CM Hospitalar S/A (BVMF:VVEO3)
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Earnings Call: Q3 2024
Nov 14, 2024
Boa tarde a todos e obrigado por aguardarem. Sejam muito bem-vindos à videoconferência de divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2024 da Viveo. Destaco àqueles que precisarem de tradução simultânea, que temos essa ferramenta disponível na plataforma. Para acessar, basta clicar no botão "Interpretation" através do ícone do globo na parte inferior da tela e escolher o seu idioma de preferência: português ou inglês. Para aqueles ouvindo a videoconferência em inglês, há a opção de mutar o áudio original em português, clicando em "Mute Original Audio". Informamos que esta videoconferência está sendo gravada e será disponibilizada no site de RI da companhia: www.viveo.com.br/ri, onde se encontra disponível o material completo da nossa divulgação de resultados. É possível fazer download da apresentação também no ícone de chat, inclusive em inglês. Durante a apresentação da companhia, todos os participantes estarão com o microfone desabilitado.
Em seguida, daremos início à sessão de perguntas e respostas. Para fazer perguntas, clique no ícone "Q&A" na parte inferior de sua tela e escreva seu nome e empresa para entrar na fila. Ao ser anunciado uma solicitação para ativar seu microfone, aparecerá na tela e então você deve ativar o seu microfone para fazer perguntas. Orientamos que as perguntas sejam feitas todas de uma única vez. Ressaltamos que as informações contidas nesta apresentação e eventuais declarações que possam ser feitas durante a videoconferência relativas às perspectivas de negócios, projeções e metas operacionais e financeiras da Viveo constituem-se em crenças e premissas da administração da companhia, bem como informações atualmente disponíveis. Considerações futuras não são garantias de desempenho. Elas envolvem riscos, incertezas e premissas, pois se referem a eventos futuros e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer.
Investidores devem compreender que condições econômicas gerais, condições de mercado e outros fatores operacionais podem afetar o desempenho futuro da Viveo e conduzir a resultados que diferem materialmente daqueles expressos em tais considerações futuras. Hoje contamos com as presenças dos senhores: Leonardo Birro, Diretor-Presidente; Frederico Oldani, CFO; e demais diretores. Gostaria agora de passar a palavra ao senhor Leonardo Birro, Diretor-Presidente, que iniciará a apresentação. Por favor, senhor Leonardo, pode prosseguir.
Vários dos projetos que a gente vem implementando desde o começo do ano começaram a dar ótimos frutos aqui no terceiro trimestre. Destaco também a nossa geração de caixa, e o Fred vai comentar mais à frente, que é outro pilar importante. A gente novamente conseguiu atingir bons resultados e uma estabilidade dos nossos resultados, principalmente quando a gente olha para a margem bruta, margem EBITDA, olhando para os três trimestres desse ano. E depois vamos falar um pouco do que isso significa para os próximos trimestres e o que vem por aí. Antes disso, eu queria só recapitular um pouco a jornada e de onde a gente está vindo. Quando a gente olha aqui para 2016 até 2022, a gente teve uma jornada importante de criação do nosso ecossistema.
A crença na nossa estratégia de que todos esses negócios somados têm uma força muito maior juntos e uma expansão muito acelerada, tanto organicamente, com crescimento de mais ou menos 15% ao ano durante esse período, quanto uma série de aquisições que a gente fez alinhada à estratégia de diversificação e de criação do ecossistema da Viveo. Isso nos trouxe até mais ou menos maio de 2023, onde a gente fez a última aquisição nossa, que foi a Neve, em maio de 2023. A partir daí, a gente inaugurou de fato novo momento de integração e incorporação de tudo isso. Foram cerca de 18 CNPJs incorporados só em 2023, simplificação da nossa operação com a redução de 23 para 13 ERPs. A gente reformou 8 centros de distribuição, simplificamos 9 e construímos mais 1 CD. Tudo isso do meio de 2023 mais ou menos para cá.
