Ultrapar Participações S.A. (BVMF:UGPA3)
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Apr 30, 2026, 5:07 PM GMT-3
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Earnings Call: Q3 2024
Nov 14, 2024
Bom dia e obrigada por aguardarem. Sejam bem-vindos à teleconferência da Ultrapar para a discussão dos resultados referentes ao terceiro trimestre de 2024. O evento também está sendo transmitido simultaneamente pela internet, via webcast, podendo ser acessado no site ri.ultra.com.br e pela plataforma do MZIQ. A apresentação será conduzida pelo Senhor Rodrigo Pizzinatto, Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Ultrapar, e a sessão de perguntas e respostas contará também com a presença do Senhor Marcos Lutz, CEO da Ultrapar, e os CEOs dos negócios, os Senhores Tabajara Bertelli, Décio Amaral e Leonardo Linden. Informamos que este evento está sendo gravado e que todos os participantes estarão apenas ouvindo a teleconferência durante a apresentação da companhia. Após a apresentação, iniciaremos a sessão de perguntas e respostas, quando instruções adicionais serão fornecidas.
Lembramos que os participantes do webcast poderão registrar antecipadamente no website perguntas a serem respondidas durante a sessão de perguntas e respostas. O replay desse evento estará disponível logo após o seu encerramento por período de 7 dias. Antes de prosseguir, gostaríamos de esclarecer que eventuais declarações que possam ser feitas durante essa teleconferência, relativas às perspectivas de negócios da Ultrapar, projeções e metas operacionais e financeiras, constituem-se em crenças e premissas da diretoria da companhia, bem como em informações atualmente disponíveis. Considerações futuras não são garantias de desempenho; elas envolvem riscos, incertezas e premissas, pois se referem a eventos futuros e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer. Investidores devem compreender que condições econômicas gerais, condições da indústria e outros fatores operacionais podem afetar o desempenho futuro da Ultrapar e podem conduzir a resultados que diferem materialmente daqueles expressos em tais considerações futuras.
Agora, gostaríamos de passar a palavra ao senhor Rodrigo Pizzinatto, que dará início à teleconferência. Por favor, senhor Rodrigo, pode prosseguir.
Bom dia a todos. É prazer estar aqui com vocês mais uma vez para falar sobre os resultados da Ultrapar. Antes de começar, lembro a vocês dos critérios e padrões de report apresentados no slide número 2. Já passando para o slide 3, como vocês podem ver no gráfico superior à esquerda, o nosso EBITDA recorrente totalizou R$ 1.506.000.000 no terceiro trimestre de 24, que é 24% menor em relação ao 3T de 23, fruto principalmente do menor EBITDA da Ipiranga no ano contra ano. Como vocês podem ver também, o EBITDA acumulado de 2024 é de R$ 4.093.000.000, 4% acima do período anterior. O lucro líquido da Ultrapar foi de R$ 698.000.000, 22% inferior ano contra ano, devido ao menor EBITDA que acabei de mencionar, parcialmente compensado pela menor despesa financeira líquida.
O lucro líquido acumulado de 2024 é de R$ 1,645 bilhões, 17% acima do período anterior. Gostaria de ressaltar que a equivalência patrimonial da Hidrovias foi contabilizada com uma defasagem de dois meses, o que contribuiu positivamente com R$ 9 milhões no resultado do 3T de 24. O CAPEX, por sua vez, totalizou R$ 519 milhões no 3T de 24, crescimento de 37% em relação ao 3T de 23, fruto principalmente de maiores investimentos na Ipiranga. Tivemos uma geração de caixa operacional de R$ 780 milhões no 3T de 24. A geração de caixa teria sido de R$ 1,02 bilhão se não considerássemos a redução de R$ 240 milhões nas operações de risco sacado no 3T de 24. Essa geração foi 59% inferior à geração de 3T de 23, principalmente em função do menor EBITDA e do maior investimento em capital de giro.
E passando agora para o slide 4, para falar da gestão do nosso endividamento. Nós encerramos o terceiro trimestre com uma dívida líquida de R$ 7.968 milhões, aumento de R$ 268 milhões em relação a junho de 2024. O aumento do endividamento líquido em relação ao segundo trimestre de 2024 se deve principalmente pela redução de R$ 240 milhões do saldo de risco sacado no trimestre e ao pagamento de dividendos de R$ 276 milhões em agosto, parcialmente compensados pelo recebimento de R$ 222 milhões da última parcela da venda da Extrafarma. A nossa alavancagem passou de 1,2 vezes em junho de 2024 para 1,3 vezes em setembro de 2024, devido ao menor EBITDA dos últimos 12 meses e à maior dívida líquida que acabei de mencionar.
