eu pegue essa e cê pega a próxima, Luiz? Tá bom. Para nós, a desoneração tem impacto zero, porque como a Tenda é muito verticalizada, a gente hoje tem praticamente toda a atividade que é intensiva em mão de obra no canteiro, essa mão de obra é própria. E esses funcionários estão dentro do CNPJ da Tenda, e para que empresas a desoneração faz sentido? Empresas que têm o percentual da mão de obra como sendo muito representativo como percentual da receita. Não é o caso da Tenda. A mão de obra de canteiro nossa ela é muito pequena frente à receita da Tenda como um todo. Para quem isso faz diferença? Para empreiteiros. Os empreiteiros que receitam 100 e têm um custo de mão de obra de 80, quando você cobra INSS com o percentual da receita e não com o percentual da mão de obra, eles têm uma vantagem econômica muito grande. Indiretamente, essa vantagem é repassada pra empresas que não são verticalizadas, que é a maioria do mercado. Pra nós, especificamente, o tema da desoneração, ele é um tema que não tem impacto. O RET, deixo pro Luiz falar. Tá bom. Ruan, esse efeito ele foi one-off, né? Até por isso que nós colocamos ele naquela tabelinha do resultado não recorrente, né? O efeito só do diferido, né? Vamos lá. O RET 1, ele trouxe dois benefícios, né? Ele trouxe o benefício do mês corrente de março, que foi quando ele entrou em vigor. Esse é recorrente, né? Daqui pra frente é a nova realidade. Ele trouxe um benefício não recorrente, que foi a reversão do diferido. O que que acontece? Nós recolhemos imposto pelo regime de caixa, mas reconhecemos na DRE pelo contábil, né? Você tem um descasamento, né, entre o reconhecimento da receita e a entrada do caixa. Esse descasamento, ele gera o imposto diferido a ser recolhido. Como no momento do recolhimento desse imposto, né, que havia sido provisionado 4, né, quando nós recebemos o caixa, ele será pago 1, né, em função do RET 1, esses BRL 15 milhões, que esse impacto gerou esse benefício de BRL 15 milhões, tá bom? Isso é o one-off, já foi reconhecido tudo que tinha lá de estoque, que quando, né, for recolhido o imposto, será recolhido na nova regulamentação de 1%, tá? BRL 15 milhões foi o efeito one-off. Sobre a alíquota daqui pra frente, é fácil, né? Ali vai sempre depender da nossa receita, né? Em torno de 60% da receita passa a tributar 1 e 40% da receita mantém tributando 4. É só, isso vão ter pequenas flutuações ao longo dos trimestres, mas de forma geral é simplesmente essa ponderação, tá? Tá ótimo. Obrigado, Luiz e Osmo. Bom dia. Obrigado pela pergunta, Ruan. Nossa próxima pergunta vem do Elvis, do BTG. Elvis, seu microfone está liberado. Bom dia, Osmo, Luiz e Renato. Duas perguntas aqui também do nosso lado. A primeira sobre, voltando ao tema da PDD, né, que vocês comentaram que é um desafio pro ano. Quando a gente olha ali a carteira de pró-soluto de vocês, ela tá com uma provisão ali de em torno de um pouco mais de 20%, né? Eu queria entender como que essa provisão ela conversa com o patamar de inadimplência média dessa carteira, né? E se vocês esperam que essa inadimplência ela suba ao passo que essa carteira ela vá ficando mais pós-chaves por conta dos aumentos de pró-soluto como percentual da venda nos últimos anos. Entender, né, como que vai ficar esse provisionamento, se até que nível pode chegar e se vocês puderem passar uma coisa nesse sentido, seria bom. Aí a segunda pergunta seria sobre reforma tributária, né? Não sei se vocês fizeram algum estudo já internos pra entender como que seria essa proposta da nova reforma, da reforma tributária para a tributação aí desses imóveis que a companhia vende. Se vocês puderem compartilhar quais são as percepções de vocês, seria também muito bom. Obrigado. É