A gente iniciou também a implantação de WMS, o nosso sistema de gestão dos centros de distribuição, em 14 CDs de lá para cá. Então, todo esse foco em execução é em melhorar a qualidade da nossa operação. Se 2016 a 2022 foi ciclo intenso de quantidade de iniciativas acontecendo ao mesmo tempo, priorizamos a partir do meio de 2023, também no ano de 2024, uma qualidade para tudo que a gente faz em operações, vendas e resultados da companhia. No início de 2024, identificamos que toda essa integração, essas incorporações e a quantidade de coisas que fizemos em 2023 trouxeram, sim, bastante impacto para a nossa operação e desafios operacionais importantes no começo do ano. Alguns dos projetos prioritários que a gente está rodando são esses descritos na tela.
Supply Chain foi o primeiro projeto que a gente começou no final de 2023, comecinho de 2024, onde a gente tinha cenário bastante duro de piora de nível de serviço, estoques desbalanceados e modelo de planejamento e abastecimento ainda muito longe do que a gente gostaria. A boa notícia é que no terceiro trimestre a gente teve excelentes resultados aqui: melhoria do nível de serviço, percepção de melhor OTIF e serviço pelos nossos clientes, estoques mais encaixados e financiados pelo nosso contas a pagar e modelo de planejamento e compras muito mais encaixado do que a gente tinha nos trimestres anteriores. Então, tivemos ótimo resultado no terceiro trimestre e esperamos colher mais frutos disso ao longo dos próximos trimestres. Segundo projeto muito importante: redução de custos e despesas. A gente teve também projeto de consultoria com o apoio da Galease, que se encerrou no final do terceiro trimestre agora.
Então, a gente já tem mapa claro de quais são as oportunidades que a gente enxerga de redução de despesas e custos fixos na companhia. Isso começa a ser executado no quarto trimestre e esperamos uma captura ao longo dos próximos trimestres. Outra iniciativa importante: todo o nosso processo de revisão de order to cash, diminuir o nosso ciclo de recebimento, melhorar o nosso nível de serviço também para o cliente. Aqui tem uma série de ferramentas sendo implementadas, desde o Salesforce para padronizar todo o sistema de CRM. A gente tinha vários sistemas de CRM em várias companhias e a gente tem go-live a partir de janeiro da padronização do Salesforce para todos, assim como uma série de ferramentas internas que visam reduzir o nosso ciclo de order to cash.
Outra iniciativa importante é a CSC, onde a gente está consolidando e tornando muito mais robustos os processos de backoffice e processos internos da companhia para prestar serviço para todos os nossos negócios dentro da Viveo. Isso tudo já vem trazendo para a gente foco enorme em ajuste do capital de giro, fortalecimento da gestão operacional e foco na geração de caixa. Passando para o terceiro tri de 2024, a gente já começa a ter maior precisão nos indicadores operacionais da companhia. Então, grande exemplo disso é, a partir de janeiro, teremos todos os nossos CDs rodando com o sistema de WMS padronizado.
Temos duas novas operações muito importantes, que são Cajamar no estado de São Paulo e Brasília, que vão ser os nossos maiores hubs, CDs novos, nos quais a gente investiu bastante nos últimos anos e eles vão estar todos rodando a partir de janeiro com o WMS, além do Salesforce que eu já comentei. Isso trouxe a gente para o melhor ciclo de caixa do ano, principalmente puxado pelo enquadramento entre estoque e contas a pagar e a menor dívida líquida também dos últimos trimestres. Durante esse processo de evolução das nossas práticas, dos nossos controles e dos nossos sistemas, identificamos várias companhias que não tinham as mesmas práticas que a Viveo tinha desde o começo. Passamos a implementar as mesmas práticas de controle e gestão em todas as companhias do grupo.
Isso trouxe para a gente uma revisão de estimativas, tanto em perdas de estoque quanto provisões de PDD, por padronizar essas práticas e colocar as mesmas ferramentas de controle e de gestão que o Fred vai comentar pouco mais à frente para vocês aqui. Em relação aos resultados financeiros, eu gostaria de destacar crescimento pouco menor do que o crescimento histórico da Viveo, de 15% orgânico, como eu já havia comentado, dado o nosso foco em organizar melhor as operações, ter mais qualidade nos processos que a gente está unificando de várias dessas companhias e foco na geração de caixa. Que aí sim a gente conseguiu enxergar R$ 507 milhões de geração de caixa no terceiro trimestre, ou R$ 130 milhões, mesmo quando a gente exclui as cessões de recebíveis que a gente listou no nosso release. Nosso lucro bruto fechou com uma margem de 13,3%.