Como vocês podem ver também na tabela, na parte inferior desse slide, a dívida líquida de setembro de 2024, somada ao risco sacado e venda, seria de R$ 9.470.000.000, R$ 1,8 bilhões superior ao saldo de setembro do ano passado, fruto principalmente da aquisição de participação que fizemos da Hidrovias. Passando para o próximo slide, de número 5, vamos falar sobre os resultados da Ipiranga. O volume vendido pela Ipiranga no terceiro trimestre cresceu 4% em relação ao 3T de 2023, com crescimento de 5% no ciclo OTA, impulsionado pela maior participação de etanol, em detrimento da gasolina no mix de produtos, e crescimento de 2% no diesel. Encerramos o 3T de 2024 com uma rede de 5.871 postos, 5 postos a menos do que em junho de 2024. Inauguramos 61 postos e depuramos 66 ao longo do trimestre.
Esse nível de depuração reflete maior rigor no cumprimento de contratos. Eu lembro que o número de postos não é o principal direcionador para crescimento de volume, como tem sido observado nos últimos trimestres. Além disso, nós encerramos o trimestre com 1.478 lojas da MPM, crescimento de faturamento mesmas lojas de 7%. O SDNA da Ipiranga reduziu 4% em comparação ao 3T de 23, devido a menores despesas com contingências, atenuadas por maiores provisões para crédito de liquidação duvidosa e maiores despesas com pessoal, principalmente de CID. A linha de outros resultados operacionais totalizou R$ 124.000.000 negativos no trimestre, uma melhora de R$ 55.000.000 ano contra ano, fruto de menores despesas com CEBIOS. Já a linha de resultados na venda de bens totalizou R$ 31.000.000, decorrente da venda de 7 terrenos.
O EBITDA da Ipiranga foi de R$ 967 milhões no trimestre e o EBITDA recorrente totalizou R$ 936 milhões, que é 34% inferior ano contra ano. Nós vimos nesse trimestre uma melhora no ambiente competitivo comparado ao 2T de 24, com a redução das irregularidades do setor. Tivemos também ganho de estoque, fruto do reajuste de gasolina em julho. Mas, apesar desses fatores, no terceiro tri do ano passado, tivemos margem recorde da Ipiranga, beneficiada pela combinação de ganhos mais relevantes de estoque, com paridade de importação mais favorável e nível normalizado de estoque na indústria. Nós temos operado nos últimos trimestres com rentabilidade acima de R$ 130 por metro cúbico, mesmo com as irregularidades que têm afetado todo o setor. Neste quarto trimestre, com as condições de mercado que temos observado, esperamos manter esse padrão. Indo agora para o slide 6, para falarmos da Ultragars.
O volume vendido de GLP no terceiro trimestre foi 4% maior ano contra ano, devido ao aumento de 7% no granel, reflexo principalmente de maiores vendas para indústrias. O envasado apresentou, por sua vez, aumento de 2% em função de maior demanda no mercado. O SG&A da Ultragar no 3T de 2024 foi 1% superior ao do 3T de 2023, fruto de maiores despesas com pessoal, principalmente de PLR, de provisão para créditos de liquidação duvidosa e fretes, em linha com o maior volume de vendas. Esses efeitos foram atenuados por iniciativas para aumento de eficiência operacional e menores despesas com comissionamento de vendas. O EBITDA da Ultragar foi de R$ 448 milhões no 3T de 2024, 1% inferior ao do 3T de 2023. O maior volume de vendas e o ambiente comercial no envasado mais normalizado foram compensados por maiores custos com fretes e despesas.
E para o quarto trimestre, apesar de volumes sazonalmente menores, nós esperamos maior EBITDA com maior contribuição das novas energias. E para fechar a apresentação, indo para o slide 7, para falarmos de mais bom resultado da Ultracargo. A capacidade estática média da empresa de 1.067.000 metros cúbicos é 1% acima da capacidade do 3T de 23, decorrente da adição da base de Rondonópolis. O metro cúbico faturado permaneceu estável ano contra ano. O início das operações em Rondonópolis e a maior movimentação em Opla, Vila do Conde e Suape foram compensados pela menor movimentação spot em Santos, Itaqui e Aratu. A receita líquida da Ultracargo foi de R$ 266.000.000 no 3T de 24, 1% superior à do 3T de 23, fruto de melhores tarifas, apesar de menores vendas spot.