isso. Legal, Elvis. Eu vou ficar com a primeira aqui e depois o Osmo fica com a segunda. Sobre o nível de PDD, né, a nossa PDD, a nossa inadimplência ela anda abaixo, né, desse índice de cobertura de 23%, é, pelo seguinte, né, porque nós temos uma régua aqui de provisão, então um cliente inadimplente hoje, dependendo do prazo de inadimplência, essa régua ela provisiona o saldo inteiro, né? Então por isso que quando cê olha a inadimplência, assim, nossa pós-chaves hoje, roda entre 16% e 18%, mas o índice de cobertura tá em 23% por isso, né? Porque ele carrega o saldo. Ele gera esse efeito. Você falou, né: "Bom, e o que que cê espera pra frente, uma vez que a sua carteira tá maturando, né?" Você tá correto, né. A companhia, ela teve que, uma das alavancas, né, utilizadas, pra aumento de preço diante do aumento de custo que ocorreu na pandemia, foi o pró-soluto pós-chaves, né. Ele saiu lá, cê viu, né, no release, tá na, ele sai de 6% pra 14% e nós começamos a reduzir esse percentual ali após a entrada do novo Minha Casa, Minha Vida no meio dos novos parâmetros, né, do Minha Casa, Minha Vida no meio do ano passado, quando caiu pra 11%, 11.5%, né, esse patamar que tem ajustado. Olhando pra frente, tudo mais constante, você teria uma tendência de aumento de inadimplência, uma vez que essa carteira vai maturando, né? É uma dinâmica normal de carteira de crédito, né? No nosso caso aqui, quando você pega estatística histórica, o pico de inadimplência se dá ali entre o terceiro e o quarto ano, né? Por um lado, sim, ela aumenta um pouquinho, por isso que nós aumentamos aquela margem de desconto entre margem de projeto, né, e margem REF. Mas por outro lado, nós temos várias iniciativas aqui de melhora de eficiência e o nosso objetivo é anular boa parte dessa, que seria a tendência natural, né? Alguns exemplos assim, acho que, por exemplo, cobrança judicial, acho que, gerar mais competição, entre empresas de cobrança, ser mais meritocrático nesse processo. Eu acho que, por exemplo, trazer mais, incentivos, né, também pra renegociações que sejam mais favoráveis. Tem uma série de iniciativas aqui. A gente também tá muito ativo aqui na gestão do crédito concedido, então motores de crédito novos, que, né. Acho que tem muita iniciativa aqui acontecendo. A nossa expectativa é que essas iniciativas, elas anulem boa parte dessa, que seria a tendência natural que você mencionou, tá. Acho que essa é um pouquinho a resposta, né. Tem, sim, um aumento, mas ele, a expectativa é que ele seja menor do que deveria ser por melhora de eficiência, tá. Por melhora de eficiência, tá. Elvis, só lá da reforma tributária. Léo, faz um joinha aí, porque eu tô recebendo uma mensagem que minha rede tá instável. Cês tão me ouvindo bem aí? Não? Tá. A reforma, em linhas gerais, a minha avaliação é que ela veio muito positiva. Por que eu digo isso? Porque, tinham três grandes preocupações que a gente tinha e que foram plenamente atendidas na redação do governo. A primeira delas era a não cumulatividade plena, ou seja, que o setor entrasse no IVA. Isso é superimportante, porque isso força o setor a se formalizar e buscar mecanismos de grande produtividade. Então, tem um valor enorme pro setor, pra dinâmica de como é que o setor vai se estruturar, pelo fato da reforma tá propondo a não cumulatividade plena. Isso é o regime proposto pela redação do governo. A segunda é a tributação por regime de caixa, que é uma preocupação nossa, porque caixa e competência é muito desbalanceado. O governo respeitou que a tributação seria por regime de caixa. O terceiro é um tratamento diferenciado pra habitação popular, que eu acho a fórmula que o governo propôs excelente, que é você ter um redutor social. Eu