Como eu disse, tem uma estabilidade em relação ao segundo trimestre ex-Semed e ao primeiro trimestre desse ano. Então, a gente conseguiu, de fato, após vários trimestres, estabilizar a nossa operação depois de todo o movimento que a gente fez de incorporações em 2023 e tivemos aqui o melhor ciclo de caixa dos últimos trimestres. Com isso, eu passo a palavra para o Fred aqui, que vai entrar um pouquinho mais nos detalhes financeiros e vou estar disponível junto com ele e o time no Q&A.
Obrigado, Leo. Boa tarde a todos. Eu vou iniciar a minha apresentação no slide número 7, comentando sobre o desempenho de receita líquida dentro de cada um dos nossos segmentos. Então, primeiro começando pelas bases clínicas, onde a gente atingiu uma receita líquida de R$ 2,189 milhões, crescimento de 4,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Aqui acho que vale a pena destacar o forte crescimento de algumas categorias. Principalmente alto custo, especialidades, nutrição e materiais, que foram, de certa forma, compensados por uma queda em fármacos. Dentro desse segmento a gente tem feito esforço muito grande de melhorar a rentabilidade e também melhorar condições de working capital dentro de cada operação.
Então, acho que aqui o ponto importante é o foco não é necessariamente só em melhora de lucro bruto dentro desse segmento, mas a gente está buscando otimizar o ROIC, né? Ou seja, o retorno sobre capital investido de cada transação que a gente faz dentro desse segmento. Isso pode ser feito de diversas formas, mas em geral são combinações de margem e capital de giro que gerem nível de retorno superior ao que a gente tem hoje. Isso é algo que já começou a acontecer. A gente deve ter evoluções importantes ao longo dos próximos trimestres. Já no canal Laboratórios de Vacina, a gente teve crescimento bastante forte, quase 19%, atingindo R$ 286 milhões de receita nesse trimestre. Aqui acho que vale a pena destacar o crescimento de vacinas em geral, principalmente pneumonia, dengue.
Assim, esse canal é canal que tem tido uma série de lançamentos, né? E lançamentos que têm tido uma demanda bastante robusta e isso mostra o forte desempenho que a gente vem tendo nesse canal ao longo do ano inteiro. Já no analítico e no pré-analítico, aqui a demanda já não é tão robusta quanto de vacina, mas a gente tem foco bastante grande em aumento de ticket médio dentro desses dois subsegmentos. Indo para o slide número 8, desempenho do varejo. Aqui o varejo, a gente viu crescimento mais fraco do que a gente gostaria, 3,7% de crescimento, R$ 250 milhões de receita líquida. Aqui vale a pena destacar a desaceleração do canal farma, principalmente depois dos aumentos de preço que a gente fez ao longo do segundo trimestre.
Também vale a pena destacar o melhor, assim, o aumento de venda em marcas próprias e redução de vendas para o canal B2B. Né? Já no setor de serviços, aqui a gente vê uma queda em relação ao ano passado, R$ 227 milhões de receita, com 12,8% de queda. Aqui esse canal ainda tem impacto relevante das enchentes do Rio Grande do Sul, principalmente no nosso negócio Life, que é negócio de diálise e que também, assim, é fator importante também para explicar a contração de margem bruta, porque é o nosso segmento de maior margem bruta, maior rentabilidade hoje dentro da companhia. É segmento que está se recuperando. A gente espera que ao longo dos próximos meses ele se normalize, mas assim, provavelmente a gente só vai ver isso 100% normalizado a partir do ano que vem.