Os custos e despesas combinados foram 10% maiores que os do 3T de 2023, consequência do aumento de movimentação dos novos terminais. O EBITDA da Ultracargo totalizou R$ 168 milhões no trimestre, 3% inferior ao do 3T de 2023, em razão principalmente de menores vendas spot. A margem EBITDA foi de 63% no 3T de 2024, 2 pontos percentuais menor do que a margem do 3T de 2023. Para o quarto trimestre, nós esperamos EBITDA similar ao dos últimos trimestres. Encerrando assim minha apresentação, nós passaremos agora para a sessão de perguntas e respostas para respondermos as questões que tiverem. Muito obrigado pela atenção.
Iniciaremos agora a sessão de perguntas e respostas para investidores e analistas. Nossa primeira pergunta vem da Senhora Monique Greco, do Itaú BBA. Por favor, Monique, pode prosseguir. Seu microfone já está liberado.
Oi, pessoal, bom dia. Obrigada por pegar as minhas perguntas. Vou fazer uma primeira sobre Ipiranga, voltando pouquinho na fala que o Pizzinatto acabou de fazer aqui de expectativa de margem para frente. A gente entrou nesse segundo semestre com uma expectativa de uma dinâmica competitiva bem melhor, né? Bem mais saudável, combinado com o aumento de demanda, normalização de estoques. O quanto que vocês acham que essa melhora dessa dinâmica competitiva de volumes já está refletida nesse patamar de margens que vocês fizeram nesse terceiro trimestre? E quando o Pizzinatto, quando você fala de manter patamares acima de 130, vocês acham que ainda tem aqui, vocês esperam ainda reflexo dessa melhora da dinâmica competitiva nos próximos trimestres? Assim, deveria ver alguma melhora ainda se refletindo nas margens para frente? Essa é minha primeira pergunta.
E a segunda vai mesclar pouco aí Ipiranga e Ultracargo. É, queria saber de vocês como é que vocês têm visto a dinâmica de importação de diesel na ponta, né? A gente tem visto nos dados públicos aqui uma representatividade cada vez menor dos importadores independentes no total importado para o país. É, então queria ouvir do Linden pouquinho como que você está vendo essa, o impacto disso na dinâmica competitiva do setor de distribuição. E aí, se eu puder estender essa mesma pergunta ao Décio sobre como essa tendência de menores importações spot podem eventualmente impactar as operações da Ultracargo. Obrigada.
Oi, Monique, bom dia. É Linden aqui. Bom, primeiro com relação à dinâmica do terceiro trimestre, sem dúvida nenhuma, o melhor ambiente do ponto de vista de combate à ilegalidade ele ajuda, ele ajudou principalmente a gasolina e o etanol, né? A gente teve trimestre aí que o nosso volume cresceu 5% em relação ao segundo trimestre. Teve uma melhora de cenário na gasolina e no etanol, mas a gente viu ambiente bem competitivo no diesel, principalmente na rodovia e no mercado spot, né? A gente viu custo do diesel subindo, tanto pelo importado quanto pelo biodiesel, pressionou o preço na ponta, o revendedor de rodovia, principalmente, com pouco de dificuldade de fazer o repasse, até pela estabilidade ali dos custos da Petrobras.
Então, uma coisa meio que ofertou a outra, e essa foi pouco da dinâmica do terceiro trimestre. Eu acho que, olhando para o quarto trimestre, obviamente, melhor cenário do ponto de vista de legalidade, ele sempre contribui, contribui com o setor como todo. E a gente espera que esses esforços continuem evoluindo e que a gente continue a ver cenário cada vez melhor, né? E a gente tem ainda cenário de competitividade no diesel de novo, principalmente na rodovia e no mercado spot, em contrapartida. Então, assim, eu acho que é mais ou menos esse equilíbrio que a gente está vendo do ponto de vista de supply, a gente tem visto mercado mais equilibrado. Foi trimestre estável, né?
Se você olhar ao longo dos três meses do trimestre, você vai ver margens relativamente estáveis. Então, não teve grandes volatilidades e grandes oscilações. E eu imagino que essa é uma dinâmica que ela também deve estar presente para o quarto trimestre. Com relação à importação, de fato, tem uma queda na importação, não acho que é uma queda significativa, caiu pouco, muda pouco essa lógica de produto de leste europeu versus o Golfo, o Golfo tomando pouco mais de espaço na importação. Mas assim, existe, como eu sempre falo, uma dependência estrutural do mercado brasileiro para a importação e essa importação está acontecendo e vai continuar entrando, com perfil que pode mudar pouquinho aí entre Russo e Golfo, mas eu deixo o Décio aqui, se quiser complementar, fica à vontade, Décio.