acho que é a forma mais inteligente de você incentivar a habitação popular ou ter, mais do que incentivar a habitação popular, você ter uma alíquota que seja progressiva, né? E imóveis mais caros pagarem uma alíquota maior do que imóveis mais baratos. Por outro lado, tem muito, a redação ela não tá bem feita. O espírito é muito bom, mas tem muita coisa lá que pode ser melhorada. Por exemplo, a regra de transição. A regra de transição pro nosso setor é uma regra muito delicada, porque o ciclo é um ciclo muito longo, e a reforma ela vai entrando em fases a partir de 2026 até 2033. A gente precisa que esse phase-in ele aconteça, ele converse com as particularidades do setor e a redação não tá propondo isso. Principalmente a alíquota, né? A alíquota de equilíbrio que foi proposta na redação do governo é uma alíquota muito maior do que a alíquota efetiva do setor hoje. De verdade, eu não me preocupa tanto isso, porque eu acho que a estratégia do governo foi jogar lá pra cima sabendo que essa negociação aconteceria no Congresso. Eu acho que essa alíquota vai mudar muito de hoje até a redação final da lei. O net pra mim é que a reforma veio positiva, porque o espírito dela é muito bom e os ajustes que precisam ser feitos, eu acho que são ajustes que a gente consegue trabalhar junto ao governo e ao Congresso. Tá ótimo, vamos a isso. Tudo bem, vale. Obrigado, bom dia. Obrigado pela pergunta, Elvis. Nossa próxima pergunta vem do Mateus, do Santander. Mateus, seu microfone está liberado. Bom dia, pessoal. Tudo bom? Do nosso lado, tenho duas perguntas. A primeira, entender um pouco o que cês esperam aí de impacto na geração de caixa ao longo do ano, dado esta nova dinâmica de repasses. Também, entender aí o que cês tão avaliando de novas vendas de carteira nos próximos meses e como cês tão observando as taxas pra essas futuras operações. Obrigado. Bom, vamos lá, Mateus. Então, de fato, tem uma mudança na política da Caixa, que entra a partir do meio do ano, que é do bloqueado. Então, até então, entre o repasse, o processo do repasse e o registro, você reconhece aquele saldo do repasse bloqueado e a Caixa tá mudando um pouco essa dinâmica e só será efetivamente reconhecido uma vez esse valor liberado. Então isso tem um impacto na geração de caixa das empresas. Entra em vigor a partir do meio do ano para, acho que o mais relevante aqui, principalmente São Paulo, para todas as empresas listadas. Então sim, tem um impacto esperado que ele é relevante, mas nós esperamos compensar. Por outro lado, acho que o legal da Tenda, né, que a Tenda vem numa retomada, então acho que, por um lado, cê tem esse impacto, ele é relevante, né, mais, são mais de BRL 50 milhões no ano, mas por outro lado, acho que a gente também tá numa tendência de retomada, de melhora de geração de caixa. Eu acho que no nosso caso, esse efeito vai acabar sendo menos relevante dada a tendência de recuperação da companhia, tá? A gente não espera de fato tem um impacto negativo, mas a gente não espera que isso mude a dinâmica de expectativa de geração de caixa pro ano em função desse efeito, tá, Mateus? Sobre a sua segunda pergunta, né, que é de taxa de novas operações de venda de carteira, né, etc. Acho que a gente, depois da mudança do CMN, nós vimos as taxas fecharem bastante. Tiveram emissões aí do setor e fora do setor com bom fechamento de taxa. A gente ainda não tem uma leitura exata, precisa, mas assim, a nossa última emissão já foi 200 bps abaixo da emissão anterior, né, essa que nós concluímos em fevereiro foi 200 bps abaixo da emissão anterior, que havia sido em junho do ano passado. Acho que a expectativa é que tem uma combinação de fatores aqui, né? Tem a melhora da companhia. A