Indo para o próximo slide, slide 9, comentar sobre o desempenho de lucro bruto. Aqui no terceiro trimestre, a gente acumulou R$ 392 milhões de reais de lucro bruto com a margem bruta de 13,3%. Aqui acho que o ponto principal é a gente ainda vai ter quedas em comparação ao ano passado, mas como o Leo comentou, a gente vai se encostar pouco para frente. Eu acho que a gente conseguiu já estabilizar o negócio. Então apesar de na comparação com o ano anterior a gente ainda ter uma contração, mas quando você vê na sequência, nos últimos trimestres, a gente já conseguiu estabilizar a margem bruta a despeito de efeito mix hoje, que é bastante negativo para o total, para a nossa margem bruta total.
É o fato da gente estar crescendo mais em hospitais e clínicas e vacinas, assim, são segmentos que têm margem bruta substancialmente menor do que, por exemplo, segmentos tanto de varejo quanto de serviços. Então, assim, hoje o que a gente vê, assim, é que os negócios já estão com margens individuais ou equivalentes ou maiores do que a gente vinha operando, mas na hora que você compara o efeito mix, principalmente, assim, é pela contração de serviços e pelo menor crescimento do varejo, a gente ainda vê uma pequena pressão na margem bruta em comparação aos trimestres imediatamente anteriores, não necessariamente em relação ao ano passado. Acho que ano passado a dinâmica era bastante diferente. Né? Aqui, indo para o slide número 10, comentar pouco sobre EBITDA ajustado.
Nosso EBITDA ajustado atingiu R$ 147 milhões no terceiro trimestre, 5% de margem EBITDA, uma queda de cerca de 40% em relação ao ano passado. Aqui, assim, acho que a comparação com o ano passado a gente vai continuar sofrendo ao longo desse ano, porque, enfim, são realidades de mercado muito distintas. Mas depois, quando a gente for, a gente vai mostrar o resultado sequencial, a gente vê que o nosso resultado já está estabilizado, tanto em termos de lucro bruto quanto em termos de margem. Aqui acho que vale a pena comentar que a gente teve efeito no EBITDA. Não no EBITDA ajustado, é relevante nesse terceiro trimestre, efeitos não recorrentes total de R$ 245 milhões, sendo com dois efeitos relevantes que o Leo comentou, de R$ 110 milhões em função da revisão da nossa estimativa de provisão para devedores duvidosos.
Assim, aqui, é como o Leo comentou, a gente botou todas as operações dentro do mesmo modelo de gestão. Assim, acho que isso só foi possível depois da gente fazer 100% das incorporações, depois da gente ter todas as empresas, assim, praticamente as empresas relevantes dentro do mesmo ERP. Hoje a gente olhou, a gente fez uma varredura basicamente cliente a cliente, a gente revisou perspectiva de recuperabilidade de cada deles individualmente. Foi trabalho bastante grande que a gente fez ao longo do trimestre e a gente identificou que tem por volta de R$ 110 milhões com baixa perspectiva de recuperação. Por isso a gente procedeu com o provisionamento desses valores. Esses valores ainda não foram perdidos, mas a gente acredita que eles vão ser perdidos ao longo dos próximos trimestres.
E à medida que essas perdas forem acontecendo, a gente vai revertendo as provisões e fazendo as baixas contra as provisões. Em termos de estoque, aqui também teve impacto importante. Só relembrando, a gente, depois de incorporar 18 empresas no ano passado, esse ano, ao longo do primeiro semestre, a gente construiu dois CDs novos e a gente também implementou WMS em todos os CDs. Com isso a gente passou a ter o mesmo controle de estoque em todas as empresas. Isso aconteceu ao longo do primeiro semestre e ao longo desse terceiro trimestre, a gente, tendo tudo na mesma base, no mesmo modelo, a gente também fez uma reavaliação da recuperabilidade de todos os estoques que a gente tem e a gente entendeu que tem R$ 108 milhões. A gente vê com baixa chance de recuperabilidade.
Isso também ainda não foi perdido, mas a gente acredita que deve ser perdido ao longo dos próximos trimestres. E da mesma forma, à medida que as perdas vão ocorrendo, a gente vai revertendo as provisões e baixando as perdas. Baixando as perdas. Acho que vale a pena aqui colocar que isso são eventos pontuais. A gente não espera outros eventos nessa magnitude nessas contas. De agora em diante, essas contas devem ter só os efeitos normais de PDD e de perda de estoque que é no curso usual do nosso negócio. Indo para o próximo slide, o slide número 11, aqui a gente mostra como está evoluindo o resultado ao longo de 2024.