Obrigado, Monique, tudo bem? Obrigado pela pergunta. Se você comparar realmente esse trimestre com o trimestre do mesmo trimestre do ano passado, você vai ver volume nosso de spot menor. Esse trimestre, o que está acontecendo, o nível de estoque aumentou pouco no sistema, os nossos tanques estão mais cheios, tá? Mas lembrar da Ultracargo, o produto vai entrar importado ou por cabotagem. A gente está super bem posicionado em Vila do Conde, em Itaqui, em Suape, então o produto precisa entrar porque essas regiões são muito deficitárias, né? Então, assim, a gente fica menos volátil, se a Petrobras aumenta uma produção momentaneamente, reduz a importação, ela vai cabotar e vai jogar o produto nesses portos.
Então, a gente está tranquilo que é algo momentâneo e a gente continua apostando no aumento do déficit estrutural e por isso que a gente continua investindo nos portos onde vai ter bastante oportunidade de importação ou cabotagem de produto.
Obrigada, Linden e Décio.
Nossa próxima pergunta vem do senhor Pedro Gama, do Siri. Por favor, senhor Pedro, pode prosseguir.
Oi, pessoal, bom dia. Obrigado pelas minhas perguntas. Eu tenho duas do meu lado. A minha primeira pergunta é voltada para a Ultragaz. Temos visto maior foco na discussão do governo sobre o gás natural e do GLP, principalmente com o programa do Gás para Todos e o Gás para Empregar. Por um lado, a gente vê que esses programas têm incentivo para o maior uso do GLP, mas por outro lado, a gente vê uma maior discussão no crescimento da margem da distribuição do GLP nos últimos anos. Aí eu quero entender qual é a visão de vocês sobre esses programas e seus efeitos no mercado e como vocês enxergam o GLP em cenário de maior competição com outros combustíveis e outros energéticos, como o gás natural ou até mesmo o etanol, outros energéticos no país.
E a minha segunda pergunta, ela vai para o Linden com relação ao crescimento de volume da Ipiranga. A gente viu que nesse mês passado a gente teve a abertura do primeiro posto da Texaco. Eu queria entender qual é a estratégia para a marca no Brasil e como ela se encaixa com a estratégia de volume inteira da Ipiranga como um todo. É isso, pessoal, obrigado.
O Pedro, é o Tabajar aqui. Vou começar com a pergunta que você fez para a Ultragaz. Primeiro, acho que do programa do Gás para Todos ali, acho que é programa que está em elaboração, em discussão. A gente vem acompanhando, a gente já comentou sobre o principal objetivo ali da redução da pobreza energética, que de fato a gente entende que isso acontece no país e acho que movimento nesse sentido tem muito valor e o governo está ali, acho que corretamente olhando para isso. É positivo, a gente vai apoiar e estamos ali participando do que a gente puder, mas acho que tem bastante coisa para acontecer, para ver como é que esse programa vai evoluir.
Mas eu acho que ele vem e deve, potencialmente, ele vai olhar a estrutura, né, a capacidade das revendas já instaladas, utilizar isso para de fato que o benefício que o GLP traz para a sociedade, ele atinja 100% da sociedade, né? Então a gente vê o programa no caminho certo, apesar de ainda com muita coisa para ser debatida, né? E acho que é sobre a evolução, né, que você falou da competição com os outros energéticos, né? Eu acho que a gente está agora no momento, inclusive olhando o espaço maior para o GLP na regulação, né, o GLP ainda tem uma limitação de aplicação em alguns usos, né?
Assim, a população não tem acesso ao GLP para alguns usos. A gente tem a expectativa de que a evolução regulatória a gente libere a participação do GLP e acho que a gente acredita bastante nisso. A gente vem vindo à evolução nossa, em especial no segmento granel, desenvolvendo novas aplicações, novos usos aí para o próprio GLP. E a gente também vem se preparando aí com as outras energias que a empresa já vem trazendo para o seu portfólio. A nossa visão é sempre levar ali para os clientes ali o leque completo do que a gente pode oferecer. E seja ele a solução mais competitiva, sem que pese que para o GLP a gente enxerga espaço ainda relevante de desenvolvimento e crescimento.
Então a gente vê os dois pontos que você trouxe na sua pergunta como potencialmente positivo aí para o setor, obviamente, mais a longo prazo, tá?
Bom, Pedro, com relação ao volume e Texaco e Ipiranga, bom, em primeiro lugar, esse crescimento de volume do segundo para o terceiro trimestre da Ipiranga não tem absolutamente nada a ver com Texaco, até porque nós abrimos posto só até agora e ainda foi no quarto trimestre, não foi nem no terceiro trimestre. Então isso é muito mais relacionado a mercado mesmo, né? E ações nossas na nossa rede Ipiranga, né? Com relação a Texaco, o que nós estamos fazendo aqui com a marca Texaco é, na verdade, introduzir modelo diferente de negócio no país, né?