gente tem uma expectativa da melhora do nosso rating também, que a gente entende que tá bem inadequado pro nosso, pro cenário atual. Por outro lado, também, tem a mudança do CMN, né? Então são dois fatores favoráveis, né? Ainda não quero precisar aqui nenhuma taxa, mas sim, a expectativa é que venha abaixo da última emissão, sem dúvida, tá? Muito obrigado, bem claro. Obrigado pela pergunta, Mateus. Nossa próxima pergunta vem do Marcelo Motta, do J.P. Morgan. Motta, o seu microfone está liberado. Opa, bom dia, pessoal. Obrigado. A primeira pergunta sobre questão do FGTS, né, enfim, acho que a gente tem visto todo o suporte do governo aí em complementar orçamento, limitar o luanto velho ali da das unidades usadas, mas acho que sempre fica a dúvida do nosso lado de como equalizar, né? O programa tá super bem, as empresas tão indo super bem, todo mundo tá crescendo, mas o orçamento é limitado e esse complemento desse ano, cê tem o risco moral, né, das empresas continuarem crescendo pro ano que vem, enfim, sempre contando que o governo vai aumentar o budget até um dia que o budget acaba faltando. Então, entender um pouco aí como é que cês têm visto nessas conversas com o governo, né, se tem um jeito de equalizar isso, como equilibrar, né, o programa dado as condições que aconteceram. A segunda pergunta, se pudesse explicar um pouco a questão da reversão lá do teto dos terceiros, enfim, entender um pouco o que que foi, como mitigar, enfim, né, onde que acabou esse problema, se tem risco de voltar, né, de ter que reverter essa só entender um pouco o que que aconteceu aqui nessa linha. Obrigado. Primeiro, espera um segundo, Luiz. Tudo bom, Mota? O que tá acontecendo no FGTS não muda em nada da visão que a gente tem há quase um ano, né? O que a gente vem falando pro mercado há um tempo é que as medidas que o governo colocou em prática elas abriram demais a Faixa 1 do FGTS que na nossa visão um orçamento anual em torno de BRL 100 bilhões BRL 110 bilhões era um orçamento sustentável no longo prazo mais do que isso depende de cenário mas entra numa zona de risco. As medidas elas tenderiam a levar o consumo de recursos do FGTS acima desses BRL 110 bilhões mas que o governo priorizaria sempre a Faixa 1. É isso tudo que tá acontecendo agora. Hoje, o run rate do consumo do FGTS tá em alguma coisa perto de BRL 130 bi, BRL 125 bi, BRL 130 bi. O governo já tá falando em experimentar o orçamento desse ano em mais 20 bilhões de reais pra importação. Acabou de anunciar uma medida pra tentar restringir o consumo de usados, que hoje tá representando 30% do consumo do recurso oneroso, que é o recurso dos empréstimos. Já sinalizou que se não for suficiente, vai aumentar a restrição aos imóveis usados. Sempre sinaliza que Faixa 1 é a prioridade. O que tá acontecendo é o que a gente já imaginava que aconteceria. A dúvida que fica é se os orçamentos pros anos subsequentes vão continuar em torno de BRL 100 billion-BRL 110 billion, o que é sustentável, ou se o governo vai tentar vai justificar de que é possível se trabalhar com BRL 120 billion-BRL 130 billion. A gente vai ter que analisar se é um algo que não é recorrente e que tem vida curta, ou se realmente a dinâmica da FGTS mudou por uma questão de emprego, de renda, dessa do que quer que seja, que justificaria o BRL 120 billion. Sim, a gente tá analisando online o que tá acontecendo, mas nada, nenhuma surpresa até agora. Sobre o tema de teto de terceiros, Mota, a questão é o seguinte, né: pra alguns temas previdenciários, por exemplo, o INSS, já existe um teto, né. Se recolhe INSS até o limite de tanto, mas pra outros não existia. Em 2015, a companhia, né, tendo visto que tinha uma linha nesse sentido, né, assim como