Assim, claro que a base de comparação de 2023 é muito prejudicial, mas quando a gente olha o resultado dos três trimestres já divulgados de 2024, a gente vê que o negócio já está bastante estabilizado. O segundo trimestre é trimestre que, como vocês sabem, tem o efeito de CMED, mas se você tira o efeito de CMED, que basicamente é ganho sobre reavaliação de estoques, a gente vê que a nossa margem bruta, por exemplo, ela está estável em relação ao terceiro trimestre, em relação ao segundo e praticamente também estável em relação ao primeiro trimestre de 2024, mesmo com todo o efeito negativo de mix que a gente comentou de estar crescendo nos canais com menor margem bruta. As nossas perdas operacionais também estão bastante estáveis.
A gente vê, não vê grandes mudanças, bem como o nosso EBITDA e nossa margem EBITDA. Ou seja, excluindo o efeito de CMED, a gente vem rodando aí desde o início do ano na casa de 5%, 5,1%, o que mostra que depois de um ano bastante desafiador, a gente conseguiu claramente estabilizar a parte operacional. Ainda bastante longe do que a gente entende que é o nosso potencial de geração de resultado, mas acho que a mensagem de que o negócio está estabilizado está muito clara e agora a gente começa a trabalhar efetivamente para começar a recuperar o resultado. Acho que esse é o ponto importante. A fase de estancar a queda do negócio ficou para trás.
De agora em diante, é trabalhar para voltar a crescer e rentabilizar o negócio. Indo para o slide número 12, resultado financeiro, a gente teve uma despesa financeira líquida de R$ 136 milhões nesse terceiro trimestre, uma queda de 7% em relação ao ano passado. E aqui tem alguns efeitos importantes, principalmente de queda de juros, também pouco de redução de dívida líquida, mas, enfim, a gente claramente a nossa dívida está sob controle e o resultado da nossa despesa de juros também bastante sob controle. Do lado direito, a gente tem o nosso lucro, nosso lucro líquido ajustado.
Assim, é claro, a gente teve efeito no lucro muito maior do que o lucro ajustado em função das baixas que a gente comentou, mas quando a gente olha o resultado recorrente, no terceiro trimestre, a gente gerou lucro negativo de R$ 56 milhões. No acumulado do ano, R$ 69 milhões. De novo, ainda é resultado bastante aquém do que a gente entende que é o nosso potencial, mas acreditamos que o negócio está estabilizado e de agora em diante é trabalhar para recuperar a rentabilidade. Slide número 13 aqui, acho que tem a gente tem o talvez o grande destaque não só do trimestre, mas do ano.
Assim, nos 9 meses de 2024, a gente está gerando por volta de R$ 650 milhões de caixa, comparado com os 9 meses de 2023, onde a gente tinha consumido por volta de R$ 380 milhões. É uma mudança substancial de direção. Assim, é claro, aqui a gente tem alguns efeitos ainda de antecipação de recebíveis, mas mesmo se você descontar todos os efeitos, a direção é muito clara de todos os esforços feitos pela companhia para melhorar a geração de caixa. Acho que os números já mostram isso claramente. Então, acho que esse talvez foi o grande destaque do trimestre. A consequência disso também é que a gente tem uma dívida líquida que também está bastante sob controle.
Indo para o próximo slide, no slide 14, a gente mostra o nosso ciclo de caixa. A gente teve, como o Leo já comentou, o melhor ciclo de caixa dos últimos trimestres, seja em relação ao número de dias, onde a gente melhorou três dias em relação ao segundo trimestre, mesmo quando você desconta os efeitos não recorrentes. Claro, se você olha a recuperação pontual, a melhora é substancialmente maior, mas em bases comparáveis, a gente está melhorando três dias. E quando você olha em relação ao percentual da receita, também é o melhor número que a gente tem desde o terceiro trimestre do ano passado. Então, claramente a gente tem evoluído em capital de giro em todas as métricas, mesmo se você descontar todos os efeitos pontuais de antecipação de recebíveis que a gente passou a fazer desde o trimestre passado.