E onde a gente vai adotar uma estratégia de exclusividade regional para parceiros específicos, é onde esse parceiro vai ter ali a exclusividade da marca Texaco numa região que vai ser definida entre as partes e para ser modelo muito mais leve do ponto de vista de investimento. E nós não temos uma diretriz aqui muito pressionada do ponto de vista de volume vindo da Texaco nesse momento, porque justamente a gente está no processo de testar o modelo, introduzir esse modelo e entender o tamanho do alcance. Mas resultados iniciais positivos e eu acho que a gente tem uma boa rota aqui para perseguir, tá?
Então, se você está vendo hoje de volume, é Ipiranga mesmo e muito possivelmente nos próximos trimestres, o comportamento de volume vai estar muito mais relacionado à Ipiranga, que é o nosso, obviamente, o nosso principal canal de venda do que Texaco em si.
Não, está ótimo, pessoal, ficou claro. Mas no meu caso a pergunta era mais para entender a estratégia daqui para frente mesmo. Valeu, pessoal.
Nossa próxima pergunta vem do senhor Mateus Enfeldite, do UBS. Por favor, senhor Mateus, pode prosseguir.
Bom, bom dia, Rodrigo, time, parabéns pelos seus resultados e obrigado pelas minhas perguntas. Minha primeira pergunta é em CAPEX. O CAPEX tem rodado abaixo do que a gente imaginava para a entrega do plano que foi anunciado no começo do ano, em todas as unidades de negócio. A gente queria entender um pouquinho o motivo disso e pegar um pouco mais de granularidade do quanto isso é atraso para 2025, se tem nessa parcela ganho de eficiência relevante, se são projetos que deixaram de ser feitos por mudanças de permissão, uma taxa de juros maior, talvez. Pegar um pouco de granularidade, talvez dentro das unidades de negócio, porque o CAPEX tem underperformado, já sabendo que geralmente tem uma aceleração no quarto trimestre.
E daí, em outra casa, follow-up talvez da pergunta anterior, é discutir as outras propostas de ajuste regulatório também, enchimento parcial, enchimento de botijão de outras marcas, fim da tutela, novos usos, acho que já comentou pouco, mas talvez se a gente pudesse discutir de forma mais ampla a proposta de revisão de ajuste regulatório da ANP. É isso, obrigado.
Bom dia, Mateus, obrigado pela pergunta. Sobre CAPEX, só lembrando que o plano que a gente divulgou no ano é para o ano de 2024 não é linear. Então a gente tem tradicionalmente acúmulo de CAPEX no final do ano. A gente imagina nesse momento fechar o ano com CAPEX pouco abaixo do plano. Parte em função de economia nos projetos, parte em função de algum carryover para 2025. Passo aqui para o Tabajara para a pergunta do Ultragaz.
Legal. Bom, Mateus, aí acho que só, acho que continuando ali a sua pergunta sobre a parte da evolução regulatória, né? Bom, está no mesmo pacote de uma consulta, né? A sociedade ali de como ela entende a melhor forma da evolução da nossa regulação, né? A gente já teve esses debates aí no passado, né? Acho que é a hora da sociedade ali efetivamente participar, né? A gente conhece bastante o assunto, né? Então a gente vê que como referências internacionais, né? A nossa regulação é bastante elevada, né? Ela é muito moderna, ela propicia nível alto de competição ali para os agentes, né? Com nível altíssimo de segurança, né? Para país como o nosso, com as dimensões que temos ali, a gente praticamente não tem fraude e ilegalidade em produto, né?
Isso aí diretamente leva à altíssima segurança operacional para a gente, para os clientes, né? Então é resultado muito positivo, a gente combina alta segurança com alta competição. Outros modelos ali que a gente pode sempre debater e que têm racional econômico, né, sempre podem ser analisados. A grande preocupação é que isso de fato precisa levar a uma melhoria econômica do sistema e garantir que a gente tenha esse nível de segurança, de fiscalização, sem abrir espaço para a ilegalidade, que no nosso setor a ilegalidade vai conversar diretamente com o risco de segurança, né? Acho que ninguém quer isso para a nossa indústria, né? A gente quer sempre essa evolução positiva. Então acho que esse é o arcabouço que a gente deve olhar na evolução regulatória, né?
E isso que deve prevalecer mais à frente, né? Eu acho que essa é a solução mais positiva aí para a nossa sociedade a longo prazo, tá?