outras empresas, entrou com uma ação também pra tentar ter a mesma leitura pra outros temas previdenciários, por exemplo, o recolhimento SESC, SENAI, né, que tivesse também um teto, assim como já ocorre no INSS. Naquele momento nós paramos de recolher, mas provisionamos isso, tá? Agora o que teve foi uma decisão do STJ, que foi uma decisão positiva, por um lado, e por outro lado, ela traz o recolhimento futuro. Essa decisão foi modulada. O passado, que estava sendo questionado, a decisão do STJ deixou como tava, né. Cada empresa que tinha questionado, não tava recolhendo, houve uma modulação favorável a nós. Mais pra frente, ele entendeu que do julgamento em diante, não haverá o teto pra alguns desses temas previdenciários. A gente volta a recolher, tá? Foi o one-off, né, um efeito contábil e não caixa, esse benefício, tá? Porque a gente já não vinha recolhendo. Eu acho que não tem, não vemos risco desse tema voltar, né, dado que já foi uma decisão, do STJ. Foi exatamente isso, tá? Acho que a gente tem o benefício de não ter recolhido de 2015 até a decisão, mas daqui pra frente a gente volta a recolher, uma vez que esses temas eles vão continuar sem o limite do teto de número de salários, tá? Perfeito. Teria algum impacto um pouco mais relevante em G&A por não ter mais esse teto ou também é, enfim, acaba sendo pouco? Ele não é tão pouco. Ele tem um impacto, sim. Não muda materialmente a nossa expectativa de G&A pro ano, não. Acho que a gente deve continuar vendo o G&A pro ano navegando aí entre 7%-7.5% da receita. Tem impacto, mas não é nada a ponto de mexer o ponteiro de forma relativa, de forma relevante no G&A. Perfeito. Obrigado. Tem uma coisa importante, Motta, que é o seguinte: a gente vinha provisionando. Por isso que a gente teve esse efeito one-off positivo. Quando cê olha o G&A do passado, o custo do recolhimento acima do teto já estava lá, porque a gente vinha provisionando. O net pra companhia é um efeito muito positivo. Toda a provisão que a gente fez nos últimos cinco anos, que dava BRL 23 million, a gente pôde reverter agora em função dessa decisão do STF. O que vai acontecer é que daqui pra frente, a gente sabe que a gente não teria um eventual benefício, mas o G&A não muda nada, porque o G&A do passado já tinha o recolhimento, ele tava provisionado. Muda só o efeito caixa. Tá. Tá? Perfeito, gente. Obrigado. Obrigado pela pergunta, Motta. Nossa próxima pergunta vem do Rafael, do Safra. Rafael, seu microfone está liberado. Eu queria só pegar um follow-up na questão do orçamento da FGTS, mas em vez de olhar lá pro do BRL 120 bi, olhar na questão dos subsídios, se agora com essa maior atratividade do Faixa 1, se esses BRL 10 bilhões vocês entendem serem necessário pro ano ou se deveria ter também algum suplemento do governo pra suportar esse maior patamar? Perfeito. O recurso oneroso, que é o empréstimo, o subsídio não parece tá descontrolado, não, tá? O RET 1, ele poderia ter impacto pra empresas que têm uma grande necessidade de recursos pra Faixa 1. Só que, de verdade, hoje o Faixa 1, ele tá. Ele é um mercado tão pouco competitivo, e se você olhar da onde que tá vindo o consumo de recursos da FGTS, óbvio que pra subsídio é importante o Faixa 1, mas ele não tá sendo tão representativo no consumo de recursos da FGTS de forma geral. Então, por enquanto, a gente não tem nenhum indício de que subsídio vai ser um problema. Recurso oneroso requer mais atenção, o subsídio, por enquanto, ainda não. Não, perfeito, Osmo, ficou bem claro. Obrigado, Ivan. Se tiver mais alguma pergunta, fique à vontade. Não havendo mais perguntas, passo a palavra para o Rodrigo Osmo para as considerações finais. Eu vou ser breve aqui. Eu acho que a gente teve um