Por fim, no slide número 15, a gente mostra o nosso endividamento. A nossa dívida líquida caiu para R$ 2,1 bilhões nesse trimestre, uma alavancagem ex-M&A de 3,14. Ou seja, aqui, mesmo se você ajustar por efeito de antecipação de recebíveis, a nossa dívida líquida está bastante estável. Ou seja, claramente a gente conseguiu estancar o consumo de caixa. Claramente, a gente colocou a geração de caixa da companhia num nível que a gente consegue tranquilamente manter a dívida estável. E aqui também, como a gente vê, a gente tem cronograma de amortização bastante confortável. A gente não tem vencimentos relevantes ao longo de 2025. A gente passa só a ter vencimentos relevantes a partir de 2026.
Ou seja, a gente está com uma situação financeira relativamente confortável e a gente tem tempo para seguir os ajustes do negócio, como a gente tem feito ao longo do ano de 2024. Acho que era isso que eu tinha para comentar em relação aos resultados do terceiro trimestre, que agora passar para a sessão de perguntas e respostas. Muito obrigado. Agora, começaremos a sessão de perguntas e respostas. Lembrando que para fazer perguntas, vocês devem clicar no ícone Q&A na parte inferior da tela e escrever a sua pergunta para entrar na fila. Ao ser anunciado, uma solicitação para ativar seu microfone aparecerá na tela e então você deve ativar o seu microfone para fazer perguntas. Solicitamos, por gentileza, que as perguntas sejam feitas todas de uma única vez. Vamos à nossa primeira pergunta. É do Felipe Trollezamâncio, Analista CELLSIDE do Itaú.
Felipe, abriremos o seu áudio para que você possa prosseguir. Felipe, passaremos à nossa próxima pergunta. A nossa próxima pergunta é do Ian Seskim, analista CELLSIDE do BTG Pactual. Ian, abriremos o seu áudio para que você possa prosseguir. Por favor, pode falar. Boa tarde, Leo, Fred. São duas perguntas do meu lado. A primeira pergunta, eu gostaria de saber se, passada a fase de estabilização dos resultados, se vocês ainda esperam a continuidade ou aceleração no montante de antecipação de recebíveis, olhando aí para os próximos períodos. E a segunda pergunta é sobre as iniciativas de redução de despesa, otimização de backoffice. Queria entender se vocês podiam dar alguma estimativa quantitativa do que vocês esperam para esse processo de otimização. É isso, obrigado. Vamos lá, Ian, começar aqui, sim.
Antecipação de recebíveis, a gente vai fazer enquanto a gente achar que precisa. Então, é assim, provavelmente a antecipação de cartão a gente vai fazer sempre, é custo bastante baixo. Acho que provavelmente vai virar prática recorrente. É o que a gente tem, os nossos recebíveis têm uma qualidade muito boa e a gente entendendo que faz sentido a gente fazer, a gente vai continuar fazendo. Então, é assim, acho que a gente fez montante desse trimestre, talvez muito maior do que precisaria, até para deixar bastante claro que a gente tem bastante flexibilidade de usar isso para gerar recursos para a companhia, caso a gente entenda que seja necessário.
Em relação aos ganhos do SG&A que a gente pretende implementar, a gente está mirando algo próximo de R$ 10 milhões por mês. Isso não aparece ainda, assim, você não vai enxergar isso ainda no quarto tri. A curva de captura disso vai até meio do ano que vem. Meio do ano que vem, é. Assim, é mais ou menos uns 10%, né, que a gente sempre mira no ballpark ali, Fred, mais ou menos uns 10% que a gente está fazendo. Aqui você tem de tudo, tem backoffice, né, principalmente a iniciativa de CSC e outras, tem centros de distribuição e otimizações que a gente pretende fazer e tem fábricas também que batem no SG&A, não batem só no custo.