Está ótimo, obrigado.
Nossa próxima pergunta vem do senhor Pedro Soares, do BTG Pactual. Por favor, senhor Pedro, pode prosseguir.
Bom dia, bom dia a todos do time da Ultra. Eu tenho duas perguntas. A primeira sobre o capital de giro. Teve consumo bastante relevante nesse trimestre, particularmente na linha de estoque. Então eu queria ouvir um pouco mais sobre a expectativa para frente, para o quarto trimestre, e também sobre o estoque, se vocês poderiam talvez destrinchar um pouco mais sobre as partes que explicam essa dinâmica desse trimestre.
Imagino que possa ter tido pouco de algum movimento estratégico, mas também se vocês puderem abordar se teve algo que é derivado de uma dinâmica mais competitiva do etanol dentro do ciclo OTA e, por consequência, carrego de estoque maior na gasolina. Se vocês entendem que isso é mais algo momentâneo de mercado, ou se a gente deveria ver uma dinâmica um pouco mais de maior sobre a oferta pelos próximos trimestres de uma forma mais estrutural. Uma segunda pergunta é sobre as margens ali na Ipiranga também. O patamar ali de 130 indicado, ele parece conservador, não só pelo resultado atingido nesse trimestre, mas também até por ser abaixo do que a gente viu no primeiro semestre desse ano. Eu queria ouvir se vocês entendem que esse talvez seja patamar que mantém não só os retornos.
Em patamares saudáveis como estão agora, mas também permitem, né? Algum ganho de market share ou se não, isso é só de fato, né? Conservadorismo por parte da gestão. Obrigado, pessoal.
Opa, Pedro, deixa eu pegar aqui no início aqui com as respostas da Ipiranga, depois talvez o Rodrigo complete. Bom, com relação a giro, eu acho que tem quatro efeitos aqui no componente Ipiranga, vai que deve ser aí uns R$ 600 milhões mais ou menos de consumo de capital. Acho que primeiro tem o crescimento do volume, esse 5% que eu já mencionei. Segundo, tem o maior preço da gasolina, teve reajuste de gasolina no início do trimestre. Tem sim uma estratégia de antecipação de compra de biocombustíveis, porque a gente viu uma oportunidade. E o quarto fator é uma redução do confirming que nós fizemos ao longo desse trimestre. Tanto a estratégia de montar a posição no biocombustível quanto a própria questão do confirming são circunstanciais de terceiro trimestre e isso recupera no quarto trimestre.
É com relação a margens, é sim, eu acho que tem uma visão aqui pouco mais conservadora. A gente sempre fala aqui que a gente enxerga margens nesse negócio a partir de R$ 150 por metro cúbico, mas a gente está sendo pouco mais conservador para o quarto trimestre, tentando entender pouco mais aqui a dinâmica do mercado. E não é estratégia de share, tá? Só para deixar claro, não é estratégia de share.
Está claro, obrigado, Linda.
Nossa próxima pergunta vem do senhor Eduardo Muniz, do Santander. Por favor, senhor Eduardo, pode prosseguir.
Bom dia, pessoal, e obrigado por receber as minhas perguntas. A minha primeira pergunta é acerca das medidas contra a ilegalidade no setor de distribuição. A gente pode ver esse ano o enfoque de vários elos na cadeia no combate às ilegalidades tem ficado cada vez mais forte, tendo em vista algumas derrubadas de regimes especiais. Quais outras medidas e ou avanços na agenda vocês esperam ainda esse ano ou no primeiro trimestre do ano que vem que sejam aprovadas ou avançadas que possam melhorar o ambiente competitivo? E a segunda pergunta em relação à Hidrovias do Brasil: quais são os principais pontos que a Ultrapar pretende contribuir com a Hidrovias na elaboração do projeto para dobrar a TUP do Arco Norte? Seria uma colaboração via inteligência adquirida na Ultracargo na construção de ativos logísticos, seria talvez?
Quais outros caminhos aqui para ajudar a gente? Obrigado.
Oi, Eduardo. É bom, vamos lá. Sim, tem uma melhora. Eu ainda acho que tem muita coisa para ser feita, né? Do ponto de vista de combate à ilegalidade. A gente já viu o quanto o cenário pode melhorar se esse combate for efetivo, né? Eu acho que falta aqui, quando a gente fala em evasão fiscal, falta principalmente a gente andar com o ponto de monofasia do etanol. O etanol continua sendo problema relevante no comércio irregular. Tem essa tramitação da lei sobre o devedor com o TUMAF, que ela é muito importante, né? E a gente também espera que isso avance, embora seja uma discussão já bem longa.