primeiro trimestre muito bom, onde os 2 grandes desafios do ano deram sinalizações extremamente positivas. Quais são esses desafios? Esse era o ano onde a Tenda ela retomaria a sua rentabilidade e teria uma demonstração clara de melhoria dos seus indicadores operacionais e financeiros. Se a gente pega uma tabelinha que a gente colocou aqui no release, que a gente vem acompanhando os principais indicadores operacionais e financeiros da Tenda, da unidade de negócios Tenda, desde o primeiro trimestre de 2022, essa evolução ela é claríssima. Em qualquer métrica que você olhe, a Tenda vem a tendência é uma tendência de melhora gritante. Preço médio, margem bruta ajustável, a gente ganhou de um trimestre pro outro 1.5. EBITDA, a gente aumentou o EBITDA da companhia em quase 70%. Margem bruta das novas vendas, se a gente não tivesse aquele impacto, pra mim, mais importante do que a margem bruta das novas vendas, é a margem bruta casa das novas vendas. A gente ganhou 1 ponto percentual aqui de um trimestre pro outro. A margem REF aumentou 1.2 pontos percentuais de um trimestre pro outro. Caixa operacional, esse é o sexto trimestre consecutivo que a BRZIR, que é a unidade de negócios Tenda, gera caixa. Sim, a gente claramente tá numa tendência de melhora muito positiva, e o primeiro trimestre de 2024 foi uma largada, pra mim, muito forte pro ano de 2024. Em Alea, o grande tema de Alea era a gente estabilizar custo de obra. A gente colocou como desafio reduzir em 27% o custo entregue de obra na conta, e a gente conseguiu achar nesse primeiro trimestre já 15% desses 27%. Isso foi o grande responsável pra gente ter uma melhora tão substancial de margem em Alea já nesse primeiro trimestre. Os dois grandes objetivos do ano começaram muito bem encaminhados. A minha avaliação é uma avaliação bastante positiva. Antes de encerrar, eu queria falar um minutinho só sobre o que tá acontecendo no Rio Grande do Sul. Eu não sei o quão sensibilizadas as pessoas tão, o que tá acontecendo lá é gravíssimo. Eu queria que as pessoas se mobilizassem pra ajudar, algo sem precedentes no Brasil. A gente, como operação, foi bastante afetado, sim. O Rio Grande do Sul representa 8% do nosso negócio. As obras estão hoje paradas e a perspectiva de volta depende do nível das águas, porque hoje a gente não consegue ter nenhuma previsão melhor do que essa. Eu queria também fazer um reconhecimento do que o nosso time tem feito na conta. Vários dos nossos colaboradores ficaram desabrigados. Vários dos nossos colaboradores que tiveram suas casas preservadas têm outros colaboradores nossos morando na casa deles. Então tem gente que famílias de 4 pessoas que estão abrigando 20 pessoas nas suas casas, dentro dos nossos colaboradores. A gente disponibilizou no primeiro momento obras pra alguns colaboradores ficarem, algumas lojas nossas. A situação é muito crítica, tende a ficar mais crítica ainda com a queda das temperaturas e a volta das chuvas. Quem puder ajudar, ajude. Eu queria nominalmente reconhecer duas pessoas aqui da nossa equipe. São inúmeras as pessoas que tão trabalhando, mas pessoas que tão liderando bastante essa iniciativa, que é o Wellington Costa, que é o nosso diretor da Regional Sul. Tem feito um trabalho humanitário espetacular, um coração enorme desse nosso diretor, e da Cris Caresia, Cristina Caresia, que é nossa diretora de RH, que tá incansável aqui ajudando no que a gente puder. Então conto com todo mundo pra ajudar o Brasil, pra gente cumprir nosso dever cívico aqui. Tá bom? Acho que é isso. Um abraço pra todos vocês. Obrigado. Obrigado, Osmo. Obrigado, Luiz. Obrigado a todos pela participação no nosso call de resultados. Nós iremos agora encerrar nossa transmissão.