Então, tem de todas as naturezas e achar essa ordem de grandeza de 10% mais ou menos aqui é o que a gente mirou. Tem unificação de planta fabril, tem devolução de CDs, enfim, tem um cardápio amplo de ações de renegociação de contratos. Então, assim, é uma parte já vai aparecer agora no quarto tri, mas a curva de captura é até o meio do ano que vem para 100% capturado. Super claro, pessoal. Muito obrigado. Lembramos que para fazer perguntas, vocês devem clicar no ícone Q&A na parte inferior da tela e escrever o seu nome, empresa e idioma para entrar na fila. A nossa próxima pergunta é da Estela Estrano, analista CELSIDE de DeepMorgan. Estela, abriremos o seu áudio para que possa fazer as suas perguntas. Por favor, pode prosseguir. Oi, pessoal, boa tarde. Obrigada por pegar minha pergunta.
E queria que vocês explorassem pouquinho mais a dinâmica de margem bruta. Então, se vocês pudessem quebrar um pouco o que está por trás dessa queda, se é se a gente tem questão da competição do setor, que está sendo mais difícil ali na negociação de preço e também o que é um pouco de efeito mix dos produtos de alto custo, um pouco de efeito ali dos serviços. Obrigada. Oi, Estela, obrigada aí pela participação e pela pergunta. Vou pegar aqui. Acho que o principal efeito é mix. Então, como o Fred comentou, os dois negócios de maior margem para a gente hoje, tanto o varejo quanto os serviços, por dinâmicas diferentes, têm crescimento abaixo do que o esperado para esse ano.
Então, o varejo, em decorrência de alguns aumentos de preços, pouco mais de mercado, pouco mais duro, então cresceu menos do que a gente esperava no nosso mix. Isso afeta o total da companhia. E serviços, a gente tem uma queda, inclusive, né, que a gente demonstrou ali de faturamento versus o ano anterior, puxado principalmente pelo efeito Rio Grande do Sul, na linha de diálise, que é a maior margem que a gente tem, mas também por outros efeitos aqui de dinâmica de mercado. Então, o grosso disso aqui é mix. E aí a gente cresce, principalmente em vacinas e medicamentos de alto custo, que na comparação tem margem bruta substancialmente menor do que esses outros segmentos. Então, a gente vê essa estabilidade da margem bruta nos três trimestres ex-CMED, mas afetado por esse efeito mix.
Quando a gente olha para frente, a gente tem uma expectativa de melhoria de margem de recuperação da venda, por exemplo, de serviços. A operação da LIFE que está fechada desde maio, quando a gente teve o evento de enchentes no Rio Grande do Sul, a gente começa a retomada de produção agora em novembro e dezembro. Ou seja, a partir do primeiro trimestre, a gente já começa a ver uma recuperação desse volume de margens maiores, ajudando em serviços.
E em varejo, a gente tem também uma série de iniciativas para o ano que vem, dentro do processo que a gente falou de redução de despesas e custos, que ajudam algumas linhas de produto, como junção de fábricas, a partir do ano que vem, que também ajuda na parte de custo dessas linhas de produto, e algumas iniciativas de crescimento em categorias dentro do varejo que têm margens maiores. Esse é o nosso plano para os próximos trimestres, para reverter pouco esse efeito de mix. Então, esse é o grande impacto na nossa margem bruta quando a gente compara versus o ano anterior. Super claro, obrigada, Leo. Obrigado. Lembramos que para fazer perguntas, vocês devem clicar no ícone Q&A na parte inferior da tela e escrever o seu nome, empresa, idioma, para entrar na fila.
A sessão de perguntas e respostas está encerrada e agora gostaríamos de passar a palavra para as considerações finais da companhia. Senhor Leonardo, por favor, pode prosseguir. Obrigado a todos e a todas novamente pela presença na nossa conferência. Seguimos à disposição para outros esclarecimentos aqui e muito confiantes na nossa estratégia, foco total em melhorar a qualidade das nossas operações, melhorar os nossos controles e sistemas e a busca por melhores resultados e crescimento de segmentos com mais rentabilidade ao longo dos próximos trimestres. Obrigado e abraço a todos. A videoconferência de resultados referentes ao terceiro trimestre de 2024 da Viveo está encerrada. O Departamento de Relações com Investidores está à disposição para responder às demais dúvidas e questões. Muito obrigado aos participantes e tenham todos uma ótima tarde.