E tem a revisão do RenovaBio, que também está em discussão, e hoje existe uma parcela importante de distribuidoras que não cumprem suas metas de CBIOs, e isso prejudica não só o setor, como prejudica o programa e os produtores em si, que deveriam estar investindo esse dinheiro em aumento da produção de biocombustíveis. E por fim, a gente espera que consiga ter maior controle sobre a não mistura de biodiesel. Também é problema, você pega momento como agora, por exemplo, com biodiesel a mais de R$ 7,00 o litro, uma diferença muito grande para o B100, e a gente sabe que nesses momentos isso incentiva eventos de não mistura. Então tem frentes abertas, todas essas frentes estão em discussão, a gente espera que evolua.
Eu não consigo dizer para você se isso vai acontecer esse trimestre, trimestre que vem ou em algum momento, mas de fato tem discussões em andamento e trabalho grande sendo feito aí, capitaneado principalmente do nosso lado das companhias, né? Pelo ICL, e também com muito apoio aí de reguladores, enfim. A gente precisa evoluir nessa agenda, continua sendo problema do setor. Do ponto de vista de Hidrovias, a gente hoje em dia participa do conselho, a gente julga que a companhia tem total condição de fazer os projetos dela com qualidade, mas obviamente a engenharia do Ultracargo, que está neste momento fazendo quatro terminais simultaneamente e tem track record bastante bom e bastante ativo, pode dar todo o suporte necessário se assim for julgado, tá?
Então, mas nesse momento o que a gente está fazendo para Hidrovias é horizonte de longo prazo, é de fato dar suporte para a companhia, para os projetos que já existiam na companhia, mas que estavam esperando momento que tivesse o alinhamento dos acionistas para executar. A gente vê com muito otimismo as possibilidades de aumento da capacidade de escoamento no Arco Norte, acho que tem muito valor para ser gerado.
E aproveitando, além desse, né? Dos pontos que o Márcio colocou, a Hidrovias tem uma equipe boa já dedicada ao assunto, mas a gente também está contribuindo com pessoas que foram para a Hidrovias participar desse projeto e desse processo, desde a pessoa na área financeira, como hoje a gerente de projetos é uma pessoa que veio aqui do Ultrapar com muita experiência em conduzir projetos complexos e vai ajudar nessa implementação do DobraTUP. E só aproveitando, Eduardo, a tua pergunta também de ilegalidade, juntando com a pergunta anterior do Pedro, só para dar uma dimensão de alguns pontos, assim, se a Ipiranga ficar sem misturar biodiesel, só agora em novembro e dezembro, a Ipiranga teria EBITDA adicional da ordem de R$ 1 bilhão, em função da diferença nesse momento do preço do biodiesel para o preço do diesel.
É desse tamanho que a ilegalidade afeta o setor e por isso que é importante combater essas iniciativas para ter uma paridade de competição para quem faz a coisa certa.
Tá certo, pessoal, obrigado. Só follow-up ali em Hidrovias ainda. Tem alguma expectativa de homologação e sobras do aumento de capital na Hidrovias?
Não, não tem nenhuma notícia nesse momento.
Tá certo, obrigado.
Nossa próxima pergunta vem do senhor Leonardo Marcondes, do Bank of America. Por favor, senhor Leonardo, seu microfone já está liberado.
Bom dia, pessoal, obrigado por pegarem minhas perguntas aqui. Na verdade, a grande maioria delas já foram respondidas, então vou fazer só uma. Sobre o UltraGAS, né? O Pisenato mencionou agora há pouco na apresentação que vocês esperam uma contribuição maior do segmento de novas energias, né? Queria entender então se vocês poderiam dar um pouco mais de cor nesse ponto, né? Se pudessem falar um pouco da dinâmica desse novo segmento, né? E se também poderiam quantificar um pouco de quanto seria essa contribuição. Obrigado.
Muito bem, Leonardo. Bom, ali acho que pegando do ponto do que o Rodrigo trouxe na abertura, né? De uma expectativa de evolução positiva aí para o quarto trimestre, né? Ali é uma mistura aí da evolução da nossa estratégia, né? Eu acho que aqui, nesse terceiro trimestre, a gente teve assim uma evolução muito boa dos caminhos, das iniciativas estratégicas que a gente tem a longo prazo, né? A história de maior proximidade com os clientes, revendas varejistas ali no segmento envasado, né? Evolução nos canais ou nos segmentos que a gente tem de objetivo no segmento granel, né? A eficiência, excelência operacional. Então elas evoluíram bastante nesse trimestre e devem contribuir mais positivamente ali para o quarto trimestre, né? Isso está colocado ali na nossa evolução.
A gente começa a ver a maturidade ali dos lançamentos que a gente fez em outras energias, na energia elétrica, nas duas modalidades, no biometano. Elas vêm ali contribuindo, a gente já tinha dito no passado ali da nossa expectativa de algo entre 3% a 5% do nosso EBITDA. Mas mais relevante que essas não são operações segregadas. A gente tem gastado tempo relevante ali na combinação dos negócios numa oferta de valor superior ali para os clientes. Isso já começa a se materializar e inclusive potencializando pouco do nosso resultado. Então é esse desenho que provavelmente é o desenho que vai se intensificando nos outros trimestres. Uma empresa ali com uma oferta mais ampliada e muito mais próxima e com excelência operacional nas suas operações.
Então esse desenho que a gente enxerga mais claro para o quarto trimestre e também para os próximos trimestres ali.
Também claro, obrigado.
Nossa próxima pergunta vem do senhor Bruno Montanari, do Morgan Stanley. Por favor, senhor Bruno, pode prosseguir.
Bom dia, pessoal, obrigado por pegar as perguntas. Tenho follow-up e só uma pergunta. Só voltando no ponto de capital de giro, se eu entendi corretamente, a gente deve esperar uma liberação de capital de giro no quarto trimestre e queria entender se ela pode ser expressiva, dado o investimento que ocorreu em capital de giro ao longo dos vários últimos trimestres. E queria aproveitar para fazer uma pergunta para o Lutz de como que você está enxergando os desenvolvimentos no Brasil, né? Pensando em economia, política, pós-eleições nos Estados Unidos, eventualmente na ótica de tomar decisões de investimentos mais expressivas, seja nos negócios existentes ou eventualmente em novas frentes. Muito obrigado.
Bom, só primeiro eu responder rapidamente aqui a parte do giro e deixo o Lutz aqui tomar a maior parte do tempo. Sim, deve representar uma recuperação de capital de giro. Capital de giro, esses movimentos de capital de giro sempre são expressivos, tanto para cima quanto para baixo, mas a gente espera de fato uma recuperação de boa parte do que a gente investiu no terceiro trimestre.
Eu não vejo nenhuma mudança radical para o Brasil que deveria, vamos assim, ser relevante para o negócio do Ultrapar, né? Acho que em termos de investimento, a gente também tem esse investimento na Hidrovias que ainda tem que maturar. Como foi comentado, acho que tem muitos upsides, se a gente vê é uma companhia com grande futuro. Os nossos três negócios aqui tradicionais no Ultra também têm seus projetos de expansão, têm feito alocação de capital. Então assim, eu acho que no nosso caso a gente está no momento de fato ainda continuar se mantendo mais desalavancado e olhando com cautela os comportamentos da economia, né?
Eu acho que a eleição dos Estados Unidos especificamente que você comentou, eu não vejo impactar a estratégia nossa em nada nesse momento, não.
Está claro, obrigado.
Nossa próxima pergunta vem da senhora Helena Kelmin, da XP Investimentos. Por favor, Helena, pode prosseguir.
Oi, pessoal, tenho uma pergunta bem rápida do meu lado. É mais pensando sobre a estratégia de postos de vocês, ficou bem claro o movimento que a gente viu nesse trimestre, mas queria pegar update de vocês, como vocês estão pensando para frente essa estratégia de embandeiramento e número de postos.
Oi, Helena. Não muda em relação ao que a gente vem fazendo pelo menos há três anos desde que eu estou aqui. A gente faz o investimento seletivamente e tem uma attrition natural desse tipo de negócio. Não tem nada, acho que o grande esforço que nós fizemos lá atrás de depuração da rede está feito, está fechado. Assim, se você pegar hoje os números oficiais da ANP, né? De autodeclaração da Ipiranga e comparar com os números que a gente reporta, você vai ver que eles são muito, muito próximos. Isso é sinal da acuracidade do número que a gente tem reportado. E agora para frente é business as usual, é fazer investimentos de forma seletiva e tirar da rede quem a gente entende que não faça sentido manter.
Perfeito, obrigada.
Obrigada. Não havendo mais perguntas, gostaria de passar a palavra para o Senhor Rodrigo Pisenato para as últimas considerações. Senhor Rodrigo, prossiga com suas últimas considerações.
Bem, obrigado a todos pelas perguntas. As perguntas não respondidas vão ser respondidas pela equipe de RI e aguardo vocês para o próximo para a divulgação do ano completo de 2024. Abraço.
Obrigada. A teleconferência de resultados da Ultrapar está encerrada. Por favor, desconectem suas linhas agora.